Paginaleste's Blog

Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Archive for the ‘Organizações’ Category

lançamento de revista Ética & Arte

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Segue convite para o Lançamento da Revista Ética e Arte que ocorrerá neste dia 26 de abril (sábado), às 14:30, no SESC Itaquera. Nesta atividade, entre outras coisas, teremos a satisfação de contar com a presença do escritor Fernando bonassi (roteirista de filmes como Carandiru, Cazuza, Castelo Ra tim bum) que falará de sua experiência como escritor e roteirista de
cinema. Aguardamos sua presença.
Prof. Valter de Almeida Costa e J. de Mendonça Neto

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23 de abril de 2008 at 18:54

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Educar para a paz vai promover a noite do rock

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Buscando alternativas para arrecadar recursos para os trabalhos sócio-educativos desenvolvidos pelo Instituto Educar para a Paz, parte da direção executiva discutiu na manhã do dia 29 em sua sede localizada na Avenida Campanellas, Cidade A E Carvalho o próximo evento.
Desta feita está sendo proposto à realização de um baile com a temática do rock and roll dos anos 60 e 70 e que deverá ocorrer nas dependências do Salão de Festas Liberal, também na Cidade A E Carvalho no próximo dia 9 de maio. Aprovada a idéia foram detalhados os passos necessários e as tarefas que precisarão ser assumidas para a realização do evento. Antes, entretanto, definiu-se que a finalidade principal é gerar recursos para continuar desenvolvendo os trabalhos.
Diante dos desafios obteve-se um consenso mínimo entre os participantes que decidiram, tanto quanto possível, não terceirizar nenhuma das tarefas para otimizar os ganhos. Nesse sentido a confecção do convite, o projeto e execução da decoração, a segurança, o funcionamento do bar e a venda de pequenas porções serão assumidas pelos membros do instituto que já colocou mãos a obra.
Naturalmente outras contribuições estão sendo aguardadas por parte dos interessados que se espera sejam muitos. Entre as contribuições mais simples; uma ampla divulgação e venda dos convites que foram decididos ao valor de R$ 10,00 individual já fariam grande diferença.
Maiores informações com Luciene 6743-9527 ou José Gerry 6147-3743.

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22 de abril de 2008 at 10:58

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Educação social transformadora é tema de palestra no CEU São Mateus

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O Céu São Mateus reuniu na manhã do dia 10/11, centenas de participantes na palestra feita pelo professor Demerval Correa de Andrade do Instituto Argumentos Ciência e Cultura numa iniciativa consorciada com a EcoUrbis envolvendo a temática da educação ambiental.
O evento, entretanto tomou um rumo mais geral diante da bem humorada e consiste palestra. Logo de início o palestrante lembrava que a existência de equipamentos culturais por si só não é suficiente para que a cultura se propague. É preciso bem mais ter animação cultural, formação e atitude para se criar algo novo e melhor. Aprender a aprender foi o toque da caixa da palestra.
Segundo diagnóstico do palestrante, vivemos numa era de consumismo exacerbado. “As crianças desde sendo vão sendo preparadas para serem consumidores e pressionam os pais para isso. A mídia envolve as crianças e jovens fazendo-as consumidoras em potencial”, esclarece. Diferente do consumo necessário para a subsistência de cada um, o consumismo é uma coisa diferente levando ao desejo por coisas que, de fato, nem precisamos. A isso o professor chama de consumismo. “As crianças parecem que foram mordidas pelo grande vampiro da ideologia do consumismo e o valor das pessoas passam a ser aquilo que tem e não aquilo que são”, considera.
De acordo com a palestra até as pessoas boas não valem tanto quanto a outras que ostentam posses. Esse seria um outro desdobramento do atual estado das coisas.
Até mesmo na educação a ideologia dominante opera na mesma direção. Cria necessidades de formações muito específicas, utilitárias em detrimento do conhecimento mais acadêmico e humanista. Tanto é assim que, segundo o professor, basta constatar como as matérias de exatas e biomédicas se destacam com grandes saltos tecnológicos em detrimento das ciências humanas.
O professor comenta que quase o mundo inteiro é assim. É a supremacia do neoliberalismo. O Brasil se envolve em tudo isso até mesmo porque é um mercado desejado por todos os interesses nacionais. “Se eles podem vender um carro de luxo para algum comprador brasileiro eles podem vender quatro celulares para quem não tem grandes posses”, explica como o capital se aproveita das frestas, inclusive da divisão acentuada entre as classes no Brasil. “É uma coisa séria jogamos lixos nas ruas, nas atmosferas, interferem na educação, na cultura e os pais e mães que se virem”, alerta. Para o professor é preciso mudanças radicais de atitudes e hábitos arraigados há muito tempo, mas essas mudanças não se operam da noite para o dia. “É um processo permanente. Precisamos mudar a nos mesmos, antes de colocarmos em prática a educação social transformadora no seio da sociedade onde atuamos”, parece apontar o palestrante.
O palestrante também disse não concordar com o autoritarismo nem com o neoliberalismo da maneira atual. “Queremos que as pessoas sejam mais verdadeiras ao se expressarem”. Do jeito que as coisas estão delineadas no Brasil determinadas pessoas, apesar de terem muito dinheiro ainda são pessoas pobres e como tal ficam mais vulneráveis ao bussines. “Quanto mais vazio o ser humano, mais vulnerável ele está às drogas; sejam as drogas mesmo, sejam os produtos culturais e a educação empobrecida e parcial que recebem”, considera. Para o palestrante o descuido de pais e responsáveis nessa disputa pelos filhos para o consumismo pode ser fatal. “Precisamos estar atentos à qualidade da educação ampla, humanitária, cidadã. E cobrar qualidade nos serviços que nos são devolvidos pelos impostos que pagamos”, emenda.
Palestrante responde as perguntas da platéia
Aberta a participação da platéia o professor Demerval lembrou que no processo da educação social transformadora não basta apenas à teoria e reiterou que as mudanças são lentas. Citou o exemplo de uma casa comum onde se chama o marido e provedor de chefe e se reserva às filhas a obrigação com a casa enquanto o filho pode sair para jogar bola. “Reparem que, em geral, a família entra em polvorosa quando a mãe fica adoentada uma semana”, arrancando gargalhada da platéia. “Essa é uma relação equivocada, que precisa ser mudada e é a que está mais próxima da gente”, reflete. “Como fazer então para mudar a partir daí”, indagou. Lembrou também que têm que ser ensinada as crianças pequenas o amor e que as manifestações iniciais das crianças são em busca de prover suas necessidades.
Como alternativa a uma vida fadada à inércia e a morte, o professor diz que precisamos colocar alternativas agradáveis, prazerosas, mas também objetivas e humanitárias.
O palestrante ainda indicou que não basta uma boa formação técnica ou universitária sem uma formação afetiva, emocional e moral. A sociedade hoje aponta que se não falarmos inglês fluentemente, não estivermos conectados ao mundo não somos nada. “Como não somos”, retruca o palestrante. Trata-se da inversão de valores que ele cita no transcorrer da palestra. O ter em detrimento do ser. “A sociedade vive nos insinuando que devemos ser campeões nisso e aquilo. Besteira! Na verdade precisamos ter o melhor desenvolvimento possível, uma auto-estima boa e responsabilidade social”, argumenta.
A falta de políticas públicas mais profundas principalmente para o meio ambiente e a burocracia e a lentidão dos gestores públicos foram criticadas. “A arrecadação de impostos é estrondosa, mas a volta é ineficiente e não há canais que altere o andar letárgico da coisa pública”, assinala. Criticou também os formados que não voltam para a ponta da comunidade para dar sua contribuição e mudar a realidade. “Além da ideologia na sociedade são estimulados nas universidades, não todas, a cuidar de si, de seus empregos e salários em detrimento da função social que poderiam ter”, acrescenta. “As instituições e ai acrescento a mídia, TV estão drogando a subjetividade das pessoas; algumas outras estão se mexendo para mudar o mundo”, evidenciando que o conflito existe e é permanente.
Falou ainda da existência do racismo, que é um posicionamento ideológico, de interesses visto que a ciência já comprovou através de estudos de genoma e do DNA que as diferenças entre negros e brancos ou outras colorações são insignificantes. Lembrou ainda do desperdício de alimentos no Brasil, por causa de uma questão cultural. “No Japão, ninguém se envergonha de ir ao açougue compra 300 gramas de carne. Aqui no Brasil, temos vergonha de ir ao açougue para comprar essa mesma quantidade”, fazendo alusão às diferenças culturais.
Comentou ainda sobre os vícios do álcool e tabaco lembrando que nesses aspectos a questão mais relevante são os excessos e polemizou a dizer, mas sem entrar no mérito que a sexualidade das crianças já está dada desde a mais tenra infância e que, por conta dos costumes com o passar do tempo e o crescimentos das mesmas se iniciam uma série de restrições ao desenvolvimento delas como forma de preservar a família e a sociedade tal como está formatada. Falou ainda da onipotência, principalmente de quem tem algum poder ou dinheiro em detrimento da competência e da programação empobrecida da TV aberta que contribui para deseducar mais ainda.
Levada ao seu final com um ótimo rendimento e humor pelo palestrante e participantes ficou claro o fio condutor de toda a proposta apresentada: a de que é necessário repensar formas, hábitos de vida e promover a educação social e ambiental transformadora para resgatar o respeito, o valor e o sentido da vida da pessoa humana. O seu valor pelo que faz para si e em benefício da coletividade e da natureza, ao invés de quanto dinheiro ou poder tem.

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17 de novembro de 2007 at 13:18

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Jogo na web arrecada arroz para alimentar milhares

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Deu na imprensa responsável nos últimos dias, mas por aqui não se deu muita bola pra isso, entretanto queria insistir um pouco na divulgação de um fato porque acredito que quando as ações são boas, cabe a nós que temos algum acesso à paciência e a atenção do leitor não deixar a peteca cair. Vou chegar lá daqui a pouco.
E é preciso mesmo que insistamos, pois o que temos visto nos anos recentes são notícias que dão conta das mazelas do mundo, dos costumes, das bandalheiras de políticos e governantes, de empresas que com o olho atento aos índices de lucro não se furtam a botarem soda caustica e água oxigenada num produto tão nobre quanto deveria ser o leite que bebemos a maioria, todos os dias. Antes disso já tivemos quem falsificava azeite e, pasmem lá atrás quem falsificava remédio. Esses nem poderíamos chamar de empresários; são bandidos mesmo se arvorando em Deus com capacidade de decidir por lesar a saúde de quem já esta doente e busca nos remédios a cura ou alívio para a sua dor.
Na semana passada foi o leite, no semestre passado o azeite, no ano passado o remédio. Sem tempo marcado existem também aqueles que roubavam a previdência social outro crime pra o qual qualquer castigo ainda é pouco. Também devemos lembrar que os casos vão aparecendo e as pessoas vão sendo presas, mas em geral não ficam em ‘cana’ e sabe se lá quantas maracutaias dessas estão ocorrendo neste exato momento.
Temos também aqueles grandes crimes praticados mesmo por Estados. Ditadores que nunca saem do governo deixando o seu povo no maior veneno; Estados que invadem outros em busca de energia fóssil não renovada, aqui posso citar os Estados Unidos, esse mesmo país que até recentemente não admitia a hipótese de assinar o Protocolo de Quioto que é um documento em que os países se comprometem a diminuir a produção de dióxido de carbono que está vem provocando o efeito estufa numa caminhada rumo ao precipício. Haverá eleições presidenciais nos Estados Unidos no Ano que vem e os cidadãos responsáveis estão de olho no que poderá ser o resultado. Daí a possibilidade de que um dos maiores produtores de dióxido de carbono se comprometa a diminuir sua parcela na destruição.
Dei essa pequena voltinha para chegar a um ponto e demonstrar que determinadas iniciativas são bem vindas. Trata-se de um jogo de internet que arrecadou uma quantidade de arroz suficiente para alimentar 50 mil pessoas por um dia, segundo informou a agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, a FAO.
O jogo que ganhou o nome FreeRice (arroz de graça) testa o vocabulário dos participantes. Para cada resposta certa, o site gera dinheiro suficiente para comprar dez grãos de arroz. Parece pouco, mas não é em se tratando de jogo grátis na internet.
O jogo que está disponível na internet pelo site www.freerice.com desde o início de outubro deste ano já arrecadou mais de 1 bilhão de grãos de arroz. Segundo divulgou alguns poucos órgãos de imprensa, a diretora da FAO, Josette Sheeranz, disse que o FreeRice demonstra como a “internet pode ser usada para conscientizar as pessoas e levantar fundos para a primeira necessidade do mundo”. Josette disse que o jogo foi divulgado com a ajuda de pessoas que mantêm blogs e de sites de relacionamentos como o Facebook e o de vídeos YouTube. O próprio criador do jogo, o americano John Breen, é um dos pioneiros na criação de ações para levantamento de fundos pela internet. Antes do FreeRice, Breen já havia criado o The Hunger Site (O site da Fome).
Beleza, não é? Temos aqui um ótimo exemplo de como um jogo em uma ferramenta tão importante e poderosa como a internet pode ser utilizada para alguma coisa que preste diferente da série de jogos que, como sabemos tem levado jovens a dar tiros em outros jovens; adultos praticarem e exporem sua pedofilia; gangues semearem o ódio e marcarem datas para praticarem seus vandalismos.
A minha idéia do texto é chamar a atenção para nós leitores, pais ou responsáveis a fiscalizar o que as nossas pessoas próximas fazem com essa importante ferramenta. Acho que podemos os deixar jogarem desde que os jogos não sejam de violência gratuita. Podemos também deixa-los se relacionarem de forma sadia. Entre um joguinho e outro ou um bate papo virtual; que tal fazermos uma visita e estimular que nossos conhecidos a também visitem o site arroz de graça? Além de testar nosso vocabulário vamos contribuir com o combate à fome no planeta.
 

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17 de novembro de 2007 at 13:16

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Feijoada arrecada recursos para o Instituto Educar para a Paz

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A reunião dia 15/09 no espaço do Beco Restaurante de dezenas de lideranças populares da zona Leste emprestaram ao delegado titular do 54º DP da Cidade Tiradentes, Marco Antonio Cicone o reconhecimento público pela sua perseverante atuação no trabalho sócio educativo junto a crianças e adolescentes da Cidade A E Carvalho através da entidade Instituto Educar Para a Paz.

Cerca de 300 pessoas participaram pagando R$ 15,00 para saborear deliciosa e farta feijoada feita e servida pelas mãos das donas do estabelecimento dona Graça Menezes Diniz, Nena, que contou com o auxílio de membros do instituto em toda a infra-estrutura; desde a portaria onde recolhiam ou vendiam novos convites até a atenção constante ao serviço de self service e o recolhimento de pratos usados e garrafas vazias deixada sobre as mesas pelos participantes.

Diversas autoridades compareceram entre eles o presidente do Rotary e do CDL São Mateus, o médico Carlos Roberto Soler, o comandante da PM Mauro Rodrigues, esposa e amigos, o vereador Beto Custódio (PT/SP) e dezenas de dirigentes de secretarias de Ensino, diretores e professores de escolas públicas, além de representantes da imprensa local, entretanto, como frisou o delegado Cicone “temos que agradecer as autoridades presentes, mas também a vocês todos”, referindo-se a todos os presentes, “que também são autoridades e pessoas conscientes do que esse almoço significa: ou seja, um instante de descontração, mas de apoio aos trabalhos comunitários que são desenvolvidos pela entidade”, registrou.

O evento que transcorreu de forma agradável por mais de quatro horas, foi animado por um grupo de samba que tocou durante horas para o deleite da maioria dos presentes que, no começo, escutaram a música especialmente composta e gravada para o Instituto Educar para a Paz. Dada a presença significativa de lideranças populares e empresariais de São Mateus também foi apresentada aos presentes à música de compositores de São Rafael no distrito de São Mateus Se esse Bairro Fosse Meu que fazia alusão ao trabalho desenvolvido pelo delegado Cicone quando titular do 55º DP que envolveu a comunidade e diversas entidades em ações de recuperação ambiental no bairro. Conforme já reportado em nossas edições o projeto foi responsável pelo plantio de mais de 3000 árvores.

Segundo o delegado Cicone, durante o evento ainda faltou muita gente que havia sido convidada e que não puderam comparecer por conta de compromissos assumidos anteriormente. Para o Cicone a renda líquida apurada após as despesas será revertida aos trabalhos e para sanar as diversas obrigações já assumidas pelo Instituto Educar para a Paz. Em função do evidente sucesso do evento, o delegado já pensa em outra atividade similar porque compreende que essas ocasiões são excelentes oportunidades de divulgar e agregar mais voluntários para os trabalhos comunitários que podem se expandir. “A receita é importante e necessária para a sobrevivência do projete que tem despesas, entretanto a divulgação e a possibilidade de aumentar a presença de cidadãos comprometidos com os trabalhos comunitários é o que mais importa”, explica.

 

Legendas:

 

Feijoada_0 – Delegado Cicone, uma apoiadora do instituto e Edi Brito, diretora de escola e também apoiadora do Instituto.

 

Feijoada_3 – Capitão Mauro Rodrigues.

 

feijoada_4 _ Crianças se servem da deliciosa feijoada.

 

feijoada_7 – Vista parcial dos presentes.

 

feijoada_27 – uma das proprietárias do Beco Restaurante, Graça Menezes Diniz, Nena.

 

Feijoada_30 – Ana Lamberga Zeglio, da coordenadoria de ensino, o vereador Beto Custódio (PT/SP) e a diretora de escola Edi Brito.

 

Feijoada_31 – O delegado Cicone e o presidente do Rotary Club e CDL de São Mateus, Carlos Roberto Soler.

 

Feijoada_8 – Madalena dos Reis Mello, voluntária do Educar Para a Paz, aceitando a provocação do delegado Cicone, trajou-se à caráter e puxou sambas da velha guarda durante a feijoada. 

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22 de setembro de 2007 at 14:47

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Grupos de Trabalho do FDZL trocam experiências

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O Fórum Para o Desenvolvimento da Zona Leste fez sua primeira reunião ampliada da atual gestão sob a presidência do professor José Bortoloto no dia 21/09 no Sesi CAT Mário Amato, na Cidade A E Carvalho para trocar informações sobre as atividades dos diversos grupos de trabalho que o compõe. Parte da Executiva, membros do conselho fiscal e diretores das áreas estiveram presentes. A idéia, segundo expôs o presidente era fortalecer os laços entre seus membros de forma a estimular as contribuições entre os vários grupos. Como método optou-se pela exposição sucinta dos trabalhos desenvolvidos.
Primeiro a expor, o professor Valter de Almeida Costa, presidente na gestão anterior e atual diretor do grupo de Educação fez um breve relato das atividades em que o grupo participou e participa. O plano setorial de qualificação para o comércio em parceria com o Ministério do Trabalho, Sindicato dos Comerciários e Distrital Mooca da Associação Comercial foi lembrado como uma atividade que após muitas reuniões foi interrompida no início de 2007, pelo não cumprimento de uma das cláusulas necessárias que era uma carta compromisso assinada por empresários e comerciantes e por uma mudança ocorrida na direção do Ministério do Trabalho no período. A idéia do projeto era qualificar mão-de-obra local para as diversas oportunidades de ocupação que poderão ocorrer na região por conta da abertura de grandes empreendimentos na zona leste.
Já o curso gratuito de preparação ao concurso de seleção de professores e diretores da rede estadual de ensino proposto pela Associação Cultural e Educativa Ética & Arte na Educação, uma das entidades do FDZL foi concluída com êxito em parceria com a Universidade Cruzeiro do Sul.
Em função dos alarmantes dados sobre a qualidade do Ensino Médio público na zona Leste de são Paulo o GT de Educação em parceria com o Fórum de Educação da Zona Leste, a ONG Ação Educativa e a USP Leste formaram um grupo de apoio para formação de um grupo de trabalhos sobre o Ensino Médio. O grupo também participa do projeto de Centro Cultural da Zona Leste em parceria com a Paróquia São Francisco de Assis, do Padre Ticão. Por sugestão do GT que deverá ser apreciada pela Universidade de São Paulo o centro poderá ser instalado no campus da USP Leste.
“É preciso incentivos a fundo perdido”, diz Eduardo Pinheiro
Eduardo Pinheiro, falou pelo grupo de urbanismo que acompanha as propostas e as grandes intervenções, principalmente no viário da zona Leste. Nesse sentido acompanha a revisão do Plano Diretor nas subprefeituras da zona leste; a construção do sistema Jacu Pêssego, a construção da Nova Radial Leste ligando-a ao Tiquatira como parte do arco de interesses do Fórum.
Com relação às Leis de incentivo fiscal para facilitar a instalação de empresas no eixo da Jacú Pêssego e na Nova Radial Leste, Eduardo Pinheiro acredita que os governos, principalmente municipal, têm que pensar em investimentos a título de fundo perdido para desenvolver a região. Por fim, Eduardo acredita ser necessário que as intervenções urbanísticas na região sejam acompanhadas de outras tantas políticas públicas visando incluir cada vez mais a sociedade em direção a um desenvolvimento sustentado.
Pe. Rosalvino é destaque em revista
O GT de Direitos Humanos deu partida ao Movimento Caminhos para a Paz com um seminário realizado na Imprensa Oficial, na Mooca. Durante o seminário Luiza Monteiro de Araújo Soares traçou um perfil da situação na Zona Leste e a secretária de Defesa Social de Diadema, Regina Miki explicou como as iniciativas tomadas pela administração daquela cidade resultaram na diminuição dos crimes.
A reflexão do seminário registrou a importância de ações junto a jovens de 14 a 24 anos, faixa etária mais presente nos índices de criminalidade e violência. Diante da conclusão a direção da distrital Mooca da ACSP divulgou na última edição de sua revista o trabalho do Padre Rosalvino, da Obras Sociais Dom Bosco como destaque. O Pe. Rosalvino, presente a reunião agradeceu o grande destaque, do qual, modestamente, se disse não merecedor.
Se qualificar para buscar recursos para Cultura e Esportes
O diretor do Grupo de Trabalho de Cultura e Esportes, Rogério de forma propôs que o FDZL assumisse a realização de um seminário para agregar mais interessados e que o fórum deveria ser uma espécie de orientador das entidades na busca de recursos públicos para seus projetos. Segundo o levantamento do diretor, a verba recebida para Cultura e Esporte na zona leste está muito aquém do seu potencial e de suas possibilidades. Rogério também sugeriu que o FDZL assumisse uma luta popular pelo resgate do Clube da Nitro Química em São Miguel Paulista.
GT Meio Ambiente faz projeto para estimular a reciclagem em São Paulo
Falando por um dos grupos de trabalho mais ativos dentro do FDZL, Ângelo Iervolino do GT de Meio Ambiente relatou que vem acompanhando a implicações ambientais da instalação do Expresso Tiradentes que passa por São Mateus e instalação do novo aterro sanitário próximo ao Aterro São João que tinha oposição da comunidade. Para Iervolino, o projeto vai sair à revelia da vontade da população e que poderia ser menos impactante que os projetos contemplassem iniciativas que incentivasse os recicladores.
Também por iniciativa do grupo que fez um importante projeto que deverá ser modelo para toda a cidade, a empresa Limpurb, ganhadora da licitação na coleta de lixo na Zona Leste, deverá além da coleta do lixo ser um dos gerenciadores de projetos de estímulos à reciclagem com a conseqüente formação de cooperativas para geração de renda. Para tanto estão previstos recursos do PAC do governo federal, na ordem de R$ 14 milhões.
Com a obrigatoriedade de estimular a reciclagem ganham todos: a empresa, os catadores e a cidade.
“É preciso definir como o FDZL participa”, lembra delegado Cicone
O delegado titular do 54º DP da Cidade Tiradentes e membro do Fórum através do Instituto Educar para a Paz, Marco Antonio Cicone levantou questionamentos quanto ao caráter do fórum que não foram totalmente esclarecidos. Cicone queria saber se o FDZL continuará sendo um grande guarda-chuva para orientar as entidades, principalmente na busca de recursos para os trabalhos ou se seria o FDZL a entidade que celebrará convênios e os repassará as entidades propositoras. Mesmo sem resposta, durante a reunião, Cicone destacou a importância do fórum para a região.
A pergunta, ainda sem resposta, faz sentido e precisará de uma eventual assembléia extraordinária para definir melhor qual será o seu papel nessa questão em particular. É previsível que a Executiva e o Conselho Consultivo se debrucem sobre o assunto no próximo período.
Último a falar, Geraldo Pereira, diretor do Sesi Cat Mário Amato, também participante do FDZL desde a fundação colocou a disposição o espaço para outras reuniões. 

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19 de setembro de 2007 at 11:01

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Instituto propõe criação de escola para trabalhadores da construção civil

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O Instituto Santa Suzana com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado de São Paulo, realizaram no domingo, dia 18, no bairro Cidade Boa Vista, da cidade de Suzano, um evento buscando reunir a comunidade organizada em torno do instituto, trabalhadores da construção civil, sindicalistas e lideranças em geral.

O mau tempo durante a manhã afastou parte dos 500 convidados. Segundo o assessor sindical Francisco Aparecido Coelho, que também atua na comunidade, os organizadores estavam preparados com churrasco à vontade, música ao vivo e amplo espaço para as pessoas se divertirem.

Pela hora do almoço já eram mais de 200 as pessoas presentes. Antes, a comunidade pode participar de uma missa celebrada pelo padre Dimas de Paula Inácio que também colocou a disposição dos interessados um livro de sua autoria que trata da vida do Frei Galvão, o mesmo que está às vésperas de ser canonizado santo na visita do papa Bento XVI ao Brasil. A renda com a venda dos exemplares é utilizado nas ações da entidade.

Durante a missa celebrada num salão local totalmente tomada pelos fiéis foi apresentada a planta baixa da futura escola para os trabalhadores da construção civil que está sendo proposta para o local. Durante a missa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo e também vice-presidente nacional da Força Sindical, Antônio de Souza Ramalho, demonstrou entusiasmo com a idéia do padre Dimas.

O presidente do sindicato fez melhor. Em entrevista, Antonio de Souza Ramalho disse que a escola vai poder contar com a experiência acumulada do sindicato no aspecto educacional. “Podemos transferir todo o know-how para a escola que o padre Dimas pretende construir. Temos trabalhado a questão da requalificação profissional e mantido um grade curricular bastante apropriada a atual realidade da construção civil”, enfatizou.

Aparentemente, a colaboração do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo junto ao Instituto Santa Suzana parece apontar para a ampliação. É possível, inclusive, que a própria construção da unidade seja viabilizada parcial ou completamente pela articulação do sindicato. Uma saída que agrada muito ao padre Dimas que conhece bem as dificuldades de viabilizar projetos desta natureza junto às várias esferas de governo.

A importância da proposta do Instituto Santa Suzana de Promoção Humana, Educação e Cultura e sua aproximação com a categoria da construção civil são reconhecidas pelo assessor sindical Coelho que acredita no crescimento da sindicalização a partir das ações que já estão sendo desenvolvidas.

Principal representante do sindicato durante o evento, Coelho foi responsável pelo bom andamento do evento que entre outras lideranças locais recebeu Margarida de Souza, da Associação Caminho de Luz que compareceu com o marido vindo diretamente de uma viagem.Também estava entre os presentes a irmã Célia Bastiana Cadorin, a responsável oficial do Vaticano por todo o processo de santificação da Madre Paulina e atualmente do Frei Galvão.

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22 de março de 2007 at 8:15

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Entidade ocupa CDM sem estrutura para atender crianças e adolescentes

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Fundada em 1998 a Associação da Comunidade Mulheres de Luta que hoje congrega 12 ativistas ocupa desde 8 de janeiro o CDM Jardim Vila Formosa, no Carraozinho aonde vem tentando desenvolver melhor os trabalhos comunitários, assistenciais e educativos a que se propôs durante a sua fundação.
Segundo a sua presidente, Marli Nascimento Paula a entidade já tem sete anos de atuação no Carraozinho. “Estamos durante todo esse período tentando ajudar a comunidade naquilo que for possível. Além de continuarmos a prestar os serviços que já existiam, atualmente estamos desenvolvendo em convênio com o Ministério dos Esportes o projeto Segundo Tempo com crianças e adolescentes em conjunto com a Acetel, uma outra entidade da Cidade Tiradentes”, esclarece.
Mais por conta da necessidade de espaço para o desenvolvimento do projeto, do que por outra razão, a entidade se instalou no CDM que a exemplo dos vários outros equipamentos do mesmo tipo na cidade estão ociosos e com as instalações deterioradas.
Como o CDM é usado de forma intensa apenas aos finais de semana quando os times de futebol amador disputam suas partidas, invariavelmente durante a semana, o espaço era até então apenas palco para desocupados. Com a chegada ao local da associação Mulheres em Luta para o desenvolvimento do projeto a situação melhorou. É a comunidade exercitando a cidadania ocupando adequadamente os espaços públicos.
Entretanto, nem tudo são flores. Segundo a reportagem pode constatar a situação do CDM é muito precária e inadequada ao desenvolvimento do projeto, no que concorda Marli Nascimento: “Estamos tentando chamar a atenção das autoridades para a precariedade do espaço. Não temos portão que possa separa o espaço interno do externo e do outro lado também está aberto facilitando o acesso de qualquer um. Ficamos preocupados, pois temos responsabilidades com as centenas de crianças que participam conosco”, esclarece.
O local já foi vistoriado pelo coordenador de Esporte da subprefeitura de São Mateus, Cobra, como é mais conhecido. Durante a visita entre outras reivindicações foi solicitada a retirada do entulho o que até a feitura da reportagem não havia ocorrido.
Para Marli Nascimento o mais urgente são as reformas que a Prefeitura poderia fazer no local, visto que o CDM é de sua responsabilidade e que poderia dar uma melhor aparência e funcionalidade ao local. “Quanto ao projeto que desenvolvemos com as crianças e adolescentes; caso houvesse mais colaboração da Prefeitura e do Estado poderíamos ampliar o atendimento tirando mais crianças e adolescentes das ruas nos períodos fora de aula”, insiste.
Cozinha: urgente
Um espaço para a cozinha está entre as necessidades mais urgentes, afirma Marli. “Estamos nos entendendo com o pessoal que utiliza o espaço aos fins de semana para que façam um vestiário em outro local, pois precisamos ter este espaço (onde se realizava a entrevista) que é apropriado para eventualmente colocar uma cozinha para alimentar as crianças”. A alimentação é uma das exigências do projeto. Atualmente a refeição é preparada na sede da entidade, distante do CDM e depois transportadas até o local.
Uma das poucas entidades com ação intensa atualmente, a Mulheres em Luta está sempre correndo atrás de recursos para manter os trabalhos de educação de jovens e adultos, dos programas de qualificação; de leite e com os idosos. Além das ativistas os educadores e monitores dos projetos os trabalhos contam com a ajuda de alguns poucos voluntários. Quanto aos recursos eles são escassos sempre. “Aceitamos toda e qualquer doação que nos possa ser útil”, registra Marli, “Com parte das doações promovemos bazares, bingos e leilões para gerar recursos que possam ajudar a custear nossas despesas que são muitas”, finaliza. Mesmo assim, apesar das dificuldades, a entidade presidida pela Marly quer ampliar até março o atendimento para 500 crianças no projeto Segundo Tempo.
O que é o programa
O Segundo Tempo é um programa idealizado pelo Ministério do Esporte, destinado a democratizar o acesso à prática esportiva, por meio de atividades esportivas e de lazer realizadas no contra-turno escolar. Tem a finalidade de colaborar para a inclusão social, bem-estar físico, promoção da saúde e desenvolvimento intelectual e humano, e assegurar o exercício da cidadania.
O programa caracteriza-se pelo acesso a diversas atividades e modalidades esportivas (individuais e coletivas) e ações complementares, desenvolvidas em espaços físicos da escola ou em espaços comunitários, tendo como enfoque principal o esporte educacional.
O público-alvo prioritário são crianças, adolescentes e jovens matriculados no Ensino Fundamental e Médio dos estabelecimentos públicos de educação no Brasil localizados em áreas de risco social, bem como aqueles que estão fora da escola, de forma a oportunizar sua inclusão no ensino formal.
O encontro com o pitbull
Sem estrutura e sem a segurança reclamada pela presidente da entidade, dias antes da reportagem o campo do CDM foi palco de um incidente que poderia ter resultado desastroso. Segundo Marly um cachorro da marca pitbull invadiu o campo de futebol onde estavam em atividades cerca de 50 crianças. Agressivo, como parece ser da sua natureza, o cachorro estorou duas bolas à dentadas e colocou as crianças em pânico. A situação só não foi pior em função da serenidade do professor de educação física que afastou as crianças para uma das laterais do campo e com ajuda de outros dois adultos presentes evitaram um eventual ataque dos cachorros. A situação só foi contornada e com muita dificuldade 20 minutos depois com a presença da polícia.
Ousadia
“Somos ousados por fazer esse trabalho aqui. Sem estrutura e sem segurança, os cdm´s estão abandonados. A população que continua pagando seus impostos merece mais atenção e as crianças e jovens precisam desse espaço de lazer e para se envolverem com bons projetos ao invés da criminalidade”, afirma Marly que apesar disso ainda se diz feliz quando encontra gente que oferecem sua ajuda porque acreditam no trabalho.
Para quem quiser contribuir a Associação da Comunidade Mulheres da Luta fica na Rua Manuel Veloso da Costa, 46, no Jd. Vila Carrão, fone: 6753 5911.
(Publicado no Gazeta de São Mateus – ed 237 – fevereiro/2007)

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24 de fevereiro de 2007 at 12:45

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Sem apoio, posto de reciclagem pode fechar

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A Cooperativa Chico Mendes que foi fundada em 1999 e tem entre seus objetivos gerar renda para os catadores associados, contribuir com a reciclagem para a preservação do meio ambiente e ajudar na conscientização da comunidade corre o risco de encerrar suas atividades, informa a presidente Dulce Alves de Andrade.

Segundo a presidente foi por causa do estímulo da Igreja Católica que incentivava suas comunidades a olhar para os seus catadores que a cooperativa foi fundada no Pro Morar Rio Claro do Parque São Rafael. A cooperativa deveria estar funcionando com a contribuição de representantes das cinco paróquias que  tomaram a decisão conjunta de montá-la, são elas: a Cristo Ressuscitado e Paróquia São Marcos e suas respectivas comunidades; paróquia Santo André Apóstolo e suas respectivas comunidades; paróquia Imaculado Coração de Maria e suas respectivas comunidades e Santa Adélia e suas comunidades. Ocorre que demorou tanto para que as coisas andassem que as pessoas foram cansando, foram saindo e perderam esperança. Como Dulce ainda tem  responsabilidade maior como presidente ela vai tocando com muita dificuldade.

E são dificuldades de toda parte. Do poder público que mesmo diante da gravidade da situação ambiental não assume para si a responsabilidade com a conscientização intensa e permanente dos moradores para a urgência de se praticar com seriedade a reciclagem. Da população e dos moradores que ainda não assumem como suas a obrigação de separar o que é lixo e o que pode ser reciclado. E também dos líderes comunitários, dos políticos, de intelectuais que sempre discursam e aprovam esse tipo de trabalho desde que outro o faça.

Com tanta falta de apoio e coberta de razão Dulce Alves de Andrade tem sinalizado que também ela pode desistir o que poderia complicar ainda mais as 22 famílias que hoje dependem do funcionamento da cooperativa. “Estamos numa situação humilhante sem apoio do poder público e sem a ação da sociedade que precisa fazer mais do que compreender e achar bom o que fazemos”, inicia uma série de desabafos.

“Os problemas são vários. Aqui mesmo o material que chega recolhido pelo caminhão da coleta seletiva vem todo contaminado misturando material reciclado com lixo orgânico. Nós ficamos aqui numa situação deprimente tendo que separar aqui colocando a mão em tudo que é lixo. Já tiramos daqui até cachorro morto”, indigna-se. O caminhão da coleta seletiva é para recolher o material reciclável e se tem vindo lixo junto os coletores estão sendo negligentes. É obrigação da prefeitura que contratou este serviço fiscalizar a qualidade do serviço e o seu cumprimento. Quanto à população enquanto não houver uma campanha de conscientização e educação é previsível que não se poderá contar com todos.

E a presidente não está pedindo mais do que é possível se feito e dá como exemplo cidades do Estado de São Paulo onde a reciclagem a partir das casas já funciona. “Santo André, aqui próximo e Americana que conheço são assim. Os moradores colaboram, porque São Paulo não pode ser igual”, pergunta-se.

Segundo Dulce a prefeitura tem que assumir as ações educativas de efetiva o que reverterá em médio prazo em economia para o próprio município. Dulce lembra que os custos com a manutenção e o pagamento de espaços nos aterros poderiam ter uma diminuição sensível caso a mentalidade da reciclagem estivesse presente em todos. Para Dulce essa ação não é tão difícil assim, bastam vontade e empenho da administração.

Como exemplo de resultado da conscientização Dulce lembra que nas escolas onde tem feito palestra, as coisas têm mudado. “Fizemos uma palestra na EMEI Professora Antonia com os pais e alunos. A diretora acreditou no nosso trabalho veio nos visitar e viu a necessidade de manter a reciclagem com os alunos da escola. A partir daí tivemos que passar dia sim, dia não na escola para retirar o material que foi separado pelas famílias dos alunos, como fruto da conscientização”, exemplifica.

“Esse trabalho tem que ser feito em todas as escolas. Estou disposta a conversar com a Secretaria da Educação sobre isso e ver o que podemos fazer juntos. O que não dá é a Cooperativa Chico Mendes que já tem suas tarefas fazer também esse trabalho de forma gratuita se desdobrando pela conscientização que deveria ser responsabilidade do poder público. Não é justo”, declara Dulce.

 A importância da reciclagem

A cooperativa dirigida pela Dulce, à exemplo de outras espalhadas pela cidade, ainda não ganhou toda a atenção que deveria do poder público que deve assumir para si a responsabilidade de fomentar, incentivar e viabilizar a existência de todas delas. Também não conseguiu a atenção dos moradores que ainda não se conscientizaram de que o planeta já apresenta escassez de matérias primas fundamentais a vida e que poderiam além de consumir parcimoniosamente, poupar os recursos naturais e contribuir decisivamente com a reciclagem.

No bordão “Pensar no planeta, agir no local” cabe a ação de todos, das pequenas contribuições até as grandes invenções que podem poupar recursos. Entre as mais simples de ser implementada está à ação desenvolvida pela Cooperativa Chico Mendes. Ela reúne num espaço de mais de 300m2, trabalhadores interessados em aproveitar aquilo que você não aproveita mais, portanto, poupando novas matérias primas e fazendo alguma renda.

A cooperativa que realiza também esse trabalho de inclusão social oferecendo um pouco de dignidade àqueles que por motivos distintos estão na parte mais baixa da pirâmide social, deveria ser apoiada em todos os sentidos tamanho. Tendo em vista os bons serviços que pode prestar conforme já foi exposto aqui.

Da redação fica nossa torcida para que a sociedade local faça sua parte e para que o poder público acorde para suas obrigações e veja nas cooperativas um parceiro estratégico que pode contribuir e muito com a qualidade de vida onde atua.

(Publicado no Gazeta de São Mateus ed-237 fevereiro/2007)

Written by Página Leste

24 de fevereiro de 2007 at 12:35

Publicado em Organizações

Entidade se organiza para atender crianças

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A direção do Instituto Educar para a Paz, entidade que trabalha com crianças e adolescentes na Cidade A.E. Carvalho realizou no dia 26/10, uma festa da pizza visando divulgar os trabalhos da entidade e gerar recursos para realizar, em dezembro próximo, um evento de Natal para as crianças.

Por conta disso, mais de 300 pessoas passaram pelas dependências do Salão de Festas Liberal, na Avenida Campanellas, cedido gratuitamente pelo atual presidente da OAB – seccional Itaquera, o advogado Sidnei Liberal, que ainda conseguiu algumas doações pontuais com o comércio local.

A receita dos convites e das bebidas vendidas foram usadas para pagar as mini pizzas e o aluguel de mesas e cadeiras. Só de convites foram vendidos cerca de 250 a R$ 10,00 cada.

O valor, irrisório diante do déficit permanente da entidade, apenas vai custear parte das despesas do evento no Natal. A entidade, que não tem associados contribuintes regulares, conta com esporádicas contribuições em dinheiro, o que não permite nem um planejamento de curto prazo. Mesmo diante das dificuldades a entidade vai tocando seus trabalhos por conta de outros voluntários prestam serviços, ou cedem espaços ou cobrem despesas eventuais. É o caso da administração do sacolão localizado na Avenida Imperador, próximo ao Terminal Rodoviário da Cidade A E Carvalho que cede todos os sábados um espaço para a prática da capoeira.

A entidade, fundada pelo ex-delegado titular da 64º DP na Avenida Águia de Haia, Marco Antonio Cicone, funciona desde o início com o empenho do mestre de capoeira Israel Santana que já treinava as crianças. A partir da organização da entidade e da conquista de espaços mais adequados o número de crianças e jovens atendidos aumentou significativamente e a entidade agregou outras pessoas como Madalena de Mello e Tânia Bujaldon, professora voluntária de dança, entre outros mais antigos e de contribuições diferenciadas como a do diretor da Escola Municipal 8 de Maio, professor José Carlos, das professora Edilaine Brito e Luciene e outros educadores.

Durante o evento, dois dos principais dirigentes, o delegado Cicone e o comerciante José Gerry puderam lembrar as dificuldade do Instituto Educar para a Paz e mencionar as pessoas que de certa forma contribuíram durante este período. Foram lembrados: Manoel, do Movimento Popular pelo Desenvolvimento da Zona Leste, Geraldo Pereira, diretor do Sesi Cat Mário Amato, alguns comerciantes e representantes da OAB.

O destaque ficou por conta da doação de um quadro da artista Maria de Fátima Domingues cujo dinheiro obtido com a sua venda será revertido para a entidade e a presença do Padre Rosalvino, das Obras Sociais Dom Bosco. Ainda passaram por lá diretores do FDZL – Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste, representantes de Conseg´s e de sociedade amigos de bairro como do Jardim São Nicolau e da Cidade A E Carvalho. (JMN)

Written by Página Leste

30 de novembro de 2006 at 10:39

Publicado em Organizações