Paginaleste's Blog

Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Especialista defende comunicação como direito humano

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Pouco mais de 25 anos atrás, um grupo de intelectuais, ativistas e técnicos se reuniu para elaborar, no âmbito da Fundo das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o documento Um Mundo, Muitas Vozes, que viria a ser conhecido pela história como Relatório McBride, em alusão ao coordenador desse processo, o escocês Sean McBride.

Um amplo tratado sobre os fluxos de informação no planeta e uma defesa enfática da comunicação como um direito humano, o Relatório McBride teve seu teor considerado explosivo e resultou em um movimento de esvaziamento da Unesco por parte dos Estados Unidos e da Inglaterra. Resultado: as idéias contidas no documento foram abandonadas.

Nos últimos anos, porém, o avanço do debate social sobre a comunicação recolocou na pauta o conceito de direito humano à comunicação. Exemplos disso são o seminário promovido pela Câmara dos Deputados, no ano passado, e a Campanha Cris (Comunication Rights in the Information Society – Direito à Comunicação na Sociedade da Informação). 

Na esteira desse processo, o especialista em comunicação, João Freire, lançou o livro Muitos Mundos, Uma Voz – Estudo sobre o Direito Humano à Comunicação. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Freire explica um pouco melhor esse conceito e o localiza no cenário da mídia nacional. Ele também defende uma política pública para o setor.

Agência Brasil: Direito Humano à Comunicação? Você poderia explicar para o público um pouco melhor o que é isso?

João Freire: O direito humano à comunicação engloba duas linhas principais: Uma é a liberdade de expressão, que é um direito constitucional e está prevista na declaração dos direitos humanos, que é a liberdade das pessoas divulgarem suas opiniões e seus pensamentos, e não necessariamente só na praça pública, em um comício ou numa reunião em espaço público, mas inclusive também através da mídia. Então seria liberdade de expressão pela mídia. E a forma de garantir isso, é os veículos abrirem espaço para questões de interesse social, de interesse da comunidade e, através desse processo de divulgação dos temas de interesse coletivo, atingir a liberdade de expressão. O que complementa o direito à comunicação é o acesso à informação isenta. É você encontrar, nos veículos de comunicação, informação mais próxima possível da realidade. Então é muito importante, para isso acontecer, que haja uma distinção clara do que é informação e do que é opinião. Todo veículo tem direito a sua linha editorial. Acho absolutamente normal que isso exista, mas acho imprescindível que isso seja deixado claro, que se diga: “olha, a nossa linha editorial é essa, a nossa preferência política é por esse grupo, nossa simpatia pela área industrial e comercial é essa”. Assim como em outros países acontece e aqui no Brasil a gente raramente vê.  Tem até exemplos de veículos que se dizem, em editoriais, isentos, mas que na prática, naquilo que estão publicando, a gente vê que não é verdade.

ABr: Isso seria uma forma de violação do direito à comunicação? Que outras formas de violação o senhor citaria?

Freire: Esse é com certeza um direito muito desrespeitado no Brasil. Eu vejo dois problemas que levam a essa situação. 1. é a desinformação da população que não sabe que existe esse direito e conseqüentemente não reivindica. 2.  outro problema são os oligopólios, o controle da mídia por um número muito pequeno de empresas. Poucas empresas controlam toda a informação do Brasil. Isso com certeza faz com que os interesses comercias e políticos se sobreponham aos interesses coletivos. Isso leva a uma violação do direito à comunicação.

ABr: Mas o direito à comunicação não seria também o direito de as pessoas se comunicarem, de falarem? A internet não pode contribuir para isso?

Freire: A internet é o caminho para a democratização da comunicação. Apesar de somente 18% da população ter acesso à internet, ela já permite que qualquer cidadão com investimento mínimo, possa montar seu site, seu blog para discutir qualquer temática que seja. Isso é uma forma de democratizar a informação. Você permitir que a sociedade possa ser produtora e não apenas consumidora. No entanto a sociedade não só brasileira, mas também mundial, nos últimos 30 anos, se acostumou a uma postura muito passiva diante da mídia promovida pela televisão. A TV não é um meio muito interativo, então as pessoas se sentam na frente da TV para receber informação, entretenimento, noticiário, seja o que for. E a internet possibilita uma interatividade. Ou seja, se você leu alguma noticia e percebeu um erro, você tem a facilidade de comunicar o erro por e-mail, entrar em contato, enviar comentários. Mas é necessária uma mudança na cultura das pessoas de entender que os veículos de comunicação não são apenas fontes, mas também receptores no processo de comunicação.

ABr: E a questão da digitalização do rádio e da TV, como se insere nesse contexto?

Freire: A TV Digital, oferecendo interatividade, também pode permitir isso. Vou dar um exemplo simplório, que eu já ouvi muitas vezes. Quando estivermos assistindo a um jogo de futebol da seleção, vamos poder comprar pela TV uma chuteira do Ronaldinho. Acho que isso é o que menos importa. Acho que é interessante destacar a possibilidade de, por exemplo, você assistir a um programa educativo e poder tirar dúvidas na hora. Em um programa ao vivo isso seria perfeitamente possível através da interatividade da TV Digital, que é uma das ferramentas possíveis, mas não é obrigatório que venha ter.

ABr: E a repressão às rádios comunitárias?

Freire: Eu vejo aí uma motivação comercial muito forte. As rádios comercias se sentem ameaçadas pelas rádios comunitárias. Muitas ações judiciais que levam ao fechamento dessas rádios são promovidas por empresas de comunicação. No entanto as rádios comunitárias tem e devem ter um papel importante dentro da promoção de melhorias, na organização de debates e ações relativos à comunidade. Isso, uma rádio em rede nacional não tem condições de fazer. Porque não pode ficar tratando de assuntos muito específicos. Apenas de assuntos de interesse nacional. O que interessa para um cara que mora no Ceará a respeito do abastecimento de água em uma cidade de São Paulo? A rádio comunitária é um espaço interessante para discutir a vida da comunidade. É um meio importante, que precisa existir no Brasil, precisa de um espaço garantido.

ABr: O que o senhor acha que é preciso ser feito para o direito à comunicação ser efetivado no Brasil?

Freire: Primeiro passo, o passo primordial: temos que levar esse conceito para a sociedade como um todo, para que a sociedade entenda e se aproprie desse direito e, conseqüentemente, passe a cobrar dos veículos de comunicação, do governo, do poder legislativo, que isso seja garantido e efetivado. Se a pessoa não tem consciência do direito que ela tem não vai reivindicar. E esse é o primeiro ponto. O segundo ponto: há uma necessidade de discutir esse tema amplamente nas universidades, no meio acadêmico, porque é onde estão se formando os novos personagens da comunicação. E se o profissional de comunicação chegar ao mercado sem essa noção, sem essa temática, e isso é muito comum hoje, pois eu não conheço – pode até ter –  mas eu não conheço, nenhum curso de comunicação no Brasil que tenha em seu currículo uma disciplina sobre o direito humano à comunicação. Então, por desinformação, o novo profissional chega ao mercado e não leva isso em conta na realização do seu trabalho. Terceiro ponto: é pensar também nos profissionais que já existem nas empresas de comunicação. Levar informação e cobrar dessas empresas que elas cumpram essas obrigações constitucionais, que estão previstas na declaração dos direitos humanos. São  documentos permanentes e independem dos governos de hoje ou de amanhã.

Rodrigo Savazoni Repórter da Agência Brasil

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30 de novembro de 2006 at 11:08

Publicado em Comunicação

O Lula e Eu (parodiando o título da música: A Lua e eu…

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Lula ainda como sindicalista e presidente do PT com J. de Mendonça Neto ainda como repórter.
Muitos anos depois, Lula virou presidente e ainda foi reeleito e este repórter continua na mesma.
"andando na istrada dos disingano / andando de noite e de dia
inludido percurando / aprendê o qui num sabia"
(rsrsrsrs).

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30 de novembro de 2006 at 10:55

Publicado em Sem categoria

Entidade se organiza para atender crianças

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A direção do Instituto Educar para a Paz, entidade que trabalha com crianças e adolescentes na Cidade A.E. Carvalho realizou no dia 26/10, uma festa da pizza visando divulgar os trabalhos da entidade e gerar recursos para realizar, em dezembro próximo, um evento de Natal para as crianças.

Por conta disso, mais de 300 pessoas passaram pelas dependências do Salão de Festas Liberal, na Avenida Campanellas, cedido gratuitamente pelo atual presidente da OAB – seccional Itaquera, o advogado Sidnei Liberal, que ainda conseguiu algumas doações pontuais com o comércio local.

A receita dos convites e das bebidas vendidas foram usadas para pagar as mini pizzas e o aluguel de mesas e cadeiras. Só de convites foram vendidos cerca de 250 a R$ 10,00 cada.

O valor, irrisório diante do déficit permanente da entidade, apenas vai custear parte das despesas do evento no Natal. A entidade, que não tem associados contribuintes regulares, conta com esporádicas contribuições em dinheiro, o que não permite nem um planejamento de curto prazo. Mesmo diante das dificuldades a entidade vai tocando seus trabalhos por conta de outros voluntários prestam serviços, ou cedem espaços ou cobrem despesas eventuais. É o caso da administração do sacolão localizado na Avenida Imperador, próximo ao Terminal Rodoviário da Cidade A E Carvalho que cede todos os sábados um espaço para a prática da capoeira.

A entidade, fundada pelo ex-delegado titular da 64º DP na Avenida Águia de Haia, Marco Antonio Cicone, funciona desde o início com o empenho do mestre de capoeira Israel Santana que já treinava as crianças. A partir da organização da entidade e da conquista de espaços mais adequados o número de crianças e jovens atendidos aumentou significativamente e a entidade agregou outras pessoas como Madalena de Mello e Tânia Bujaldon, professora voluntária de dança, entre outros mais antigos e de contribuições diferenciadas como a do diretor da Escola Municipal 8 de Maio, professor José Carlos, das professora Edilaine Brito e Luciene e outros educadores.

Durante o evento, dois dos principais dirigentes, o delegado Cicone e o comerciante José Gerry puderam lembrar as dificuldade do Instituto Educar para a Paz e mencionar as pessoas que de certa forma contribuíram durante este período. Foram lembrados: Manoel, do Movimento Popular pelo Desenvolvimento da Zona Leste, Geraldo Pereira, diretor do Sesi Cat Mário Amato, alguns comerciantes e representantes da OAB.

O destaque ficou por conta da doação de um quadro da artista Maria de Fátima Domingues cujo dinheiro obtido com a sua venda será revertido para a entidade e a presença do Padre Rosalvino, das Obras Sociais Dom Bosco. Ainda passaram por lá diretores do FDZL – Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste, representantes de Conseg´s e de sociedade amigos de bairro como do Jardim São Nicolau e da Cidade A E Carvalho. (JMN)

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30 de novembro de 2006 at 10:39

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Agenda 2007 ECA em revista

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O jornalista e editor da Agenda ECA em revista já está disponibilizando para encomenda a versão 2007 que este ano teve a colaboração da agência Página Leste. A genda contém a Constituição Federal atualizada, o Estatuto atualizado e comentado; telefones de todos os Conselhos do país todo. Contatos: Lourival Nonato: (11) 9513-5776

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30 de novembro de 2006 at 10:35

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Boas notícias Programa do governo com a sociedade pode melhorar a empregabilidade

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A Distrital Mooca da Associação Comercial de São Paulo sediou, no dia 16/11, o encontro de representantes de empresários do comércio e serviços da zona leste da cidade de São Paulo com a Coordenadora Geral de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Emprego Tatiana Scalco Silveira promovido pelo Fórum para o Desenvolvimento da zona Leste. Na pauta: os preparativos para uma possível assinatura de convênio de qualificação profissional para o mercado de trabalho local com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT.

Segundo a coordenadora, o convênio faz parte de uma série de ações de políticas públicas setoriais adotadas pelo atual governo. Para tanto estimula a criação de uma comissão de concertação que aponte o perfil sobre os tipos de trabalhadores que são necessários naquela região e que ainda reúna uma gama de empresas comprometidas em absorver preferencialmente os trabalhadores que seriam qualificados pelo programa do Ministério com currículos específicos. Um terceiro segmento são as entidades da sociedade civil, a exemplo, do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste que congrega centenas de entidades do primeiro, segundo e terceiro setor. Sua função é ampla. Vai desde ajudar a compor a identificar a demanda até recrutá-la, ceder espaços para os cursos e pontualmente ajudar a desenvolvê-los. Os custos de toda a operação viriam dos recursos do FAT.

A partir da prioridade dada à qualificação da mão-de-obra para a facilitação da empregabilidade, os representantes do Sindicato de Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo indicaram o perfil da necessidade das 7050 empresas do setor existentes na zona leste da São Paulo. Na mesma linha, Hugo Cabrera, do RH da empresa Carrefour presente a reunião também traçou o perfil da mão-de-obra utilizada pela empresa, mas ressaltou que a ampliação do leque de qualificações dos seus funcionários é política da empresa que acaba de celebrar um convênio com o Sesc para qualificação dos trabalhadores.

O representante da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Ivo Dall´Acqua Junior lembrou sobre a premência dos prazos para celebrar o convênio. Marcado para até a primeira quinzena de dezembro, a identificação mais rigorosa do perfil, conforme lembrado por outros participantes e o convencimento dos empresários para a participação vai requerer agilidade entre os presentes. Nesse sentido, apesar do comprometimento de todos os presentes, ficaram por conta da Associação Comercial, da Federação do Comércio e dos representantes dos Sindicatos patronais presentes os contatos como os futuros contratantes.

Para reforçar a necessidade do empenho dos presentes, o professor Valter de Almeida, diretor de Educação do FDZL lembrou o acerto do governo na decisão de viabilizar esse programa na zona leste de São Paulo, ressaltando o alto índice de desemprego na região. Já para este repórter, a concentração de riqueza em áreas da zona leste, além do comércio e serviços tradicionais tem demandado outros tipos de serviços caracterizados como mordomiais. "A classe média e alta, que está se instalando em alguns locais da região, tem requerido serviços típicos da antiga vassalagem, exemplificando como preparadores físicos individuais, consultores de modas, salões de beleza e motéis para animais, motoristas particulares e seguranças pessoais, entre outros".

Participaram da reunião: representantes do FDZL, da Associação Comercial; o empresário Akira Kido do ramo óptico, representantes da rede Carrefour e Pão de Açúcar, representante da Fenacom, do sindicato patronal já citado e representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio. Além dos encaminhamentos apontados, uma próxima reunião está marcada para o dia 30 de novembro na sede da distrital Mooca da ACSP, além de uma exposição específica para empresários no centro de convenções da empresa Carrefour. (JMN)

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30 de novembro de 2006 at 10:30

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Jornal Ética & Arte no 24

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Já está disponível em pdf, a edição 24 de novembro de 2006 do jornal Ética & Arte.
Destaques desta edição:
 
Parada Negra reúne militantes de várias gerações
USP Leste realiza seminário EACH/Nasce com a comunidade
Programa do Ministério do Trabalho com a sociedade pode melhorar a empregabilidade
Exposição, dança e teatro em escola pública na zona Leste
Negros e pardos conseguem mais acesso ao ensino superior
 
Solicite o arquivo por enviado um e-mail com nome, endereço, entidade para paginaleste@uol.com.br
 

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30 de novembro de 2006 at 10:14

Publicado em Notícias e política

Participantes de evento da CNBB traçam diretrizes para a construção de “um novo Brasil”

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Brasília – O comunicado final da 4ª Semana Social Brasileira, aprovado pelos cerca de 230 participantes do evento promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgado hoje (19), reafirma as diretrizes para a construção de "um novo Brasil". Trata-se de uma espécie de consenso em torno de um "projeto de país" proposto pelos movimentos sociais que participaram do evento.

Entre as diretrizes para esse projeto estão a democracia direta, por meio de plebiscitos, referendos, iniciativas populares de leis e orçamento participativo. "A democracia participativa será a garantia de soberania nacional", afirma o documento.

Outros pontos colocados como prioritários são a "recuperação das riquezas nacionais", com a valorização da biodiversidade, o trabalho digno, com o combate à escravidão, uma economia solidária e "regulada pelo Estado", a democratização dos meios de comunicação, da educação, da cultura e da saúde.

As reformas agrária e urbana também estão entre as reivindicações. "Que (o país) recupere o sentido primordial da terra com sua destinação universal como patrimônio comum da humanidade", pede o documento. "(Que) faça a reforma agrária e a regularização fundiária das comunidades tradicionais e garanta a soberania alimentar."

A questão da segurança alimentar, relacionada por participantes do evento a mudanças estruturais como a reforma agrária, foi tema de divergências entre os participantes do evento nos últimos dias.  Ontem, o líder sem-terra João Pedro Stédile afirmou que o principal programa do governo federal para o combate à fome e a pobreza, o Bolsa Família é "assistencialista" porque não promove mudanças estruturais. O bispo dom Aldo Pagotto também fizera críticas semelhantes na sexta-feira (17).

Ontem, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, participou do evento  e defendeu o Bolsa Famíilia. Segundo ele, o programa garante, em primeiro lugar, o direito humano à alimentação. Hoje, o coordenador da Semana Social, dom Demétrio Valentine, elogiou o programa. “A grande maioria dos participantes da semana e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apreciam muito o valor estratégico do Bolsa Família, sua validade no contexto em que nós estamos vivendo, correspondendo a um direito que o povo tem", disse ele.

"É dever do estado atender a esse direito que nós valorizamos e consideramos como uma iniciativa que nunca o estado brasileiro teve a atenção que está tendo para com os mais pobres”, completou dom Demétrio.

O documento aprovado pelos participantes da 4ª Semana Social Brasileira será encaminhado a entidades da Igreja Católica, movimentos sociais e autoridades de todo o país.

Iolando Lourenço e Spensy Pimentel  – Repórteres da Agência Brasil

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30 de novembro de 2006 at 9:16

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Evento da CNBB termina com recomendação de apoio a comunicação alternativa contra

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Participantes da 4ª Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os representantes de movimentos sociais de todo o país dançaram uma ciranda para comemorar o encerramento do evento, neste domingo. Foto: Antonio Cruz/Abr

Brasília – Os cerca de 230 participantes da 4ª Semana Social Brasileira, evento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgaram hoje o documento final do evento. O texto recomenda aos movimentos sociais a valorização dos meios de comunicação alternativa, como forma de "diminuir a influência negativa dos grandes meios de comunicação" e como estratégia para "fortalecer uma comunicação eficaz e democrática entre os atores sociais populares".

A declaração final dos participantes do evento também define uma agenda de campanhas e mobilizações para 2007. Entre as iniciativas consideradas consensuais estão a realização de diversas campanhas nacionais (pela auditoria cidadã da dívida e pela redução das tarifas de energia elétrica, entre outras) e de um plebiscito sobre a anulação da privatização da Vale do Rio Doce.

O texto ainda destaca iniciativas prioritárias na articulação entre os movimentos sociais brasileiros. Dá apoio ao processo de formação da Assembléia Popular, além de outros fóruns e redes. As "juventudes urbanas", segundo o documento, precisam de especial atenção dos movimentos, com o incentivo a escolas de formação política.

“Foram três anos de reflexão, de sonhar com um novo Brasil, sobretudo, preocupados em articular as forças sociais para construir o país que sonhamos”, disse o coordenador do evento, dom Demétrio Valentine. “Com esse amadurecimento, a sociedade passa a se articular melhor, a exigir um país politicamente mais democrático, economicamente mais justo, socialmente solidário, ecologicamente sustentável e religiosamente ecumênico.”

O documento aprovado pelos participantes da 4ª Semana Social Brasileira será encaminhado a entidades da Igreja Católica, movimentos sociais e autoridades de todo o país.

Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil

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30 de novembro de 2006 at 9:15

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A cara do novo capitalismo

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EMPRESA-SÍMBOLO

A cara do "novo" capitalismo

Como a General Electric, símbolo de poder industrial e inovação no século 20, demitiu, deslocalizou a produção e financeirizou-se… mas não conseguiu superar suas graves debilidades. Um caso emblemático da regressão neoliberal. Desejando conhecer a íntegra do documento em pdf, solicite-me pelo e-mail: paginaleste@uol.com.br assunto: A cara nova do Capitalismo

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30 de novembro de 2006 at 9:13

Publicado em Notícias e política

Briga de Cachorro Grande

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Não chegaram a um acordo os Procuradores de Justiça dos Estados e a Ministra do Supremo Elen Gracie sobre o corte dos excessos nos salários que quase 3000 servidores do Judiciário recebem além do teto estipulado em +/- 22 Mil Reais. Diante da falta de acordo, vão para o pau que deve durar vários rounds, afinal são especialistas nas interpretações e brechas da lei.

Resumo da ópera: pode ser legal, mas é imoral.

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30 de novembro de 2006 at 9:05