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Plantação de argumentos falsos

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Por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa

A questão ambiental, lançada numa poça de discussões rasteiras pelo deputado Aldo Rebelo, do PCdoB, que propõe o desmanche da legislação brasileira de proteção das florestas, acaba de ganhar um esclarecimento, registrado discretamente na edição de quinta-feira (1/7) da Folha de S.Paulo.

A organização não governamental americana Avoid Deforestation Partners – que estimula a criação de leis e políticas contra o desmatamento, cujos estudos vinham sendo utilizados como argumento de Rebelo e seus aliados da bancada ruralista para justificar a proposta de mudanças no Código Florestal, acaba de divulgar novo artigo, no qual afirma que o relatório original foi mal interpretado.

O texto inicial da ONG, que ganhou repercussão sob o título “Florestas lá, plantações aqui”, dizia que a eliminação do desmatamento nos trópicos até 2030 limitaria a receita para a expansão agrícola e para a atividade madeireira de países como o Brasil, nivelando as condições de concorrência para os produtores americanos no mercado global.

Patrimônio ambiental

A proteção das florestas, portanto, prejudicaria a produção brasileira de carne, grãos e madeira, reduzindo a pressão da concorrência sobre os produtores americanos. Essa interpretação foi celebrada pelos ruralistas e outros defensores do desmatamento, que têm no deputado do PCdoB seu aliado mais ruidoso.

Rebelo usou essa versão do estudo da ONG americana para alimentar a velha teoria da conspiração, sem qualquer fundamento, segundo a qual todo o movimento ambientalista no Brasil é financiado e estimulado pelo capitalismo internacional com o interesse de retardar o desenvolvimento do país.

Passando por cima de fatos fartamente manchetados pela imprensa nos últimos dez anos, o deputado e seus amigos da motosserra tentaram esconder certos números, como os sucessivos recordes de produção e produtividade dos agronegócios, que progridem no Brasil justamente no período em que a legislação e a fiscalização se tornam mais rigorosas na defesa do patrimônio ambiental.

A realidade, portanto, é exatamente o oposto do que vem sendo declarado pelo parlamentar.

Informações manipuladas

Desde 2003, o Brasil se destaca entre os países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica, pela determinação em criar áreas de proteção. Segundo pesquisa publicada em maio passado pela revista PNAS, Procedimentos da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos, a criação de áreas protegidas na Amazônia tem grande efeito sobre a redução da emissão de gases do efeito estufa.

As áreas protegidas, cuja extensão o projeto defendido por Aldo Rebelo pretende reduzir, foram responsáveis por 37% da redução do desmatamento no Brasil entre 2004 e 2006. O Brasil foi responsável por 73% das áreas protegidas de florestas criadas em todo o mundo desde 2003.

Nem por isso deixou de se destacar como grande produtor agrícola. Pelo contrário – ao ser convencido a respeitar a natureza, o agricultor brasileiro acaba tomando conhecimento de técnicas mais racionais de exploração da terra, reduzindo sua dependência de adubos químicos e defensivos agrícolas e adotando práticas mais avançadas de cultivo.

Pé de página

Segundo a Folha de S.Paulo, citando um diretor da ONG americana cujo estudo foi manipulado pelos defensores do desmatamento, ganhos para a agricultura americana não significam perdas para o Brasil. De acordo com a mesma fonte, a redução do desmatamento pode impulsionar a receita da agricultura brasileira entre R$ 260 bilhões e R$ 545 bilhões até 2030.

Portanto, a defesa do patrimônio ambiental não significa boicote à produção agrícola, mas exatamente o contrário. Quem já visitou projetos de exploração sustentável da floresta amazônica, como as fazendas da empresa Cikel, no Pará, entende como se pode produzir desenvolvimento sem comprometer o patrimônio ambiental.

O esclarecimento oferecido pela organização cujo estudo foi distorcido pelo deputado Rebelo e seus parceiros do desmatamento deve enterrar de vez os argumentos a favor do desmanche da legislação ambiental. A legislação pode e deve ser aperfeiçoada, mas não nos termos propostos pelo relatório do deputado do PCdoB.

A Folha de S.Paulo tem o mérito de trazer a público essas informações. Mas observe-se que os amigos da motosserra ganharam nos últimos dias grande repercussão para suas alegações, enquanto o esclarecimento da questão fica escondido numa nota de pé de página.

A imprensa brasileira ainda está devendo nessa.
(Envolverde/Observatório da Imprensa)

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2 de julho de 2010 at 11:59

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Grupos da Plataforma de Centros Urbanos reúne-se com subprefeito de Itaquera

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A Plataforma de Centros Urbanos da Unicef, através de vários representantes do grupos de articulação locais do Dom Bosco, Conjunto José Bonifácio e Cidade A E Carvalho estiveram em reunião na manhã do dia 16 de junho com o subprefeito de Itaquera Roberto Tamura. O objetivo, plenamente alcançado, era o de estabelecer com o representante do prefeito uma interação que desse conta de facilitar o acesso dos GA´s junto aos coordenadores das várias áreas de ação pública da região.

Pela Unicef esteve presente Sílvio Koloustian, que em linhas gerais, apresentou ao prefeito o que era a Plataforma, suas articulações, locais de atuação e sua finalidade no que foi plenamente entendido pelo subprefeito. Este, por sua vez, ressaltou suas limitações com relação às relações com outras diversas áreas da administração como educação, saúde e assistência social, por exemplo. Independente disso se colocou a disposição para dentro de suas possibilidades ajudar na articulação desses contatos.

Segundo os representantes dos GA´s, grande parte das ações planejadas tem interface com o poder público, seja na busca de melhor conhecer indicadores locais, seja no entendimento das funções, trabalhos desenvolvidos e limitações das ações das áreas na região.

Como proposta e sinal de boa vontade do subprefeito foi agendada uma reunião posterior com os coordenadores das áreas da Saúde, Educação e Assistência Social da região para que a Plataforma apresente de forma sistematizada suas propostas e necessidades que justifiquem esse relacionamento.

Os treze participantes dos GA´s encaminharam ainda uma reunião autônoma no próprio espaço da subprefeitura para o dia 21, quando sistematizarão seus objetivos com vistas a construir esse relacionamento no sentido de melhor equacionar os problemas locais e encaminhar soluções. JMN

encontro de membros da PA com o subprefeito Roberto Tamura

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24 de junho de 2010 at 13:39

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Mundo em transe: os desafios do ecodesenvolvimento. Entrevista especial com José Eli da Veiga

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Em meio aos debates em Copenhague, na Convenção do Clima, a IHU On-Line entrevistou, por telefone, o professor José Eli da Veiga, que aproveitou a oportunidade da realização do evento na Dinamarca para lançar seu livro Mundo em transe. Do aquecimento global ao ecodesenvolvimento (Cidade: Autores Associados, 2009).
Ao discutir os principais elementos trazidos na obra, Eli da Veiga afirma que “é absolutamente falsa a ideia que predomina no noticiário e na atuação de muitas ONGs, de que, na verdade, os países estão em Copenhague movidos por algum tipo de altruísmo em relação às gerações futuras, e isso é que fará com que eles façam um acordo A ou B”. Para ele, “os últimos trinta ou quarenta anos forneceram muitos fatos para percebermos que é muito difícil, hoje, dizer como o modo de produção capitalista será superado. O que sabemos, com certeza, é que um dia – se a humanidade não se liquidar usando armas atômicas, ou deixando o aquecimento global sem controle, se o progresso social continuar – o capitalismo será superado”.
Eli da Veiga critica a discussão sobre se será a sustentabilidade ambiental que vai colocar em cheque o capitalismo ou não. “O que temos certeza é que é um modo de produção passageiro como foram os anteriores, mas é impossível saber como vai terminar. E esse dilema do crescimento é um dos dilemas do capitalismo, não é o único, estamos cansados de saber. Basta voltar à questão da desigualdade que a sociedade capitalista tem”.
José Eli da Veiga é professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), onde coordena o Núcleo de Economia Socioambiental (NESA). Além do livro que é tema desta entrevista, publicou outros, entre os quais: A Emergência Socioambiental (São Paulo: Ed. Senac, 2007); Meio Ambiente & Desenvolvimento (São Paulo: Ed. Senac, 2006); e Desenvolvimento Sustentável – O desafio do século XXI (Rio de Janeiro: Garamond, 2005). É colaborador da do jornal Valor Econômico. Para ver sua página pessoal na Internet clique aqui.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Quais os principais tópicos que o senhor aborda na obra? Qual é a tese central defendida pelo senhor em Mundo em transe?
José Eli da Veiga – O livro começa tratando da transição ao baixo carbono, ou da descarbonização, que é uma questão muito mais ampla do que essas negociações que estão ocorrendo em Copenhague. A tese central desse capítulo é que as negociações de Copenhague são importantes, mas pouco. Há outros vetores do processo que são mais importantes, a começar pela segurança energética. Ou seja, os países que se mexeram positivamente, tanto há mais tempo como os que estão se movimentando agora, mexeram-se principalmente porque percebem que terão problemas muito sérios nos próximos vinte ou trinta anos e que, portanto, a possibilidade de transitar para uma matriz com menos dependência de energias fósseis seria essencial, por razões básicas. Segurança energética é tão importante quanto segurança alimentar.
Uma vez existindo essa necessidade, e as elites começando a dar estímulos para essa transição, há um segundo vetor muito importante que são os negócios. Os empresários começam a perceber que, nessa perspectiva, são as inovações na área energética que conduzirão à próxima etapa do desenvolvimento capitalista. Então, tento dar uma série de elementos para mostrar como isso já está ocorrendo, e como determina o posicionamento dos países em relação à Convenção do Clima, isto é, muitos têm que ganhar tempo, eles estão em uma competição entre eles por essas inovações, por essas tecnologias. Há soluções que são muito difíceis imaginar ou prever em relação a qual será a tecnologia mais revolucionária nesta área e que países vão deter isso.
Então é fundamental levar em conta esses vetores para inclusive poder ler e interpretar o noticiário. É absolutamente falsa a ideia que predomina no noticiário e na atuação de muitas ONGs, de que, na verdade, os países estão em Copenhague movidos por algum tipo de altruísmo em relação às gerações futuras, e isso é que fará com que eles façam um acordo A ou B. Nesse momento, no que se refere ao aquecimento global, a ideia é que Copenhague no fundo pouco importa. Uma vez dito isso, mostro que já houve um ganho tremendo quando olhamos principalmente para a intensidade de carbono, que quer dizer a quantidade de emissões de gases efeito estufa por unidade de produto, por dólar de PIB, por exemplo.
Em quase todos os países, essa intensidade vem diminuindo aceleradamente, muito mais do que se imagina, mas que, mesmo assim, as emissões em termos absolutos continuam aumentando, por uma série de razões que tento explicar no livro. Apesar desses avanços, de ter reduzido a intensidade de carbono, assim mesmo as emissões continuam aumentando, pressionando os ecossistemas. Então, o problema que se coloca é muito mais uma discussão sobre a própria relação entre o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental.
IHU On-Line – E o que caracteriza essa relação entre crescimento econômico e a sustentabilidade do planeta?
José Eli da Veiga – O que é muito claro é que a sustentabilidade ambiental vai exigir que desvinculemos a prosperidade do crescimento econômico. No caso do Brasil, temos que procurar estilos de crescimento diferentes. Alguns países muito avançados já estão até reduzindo a produção, por exemplo, quando a qualidade de vida depende de silêncio. A discussão que é complexa e que está começando a sair do gueto é a respeito da tese do decrescimento. Outra tese, mais palpável, é a ideia de uma condição estável. Isto é, a ideia de que o país pode prosperar, sem que necessariamente a economia tenha que crescer. Há um estudo muito importante sobre esse assunto, que é um livro do professor Peter Victor, que é britânico, mas dá aulas no Canadá há muito tempo. Ele fez um modelo e tentou prever o que aconteceria com a economia canadense se o objetivo fosse, daqui a 15 anos, chegar numa situação de não-crescimento.
IHU On-Line – Pode explicar melhor essa relação entre decrescimento e condição estável? O senhor se apoia no pensamento de Serge Latouche também?
José Eli da Veiga – Latouche faz parte de um movimento pós-desenvolvimentista que tem como tese o decrescimento. Só que essa é uma tese, a menos politicamente viável, embora esse movimento tenha crescido. Mas a tese sobre a condição estável, que é do Herman Daly, o principal economista ecológico ainda vivo, é bem diferente do decrescimento, e é muito mais palpável para imaginar que alguns países do mundo possam começar a encarar ainda nesse século. A imagem que o Herman Daly usa e que facilita a explicação é a seguinte: imagine uma biblioteca abarrotada, como uma analogia para dizer que o mundo está abarrotado, porque cresceu demais tanto a população quanto o consumo que essa população necessariamente tem direito de aumentar. Isso tudo vai levando a um mundo em que o sistema econômico ultrapassa muito os limites naturais que poderia ter. Então, Daly diz que, se a biblioteca estiver abarrotada, você pode tomar a decisão de não fazer entrar mais nenhum livro, ou até de decrescer, diminuir o número de livros. No entanto, há uma outra decisão que é muito mais sábia que é: toda vez que um livro novo tiver que entrar na biblioteca, você escolhe um para retirar; evidentemente você vai retirar aquele que parece ser menos importante de manter lá. Se esse sistema for usado, veremos que a biblioteca não vai crescer em termos de tamanho, mas estará melhorando. Ou seja, uma sociedade que substitui a energia fóssil por renovável, mesmo que isso não aumente o PIB, estará melhorando. Essa é a ideia e também uma maneira de explicar essa noção, que é bem antiga na economia, visto que os clássicos já usavam a expressão um pouco inequívoca, que é “estado estacionário”. E daí criou-se muita confusão. Então, prefiro usar a expressão condição estável para isso que acabei de explicar.
IHU On-Line – A economia capitalista é compatível com o desenvolvimento sustentável? Que alternativa econômica podemos pensar?
José Eli da Veiga – Em primeiro lugar, ainda não chegamos num acordo se o capitalismo começou com a revolução industrial ou se começou no renascimento, com Estados tipo Gênova e Veneza. Já há essas duas correntes nas quais o que as pessoas chamam de capitalismo são coisas diferentes. Os últimos trinta ou quarenta anos forneceram muitos fatos para percebermos que é muito difícil, hoje, dizer como o modo de produção capitalista será superado. O que sabemos, com certeza, é que um dia – se a humanidade não se liquidar usando armas atômicas, ou deixando o aquecimento global sem controle, se o progresso social continuar – um dia o capitalismo será superado. Acho muito errado discutir se será a sustentabilidade ambiental que vai colocar em cheque o capitalismo ou não. O que temos certeza é que é um modo de produção passageiro como foram os anteriores, mas é impossível saber como vai terminar. E esse dilema do crescimento é um dos dilemas do capitalismo, não é o único, estamos cansados de saber. Basta voltar à questão da desigualdade que a sociedade capitalista tem.
IHU On-Line – Em linhas gerais, qual o conceito de ecodesenvolvimento?
José Eli da Veiga – É a mesma coisa que as pessoas chamam de desenvolvimento sustentável, só que prefiro essa expressão por duas razões: primeiro, porque é uma palavra só e evita muitas confusões; e segundo, porque ela é anterior à noção de desenvolvimento sustentável. Na verdade, ela surgiu logo depois da reunião de Estocolmo, em 1972, e foi proposta como uma tentativa de se começar a repensar o desenvolvimento, levando em conta a dimensão ambiental, que tinha sido simplesmente ignorada até lá. E isso aconteceu por razões até hoje não muito claras, mas principalmente pela oposição da diplomacia dos EUA, houve uma espécie de censura ao uso da expressão ecodesenvolvimento. Até que depois de praticamente 15 anos, o relatório “Nosso futuro comum” popularizou a expressão “desenvolvimento sustentável”, que foi considerada mais aceitável, em grande parte porque escamoteia essa questão do dilema do crescimento. Se relermos hoje o “Nosso futuro comum”, que é o relatório Brundtland (1), veremos que lá a tese é de que é preciso crescer o máximo possível, enquanto que estamos discutindo hoje que há países que poderiam parar de crescer e procurar aumentar a sua qualidade de vida de outra forma, ao contrário, dando chance para que o resto do mundo cresça. Então, prefiro a expressão ecodesenvolvimento, que traz a ideia de que sociedade deve se desenvolver, o progresso deve continuar, só que ele não pode ignorar que é absolutamente dependente dos ecossistemas.
IHU On-Line – Como o senhor avalia Copenhague até o momento?
José Eli da Veiga – Todos os dias temos tido surpresas. A surpresa do dia de hoje (16-12) é que o Brasil estava se negando a contribuir para um fundo verde a ser criado, e agora nitidamente ele está admitindo que poderá contribuir, o que desmoraliza a ministra Dilma Roussef, que está falando uma bobagem atrás da outra, querendo aproveitar a situação em termos eleitorais, mas o tiro está saindo pela culatra. Para mim, um bom resultado de Copenhague seria um acordo político sobre metas e esquemas de financiamento, que envolvesse todos os grandes emissores, independente de serem ricos ou não. Evidentemente que seria um acordo, que não fizesse a besteira que se fez em Kyoto, de deixar fora o principal emissor, que é os EUA. Se um acordo político envolvesse todos os atores centrais, que são 30 ou 40 países que emitem mais de 90% do carbono, com metas e esquemas de financiamento, isso seria um grande resultado, mesmo que adiem todo um detalhamento e a questão jurídica para o ano que vem.
Nota:
1.- Relatório Brundtland é o documento intitulado Nosso Futuro Comum, publicado em 1987, no qual o desenvolvimento sustentável é concebido como “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. (Nota da IHU On-Line).
(Ecodebate, 23/12/2009) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

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23 de junho de 2010 at 16:00

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Violenta ofensiva contra o IPCC

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A ciência da mudança climática é alvo da artilharia pesada de uma guerra final para impedir ou retardar a ação dos Estados Unidos contra o aquecimento global, alertam vários especialistas. O senador norte-americano James Inhofe, do opositor Partido Republicano e um dos céticos da mudança climática, divulgou, no final de fevereiro, uma lista de importantes cientistas que quer processar como delinquentes, acusando-os de confundirem o governo. Esses pesquisadores estão sendo intimidados e recebendo ameaças de morte. “Tenho centenas” de e-mails ameaçadores, disse ao Terramérica Stephen Schneider, especialista em clima da Universidade de Stanford.

Schneider acredita que haverá assassinatos de cientistas por esta causa. “Tento fazer com que isto não me afete, mas vai acontecer”, afirmou este que é um dos cientistas do clima mais respeitados do mundo. “Nesse país, os médicos que praticam abortos são baleados”, acrescentou. Mas esta reação contra as evidências da mudança climática e os cientistas não é registrada apenas nos Estados Unidos. Também ocorre no Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e, em menor grau, em outros países. Na superfície, a campanha está baseada em alguns erros que apareceram no Quarto Informe de Avaliação de 2.800 páginas apresentado em 2007 pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) e a várias mensagens pessoais via correio eletrônico datadas de dez anos atrás e roubadas da University of East Anglia (na Inglaterra).

No fundo, esta é a última tentativa das empresas de petróleo, gás e carvão de retardar o combate à mudança climática. Tal como fez a indústria do tabaco, que teve êxito em atrasar por várias décadas o conhecimento sobre os efeitos daninhos do tabagismo e as medidas para enfrentá-lo, comparou Schneider. “Enfrentamos a multimilionária indústria dos combustíveis fosseis e os que odeiam o governo (de Barack Obama). Eles dão voltas, distorcem e colocam em dúvida a credibilidade da ciência”, acrescentou.

A mídia é cúmplice, acrescentou, pois não contextualiza essas absurdas afirmações e continua entrevistando gente como Inhofe e outros que carecem de evidências e credibilidade nestes assuntos, afirmou. “Causa indignação que as empresas de comunicação coloquem o lucro acima da verdade. Os meios de comunicação se degradaram profundamente, e essa é uma ameaça real para a democracia”, afirmou Schneider.

Não há um argumento científico sólido que questione o fato de que o dióxido de carbono e outros gases-estufa esquentam a atmosfera, e que as emissões desses gases geradas por atividades humanas são os fatores principais do aumento das temperaturas nas últimas décadas. Também é pouco racional o debate sobre a realidade facilmente observávelde que o gelo do Ártico está desaparecendo, as geleiras estão diminuindo, os eventos climáticos extremos aumentam e a primavera chega antes.

No final de 2009, foram divulgados documentos obtidos por hackers dos arquivos da Unidade de Pesquisa Climática de East Anglia que, supostamente, revelam uma manipulação de dados para apresentar o aquecimento global como um fenômeno causado pela humanidade. O episódio causou alvoroço e os pesquisadores que estavam no centro da controvérsia disseram que seus e-mails foram alvo de um ataque de hackers, e que o conteúdo foi tirado de seu contexto.

O IPCC, que em 2007 ganhou o Nobel da Paz junto com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, cometeu erros. E os críticos se aproveitaram de um deles, enterrado no fundo de um quarto informe, que dizia que as geleiras do Himalaia derreteriam até 2035, ou antes. Este dado não estava baseado em evidências e foi “um erro maiúsculo”, disse Schneider. O frenesi que se seguiu, em busca de outras falhas nesse informe, revelou três equívocos triviais que de modo algum afetam as conclusões finais.

Entretanto, o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, anunciou, no dia 27 de fevereiro, que os países-partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática concordaram em realizar uma avaliação independente do estudo. “Enquanto isso, defendemos firmemente o rigor e a solidez das conclusões do Quarto Informe de Avaliação”, disse Pachauri em um comunicado. As conclusões centrais desse informe “se baseiam em uma esmagadora quantidade de evidências procedentes de milhares de estudos científicos independentes e arbitrados”, acrescentou.

Para o especialista em clima Andrew Weaver, da Universidade da Columbia Britânica (Canadá) e um dos autores principais do informe do IPCC, “a avaliação é uma resposta cuidadosa e medida, à luz de todo lixo que anda por aí”. Provavelmente, a avaliação independente do que foi realizado pelo IPCC fique nas mãos dos principais cientistas do mundo, designados pelas academias nacionais de ciência de várias nações. Levará meses para reunir semelhante painel para fazer essa revisão, disse Weaver ao Terramérica. “Não sei o que mais pode ser feito para melhorar o processo, que é incrivelmente rigoroso”, ressaltou.

Poucas pessoas, inclusive as que criticam o IPCC, sabem como este corpo funciona. Com sede em Genebra, foi criado em 1988 para “avaliar informação científica, técnica e socioeconômica relevante para a compreensão da mudança climática”. Sua estrutura é descentralizada, com pouco pessoal, e praticamente todo seu trabalho é feito por milhares de cientistas independentes e outros especialistas de todo o planeta que dedicam voluntariamente seu tempo e seus serviços. A cada quatro ou cinco anos, são coletados, analisados e sintetizados milhares de estudos e pesquisas submetidos a arbitragem, para que as autoridades governamentais possam compreender o atual estado da ciência climática.

Os governos, que são parte da Convenção, devem dar seu voto de aceitação para cada Informe de Avaliação, e as conclusões só são admitidas e divulgadas se todos os países estão de acordo. Todo esse processo faz do IPCC um organismo de movimentos lentos, cauteloso e conservador. Até há pouco, quase tudo o que se criticava no IPCC era que subestimara os riscos da mudança climática e sua incapacidade para estar em dia com os últimos avanços científicos. Mas alguns grupos de pressão de poderosas corporações norte-americanos não cessaram seus ataques ao IPCC nos últimos dez anos.

O gigante petroleiro Exxon financiou esses lobbies e inclusive pressionou o governo de George W. Bush (2001-2009) para livrar-se do ex-presidente do IPCC, o químico Robert Watson, chefe científico do Banco Mundial. O governo de Bush cedeu e substituiu Watson pelo economista Rajendra Pachauri, o mesmo que agora tem sua renúncia pedida pelos lobistas. “Estamos em uma época estranha, conduzida pela cobiça e pelo temor. O público está mais confuso agora. E os bons cientistas se perguntam: por que eu iria querer ser parte do IPCC?”, acrescentou.

Stephen Leahy  é correspondente da IPS.


LINKS

Mudança climática: Especialista ataca céticos
http://envolverde.com.br/materia.php?cod=69032&edt=33

Desigualdades fatais no império da ciência
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=3356

Sondagem climática divide cientistas
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=74

Medimos mal o clima?
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=1887

“Estados Unidos decidiram matar o mensageiro”
http://www.tierramerica.net/2002/0623/dialogos.shtml

Stephen Schneider – Universidade de Stanford, em inglês
http://stephenschneider.stanford.edu/

IPCC, em inglês
http://www.ipcc.ch/home_languages_main_spanish.htm

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
(Envolverde/Terramérica)

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23 de junho de 2010 at 15:59

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Anvisa regulamenta uso de plantas medicinais da tradição popular

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Os benefícios das chamadas “drogas vegetais” passam de geração em geração. Quase todo mundo já ouviu falar de alguma planta, folha, casca, raiz ou flor que ajuda a aliviar os sintomas de um resfriado ou mal-estar. Unindo ciência e tradição, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer popularizar esse conhecimento, esclarecendo quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos. A medida faz parte da RDC 1

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23 de junho de 2010 at 15:55

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As razões do conflito no Oriente Médio

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As respostas a uma agressão só podem ser três: revidar, quando as forças estão suficientes acumuladas para isso ou não reste alternativa, como um gato acuado na quina de uma parede onde a única saída é para cima do agressor; a fuga, quando o gato tem outras saídas diferentes da quina da parede ou dar a outra face e continuar apanhando, um caminho que pode implicar na eliminação física do gato.

Diante dessas premissas é legítimo os foguetes disparados pelo Hamás em Israel e a resposta de Israel com todo seu poderio militar. Simples assim? Antes fosse. É preciso contextualizar o que vem ocorrendo ou como o gato foi parar na quina da parede. Quais os motivos que levam israelenses e palestinenses às escaramuças.

Já em 1938, o historiador George Antonius, profundo conhecedor do nacionalismo árabe, previa conseqüências desastrosas com a criação de um Estado judeu na Palestina. Escrevendo o calor da revolta dos palestinos contra a imigração judaica e o domínio britânico já enfraquecido entre 1936 e 1939, o autor, de forma precisa, identifica a verdadeira origem do conflito entre árabe e palestinos. “O tratamento dado aos judeus da Alemanha e outros países europeus é uma vergonha para seus autores e para a civilização moderna; mas a posteridade não exonerará nenhum país que não consiga enfrentar sua parte dos sacrifícios necessários para aliviar o sofrimento e a angústia dos judeus. Impor a maior parte da carga à Palestina árabe é uma miserável forma de esquivar-se das responsabilidades que deveriam recair sobre todo o mundo civilizado. Também é moralmente vergonhoso. Nenhum código moral pode justificar a perseguição de um povo em uma tentativa de pôr fim à perseguição de outro. O remédio para a expulsão dos judeus da Alemanha não deve ser buscado na expulsão dos árabes de sua pátria; e também não se conseguirá o alívio da angústia dos judeus à custa da angústia de um povo inocente e pacífico”.

Como um profeta. Dez anos depois, em 1948, a Palestina era dividida em dois Estados – um árabe e outro judeu. A iniciativa, que ignorou a opinião dos próprios palestinos, deu início à primeira guerra entre os dois povos, ao longo da qual cerca de 750 mil árabes foram expulsos de suas casas. Era o início de uma tragédia que ainda está longe de terminar.

Também é bom registrar que o conflito israelo-palestino é parte de um contexto maior e remonta aos fins do século XIX quando se fixaram na região colonos judeus movidos pelo projeto do sionismo, cujo objetivo era fundar na Palestina um estado judeu, onde já existia uma população nativa.

É imperioso também saber que o começo do terrorismo neste conflito é obra de Israel com as bombas em cafés utilizadas pelos sionistas pela primeira vez na Palestina em 17/03/1937, em Jaffa. Depois em automóveis, utilizadas primeiro pelos sionistas em 20/08 e 26/09 de 1937. Primeiras bombas em supermercados em 06/07/1938, em Haifa. Bombas em hotéis em 22/07/1946, em Jerusalém. Bombas em embaixadas estrangeiras em 01/10/1946, em Roma (contra os britânicos). Minagem de bombas e cartas bombas em 21/10/1946, em Petah Tikvah e contra alvos britânicos no Reino Unido em junho de 1947 completam o quadro.

Com relação ao Hamas, que hoje vive às escaramuças com Israel é bom saber que ele só nasceu em 1987 quando a expulsão de árabes das suas casas e a destruição de aldeias já tinham sido iniciados há mais de 60 anos. Sabra e Shatila aconteceu em 1982: Entre 1,5 mil e 2,5 mil refugiados palestinos – além de alguns cidadãos libaneses – foram massacrados em 16, 17 e 18 de setembro de 1982 nos acampamentos, quando Israel entrou em Beirute, dois dias após o assassinato do presidente Bachir Gemayel. Em 19 de setembro de 1982, após três dias de total silêncio, os libaneses descobriram o massacre dos civis. Alguns podiam ser identificados, mas outros estavam inchados, apunhalados ou estripados.

É possível listar pelo mais de doze massacres de civis árabes (palestinos) antes da existência do Hamas. Sem falar do dia-dia de assassinatos indiscriminados, tortura, demolições de habitações e a humilhação diária com colonos fanáticos matando palestinos. Como o gato reagindo, logicamente o Hamas é cria dessa situação.

Dizendo o que não pode ser esquecido é importante conhecer o que pensava um proeminente judeu, o ex-primeiro ministro David Bem Gurion – um dos fundadores do Estado de Israel, em trecho do livro “The Jewish Paradoxo”(1), de Nathan Goldman, ex-presidente do World Jewish Congress(2). “… Porque haveriam os árabes de querer a paz? Se eu fosse um líder árabe nunca iria parlamentar com Israel. É óbvio: nós ocupamos a terra deles. É certo que Deus tinha-no-la prometido, mas que significa isso para eles?(…)Houve o anti-semitismo, os nazis, o Hitler, Auschwitz, mas que culpa tiveram eles? Os árabes apenas vêem uma coisa: que viemos para aqui, que roubamos as suas terras. Porque haveriam de aceitar tal coisa?…”

Por apenas essa amostra pontual de alguns acontecimentos é previsível que tenhamos que conviver com mentiras e simplismos como culpar o Hamás _ como se ele já não fosse culpado do próprios crimes, mas não o de ter rompido o cessar-fogo mais recente. Este foi rompido por Israel, primeiro dia 4/11; quando bombardeou e matou seis palestinenses em Gaza e, depois, outra vez, dia 17/11, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinenses.

É claro que os israelenses merecem também segurança com seus 20 mortos nos arredores de Gaza, mas 600 palestinos mortos em uma semana que somam-se aos milhares assassinados desde 1948 – quando a chacina de Deir Yassin ajudou a mandar para o espaço os habitantes autóctones dessa parte do mundo que viria a chamar-se Israel – é outro assunto e é outra escala.

Dessa vez, entretanto, o clima de trégua amena vem sendo fustigado pelo bloqueio dos israelenses aos comboios com ajuda humanitária que tenta chegar a Gaza, põe a possibilidade de guerra na ordem do dia e a situação esta se configurando bastante grave. Com a continuidade dessa situação é possível os árabes enlouquecerem de fúria e virmos crescer seu ódio incendiário, cego, contra o Ocidente. Hipocritamente sempre poderemos dizer que “não é conosco”. Sempre haverá quem pergunte “Por que nos odeiam tanto?” Que, pelo menos, ninguém minta que não sabe por quê. (JMN)

(1) O Paradoxo Judeu. (2) Congresso Mundial Judeu.

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23 de junho de 2010 at 15:51

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Olá, mundo!

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Written by Página Leste

22 de junho de 2010 at 13:15

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Um castelo com 36 suites e o povo….

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Se não é uma das mais gozadas notícia deste início de ano, está entre elas. Gozada é maneira de falar para não dizer lamentável e eu, que pensei que tinha visto de tudo, vi, agora um castelo no interior de Minas Gerais, um estado que tem enormes bolsões de miséria principalmente ao norte de propriedade do deputado Edmar Moreira (DEM-MG) que tinha sido indicado ao cargo de segundo vice-presidente da Câmara e corregedor, aquele que teria como responsabilidade verificar a lisura no comportamento de seus pares.

A casa do deputado caiu, mas não o castelo, avaliado em R$ 25 milhões que, segundo ele, foi passado para o nome dos filhos, razão pela qual a suntuosa propriedade não estava relacionada na sua declaração de bens perante a Justiça Eleitoral.

O castelo é uma coisa nababesca.

Enquanto milhares de brasileiros se amontoam nas cidades morando de qualquer jeito em cortiços, barracos de favelas, palafitas ou nas ruas, a propriedade do “nobre” chega a ser acintosa. Castelos como aquele, só é possível ver em cartões postais de alguns países da Europa onde, em geral, trata-se de construções preservadas pelo patrimônio histórico. Já se disse de tudo um pouco, que ali funcionaria um cassino informal e espaço de lazer para outros colegas da Câmara, ainda não se sabe ao certo, mas não importa muito. Ele ou a família pode ter até o castelo, questão de mau gosto e de arrogância, mas que ele ou família tem que declarar e pagar corretamente os impostos, com certeza. Se o povo paga imposto direto no consumo e os trabalhadores ainda têm descontado em holerites outros tantos, o mesmo se espera de quem tenha entre suas propriedades um castelo.

O “nobre” tem mesmo é que dar o fora do cargo uma vez que uma nova denúncia dá conta de que ele teria usado de forma irregular a verba indenizatória da Câmara. A acusação é de que ele teria utilizado R$ 245,6 mil de sua cota de verba indenizatória em serviços de segurança particular, exatamente o seu ramo de atuação que é de onde, segundo ele, conseguiu rendimentos para comprar o castelo. Ocorre que o dinheiro é para gastos com o mandato no Estado de onde o parlamentar é originário. A verba indenizatória é de R$ 15 mil mensais e, normalmente, os deputados pedem ressarcimento de gastos com combustíveis, consultoria, impressos e aluguel de escritório. Em 2008, o parlamentar do DEM utilizou com serviço de segurança R$ 140 mil.

Não bastasse o “nobre” não declarar a Justiça Eleitoral a posse do castelo que tem 36 suites, ele ainda foi denunciado pelo Ministério Público por apropriação indevida de contribuições ao INSS recolhidas por funcionários de uma empresa de vigilância que teve durante mais de 30 anos.

Edmar Moreira é o nome da vez e a crise que envolveu o parlamentar, conhecido defensor de deputados acusados de quebra de decoro no Conselho de Ética já havia começado um pouco antes. Em declaração polêmica, Edmar Moreira defendeu a idéia de que deputados passassem a ser julgados apenas pelo Judiciário e não mais pela própria Casa, levantando o argumento do que denominou “vício da amizade”. Como é que se coloca um “nobre” desse para tomar conta dos seus pares. Não ia ver, ouvir ou falar nada.

Justiça seja feita, diante das diversas acusações o “nobre” tem suas defesas. Diz que o castelo passou para os filhos em 1993. Diz ainda que não foi ouvido pela Justiça sobre o processo que o Supremo Tribunal Federal (STF) move contra ele de apropriação indébita prividenciária e disse ainda que, quando sugeriu o debate sobre os deputados serem julgado pelo Judiciário, não pensava em acabar com o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Se ele, eventualmente tem saídas para as acusações, bom pra ele. Da minha parte o que não consigo é ver com bons olhos que, diante de tantas dificuldades que a maioria da população tem para sobreviver, enxergar beleza na construção estilo medieval e tolerar uma demonstração acintosa de luxo desnecessário. O castelo, como um oásis no meio do deserto chega a ser uma desfaçatez para o povo pobre.Quem sabe o “nobre” não estaria pensando em regredir ao período anterior ao capitalismo re-inaugurando o sistema feudal, onde o senhor das terras tinham para o seu deleite enormes castelos e quase todo o fruto do trabalho da plebe? Até faz muito sentido visto que no Brasil ainda temos senhores feudais ou coronéis políticos espalhados por diversas regiões do território nacional. Agora, com castelo é tudo é muito pra cabeça. (JM)

Written by Página Leste

27 de abril de 2009 at 10:38

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principais imagens de 2008

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4 de fevereiro de 2009 at 9:37

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RESUMO DE NOTÍCIAS 15/07/2008 – terça-feira

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O assunto principal nos jornais e nos teles continua sendo a Operação Satiagraha, com seus desdobramentos. Folha, O Globo e O Estado mantém o tema em manchete, sendo que os dois primeiros destacam a reação de Gilmar Mendes a Tarso Genro. Noticiário também destaca os diálogos entre Gilberto Carvalho e Greenhalg nas escutas telefônicas da PF – mostrados com exclusividade pelo Jornal Nacional. A polêmica acerca da participação da Abin nas investigações também está na mídia. Mas o racha no Judiciário ganha destaque com o ato de desagravo da magistratura ao juiz que mandou prender Dantas e a ameaça de procuradores em pedir o impeachment do presidente do STF. A reunião de coordenação, ontem, rendeu pelo registro de que o presidente Lula elogiou a Operação, mas fez ressalvas a excessos. Matérias descrevem que ministro Tarso Genro fez exposição sobre o tema durante a reunião. Outros assuntos são as greves na Petrobrás e nos Correios.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ocupa três das manchetes principais do dia, em reação à mobilização de juízes dos estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo, que ontem divulgaram manifesto a favor do colega Fausto De Sanctis, autor das duas ordens de prisão contra o banqueiro Daniel Dantas canceladas por habeas corpus assinados por Gilmar Mendes. A Folha de S.Paulo e O Globo remetem uma das entrevistas concedidas ontem por Mendes para suas manchetes principais.  "Presidente do STF rebate Tarso Genro", diz a Folha; "Gilmar: Tarso é incompetente para opinar sobre caso Dantas", sapeca o Globo. Ambos utilizam a seguinte declaração do ministro da Justiça, Tarso Genro – "Eu não tenho nenhum conhecimento da crítica do ministro a respeito. E ele não tem competência para opinar sobre o assunto" –, aproveitando-se principalmente da segunda afirmação do presidente do Supremo.
O foco da discórdia explorada é a afirmação do ministro da Justiça sobre o risco de Daniel Dantas, a exemplo do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, aproveitar-se do habeas corpus para fugir do país. "Cabe ao Judiciário julgar. Não cabe ao ministro da Justiça julgar (…) Ele pode fazê-lo [elogiar o trabalho da PF e do juiz] como cidadão, mas não é competência do ministro da Justiça decidir inquéritos, muito menos prisão preventiva", disse Gilmar Mendes, em outra versão de uma de suas declarações aos rádios, jornais e emissoras de televisão.
O Estado de S.Paulo foge do enfrentamento e abre sua principal reportagem do dia sobre a intenção de Mendes de propor criação de lei que acaba com o abuso de autoridade da Polícia Federal. Ainda sobre o assunto, o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, viu-se obrigado ontem a divulgar nota de esclarecimento sobre o telefonema que recebeu do ex-deputado Luís Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para desmentir qualquer interferência a favor de Humberto Braz, braço direito de Daniel Dantas, que ontem se entregou à Polícia Federal de São Paulo. Carvalho e Greenhalgh ocupam uma das gravações feitas pela Polícia Federal que ontem ocuparam o horário nobre na televisão. A isenção declarada de Gilberto Carvalho em sua nota não se reproduz na gravação que vazou da polícia.
Ainda no horário nobre, o Jornal Nacional divulgou ontem a filmagem da tentativa de suborno de Hugo Chicaroni e Humberto Braz a um delegado da Polícia Federal para que os nomes de Daniel Dantas, de sua mulher e de seu filho fossem retirados do inquérito que resultou na Operação Satiagraha. As emissoras de televisão não deixaram de fora os trechos em que Chicaroni e Braz deixam claro que estão a serviço de Daniel Dantas e que a maior preocupação do banqueiro era com o a primeira instância do processo, já que, segundo Chicaroni, "ele (Dantas) resolve. STJ e STF…O cara tem trânsito político ferrado". Em outra frente da crise, todos os jornais também trazem o manifesto dos juízes da 3ª Região a favor do juiz Fausto De Sanctis. Eles questionam os dois habeas corpus assinados por Gilmar Mendes a favor de Daniel Dantas e queixam-se de "desprestígio dos juízes".
DESTAQUES:
Presidente do Supremo ocupa espaços na imprensa para enfrentar juízes Folha e Globo redirecionam declarações de Mendes contra Tarso Genro Estadão destaca que Mendes quer lei contra abuso de autoridade da PF Braço direito de Daniel Dantas se entrega à Polícia Federal de São Paulo.
Novos vazamentos no horário nobre mostram suborno a delegado                  
No Distrito Federal, Polícia Federal vai fiscalizar vigias clandestinos
Falta mão-de-obra no agronegócio do Paraná
Bolsas nos EUA caem apesar de ajuda a agências de hipotecas
OPERAÇÃO SATIAGRAHA – Folha e O Estado mantêm o assunto nos cadernos nacionais e O Globo em Economia. Folha dá em manchetePresidente do STF rebate Tarso Genro’ e O Globo ‘Gilmar: Tarso é incompetente para opinar sobre caso Dantas’ ao destacarem que o  presidente do STF, Gilmar Mendes, afirmou que o ministro Tarso Genro não tem "competência para decidir inquéritos, muito menos de prisão preventiva". Em entrevista à Folha publicada anteontem, Tarso disse que seria "muito difícil" o banqueiro Daniel Dantas provar inocência. Segundo O Globo, Mendes reagiu às declarações do ministro de que a liberdade do banqueiro Daniel Dantas abriria a possibilidade de sua fuga do país: "Não tenho nenhum conhecimento da crítica do ministro (Tarso Genro) a respeito. E ele não tem competência para opinar sobre o assunto", disse Gilmar. Jornal diz que Tarso reagiu indignado. Lembrou que, na sexta-feira, apesar da polêmica instalada sobre o pedido de investigação do juiz Fausto de Sanctis ele se limitou a dizer que tanto as decisões de Gilmar (de soltar Dantas duas vezes) quanto as de Sanctis foram fundamentadas. Correio dá em chamada de capa que ‘Presidente do STF reage às críticas’ afirmando que Genro é incompetente para opinar sobre os habeas corpus concedidos. Manchete do Estado destaca que ‘Presidente do STF propõe nova lei contra abuso de poder’. Texto enfatiza que Gilmar Mendes defende alterações na legislação sobre abuso de autoridade e vai discutir o assunto hoje com o presidente Lula. Mendes critica os métodos de atuação da PF e pretende coibir o que, em sua opinião, o que caracteriza de ‘excessos’ em operações como a que resultou na prisão dó banqueiro Daniel Dantas. Mendes pretende ainda que o Conselho Nacional de Justiça defina parâmetros para os juízes de primeira instância possam autorizar gravações de suspeitos. ACUSADO SE ENTREGA – Jornais e teles deram com destaque que Humberto Braz, acusado de tentativa de suborno a delegado da PF para tirar o nome de Dantas do inquérito, entregou-se à PF. A operação é ainda assunto de editoriais de jornais.
NOS TELES – O assunto principal continua sendo a Operação Satiagraha, com seus desdobramentos. A prisão de Humberto Braz, tido como braço direito de Daniel Dantas e que se entregou à polícia na noite de domingo foi o destaque da noite. O Jornal Nacional segue dando prioridade absoluta à pauta (que mereceu espaço de 15 min) com o repórter César Tale mostrando novos trechos de gravações obtidas com exclusividade – os demais teles tinham apenas as transcrições dos diálogos – inclusive da conversa entre Greenhalgh e Gilberto Carvalho. E ainda as reações de juizes e procuradores contra a decisão de Gilmar Mendes. Só o Sbt Brasil disse que o presidente Lula defendeu a ação da PF na reunião de ministros.
JUÍZES FAZEM PROTESTO CONTRA GILMAR MENDES – É o destaque de capa em O Estado e a Folha também dá em texto de capa o ato de desagravo de cerca 400 juízes, promotores e procuradores. Folha e O Globo destacam que o juiz de Sanctis afirmou que os magistrados se sentem desprestigiados e que libertação de Dantas foi ‘gota d’água’. IMPEACHMENT – Jornais mencionam em capa que procuradores debatem a possibilidade de pedir o impeachment do presidente do STF, Gilmar Mendes, por causa da libertação de Daniel Dantas. Também registram o manifesto da Associação dos Advogados de São Paulo que apoiou Mendes. Segundo o Correio, Mendes classificou como normal a representação contra si preparada por membros do Ministério Público, pedindo seu impeachment. Valor diz que um pedido de impeachment de Mendes está sendo articulado por procuradores da República. CRISE – Valor destaca em capa que ‘STF tentará debelar crise no Judiciário’ e diz que o STF atua para pôr fim à crise com procuradores da República e juízes de primeira instância e deverá colocar em pauta, no início de agosto, o pedido de habeas corpus que libertou o investidor Daniel Dantas e outros acusados na Operação Satiagraha. Ao confirmar o despacho de Mendes, os ministros tirarão a decisão do plano individual e reforçarão o papel do tribunal como colegiado.
REUNIÃO DE COORDENAÇÃO – Segundo O Globo, ‘Apesar de aprovar a operação, o presidente condenou o uso de algemas na prisão dos envolvidos: – Se não oferece resistência, por que algemas? Para que humilhar a pessoa antes de estabelecer que ela é culpada? Não havia culpabilidade comprovada’, disse Lula, segundo o texto. Folha diz que ‘Presidente diz a ministros ver excessos em operação policial’ e que, em reunião ontem com seus principais ministros, o Presidente avaliou a Operação Satiagraha como "consistente do ponto de vista investigatório" e "positiva" para a imagem do governo, mas fez dois reparos à operação. Disse que o vazamento da prisão do ex-prefeito Celso Pitta para a TV Globo é um excesso e pediu que o ministro Tarso Genro tome providências disciplinares. Também julgou excessivo o uso de algemas. Disse, porém, que deve haver um critério único. Texto também diz que o Presidente defendeu Gilberto Carvalho. O Estado afirma que ‘Lula condena uso de algemas e espetáculo’ e que o Presidente admitiu aos ministros que PF pode ter cometido abusos: "Para que humilhar uma pessoa se ela se dispõe a prestar esclarecimento e tem endereço fixo?", disse. Segundo o texto, Lula avalia que a Operação Satiagraha pode ter desdobramentos imprevisíveis. Além das ameaças do banqueiro de apontar a metralhadora para o Planalto e para o PT, os próprios petistas se enfalfinham em disputas. JB diz que o presidente Lula reuniu o Conselho Político para blindar o governo das acusações contra Greenhalgh. Valor afirma que ‘Planalto defende Carvalho e Genro no caso Dantas’ ao noticiar que a reunião da coordenação política de governo serviu para blindar o chefe de gabinete da presidência, Gilberto Carvalho e o ministro da Justiça, Tarso Genro.
GREENHALG – GILBERTO CARVALHO – Jornais e teles deram destaque às notas publicadas. O Jornal Nacional mostrou ‘com exclusividade’ conversas obtidas pela PF através de escuta telefônica entre Gilberto e Greenhalg. Folha destaca em capa que ‘Chefe-de-gabinete de Lula é alvo de comissão’ e que Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu analisar a ação de Gilberto Carvalho ao atender o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh. Texto registra que Carvalho admitiu ter falado com Greenhalgh, mas negou contato com PF a pedido dele. Jornal dá a íntegra da nota de Carvalho sob o título ‘"Não fiz contato algum com a PF", afirma Carvalho’. Jornal faz registro de que o ex-deputado voltou a negar tráfico de influência e a reafirmar que atuou como advogado. Segundo O Globo, ontem, o Palácio determinou o uso de um discurso unificado, de modo a reduzir o impacto das tratativas entre Greenhalgh e Gilberto Carvalho. Jornal diz que as notícias sobre a atuação de Carvalho, a partir dos grampos da Operação, serão avaliadas na próxima reunião da Comissão de Ética Pública, em agosto. O Estado noticia a nota de Carvalho sob o título ‘Assessor de Lula nega ter ajudado banqueiro’ e afirma que não tinha conhecimento da identidade de Humberto Braz. Outro texto diz que ‘Para Greenhalg, divulgação de ligações fere seu ‘sigilo profissional e pessoal”. CASA CIVIL – Sob o título ‘Greenhalg se reuniu com Dilma e falou sobre Dantas’, Folha diz que a assessoria da ministra Dilma Rousseff diz que o ex-deputado foi interrompido ao falar de Dantas. O Globo registra que ‘Dilma teria se reunido com trio’, em referência a Greenhalg, Guiga e Guga, mas texto menciona trecho de escuta e diz que, em todos os encontros que o grupo diz ter tido com a ministra, Dilma estaria livre nos momentos citados, segundo a PF, que checou sua agenda.
O GLOBO – Em texto intitulado ‘Relacionamento complicado’, O Globo afirma que personagens da Operação Satiagraha têm proximidade com governo Lula ao mencionar nomes de citados nas escutas. Outro texto, ‘Os ‘3G’ na ante-sala do poder’, em ‘ligações perigosas’, afirma que Greenhalgh, Guiga e Guga usariam influência no governo para facilitar negócios de Dantas.
 
ADVOGADO LIGADO AO PT RECEBEU DA BRT – Também cresce em espaço nos jornais a inclusão de nomes "ligados ao PT", além de Gilberto Carvalho e Luís Eduardo Greenhalgh. A Folha, por exemplo, traz documentos inéditos da auditoria interna da Brasil Telecom de 2005 sobre a passagem do banqueiro Daniel Dantas no controle da companhia telefônica revelam pagamentos de R$ 1,2 milhão para o advogado Roberto Teixeira, "compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", e de pelo menos R$ 3 milhões para o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, "amigo do ex-ministro José Dirceu (PT)", sem que os auditores tivessem encontrado os contratos para a prestação de serviços de advocacia. Kakay recebeu ao todo R$ 8,3 milhões. A auditoria encontrou apenas um contrato de R$ 5,3 milhões – sobre o qual afirmou não ter localizado nenhuma comprovação de efetiva prestação de serviços advocatícios. Teixeira afirmou que tem consigo uma cópia do contrato. A Brasil Telecom foi controlada pelo banco de Dantas até meados de 2005, quando os fundos de pensão de estatais conseguiram na Justiça assumir o controle da companhia. Os novos donos então determinaram uma ampla auditoria.
ABIN –Folha destaca que Nélio Machado, advogado que defende o banqueiro, acusou a Abin de grampear ligações telefônicas ilegalmente. A agência nega. Jornal faz pequeno registro que de ‘Agência admite atuação, mas nega "clandestinidade"’  e diz que, em nota, a Abin afirmou ontem que o diretor-geral do órgão, Paulo Lacerda, "não tem e não teve nenhuma participação ou iniciativa’, ‘mas que é comum a "cooperação com os demais órgãos públicos". Mas sua atuação foi considerada irregular pelo governo. O ministro Tarso Genro disse ao presidente Lula que o delegado não adotou o procedimento normal de fazer o pedido à Abin pela diretoria de operações da PF. Editorial de O Estado, destacado em capa sob o título ‘A interferência indevida da Abin‘, afirma que ‘O delegado Prótogenes Queiróz cometeu grave impropriedade, no limite do escândalo, ao engajar informalmente a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas investigações da Operação Satiagraha, dando-lhe acesso a informações sigilosas.’
MINISTRO DA JUSTIÇA EVITA ALIMENTAR POLÊMICA COM PRESIDENTE DO STF – Ainda nos jornais, o ministro da Justiça, Tarso Genro, também tem seu espaço para a reação às declarações do presidente do Supremo. A futebolização do tema levada pelos repórteres no destaque à sua "incompetência" não rendeu. Genro evitou alimentar a polêmica, e saiu pela tangente. "Nossas relações com o Supremo são boas e estáveis. O que existe atualmente não é uma divergência entre o Supremo e o Ministério da Justiça. Existe uma divergência jurídica, técnica, entre um juiz de primeira instância e o presidente do Supremo", disse o ministro em nota. O texto ainda acrescenta: "Então nós não estamos compartilhando desse debate. Nós, na verdade, não temos nenhuma menção a fazer sobre esse debate por se tratar de um debate jurídico. É uma questão interna do Poder Judiciário", completou.
CPI DO GRAMPO – O Globo diz que ‘CPI do Grampo quer ouvir envolvidos’ e que, ‘Apesar de um início de movimentação da base aliada para impedir que a CPI do Grampo entre nas investigações, o presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), avalia ter fundamentos sólidos para os requerimentos que serão votados amanhã, que incluem Dantas, Nahas e Greenhalgh. Folha diz que CPI vai ter acesso a números de telefones grampeados em 2007, a pedido do relator da Comissão, deputado Nélson Pellegrino (PT). Texto também informa que hoje serão votados os requerimentos de convocação de Dantas, Nahas, Gushiken, Greenhalg, além do delegado Protógenes e do juiz De Sanctis. O Estado: ‘CPI do Grampo tenta convocar juiz e delegado’.
AGENTES DA PF DE OUTROS ESTADOS AJUDARÃO A FISCALIZAR VIGILÂNCIA CLANDESTINA – Nas demais manchetes principais, o Correio Braziliense informa que a Polícia Federal prepara uma operação contra a vigilância clandestina no Distrito Federal e, para isso, convocará agentes de outras unidades da Federação para fiscalizar, autuar e encerrar as atividades de quem insiste em trabalhar na ilegalidade. A ação terá a participação de pelo menos 50 policiais. "Até lá, a Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp) da Superintendência da Polícia Federal no DF, a quem cabe fiscalizar o cumprimento da Lei nº 7.102/83 — que regulamenta o serviço — , vai reunir representantes dos condomínios horizontais e verticais, comércio e bares e boates para alertar sobre as normais legais e os riscos do serviço ilegal. No DF, há cerca de 30 mil vigilantes irregulares para 14.725 trabalhadores formais". Está marcada para a tarde de hoje uma reunião de delegados e agentes da Delesp do DF e de outros Estados com a Coordenação Geral de Controle de Segurança Privada da PF.
OI – BRT – Painel da Folha diz que o PSOL prepara ação direta de inconstitucionalidade para questionar no STF a compra da BrasilTelecom, que tem entre os sócios Daniel Dantas, pela Oi.
EIKE BATISTA – Segundo afirma O Globo em capa, a Polícia Federal teve que antecipar a operação Toque de Midas, na sexta-feira passada, contra a mineradora MMX, de Eike Batista, porque  a operçaão vazou.
LEI ANTIIMIGRANTE – Correio dá em capa que ‘Europa busca apoio à lei antiimigrante’ e que União Européia lança ofensiva de relações públicas para desfazer o que chama de "mal-entendido" sobre as normas que prevêem a prisão de imigrantes ilegais por até seis meses antes de serem despachados de volta ao país de origem. Ao repercutir afirmações do Presidente em seu programa de rádio, jornal afirma que Lula volta à carga e pede que brasileiros não sejam tratados como "delinqüentes". O Globo também registrou que o Presidente criticou a nova lei: ‘Lula diz que brasileiros devem ser respeitados’.
DOHA – Este foi o destaque dado pelo Estado ao repercutir o programa de rádio: ‘Lula diz que acordo não está nas mãos do Brasil’. Para ele, as negociações dependem da redução do protecionismo agrícola dos países ricos.
ELEIÇÕES – Sob o título ‘Lula libera ministro em campanha’, O Estado faz pequeno registro de que vai liberar os ministros para que participem das campanhas eleitorais fora do expediente, conforme falou na reunião de ontem da coordenação política de governo.
GREVE NA PETROBRAS – Jornais e teles noticiam com destaque que a greve dos petroleiros reduziu ontem em 63 mil barris a extração de óleo da Petrobras e causou perda de receita de US$ 7,6 milhões. A estatal teve de acionar um plano de contingência para operar as plataformas e assegurar o suprimento. A BBC noticia que a greve da Petrobras já fez cair em 7% a produção da empresa e que os empregados pararam por melhores condições de trabalho. O The Washington Post também registra a greve.
GREVE NOS CORREIOS – Jornais noticiam que funcionários dos Correios, em greve há 14 dias, fizeram manifestação em Brasília. A paralisação já fez com que 108 milhões de correspondências e 365 mil encomendas deixassem de chegar ao destino. Nos teles, a greve dos Correios rendeu imagens da manifestação dos carteiros em Brasília e editorial, da Band cobrando diretamente do PR a regulamentação da greve no serviço publico.
NOTICIÁRIO ECONÔMICO:
FALTA PRINCIPALMENTE MÃO-DE-OBRA ESPECIALIZADA NO AGRONEGÓCIO DO PARANÁ – Há falta de mão-de-obra no campo e na agroindústria do Paraná, principalmente a que exige operações mais especializadas, como pilotar modernas colheitadeiras e tratores ou que trabalhem no setores de mecânica e manutenção das plantas industriais das cooperativas do Estado. Segundo a Gazeta Mercantil, o cenário de escassez de mão-de-obra qualificada está provocando uma disputa por trabalhadores entre a agroindústria e a atividade primária. "A briga motiva até o pagamento de salários maiores para os trabalhadores rurais permanecerem no campo", informa a reportagem ao acrescentar que a cooperativa Cocamar, de Maringá, uma das maiores do Paraná, resolveu implantar um centro de treinamento para adolescentes a fim de formar seu próprio quadro de pessoal na área.
BRASIL TERÁ REGRAS PARECIDAS COM AS DOS EUA SOBRE S.A. EM PARAÍSO FISCAL – As empresas brasileiras com sede em paraísos fiscais terão mais dificuldade para abrir capital e listar na bolsa de valores recibos de ações, conhecidos pela sigla em inglês BDR, informa a principal reportagem de hoje do Valor. O jornal explica que o Brasil terá regras semelhantes as dos Estados Unidos para controlar esse tipo de operação e garantir que as normas locais para estrangeiros sejam usadas apenas por companhias de capital estrangeiro. Segundo a reportagem, a fragilidade das regras ficou evidente apenas depois da operação Influenza da PF, que prendeu três sócios da Agrenco suspeitos por crimes que vão desde desvio de dinheiro da empresa e fraude de balanço à sonegação de impostos. "Foi então que os investidores se deram conta dos limites da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para fiscalizar e punir companhias cuja sede fica no exterior, mesmo quando o negócio é essencialmente brasileiro", aponta o jornal.
FUNCIONÁRIOS DA CVM DEVEM FAZER PARALISAÇÃO HOJE – Está marcado para hoje o início de uma paralisação de dois dias dos funcionários da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Eles protestam contra a exclusão da autarquia em um acordo firmado com o governo desde 12 de junho, que mantém equiparados os níveis salariais com outras carreiras. Segundo o presidente do SindCVM (sindicato nacional dos funcionários da autarquia), Léo Mello, o governo não apresentou contraproposta aos funcionários da CVM, que mantém cerca de 500 funcionários. Caso o governo não aceite discutir um reajuste, o sindicalista afirma que a paralisação pode evoluir para uma greve por tempo indeterminado.
APESAR DO PACOTE, BOLSAS DOS EUA CAEM – Um dia após o Tesouro americano garantir que vai resgatar as gigantes de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac se for necessário, as empresas passaram por um grande teste de confiança dos investidores. A Freddie Mac conseguiu vender ontem US$ 3 bilhões em títulos de curto prazo, com forte demanda dos investidores. Mas o plano de resgate anunciado pelo governo americano ainda não tranqüilizou Wall Street. As ações da Fannie encerraram o dia em queda de 5,1% e as da Freddie, em baixa de 8,3%. Os investidores acham que um possível resgate das instituições não salvará o sistema financeiro em geral da grande desaceleração em curso. Na sexta-feira, o banco IndyMac, à beira da insolvência por causa da inadimplência de hipotecas, sofreu intervenção. E os boatos sobre a saúde financeira do Lehman Brothers, outro banco com grande exposição ao subprime, cresceram ontem, com recuo de 12,2% nas ações. O índice Dow Jones encerrou com queda de 0,41%. A Bolsa eletrônica Nasdaq caiu 1,17%.
PESSIMISMO NOS EUA NÃO IMPEDE BOVESPA DE AVANÇAR 0,95% – A Bovespa escapou do mau início de semana que afetou o mercado americano e encerrou o pregão de ontem com alta de 0,95%, aos 60.720 pontos. No mercado de câmbio o dólar era vendido a R$ 1,593, com baixa de 0,56%. A cotação representa os mais baixos patamares desde janeiro de 99. Operadores apontaram que houve entrada mais forte de capital externo no mercado brasileiro ontem, o que permitiu que o dólar voltasse a recuar para baixo de R$ 1,60, o que ainda não havia ocorrido neste mês. A alta do índice Ibovespa teve nos ganhos de papéis de empresas como Vale, Gerdau e Petrobras uma importante sustentação. Para a Vale, as altas foram de 2,21% (PNA) e 1,65% (ON). As ações da Gerdau subiram 1,65% (PN) e 1,08% (ON). E Petrobras teve altas de 0,68% (PN) e 0,28% (ON).
PARALISAÇÃO FAZ PETROBRAS ADOTAR PLANO DE EMERGÊNCIA – Teve início ontem a primeira greve dos petroleiros com parada da produção no governo Lula – desde 2001, não havia movimento semelhante. No primeiro dia, a paralisação reduziu em 63 mil barris a extração de óleo da Petrobras e causou perda de receita de US$ 7,6 milhões à estatal, que foi obrigada a acionar um plano de contingência para operar as plataformas e assegurar o suprimento. Segundo a Petrobras, a greve atingiu, inicialmente, apenas quatro plataformas – o que gerou queda de produção de 300 mil barris, com redução de 16% ante o volume normal de extração (1,5 milhão de barris/ dia). Duas delas, porém, voltaram ao controle da empresa à tarde e a perda de produção declinou – para 7%, ou 136 mil barris. Ao final do dia, a produção, segundo a Petrobras, estava "praticamente normalizada" e a empresa operava com 96% da capacidade de extração de óleo e gás da bacia de Campos, responsável pela produção de 84% de óleo do país e foco da greve.
PETROBRAS DESCOBRE RESERVAS DE ÓLEO LEVE NO ESPÍRITO Santo – A Petrobras anunciou ontem a descoberta de reservas de cerca de 150 milhões de barris de petróleo de boa qualidade no litoral do Espírito Santo. A jazida fica próxima do Campo de Golfinho, a 60 quilômetros de Vitória. Segundo a estatal, a proximidade com a infra-estrutura de Golfinho pode acelerar o início da produção das novas reservas, que contém óleo com 27º API (medida internacional de qualidade), próxima à média do petróleo Brent, referência internacional de preços.
GM ANUNCIA HOJE NOVO PLANO DE REESTRUTURAÇÃO NOS EUA – A General Motors vai anunciar hoje novas medidas de reestruturação, pouco mais de um mês depois de divulgar um pacote de mudanças para tornar a empresa mais lucrativa. A maior montadora mundial não anunciou qual é o seu plano, mas ele pode incluir o fechamento de fábricas nos Estados Unidos e a demissão de milhares de funcionários. Segundo o "Wall Street Journal", o anúncio de hoje é principalmente sobre os planos da empresa americana de reduzir a sua dependência da produção e da venda de picapes e utilitários esportivos de grande porte.
BALANÇA COMERCIAL REGISTRA SEGUNDO MAIOR SUPERÁVIT SEMANAL DO ANO. Durante a segunda semana de julho, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,225 bilhão, segundo o Ministério de Desenvolvimento. Trata-se do segundo melhor resultado semanal do ano, atrás apenas do valor apresentado na segunda semana de maio (US$ 1,471 bilhão). No período, as exportações chegaram a US$ 4,295 bilhões e as importações a US$ 3,070 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 7,482 bilhões, valor 29,5% maior que o desempenho médio diário registrado em todo mês de julho do ano passado; as importações somaram US$ 5,952 bilhões,com crescimento de 35%. O superávit do mês – de US$ 1,530 bilhão – é 11,9% maior do que o mesmo período do ano passado. No ano, as exportações chegaram a US$ 98,127 bilhões, com uma média diária 25,2% maior que a registrada no mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 85,247 bilhões, um acréscimo de 51,2% sobre a média diária na mesma comparação. O saldo no primeiro semestre é de superávit de US$ 12,880 bilhões, 41,3% a menos do que igual período de 2007.
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR MANTÉM-SE ESTÁVEL. A confiança do consumidor brasileiro está estável com relação a junho do ano passado, segundo o Índice Nacional de Confiança ACSP/Ipsos, que registrou alta de um ponto percentual em relação a maio, quando o INC chegou a 138 pontos. O índice está acima do registrado em junho de 2007, quando marcou 130 pontos. A região Norte/Centro-Oeste é a mais otimista, com 155 pontos. Em seguida vêm a região Sudeste, com 145, Nordeste com 131 e a região Sul, com 118 pontos.
ECONOMISTAS PREVÊEM INFLAÇÃO NO LIMITE DA META EM 2008. A pesquisa semanal Focus, realizada pelo BC junto a executivos do mercado financeiro, traz os seguintes prognósticos: 1) expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 6,48%, acima dos 6,40% da semana passada; 2) IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) subiu de 11,41% para 11,66%; 3) IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) teve a previsão aumentada de 11,25% para 11,92%; 4) IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 6,51%, ante 6,33% da semana anterior; 5) taxa básica de juros de 14,25% ao final de 2008, a mesma da semana passada; 6) PIB de 4,80%, também a mesma da semana passada; 7) dólar em R$ 1,65 no final deste ano, também sem mudança; e 8) saldo da balança comercial em 2008 caiu de US$ 22,81 bilhões para US$ 22,78 bilhões; 9) queda nos investimentos estrangeiros diretos, de US$ 33,5 bilhões para US$ 33 bilhões (2008); 10) relação dívida/PIB, de 41% para 40,9%; 11) saldo em conta corrente em alta de US$ 23,57 bilhões em 2008 para US$ 23,9 bilhões.
 
 

Written by Página Leste

15 de julho de 2008 at 11:46

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