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Violenta ofensiva contra o IPCC

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A ciência da mudança climática é alvo da artilharia pesada de uma guerra final para impedir ou retardar a ação dos Estados Unidos contra o aquecimento global, alertam vários especialistas. O senador norte-americano James Inhofe, do opositor Partido Republicano e um dos céticos da mudança climática, divulgou, no final de fevereiro, uma lista de importantes cientistas que quer processar como delinquentes, acusando-os de confundirem o governo. Esses pesquisadores estão sendo intimidados e recebendo ameaças de morte. “Tenho centenas” de e-mails ameaçadores, disse ao Terramérica Stephen Schneider, especialista em clima da Universidade de Stanford.

Schneider acredita que haverá assassinatos de cientistas por esta causa. “Tento fazer com que isto não me afete, mas vai acontecer”, afirmou este que é um dos cientistas do clima mais respeitados do mundo. “Nesse país, os médicos que praticam abortos são baleados”, acrescentou. Mas esta reação contra as evidências da mudança climática e os cientistas não é registrada apenas nos Estados Unidos. Também ocorre no Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e, em menor grau, em outros países. Na superfície, a campanha está baseada em alguns erros que apareceram no Quarto Informe de Avaliação de 2.800 páginas apresentado em 2007 pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) e a várias mensagens pessoais via correio eletrônico datadas de dez anos atrás e roubadas da University of East Anglia (na Inglaterra).

No fundo, esta é a última tentativa das empresas de petróleo, gás e carvão de retardar o combate à mudança climática. Tal como fez a indústria do tabaco, que teve êxito em atrasar por várias décadas o conhecimento sobre os efeitos daninhos do tabagismo e as medidas para enfrentá-lo, comparou Schneider. “Enfrentamos a multimilionária indústria dos combustíveis fosseis e os que odeiam o governo (de Barack Obama). Eles dão voltas, distorcem e colocam em dúvida a credibilidade da ciência”, acrescentou.

A mídia é cúmplice, acrescentou, pois não contextualiza essas absurdas afirmações e continua entrevistando gente como Inhofe e outros que carecem de evidências e credibilidade nestes assuntos, afirmou. “Causa indignação que as empresas de comunicação coloquem o lucro acima da verdade. Os meios de comunicação se degradaram profundamente, e essa é uma ameaça real para a democracia”, afirmou Schneider.

Não há um argumento científico sólido que questione o fato de que o dióxido de carbono e outros gases-estufa esquentam a atmosfera, e que as emissões desses gases geradas por atividades humanas são os fatores principais do aumento das temperaturas nas últimas décadas. Também é pouco racional o debate sobre a realidade facilmente observávelde que o gelo do Ártico está desaparecendo, as geleiras estão diminuindo, os eventos climáticos extremos aumentam e a primavera chega antes.

No final de 2009, foram divulgados documentos obtidos por hackers dos arquivos da Unidade de Pesquisa Climática de East Anglia que, supostamente, revelam uma manipulação de dados para apresentar o aquecimento global como um fenômeno causado pela humanidade. O episódio causou alvoroço e os pesquisadores que estavam no centro da controvérsia disseram que seus e-mails foram alvo de um ataque de hackers, e que o conteúdo foi tirado de seu contexto.

O IPCC, que em 2007 ganhou o Nobel da Paz junto com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, cometeu erros. E os críticos se aproveitaram de um deles, enterrado no fundo de um quarto informe, que dizia que as geleiras do Himalaia derreteriam até 2035, ou antes. Este dado não estava baseado em evidências e foi “um erro maiúsculo”, disse Schneider. O frenesi que se seguiu, em busca de outras falhas nesse informe, revelou três equívocos triviais que de modo algum afetam as conclusões finais.

Entretanto, o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, anunciou, no dia 27 de fevereiro, que os países-partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática concordaram em realizar uma avaliação independente do estudo. “Enquanto isso, defendemos firmemente o rigor e a solidez das conclusões do Quarto Informe de Avaliação”, disse Pachauri em um comunicado. As conclusões centrais desse informe “se baseiam em uma esmagadora quantidade de evidências procedentes de milhares de estudos científicos independentes e arbitrados”, acrescentou.

Para o especialista em clima Andrew Weaver, da Universidade da Columbia Britânica (Canadá) e um dos autores principais do informe do IPCC, “a avaliação é uma resposta cuidadosa e medida, à luz de todo lixo que anda por aí”. Provavelmente, a avaliação independente do que foi realizado pelo IPCC fique nas mãos dos principais cientistas do mundo, designados pelas academias nacionais de ciência de várias nações. Levará meses para reunir semelhante painel para fazer essa revisão, disse Weaver ao Terramérica. “Não sei o que mais pode ser feito para melhorar o processo, que é incrivelmente rigoroso”, ressaltou.

Poucas pessoas, inclusive as que criticam o IPCC, sabem como este corpo funciona. Com sede em Genebra, foi criado em 1988 para “avaliar informação científica, técnica e socioeconômica relevante para a compreensão da mudança climática”. Sua estrutura é descentralizada, com pouco pessoal, e praticamente todo seu trabalho é feito por milhares de cientistas independentes e outros especialistas de todo o planeta que dedicam voluntariamente seu tempo e seus serviços. A cada quatro ou cinco anos, são coletados, analisados e sintetizados milhares de estudos e pesquisas submetidos a arbitragem, para que as autoridades governamentais possam compreender o atual estado da ciência climática.

Os governos, que são parte da Convenção, devem dar seu voto de aceitação para cada Informe de Avaliação, e as conclusões só são admitidas e divulgadas se todos os países estão de acordo. Todo esse processo faz do IPCC um organismo de movimentos lentos, cauteloso e conservador. Até há pouco, quase tudo o que se criticava no IPCC era que subestimara os riscos da mudança climática e sua incapacidade para estar em dia com os últimos avanços científicos. Mas alguns grupos de pressão de poderosas corporações norte-americanos não cessaram seus ataques ao IPCC nos últimos dez anos.

O gigante petroleiro Exxon financiou esses lobbies e inclusive pressionou o governo de George W. Bush (2001-2009) para livrar-se do ex-presidente do IPCC, o químico Robert Watson, chefe científico do Banco Mundial. O governo de Bush cedeu e substituiu Watson pelo economista Rajendra Pachauri, o mesmo que agora tem sua renúncia pedida pelos lobistas. “Estamos em uma época estranha, conduzida pela cobiça e pelo temor. O público está mais confuso agora. E os bons cientistas se perguntam: por que eu iria querer ser parte do IPCC?”, acrescentou.

Stephen Leahy  é correspondente da IPS.


LINKS

Mudança climática: Especialista ataca céticos
http://envolverde.com.br/materia.php?cod=69032&edt=33

Desigualdades fatais no império da ciência
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=3356

Sondagem climática divide cientistas
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=74

Medimos mal o clima?
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=1887

“Estados Unidos decidiram matar o mensageiro”
http://www.tierramerica.net/2002/0623/dialogos.shtml

Stephen Schneider – Universidade de Stanford, em inglês
http://stephenschneider.stanford.edu/

IPCC, em inglês
http://www.ipcc.ch/home_languages_main_spanish.htm

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
(Envolverde/Terramérica)

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23 de junho de 2010 at 15:59

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Anvisa regulamenta uso de plantas medicinais da tradição popular

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Os benefícios das chamadas “drogas vegetais” passam de geração em geração. Quase todo mundo já ouviu falar de alguma planta, folha, casca, raiz ou flor que ajuda a aliviar os sintomas de um resfriado ou mal-estar. Unindo ciência e tradição, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer popularizar esse conhecimento, esclarecendo quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos. A medida faz parte da RDC 1

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23 de junho de 2010 at 15:55

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As razões do conflito no Oriente Médio

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As respostas a uma agressão só podem ser três: revidar, quando as forças estão suficientes acumuladas para isso ou não reste alternativa, como um gato acuado na quina de uma parede onde a única saída é para cima do agressor; a fuga, quando o gato tem outras saídas diferentes da quina da parede ou dar a outra face e continuar apanhando, um caminho que pode implicar na eliminação física do gato.

Diante dessas premissas é legítimo os foguetes disparados pelo Hamás em Israel e a resposta de Israel com todo seu poderio militar. Simples assim? Antes fosse. É preciso contextualizar o que vem ocorrendo ou como o gato foi parar na quina da parede. Quais os motivos que levam israelenses e palestinenses às escaramuças.

Já em 1938, o historiador George Antonius, profundo conhecedor do nacionalismo árabe, previa conseqüências desastrosas com a criação de um Estado judeu na Palestina. Escrevendo o calor da revolta dos palestinos contra a imigração judaica e o domínio britânico já enfraquecido entre 1936 e 1939, o autor, de forma precisa, identifica a verdadeira origem do conflito entre árabe e palestinos. “O tratamento dado aos judeus da Alemanha e outros países europeus é uma vergonha para seus autores e para a civilização moderna; mas a posteridade não exonerará nenhum país que não consiga enfrentar sua parte dos sacrifícios necessários para aliviar o sofrimento e a angústia dos judeus. Impor a maior parte da carga à Palestina árabe é uma miserável forma de esquivar-se das responsabilidades que deveriam recair sobre todo o mundo civilizado. Também é moralmente vergonhoso. Nenhum código moral pode justificar a perseguição de um povo em uma tentativa de pôr fim à perseguição de outro. O remédio para a expulsão dos judeus da Alemanha não deve ser buscado na expulsão dos árabes de sua pátria; e também não se conseguirá o alívio da angústia dos judeus à custa da angústia de um povo inocente e pacífico”.

Como um profeta. Dez anos depois, em 1948, a Palestina era dividida em dois Estados – um árabe e outro judeu. A iniciativa, que ignorou a opinião dos próprios palestinos, deu início à primeira guerra entre os dois povos, ao longo da qual cerca de 750 mil árabes foram expulsos de suas casas. Era o início de uma tragédia que ainda está longe de terminar.

Também é bom registrar que o conflito israelo-palestino é parte de um contexto maior e remonta aos fins do século XIX quando se fixaram na região colonos judeus movidos pelo projeto do sionismo, cujo objetivo era fundar na Palestina um estado judeu, onde já existia uma população nativa.

É imperioso também saber que o começo do terrorismo neste conflito é obra de Israel com as bombas em cafés utilizadas pelos sionistas pela primeira vez na Palestina em 17/03/1937, em Jaffa. Depois em automóveis, utilizadas primeiro pelos sionistas em 20/08 e 26/09 de 1937. Primeiras bombas em supermercados em 06/07/1938, em Haifa. Bombas em hotéis em 22/07/1946, em Jerusalém. Bombas em embaixadas estrangeiras em 01/10/1946, em Roma (contra os britânicos). Minagem de bombas e cartas bombas em 21/10/1946, em Petah Tikvah e contra alvos britânicos no Reino Unido em junho de 1947 completam o quadro.

Com relação ao Hamas, que hoje vive às escaramuças com Israel é bom saber que ele só nasceu em 1987 quando a expulsão de árabes das suas casas e a destruição de aldeias já tinham sido iniciados há mais de 60 anos. Sabra e Shatila aconteceu em 1982: Entre 1,5 mil e 2,5 mil refugiados palestinos – além de alguns cidadãos libaneses – foram massacrados em 16, 17 e 18 de setembro de 1982 nos acampamentos, quando Israel entrou em Beirute, dois dias após o assassinato do presidente Bachir Gemayel. Em 19 de setembro de 1982, após três dias de total silêncio, os libaneses descobriram o massacre dos civis. Alguns podiam ser identificados, mas outros estavam inchados, apunhalados ou estripados.

É possível listar pelo mais de doze massacres de civis árabes (palestinos) antes da existência do Hamas. Sem falar do dia-dia de assassinatos indiscriminados, tortura, demolições de habitações e a humilhação diária com colonos fanáticos matando palestinos. Como o gato reagindo, logicamente o Hamas é cria dessa situação.

Dizendo o que não pode ser esquecido é importante conhecer o que pensava um proeminente judeu, o ex-primeiro ministro David Bem Gurion – um dos fundadores do Estado de Israel, em trecho do livro “The Jewish Paradoxo”(1), de Nathan Goldman, ex-presidente do World Jewish Congress(2). “… Porque haveriam os árabes de querer a paz? Se eu fosse um líder árabe nunca iria parlamentar com Israel. É óbvio: nós ocupamos a terra deles. É certo que Deus tinha-no-la prometido, mas que significa isso para eles?(…)Houve o anti-semitismo, os nazis, o Hitler, Auschwitz, mas que culpa tiveram eles? Os árabes apenas vêem uma coisa: que viemos para aqui, que roubamos as suas terras. Porque haveriam de aceitar tal coisa?…”

Por apenas essa amostra pontual de alguns acontecimentos é previsível que tenhamos que conviver com mentiras e simplismos como culpar o Hamás _ como se ele já não fosse culpado do próprios crimes, mas não o de ter rompido o cessar-fogo mais recente. Este foi rompido por Israel, primeiro dia 4/11; quando bombardeou e matou seis palestinenses em Gaza e, depois, outra vez, dia 17/11, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinenses.

É claro que os israelenses merecem também segurança com seus 20 mortos nos arredores de Gaza, mas 600 palestinos mortos em uma semana que somam-se aos milhares assassinados desde 1948 – quando a chacina de Deir Yassin ajudou a mandar para o espaço os habitantes autóctones dessa parte do mundo que viria a chamar-se Israel – é outro assunto e é outra escala.

Dessa vez, entretanto, o clima de trégua amena vem sendo fustigado pelo bloqueio dos israelenses aos comboios com ajuda humanitária que tenta chegar a Gaza, põe a possibilidade de guerra na ordem do dia e a situação esta se configurando bastante grave. Com a continuidade dessa situação é possível os árabes enlouquecerem de fúria e virmos crescer seu ódio incendiário, cego, contra o Ocidente. Hipocritamente sempre poderemos dizer que “não é conosco”. Sempre haverá quem pergunte “Por que nos odeiam tanto?” Que, pelo menos, ninguém minta que não sabe por quê. (JMN)

(1) O Paradoxo Judeu. (2) Congresso Mundial Judeu.

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23 de junho de 2010 at 15:51

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Olá, mundo!

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22 de junho de 2010 at 13:15

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Um castelo com 36 suites e o povo….

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Se não é uma das mais gozadas notícia deste início de ano, está entre elas. Gozada é maneira de falar para não dizer lamentável e eu, que pensei que tinha visto de tudo, vi, agora um castelo no interior de Minas Gerais, um estado que tem enormes bolsões de miséria principalmente ao norte de propriedade do deputado Edmar Moreira (DEM-MG) que tinha sido indicado ao cargo de segundo vice-presidente da Câmara e corregedor, aquele que teria como responsabilidade verificar a lisura no comportamento de seus pares.

A casa do deputado caiu, mas não o castelo, avaliado em R$ 25 milhões que, segundo ele, foi passado para o nome dos filhos, razão pela qual a suntuosa propriedade não estava relacionada na sua declaração de bens perante a Justiça Eleitoral.

O castelo é uma coisa nababesca.

Enquanto milhares de brasileiros se amontoam nas cidades morando de qualquer jeito em cortiços, barracos de favelas, palafitas ou nas ruas, a propriedade do “nobre” chega a ser acintosa. Castelos como aquele, só é possível ver em cartões postais de alguns países da Europa onde, em geral, trata-se de construções preservadas pelo patrimônio histórico. Já se disse de tudo um pouco, que ali funcionaria um cassino informal e espaço de lazer para outros colegas da Câmara, ainda não se sabe ao certo, mas não importa muito. Ele ou a família pode ter até o castelo, questão de mau gosto e de arrogância, mas que ele ou família tem que declarar e pagar corretamente os impostos, com certeza. Se o povo paga imposto direto no consumo e os trabalhadores ainda têm descontado em holerites outros tantos, o mesmo se espera de quem tenha entre suas propriedades um castelo.

O “nobre” tem mesmo é que dar o fora do cargo uma vez que uma nova denúncia dá conta de que ele teria usado de forma irregular a verba indenizatória da Câmara. A acusação é de que ele teria utilizado R$ 245,6 mil de sua cota de verba indenizatória em serviços de segurança particular, exatamente o seu ramo de atuação que é de onde, segundo ele, conseguiu rendimentos para comprar o castelo. Ocorre que o dinheiro é para gastos com o mandato no Estado de onde o parlamentar é originário. A verba indenizatória é de R$ 15 mil mensais e, normalmente, os deputados pedem ressarcimento de gastos com combustíveis, consultoria, impressos e aluguel de escritório. Em 2008, o parlamentar do DEM utilizou com serviço de segurança R$ 140 mil.

Não bastasse o “nobre” não declarar a Justiça Eleitoral a posse do castelo que tem 36 suites, ele ainda foi denunciado pelo Ministério Público por apropriação indevida de contribuições ao INSS recolhidas por funcionários de uma empresa de vigilância que teve durante mais de 30 anos.

Edmar Moreira é o nome da vez e a crise que envolveu o parlamentar, conhecido defensor de deputados acusados de quebra de decoro no Conselho de Ética já havia começado um pouco antes. Em declaração polêmica, Edmar Moreira defendeu a idéia de que deputados passassem a ser julgados apenas pelo Judiciário e não mais pela própria Casa, levantando o argumento do que denominou “vício da amizade”. Como é que se coloca um “nobre” desse para tomar conta dos seus pares. Não ia ver, ouvir ou falar nada.

Justiça seja feita, diante das diversas acusações o “nobre” tem suas defesas. Diz que o castelo passou para os filhos em 1993. Diz ainda que não foi ouvido pela Justiça sobre o processo que o Supremo Tribunal Federal (STF) move contra ele de apropriação indébita prividenciária e disse ainda que, quando sugeriu o debate sobre os deputados serem julgado pelo Judiciário, não pensava em acabar com o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Se ele, eventualmente tem saídas para as acusações, bom pra ele. Da minha parte o que não consigo é ver com bons olhos que, diante de tantas dificuldades que a maioria da população tem para sobreviver, enxergar beleza na construção estilo medieval e tolerar uma demonstração acintosa de luxo desnecessário. O castelo, como um oásis no meio do deserto chega a ser uma desfaçatez para o povo pobre.Quem sabe o “nobre” não estaria pensando em regredir ao período anterior ao capitalismo re-inaugurando o sistema feudal, onde o senhor das terras tinham para o seu deleite enormes castelos e quase todo o fruto do trabalho da plebe? Até faz muito sentido visto que no Brasil ainda temos senhores feudais ou coronéis políticos espalhados por diversas regiões do território nacional. Agora, com castelo é tudo é muito pra cabeça. (JM)

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27 de abril de 2009 at 10:38

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principais imagens de 2008

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4 de fevereiro de 2009 at 9:37

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RESUMO DE NOTÍCIAS 15/07/2008 – terça-feira

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O assunto principal nos jornais e nos teles continua sendo a Operação Satiagraha, com seus desdobramentos. Folha, O Globo e O Estado mantém o tema em manchete, sendo que os dois primeiros destacam a reação de Gilmar Mendes a Tarso Genro. Noticiário também destaca os diálogos entre Gilberto Carvalho e Greenhalg nas escutas telefônicas da PF – mostrados com exclusividade pelo Jornal Nacional. A polêmica acerca da participação da Abin nas investigações também está na mídia. Mas o racha no Judiciário ganha destaque com o ato de desagravo da magistratura ao juiz que mandou prender Dantas e a ameaça de procuradores em pedir o impeachment do presidente do STF. A reunião de coordenação, ontem, rendeu pelo registro de que o presidente Lula elogiou a Operação, mas fez ressalvas a excessos. Matérias descrevem que ministro Tarso Genro fez exposição sobre o tema durante a reunião. Outros assuntos são as greves na Petrobrás e nos Correios.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ocupa três das manchetes principais do dia, em reação à mobilização de juízes dos estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo, que ontem divulgaram manifesto a favor do colega Fausto De Sanctis, autor das duas ordens de prisão contra o banqueiro Daniel Dantas canceladas por habeas corpus assinados por Gilmar Mendes. A Folha de S.Paulo e O Globo remetem uma das entrevistas concedidas ontem por Mendes para suas manchetes principais.  "Presidente do STF rebate Tarso Genro", diz a Folha; "Gilmar: Tarso é incompetente para opinar sobre caso Dantas", sapeca o Globo. Ambos utilizam a seguinte declaração do ministro da Justiça, Tarso Genro – "Eu não tenho nenhum conhecimento da crítica do ministro a respeito. E ele não tem competência para opinar sobre o assunto" –, aproveitando-se principalmente da segunda afirmação do presidente do Supremo.
O foco da discórdia explorada é a afirmação do ministro da Justiça sobre o risco de Daniel Dantas, a exemplo do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, aproveitar-se do habeas corpus para fugir do país. "Cabe ao Judiciário julgar. Não cabe ao ministro da Justiça julgar (…) Ele pode fazê-lo [elogiar o trabalho da PF e do juiz] como cidadão, mas não é competência do ministro da Justiça decidir inquéritos, muito menos prisão preventiva", disse Gilmar Mendes, em outra versão de uma de suas declarações aos rádios, jornais e emissoras de televisão.
O Estado de S.Paulo foge do enfrentamento e abre sua principal reportagem do dia sobre a intenção de Mendes de propor criação de lei que acaba com o abuso de autoridade da Polícia Federal. Ainda sobre o assunto, o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, viu-se obrigado ontem a divulgar nota de esclarecimento sobre o telefonema que recebeu do ex-deputado Luís Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para desmentir qualquer interferência a favor de Humberto Braz, braço direito de Daniel Dantas, que ontem se entregou à Polícia Federal de São Paulo. Carvalho e Greenhalgh ocupam uma das gravações feitas pela Polícia Federal que ontem ocuparam o horário nobre na televisão. A isenção declarada de Gilberto Carvalho em sua nota não se reproduz na gravação que vazou da polícia.
Ainda no horário nobre, o Jornal Nacional divulgou ontem a filmagem da tentativa de suborno de Hugo Chicaroni e Humberto Braz a um delegado da Polícia Federal para que os nomes de Daniel Dantas, de sua mulher e de seu filho fossem retirados do inquérito que resultou na Operação Satiagraha. As emissoras de televisão não deixaram de fora os trechos em que Chicaroni e Braz deixam claro que estão a serviço de Daniel Dantas e que a maior preocupação do banqueiro era com o a primeira instância do processo, já que, segundo Chicaroni, "ele (Dantas) resolve. STJ e STF…O cara tem trânsito político ferrado". Em outra frente da crise, todos os jornais também trazem o manifesto dos juízes da 3ª Região a favor do juiz Fausto De Sanctis. Eles questionam os dois habeas corpus assinados por Gilmar Mendes a favor de Daniel Dantas e queixam-se de "desprestígio dos juízes".
DESTAQUES:
Presidente do Supremo ocupa espaços na imprensa para enfrentar juízes Folha e Globo redirecionam declarações de Mendes contra Tarso Genro Estadão destaca que Mendes quer lei contra abuso de autoridade da PF Braço direito de Daniel Dantas se entrega à Polícia Federal de São Paulo.
Novos vazamentos no horário nobre mostram suborno a delegado                  
No Distrito Federal, Polícia Federal vai fiscalizar vigias clandestinos
Falta mão-de-obra no agronegócio do Paraná
Bolsas nos EUA caem apesar de ajuda a agências de hipotecas
OPERAÇÃO SATIAGRAHA – Folha e O Estado mantêm o assunto nos cadernos nacionais e O Globo em Economia. Folha dá em manchetePresidente do STF rebate Tarso Genro’ e O Globo ‘Gilmar: Tarso é incompetente para opinar sobre caso Dantas’ ao destacarem que o  presidente do STF, Gilmar Mendes, afirmou que o ministro Tarso Genro não tem "competência para decidir inquéritos, muito menos de prisão preventiva". Em entrevista à Folha publicada anteontem, Tarso disse que seria "muito difícil" o banqueiro Daniel Dantas provar inocência. Segundo O Globo, Mendes reagiu às declarações do ministro de que a liberdade do banqueiro Daniel Dantas abriria a possibilidade de sua fuga do país: "Não tenho nenhum conhecimento da crítica do ministro (Tarso Genro) a respeito. E ele não tem competência para opinar sobre o assunto", disse Gilmar. Jornal diz que Tarso reagiu indignado. Lembrou que, na sexta-feira, apesar da polêmica instalada sobre o pedido de investigação do juiz Fausto de Sanctis ele se limitou a dizer que tanto as decisões de Gilmar (de soltar Dantas duas vezes) quanto as de Sanctis foram fundamentadas. Correio dá em chamada de capa que ‘Presidente do STF reage às críticas’ afirmando que Genro é incompetente para opinar sobre os habeas corpus concedidos. Manchete do Estado destaca que ‘Presidente do STF propõe nova lei contra abuso de poder’. Texto enfatiza que Gilmar Mendes defende alterações na legislação sobre abuso de autoridade e vai discutir o assunto hoje com o presidente Lula. Mendes critica os métodos de atuação da PF e pretende coibir o que, em sua opinião, o que caracteriza de ‘excessos’ em operações como a que resultou na prisão dó banqueiro Daniel Dantas. Mendes pretende ainda que o Conselho Nacional de Justiça defina parâmetros para os juízes de primeira instância possam autorizar gravações de suspeitos. ACUSADO SE ENTREGA – Jornais e teles deram com destaque que Humberto Braz, acusado de tentativa de suborno a delegado da PF para tirar o nome de Dantas do inquérito, entregou-se à PF. A operação é ainda assunto de editoriais de jornais.
NOS TELES – O assunto principal continua sendo a Operação Satiagraha, com seus desdobramentos. A prisão de Humberto Braz, tido como braço direito de Daniel Dantas e que se entregou à polícia na noite de domingo foi o destaque da noite. O Jornal Nacional segue dando prioridade absoluta à pauta (que mereceu espaço de 15 min) com o repórter César Tale mostrando novos trechos de gravações obtidas com exclusividade – os demais teles tinham apenas as transcrições dos diálogos – inclusive da conversa entre Greenhalgh e Gilberto Carvalho. E ainda as reações de juizes e procuradores contra a decisão de Gilmar Mendes. Só o Sbt Brasil disse que o presidente Lula defendeu a ação da PF na reunião de ministros.
JUÍZES FAZEM PROTESTO CONTRA GILMAR MENDES – É o destaque de capa em O Estado e a Folha também dá em texto de capa o ato de desagravo de cerca 400 juízes, promotores e procuradores. Folha e O Globo destacam que o juiz de Sanctis afirmou que os magistrados se sentem desprestigiados e que libertação de Dantas foi ‘gota d’água’. IMPEACHMENT – Jornais mencionam em capa que procuradores debatem a possibilidade de pedir o impeachment do presidente do STF, Gilmar Mendes, por causa da libertação de Daniel Dantas. Também registram o manifesto da Associação dos Advogados de São Paulo que apoiou Mendes. Segundo o Correio, Mendes classificou como normal a representação contra si preparada por membros do Ministério Público, pedindo seu impeachment. Valor diz que um pedido de impeachment de Mendes está sendo articulado por procuradores da República. CRISE – Valor destaca em capa que ‘STF tentará debelar crise no Judiciário’ e diz que o STF atua para pôr fim à crise com procuradores da República e juízes de primeira instância e deverá colocar em pauta, no início de agosto, o pedido de habeas corpus que libertou o investidor Daniel Dantas e outros acusados na Operação Satiagraha. Ao confirmar o despacho de Mendes, os ministros tirarão a decisão do plano individual e reforçarão o papel do tribunal como colegiado.
REUNIÃO DE COORDENAÇÃO – Segundo O Globo, ‘Apesar de aprovar a operação, o presidente condenou o uso de algemas na prisão dos envolvidos: – Se não oferece resistência, por que algemas? Para que humilhar a pessoa antes de estabelecer que ela é culpada? Não havia culpabilidade comprovada’, disse Lula, segundo o texto. Folha diz que ‘Presidente diz a ministros ver excessos em operação policial’ e que, em reunião ontem com seus principais ministros, o Presidente avaliou a Operação Satiagraha como "consistente do ponto de vista investigatório" e "positiva" para a imagem do governo, mas fez dois reparos à operação. Disse que o vazamento da prisão do ex-prefeito Celso Pitta para a TV Globo é um excesso e pediu que o ministro Tarso Genro tome providências disciplinares. Também julgou excessivo o uso de algemas. Disse, porém, que deve haver um critério único. Texto também diz que o Presidente defendeu Gilberto Carvalho. O Estado afirma que ‘Lula condena uso de algemas e espetáculo’ e que o Presidente admitiu aos ministros que PF pode ter cometido abusos: "Para que humilhar uma pessoa se ela se dispõe a prestar esclarecimento e tem endereço fixo?", disse. Segundo o texto, Lula avalia que a Operação Satiagraha pode ter desdobramentos imprevisíveis. Além das ameaças do banqueiro de apontar a metralhadora para o Planalto e para o PT, os próprios petistas se enfalfinham em disputas. JB diz que o presidente Lula reuniu o Conselho Político para blindar o governo das acusações contra Greenhalgh. Valor afirma que ‘Planalto defende Carvalho e Genro no caso Dantas’ ao noticiar que a reunião da coordenação política de governo serviu para blindar o chefe de gabinete da presidência, Gilberto Carvalho e o ministro da Justiça, Tarso Genro.
GREENHALG – GILBERTO CARVALHO – Jornais e teles deram destaque às notas publicadas. O Jornal Nacional mostrou ‘com exclusividade’ conversas obtidas pela PF através de escuta telefônica entre Gilberto e Greenhalg. Folha destaca em capa que ‘Chefe-de-gabinete de Lula é alvo de comissão’ e que Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu analisar a ação de Gilberto Carvalho ao atender o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh. Texto registra que Carvalho admitiu ter falado com Greenhalgh, mas negou contato com PF a pedido dele. Jornal dá a íntegra da nota de Carvalho sob o título ‘"Não fiz contato algum com a PF", afirma Carvalho’. Jornal faz registro de que o ex-deputado voltou a negar tráfico de influência e a reafirmar que atuou como advogado. Segundo O Globo, ontem, o Palácio determinou o uso de um discurso unificado, de modo a reduzir o impacto das tratativas entre Greenhalgh e Gilberto Carvalho. Jornal diz que as notícias sobre a atuação de Carvalho, a partir dos grampos da Operação, serão avaliadas na próxima reunião da Comissão de Ética Pública, em agosto. O Estado noticia a nota de Carvalho sob o título ‘Assessor de Lula nega ter ajudado banqueiro’ e afirma que não tinha conhecimento da identidade de Humberto Braz. Outro texto diz que ‘Para Greenhalg, divulgação de ligações fere seu ‘sigilo profissional e pessoal”. CASA CIVIL – Sob o título ‘Greenhalg se reuniu com Dilma e falou sobre Dantas’, Folha diz que a assessoria da ministra Dilma Rousseff diz que o ex-deputado foi interrompido ao falar de Dantas. O Globo registra que ‘Dilma teria se reunido com trio’, em referência a Greenhalg, Guiga e Guga, mas texto menciona trecho de escuta e diz que, em todos os encontros que o grupo diz ter tido com a ministra, Dilma estaria livre nos momentos citados, segundo a PF, que checou sua agenda.
O GLOBO – Em texto intitulado ‘Relacionamento complicado’, O Globo afirma que personagens da Operação Satiagraha têm proximidade com governo Lula ao mencionar nomes de citados nas escutas. Outro texto, ‘Os ‘3G’ na ante-sala do poder’, em ‘ligações perigosas’, afirma que Greenhalgh, Guiga e Guga usariam influência no governo para facilitar negócios de Dantas.
 
ADVOGADO LIGADO AO PT RECEBEU DA BRT – Também cresce em espaço nos jornais a inclusão de nomes "ligados ao PT", além de Gilberto Carvalho e Luís Eduardo Greenhalgh. A Folha, por exemplo, traz documentos inéditos da auditoria interna da Brasil Telecom de 2005 sobre a passagem do banqueiro Daniel Dantas no controle da companhia telefônica revelam pagamentos de R$ 1,2 milhão para o advogado Roberto Teixeira, "compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", e de pelo menos R$ 3 milhões para o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, "amigo do ex-ministro José Dirceu (PT)", sem que os auditores tivessem encontrado os contratos para a prestação de serviços de advocacia. Kakay recebeu ao todo R$ 8,3 milhões. A auditoria encontrou apenas um contrato de R$ 5,3 milhões – sobre o qual afirmou não ter localizado nenhuma comprovação de efetiva prestação de serviços advocatícios. Teixeira afirmou que tem consigo uma cópia do contrato. A Brasil Telecom foi controlada pelo banco de Dantas até meados de 2005, quando os fundos de pensão de estatais conseguiram na Justiça assumir o controle da companhia. Os novos donos então determinaram uma ampla auditoria.
ABIN –Folha destaca que Nélio Machado, advogado que defende o banqueiro, acusou a Abin de grampear ligações telefônicas ilegalmente. A agência nega. Jornal faz pequeno registro que de ‘Agência admite atuação, mas nega "clandestinidade"’  e diz que, em nota, a Abin afirmou ontem que o diretor-geral do órgão, Paulo Lacerda, "não tem e não teve nenhuma participação ou iniciativa’, ‘mas que é comum a "cooperação com os demais órgãos públicos". Mas sua atuação foi considerada irregular pelo governo. O ministro Tarso Genro disse ao presidente Lula que o delegado não adotou o procedimento normal de fazer o pedido à Abin pela diretoria de operações da PF. Editorial de O Estado, destacado em capa sob o título ‘A interferência indevida da Abin‘, afirma que ‘O delegado Prótogenes Queiróz cometeu grave impropriedade, no limite do escândalo, ao engajar informalmente a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas investigações da Operação Satiagraha, dando-lhe acesso a informações sigilosas.’
MINISTRO DA JUSTIÇA EVITA ALIMENTAR POLÊMICA COM PRESIDENTE DO STF – Ainda nos jornais, o ministro da Justiça, Tarso Genro, também tem seu espaço para a reação às declarações do presidente do Supremo. A futebolização do tema levada pelos repórteres no destaque à sua "incompetência" não rendeu. Genro evitou alimentar a polêmica, e saiu pela tangente. "Nossas relações com o Supremo são boas e estáveis. O que existe atualmente não é uma divergência entre o Supremo e o Ministério da Justiça. Existe uma divergência jurídica, técnica, entre um juiz de primeira instância e o presidente do Supremo", disse o ministro em nota. O texto ainda acrescenta: "Então nós não estamos compartilhando desse debate. Nós, na verdade, não temos nenhuma menção a fazer sobre esse debate por se tratar de um debate jurídico. É uma questão interna do Poder Judiciário", completou.
CPI DO GRAMPO – O Globo diz que ‘CPI do Grampo quer ouvir envolvidos’ e que, ‘Apesar de um início de movimentação da base aliada para impedir que a CPI do Grampo entre nas investigações, o presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), avalia ter fundamentos sólidos para os requerimentos que serão votados amanhã, que incluem Dantas, Nahas e Greenhalgh. Folha diz que CPI vai ter acesso a números de telefones grampeados em 2007, a pedido do relator da Comissão, deputado Nélson Pellegrino (PT). Texto também informa que hoje serão votados os requerimentos de convocação de Dantas, Nahas, Gushiken, Greenhalg, além do delegado Protógenes e do juiz De Sanctis. O Estado: ‘CPI do Grampo tenta convocar juiz e delegado’.
AGENTES DA PF DE OUTROS ESTADOS AJUDARÃO A FISCALIZAR VIGILÂNCIA CLANDESTINA – Nas demais manchetes principais, o Correio Braziliense informa que a Polícia Federal prepara uma operação contra a vigilância clandestina no Distrito Federal e, para isso, convocará agentes de outras unidades da Federação para fiscalizar, autuar e encerrar as atividades de quem insiste em trabalhar na ilegalidade. A ação terá a participação de pelo menos 50 policiais. "Até lá, a Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp) da Superintendência da Polícia Federal no DF, a quem cabe fiscalizar o cumprimento da Lei nº 7.102/83 — que regulamenta o serviço — , vai reunir representantes dos condomínios horizontais e verticais, comércio e bares e boates para alertar sobre as normais legais e os riscos do serviço ilegal. No DF, há cerca de 30 mil vigilantes irregulares para 14.725 trabalhadores formais". Está marcada para a tarde de hoje uma reunião de delegados e agentes da Delesp do DF e de outros Estados com a Coordenação Geral de Controle de Segurança Privada da PF.
OI – BRT – Painel da Folha diz que o PSOL prepara ação direta de inconstitucionalidade para questionar no STF a compra da BrasilTelecom, que tem entre os sócios Daniel Dantas, pela Oi.
EIKE BATISTA – Segundo afirma O Globo em capa, a Polícia Federal teve que antecipar a operação Toque de Midas, na sexta-feira passada, contra a mineradora MMX, de Eike Batista, porque  a operçaão vazou.
LEI ANTIIMIGRANTE – Correio dá em capa que ‘Europa busca apoio à lei antiimigrante’ e que União Européia lança ofensiva de relações públicas para desfazer o que chama de "mal-entendido" sobre as normas que prevêem a prisão de imigrantes ilegais por até seis meses antes de serem despachados de volta ao país de origem. Ao repercutir afirmações do Presidente em seu programa de rádio, jornal afirma que Lula volta à carga e pede que brasileiros não sejam tratados como "delinqüentes". O Globo também registrou que o Presidente criticou a nova lei: ‘Lula diz que brasileiros devem ser respeitados’.
DOHA – Este foi o destaque dado pelo Estado ao repercutir o programa de rádio: ‘Lula diz que acordo não está nas mãos do Brasil’. Para ele, as negociações dependem da redução do protecionismo agrícola dos países ricos.
ELEIÇÕES – Sob o título ‘Lula libera ministro em campanha’, O Estado faz pequeno registro de que vai liberar os ministros para que participem das campanhas eleitorais fora do expediente, conforme falou na reunião de ontem da coordenação política de governo.
GREVE NA PETROBRAS – Jornais e teles noticiam com destaque que a greve dos petroleiros reduziu ontem em 63 mil barris a extração de óleo da Petrobras e causou perda de receita de US$ 7,6 milhões. A estatal teve de acionar um plano de contingência para operar as plataformas e assegurar o suprimento. A BBC noticia que a greve da Petrobras já fez cair em 7% a produção da empresa e que os empregados pararam por melhores condições de trabalho. O The Washington Post também registra a greve.
GREVE NOS CORREIOS – Jornais noticiam que funcionários dos Correios, em greve há 14 dias, fizeram manifestação em Brasília. A paralisação já fez com que 108 milhões de correspondências e 365 mil encomendas deixassem de chegar ao destino. Nos teles, a greve dos Correios rendeu imagens da manifestação dos carteiros em Brasília e editorial, da Band cobrando diretamente do PR a regulamentação da greve no serviço publico.
NOTICIÁRIO ECONÔMICO:
FALTA PRINCIPALMENTE MÃO-DE-OBRA ESPECIALIZADA NO AGRONEGÓCIO DO PARANÁ – Há falta de mão-de-obra no campo e na agroindústria do Paraná, principalmente a que exige operações mais especializadas, como pilotar modernas colheitadeiras e tratores ou que trabalhem no setores de mecânica e manutenção das plantas industriais das cooperativas do Estado. Segundo a Gazeta Mercantil, o cenário de escassez de mão-de-obra qualificada está provocando uma disputa por trabalhadores entre a agroindústria e a atividade primária. "A briga motiva até o pagamento de salários maiores para os trabalhadores rurais permanecerem no campo", informa a reportagem ao acrescentar que a cooperativa Cocamar, de Maringá, uma das maiores do Paraná, resolveu implantar um centro de treinamento para adolescentes a fim de formar seu próprio quadro de pessoal na área.
BRASIL TERÁ REGRAS PARECIDAS COM AS DOS EUA SOBRE S.A. EM PARAÍSO FISCAL – As empresas brasileiras com sede em paraísos fiscais terão mais dificuldade para abrir capital e listar na bolsa de valores recibos de ações, conhecidos pela sigla em inglês BDR, informa a principal reportagem de hoje do Valor. O jornal explica que o Brasil terá regras semelhantes as dos Estados Unidos para controlar esse tipo de operação e garantir que as normas locais para estrangeiros sejam usadas apenas por companhias de capital estrangeiro. Segundo a reportagem, a fragilidade das regras ficou evidente apenas depois da operação Influenza da PF, que prendeu três sócios da Agrenco suspeitos por crimes que vão desde desvio de dinheiro da empresa e fraude de balanço à sonegação de impostos. "Foi então que os investidores se deram conta dos limites da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para fiscalizar e punir companhias cuja sede fica no exterior, mesmo quando o negócio é essencialmente brasileiro", aponta o jornal.
FUNCIONÁRIOS DA CVM DEVEM FAZER PARALISAÇÃO HOJE – Está marcado para hoje o início de uma paralisação de dois dias dos funcionários da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Eles protestam contra a exclusão da autarquia em um acordo firmado com o governo desde 12 de junho, que mantém equiparados os níveis salariais com outras carreiras. Segundo o presidente do SindCVM (sindicato nacional dos funcionários da autarquia), Léo Mello, o governo não apresentou contraproposta aos funcionários da CVM, que mantém cerca de 500 funcionários. Caso o governo não aceite discutir um reajuste, o sindicalista afirma que a paralisação pode evoluir para uma greve por tempo indeterminado.
APESAR DO PACOTE, BOLSAS DOS EUA CAEM – Um dia após o Tesouro americano garantir que vai resgatar as gigantes de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac se for necessário, as empresas passaram por um grande teste de confiança dos investidores. A Freddie Mac conseguiu vender ontem US$ 3 bilhões em títulos de curto prazo, com forte demanda dos investidores. Mas o plano de resgate anunciado pelo governo americano ainda não tranqüilizou Wall Street. As ações da Fannie encerraram o dia em queda de 5,1% e as da Freddie, em baixa de 8,3%. Os investidores acham que um possível resgate das instituições não salvará o sistema financeiro em geral da grande desaceleração em curso. Na sexta-feira, o banco IndyMac, à beira da insolvência por causa da inadimplência de hipotecas, sofreu intervenção. E os boatos sobre a saúde financeira do Lehman Brothers, outro banco com grande exposição ao subprime, cresceram ontem, com recuo de 12,2% nas ações. O índice Dow Jones encerrou com queda de 0,41%. A Bolsa eletrônica Nasdaq caiu 1,17%.
PESSIMISMO NOS EUA NÃO IMPEDE BOVESPA DE AVANÇAR 0,95% – A Bovespa escapou do mau início de semana que afetou o mercado americano e encerrou o pregão de ontem com alta de 0,95%, aos 60.720 pontos. No mercado de câmbio o dólar era vendido a R$ 1,593, com baixa de 0,56%. A cotação representa os mais baixos patamares desde janeiro de 99. Operadores apontaram que houve entrada mais forte de capital externo no mercado brasileiro ontem, o que permitiu que o dólar voltasse a recuar para baixo de R$ 1,60, o que ainda não havia ocorrido neste mês. A alta do índice Ibovespa teve nos ganhos de papéis de empresas como Vale, Gerdau e Petrobras uma importante sustentação. Para a Vale, as altas foram de 2,21% (PNA) e 1,65% (ON). As ações da Gerdau subiram 1,65% (PN) e 1,08% (ON). E Petrobras teve altas de 0,68% (PN) e 0,28% (ON).
PARALISAÇÃO FAZ PETROBRAS ADOTAR PLANO DE EMERGÊNCIA – Teve início ontem a primeira greve dos petroleiros com parada da produção no governo Lula – desde 2001, não havia movimento semelhante. No primeiro dia, a paralisação reduziu em 63 mil barris a extração de óleo da Petrobras e causou perda de receita de US$ 7,6 milhões à estatal, que foi obrigada a acionar um plano de contingência para operar as plataformas e assegurar o suprimento. Segundo a Petrobras, a greve atingiu, inicialmente, apenas quatro plataformas – o que gerou queda de produção de 300 mil barris, com redução de 16% ante o volume normal de extração (1,5 milhão de barris/ dia). Duas delas, porém, voltaram ao controle da empresa à tarde e a perda de produção declinou – para 7%, ou 136 mil barris. Ao final do dia, a produção, segundo a Petrobras, estava "praticamente normalizada" e a empresa operava com 96% da capacidade de extração de óleo e gás da bacia de Campos, responsável pela produção de 84% de óleo do país e foco da greve.
PETROBRAS DESCOBRE RESERVAS DE ÓLEO LEVE NO ESPÍRITO Santo – A Petrobras anunciou ontem a descoberta de reservas de cerca de 150 milhões de barris de petróleo de boa qualidade no litoral do Espírito Santo. A jazida fica próxima do Campo de Golfinho, a 60 quilômetros de Vitória. Segundo a estatal, a proximidade com a infra-estrutura de Golfinho pode acelerar o início da produção das novas reservas, que contém óleo com 27º API (medida internacional de qualidade), próxima à média do petróleo Brent, referência internacional de preços.
GM ANUNCIA HOJE NOVO PLANO DE REESTRUTURAÇÃO NOS EUA – A General Motors vai anunciar hoje novas medidas de reestruturação, pouco mais de um mês depois de divulgar um pacote de mudanças para tornar a empresa mais lucrativa. A maior montadora mundial não anunciou qual é o seu plano, mas ele pode incluir o fechamento de fábricas nos Estados Unidos e a demissão de milhares de funcionários. Segundo o "Wall Street Journal", o anúncio de hoje é principalmente sobre os planos da empresa americana de reduzir a sua dependência da produção e da venda de picapes e utilitários esportivos de grande porte.
BALANÇA COMERCIAL REGISTRA SEGUNDO MAIOR SUPERÁVIT SEMANAL DO ANO. Durante a segunda semana de julho, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,225 bilhão, segundo o Ministério de Desenvolvimento. Trata-se do segundo melhor resultado semanal do ano, atrás apenas do valor apresentado na segunda semana de maio (US$ 1,471 bilhão). No período, as exportações chegaram a US$ 4,295 bilhões e as importações a US$ 3,070 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 7,482 bilhões, valor 29,5% maior que o desempenho médio diário registrado em todo mês de julho do ano passado; as importações somaram US$ 5,952 bilhões,com crescimento de 35%. O superávit do mês – de US$ 1,530 bilhão – é 11,9% maior do que o mesmo período do ano passado. No ano, as exportações chegaram a US$ 98,127 bilhões, com uma média diária 25,2% maior que a registrada no mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 85,247 bilhões, um acréscimo de 51,2% sobre a média diária na mesma comparação. O saldo no primeiro semestre é de superávit de US$ 12,880 bilhões, 41,3% a menos do que igual período de 2007.
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR MANTÉM-SE ESTÁVEL. A confiança do consumidor brasileiro está estável com relação a junho do ano passado, segundo o Índice Nacional de Confiança ACSP/Ipsos, que registrou alta de um ponto percentual em relação a maio, quando o INC chegou a 138 pontos. O índice está acima do registrado em junho de 2007, quando marcou 130 pontos. A região Norte/Centro-Oeste é a mais otimista, com 155 pontos. Em seguida vêm a região Sudeste, com 145, Nordeste com 131 e a região Sul, com 118 pontos.
ECONOMISTAS PREVÊEM INFLAÇÃO NO LIMITE DA META EM 2008. A pesquisa semanal Focus, realizada pelo BC junto a executivos do mercado financeiro, traz os seguintes prognósticos: 1) expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 6,48%, acima dos 6,40% da semana passada; 2) IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) subiu de 11,41% para 11,66%; 3) IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) teve a previsão aumentada de 11,25% para 11,92%; 4) IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 6,51%, ante 6,33% da semana anterior; 5) taxa básica de juros de 14,25% ao final de 2008, a mesma da semana passada; 6) PIB de 4,80%, também a mesma da semana passada; 7) dólar em R$ 1,65 no final deste ano, também sem mudança; e 8) saldo da balança comercial em 2008 caiu de US$ 22,81 bilhões para US$ 22,78 bilhões; 9) queda nos investimentos estrangeiros diretos, de US$ 33,5 bilhões para US$ 33 bilhões (2008); 10) relação dívida/PIB, de 41% para 40,9%; 11) saldo em conta corrente em alta de US$ 23,57 bilhões em 2008 para US$ 23,9 bilhões.
 
 

Written by Página Leste

15 de julho de 2008 at 11:46

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São Paulo: uma cidade complexa, mas atraente

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Tudo em São Paulo, a cidade, é de arrepiar. Os números sempre impressionam somente em automóveis a frota ultrapassa 4 milhões mais meio milhão de motocicletas. Se saírem simultaneamente o engarrafamento será como uma cena de fim-de-mundo.
São também quase 11 milhões de habitantes; seres humanos respirando, produzindo lixo em quantidades astronômicas, consumindo. Alguns produzindo outros tantos parasitando. São crianças, jovens, adultos e muita gente na terceira idade. Uma das maiores metrópoles do planeta que apresenta desafios diários e constantes, notadamente desafios sociais e ambientais.
A contagem de moradores de rua feita com alguma regularidade já indicou acima de 10 mil moradores em situação de rua só no centro expandido da cidade. Desempregados também são muitos embora o índice de desemprego venha caindo paulatinamente no governo do presidente Lula como resultado da pujança econômica verificada no país.
A cidade de São Paulo já foi destino de muito brasileiros em todas as épocas. Para cá vieram e foram bem recebidos nortistas, nordestinos, sulistas. Gente do centro ou dos cantos do Brasil para cá se dirigiram em busca de oportunidades que a cidade desenvolvida economicamente oferecia. Foram diversas geração de trabalhadores que fizeram seus pés-de-meia e constituíram famílias inteiras nesta cidade. Para alguns em meados do século passado as coisas eram mais fáceis e, com vontade e determinação se conseguia alguma coisa. Para outros as épocas mais recentes é que foram melhores.
Do ponto de vista do desenvolvimento industrial é certo que foram nos anos 60 e 70 que o maior desenvolvimento se verificou, depois dessas décadas as principais oportunidades eram no setor terciário de comércio e serviços. Atualmente algumas regiões da cidade têm um perfil todo ajustado para serviços, tanto é assim que indústrias e mais indústrias saíram da cidade em busca de maiores benefícios e incentivos frutos da guerra fiscal que viveu períodos de grande intensidade até que fosse regulada parcialmente pelo governo.
Um fenômeno recente tem se verificado que é a saída de pessoas que moravam e trabalhavam na cidade para o interior do estado ou outras regiões do país e é bom que assim seja, pois se trata de um sinal que existe possibilidade e algum vigor econômico em outras regiões do país outro fenômeno recente.
Entretanto continua chegando gente e mais gente na cidade. Parte delas expulsa economicamente de regiões que em virtude de um desenvolvimento desigual aportam na cidade das oportunidades. Todos são bem recebidos e nenhuma restrição é feita, entretanto as oportunidades estão cada vez mais escassas e o destino de vários migrantes não são dos melhores.
É daí que vem a ocupação desordenada e depauperada do solo urbano. Crescem as favelas, ocupações irregulares e a formação de cortiços com famílias inteiras. Cresce também as ocupações irregulares em busca de trabalho e renda transformando o que poderia ser o oásis no deserto em caldeirão de problemas.
São muitos e intensos os problemas da cidade. Devastação vegetal, poluição de rios e córregos, violência, tráfico de drogas, ignorância, falta de educação. Trânsito caótico, consumo desenfreado e produção de lixo em quantidades astronômicas. Se São Paulo tem de tudo, mas não está ao alcance de todos, também tem problemas que afetam grandes contingentes da população diretamente e as outras indiretamente. Trânsito e enchentes, por exemplo, é possível que atinja a todos; uns mais gravemente e outros nem tanto, mas que é um problema da maioria isso é.
São 454 anos dos quais quase 60 de desenvolvimento acelerado e não planejado. De riquezas que fica nas mãos de poucos e de mazelas para a maioria. Isso é São Paulo e para quem é daqui nenhuma novidade. São Paulo, entretanto, tem uma aura, uma magia, um encontro da Avenida Ipiranga com a Avenida São João que só os poetas podem descrever com alguma beleza porque, a leitura economicista e sociológica da cidade apontam para uma coisa mais sombria. São esses os encantos da cidade: alguns a odeiam profundamente, outros a adoram, mas a maioria tolera, vive, se reproduz nessa grande cidade.

Written by Página Leste

31 de janeiro de 2008 at 8:25

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TV poderia insistir em campanhas por bons modos

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Recentemente escrevi aqui neste espaço sobre a falta de educação das pessoas e destacava que quanto mais carente o local, mais o problema saltava aos olhos. Fui cumprimentada pela coragem e pela assertiva na abordagem que lembrava que falta de modos perpassa as várias classes sociais, mas que tínhamos um olhar paternalista para quando essas coisas acontecem junto às classes mais desfavorecidas. Insistia, naquele texto, que não estava correto continuar a passar a mão na cabeça das pessoas perdoando toda e qualquer falta de modos.
O duro é ter que voltar ao assunto, que parece não vai ser resolvido tão já e, mais, parece que vai persistir. A falta de educação continua e insiste em agredir os sentidos de quem é obrigado a viver em sociedade com gente que não sabem faze-lo.
Desta vez não está somente nas classes populares e até é comum nos aspirantes à classe média ou classe alta. Apesar das posses e recursos que podem dispor seja lá por que métodos tenha sido ainda encontro péssimos exemplos por todo canto. Outro dia estava parada no trânsito em uma grande avenida e de dentro de um carro à minha frente; desses que não custam menos de R$ 45 mil, ou seja, não é para qualquer um, o motorista não teve a mínima cerimônia em juntar e amassar muito mal amassados vários panfletos que estavam; segundo o que deveria estar passando na cabeça dele: sujando o seu carro. Pois bem, o ‘Malamané’, que pensa ser malandro, mas é mané jogou tudo no chão. Como estava mal amassado, ao caírem, os panfletos se separaram espalhando “ofertas” por todo o chão.
Me contive. A vontade era dar uma longa e sonora buzinada para ver se o Malamané se tocava da sua ação completamente reprovável. Será que ele não sabe que papel é reciclável e que o papel é resultado de árvores tombadas? Conhecer o carro do ano ele conhecia, inclusive ele cuida bem porque não deixa sujeira dentro dele, mas os bons modos, isso ele não conhece.
Pois bem, comportamentos desse tipo repetem-se quase todos os dias e vêm de pessoas que à priori deveriam ter alguma formação. Mas embaixo, com quem tem pouca ou nenhuma informação o que encontramos então? Outros tantos exemplos de como não conviver em sociedade e aqui tão grave quanto os panfletos lançados fora do carro.
Dezenas de reportagens têm sido feitas pela Gazeta de São Mateus que envolviam a existência de lixos e entulhos jogados nos lugares mais inadequados. Na maioria das vezes, tenho de reconhecer, a prefeitura, através das subprefeituras têm, após a reclamação do munícipe ou da divulgação da reportagem providenciado a limpeza e a remoção do lixo ou do entulho para um local mais adequado.
O duro é constatar que em pouquíssimo tempo depois, muitas vezes, o local que foi limpo pela Prefeitura volta a ser ocupado por lixo doméstico ou entulho. Quem colocou lá, com certeza, não foi à prefeitura. Foram, de novo, os munícipes, na maioria das vezes, moradores do próprio local. Os locais escolhidos são, quase sempre, os mesmos: terrenos baldios, terrenos públicos, cabeceiras de rios, córregos, ao lado dos muros de equipamentos públicos e por ai vai.
Fica na compreensão das pessoas de que o lixo não estando na sua porta ou dentro do seu carro, no caso acima, tudo bem, pode ficar na frente da casa do outro ou nos espaços públicos que é de todo mundo, mas não é de ninguém. Gente que age assim é daquele tipo que acha que pode escutar suas músicas a qualquer horário, no volume que quiser porque está dentro da sua casa. O que ele não entende ou finge não entender é que a casa dele está dentro de uma rua que, por sua vez, está dentro de um bairro, que por sua vez, está dentro de uma cidade, que por sua vez, para encurtar o rosário está dentro do planeta que é de todos e que, sem regras respeitosas de convivência é o que vemos: ignorância e falta de modos por toda parte.
São aquelas mesmas pessoas, desde os pobres até os classe médias que dizem “a rua é pública” para justificar travessuras de crianças, adolescentes, jovens e até adultos em praça pública.
A minha opinião que já sei, é compartilhada por muita gente, mas muita gente mesmo, ainda é um pingo no oceano. Os córregos continuarão sendo os destinos de sacos inteiros de lixos domésticos que, se fossem reciclados, diminuiria sensivelmente os aterros nas grandes cidades. A prefeitura, quando está operante ou é lembrada pelos munícipes ou pelas reportagens vai limpar a avenida por onde passam os carros de luxo. Vai também recolher os restos dos córregos e bueiros. Vai também recolher as milhares de embalagens pet dos refrigerantes que insistem em aparecer boiando pelas ruas durante a enchente.
Mas ainda é pouco. Se não houver uma insistente e competente campanha, principalmente nos canais da televisão aberta, que são concessões do governo, para educar e educar e educar o povo a situação vai continuar a mesma.
Apesar da resistência dos grupos que controlam as comunicações, o governo tem que interferir nas programações criando e exigindo que a TV lembre os espectadores, muitas vezes ao dia, da necessidade de que todos tenham educação suficiente para ajudar a preservar o que é coletivo; produzir pouco lixo reciclá-lo e não jogar o que sobra em qualquer lugar.
 

Written by Página Leste

31 de janeiro de 2008 at 8:24

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Capitão Mauro critica ausência do Estado na Terceira Divisão

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Para o Capitão Marcos Aurélio Martins dos Santos da Ia Cia. do 38o BPMM/SP da Terceira Divisão em São Mateus já na divisa com Mauá, a falta de planejamento familiar e controle da natalidade e a devastação que o homem faz dos recursos da natureza são as principais matrizes das misérias e carências que se encontram nas várias periferias das grandes cidades, inclusive na região onde sua companhia atua.

Falando um pouco ao jornal o capitão que está atuando na região há um ano lembrou que além das ações de polícia a PM tem participado de iniciativas pró-cidadania. Por conta disso se deu conta do tamanho da carência que a 3ª Divisão e bairros adjacentes tem. “Fizemos uma jornada onde iríamos prestar serviços de cortes de cabelo, orientação alimentar, orientação jurídica, psicológica e tirar documentos simples para a população e qual foi minha surpresa ao ver que entre as quase 3000 pessoas que passaram pela jornada, umas 500 sequer tinham chinelo nos pés”, enfatizou.

Foi à comprovação mais impactante sobre as condições do local onde opera a companhia. Para o capitão, sem planejamento familiar, educação e distribuição de renda, as periferias como aquela, vão ser sempre como umas espécies de fábricas de mais pobreza, desorientação e, também de caldo de cultura para o surgimento de novos criminosos. “Não dá para negligenciar e escamotear essa situação”, disse. O Capitão Marcos lembra que a maior responsabilidade continua sendo do Estado que, em muitos aspectos, está ausente e que num passado não muito distante foi inclusive o criador de situações como estas. Citou os nomes de Luiza Erundina e Paulo Maluf que quando prefeitos removeram comunidades inteiras de outros locais para ao bairro da 3ª Divisão que até hoje, não tem estrutura que comporte o número sempre crescente de habitantes.

A Companhia local da PM ainda participou de outra jornada da cidadania em conjunto com entidades locais como os Agostinianos e o Conselho de Segurança – Conseg, entretanto, deu uma contribuição mais significativa ao receber em suas dependências o projeto da Secretaria de Esportes do Município da Virada Esportiva. Segundo o capitão, depois de pesquisar a região o único local mais adequado para a realização das diversas modalidades esportivas que estavam na virada foi o espaço onde está sediada a própria companhia. “Preparamos a área com alguma areia doada, por exemplo, e a secretaria trouxe o material. Na ocasião foram realizados jogos envolvendo crianças e jovens e para nossa surpresa houve uma intensa participação das famílias”, comenta, para exemplificar outra forte evidência: a de que o local também não tem espaços de lazer apropriado para a comunidade. A iniciativa foi tão bem recebida que o Capitão ainda abre o mesmo espaço para a comunidade se divertir, mesmo que sem a participação da secretaria.

Segundo o capitão, a ausência da secretaria de Esportes é temporária. A secretaria tem intenção de manter um projeto permanente nas dependências da companhia, com a presença de monitores especializados para atender a essa demanda da comunidade. “A secretaria estuda um projeto para prover uma área esportiva dentro do batalhão, onde pretendem construir uma quadra poli esportiva, corrigir a pista de atletismo e a área de vôlei, bem como construir uma área coberta para xadrez, banheiros, vestiários, jardinagem”, registra as medidas que vai melhorar a companhia para o atendimento da comunidade.

A medida reforça o entendimento do capitão Marcos Aurélio de que o local só vai conseguir minimizar seus problemas com maior presença do Estado, não apenas na área da Segurança. “As coisas estão ligadas entre si: mais educação, saúde, planejamento familiar, empregos ou formas de gerar renda são medidas necessárias nesta área onde atuamos”, enfatiza.

Claro que a presença da PM e das operações que são realizadas é muito bem vinda, esclarece, dando como exemplo, os diversos índices de ocorrência que vem caindo. Atualmente, segundo o capitão, apenas os índices de roubo de veículos e peças de automóveis são preocupantes no Parque São Rafael, Promorar, Terceira Divisão, Parque Santo André e na Avenida Sapopemba. “Entretanto, temos atuado firmemente no combate a esses crimes”, registra.

Apesar de insistir numa maior presença do Estado para evitar aumentar o depósito de gente que determinadas regiões vem se transformando por conta de ocupações irregulares muito freqüentes na região. “Sem um controle de natalidade, planejamento familiar e uma nova mentalidade no uso dos recursos escassos da natureza determinadas iniciativas não são mais do que continuar enxugando gelo”, finaliza destacando a importância de acompanhar as benfeitorias prometidas por conta da instalação do projeto da Central Leste de Tratamento de Resíduos, mais conhecido como no novo aterro sanitário de responsabilidade da Eco Urbis, caso ele se concretize. – Publicado na GSM ed.252 25/10/07

 

Written by Página Leste

24 de outubro de 2007 at 16:46

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