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Segurança preocupa, mas não estaremos abandonados
Poucas vezes vi São Mateus com seus distritos que conheço bem, onde moro e trabalho tão desconfortável. Na lida com o jornal Gazeta São Mateus acompanhei, estes dias, passeatas, reuniões, manifestações, conversa de canto em tom baixo e em tom alto sobre a situação alarmante a que estamos chegando por conta da insegurança.
Claro que sei que sempre dá para piorar. Ninguém em sã consciência gosta de ver as coisas degringolarem; aquelas coisas que nos incomodam. Exceção feita aos causadores dos problemas e é até fácil identificar o perfil destes lendo nossas reportagens, o restante da sociedade de bem ou chamada como tal, tem motivos de sobra para ficar apreensiva.
Os reclamos que pude presenciar e ouvir esses dias me causou até certo aperto no coração e uma pergunta muda para mim própria do tipo: Onde foi que erramos? Onde e quando as coisas começaram a ficar desse jeito? Desse jeito desconfortável, deprimente e perigoso.
Não há, nos dias que correm, qualquer garantia de que qualquer um de nós possa ser a próxima vítima. Sejam desde as indelicadezas, as grosserias, os xingamentos, os prejuízos, as ameaças até as ocorrências concretas como agressões, furtos, roubos, desafios, sem contar as más línguas, as injúrias, as conspirações. Para os crentes as orações podem ajudar e fazer sentido, mesmo assim muito cuidado, meu rapaz! Para os menos crentes cuidado redobrado, meu rapaz!
Os lamentos da população na última reunião do conselho de segurança, que a reportagem acompanhou todos elas muito corretas e justificáveis criou uma sensação de mal estar em todos os presentes. Uma pela gravidade das ocorrências, outra pela dificuldade de se enxergar uma luz ao final do túnel.
As conversas com os responsáveis pela segurança na região também não apresentaram e nem sacaram das cartolas fórmulas simples e rápidas para minorar a situação, mas ao mesmo tempo deu certo alento ao me convencer que a batalha ainda não está finda e que a polícia sempre estará presente cumprindo o seu papel que é a defesa da sociedade de bem.
Não deixa de ser um alívio um pouco dessa certeza, apesar de todas as críticas que essa mesma sociedade possa ter com relação à conduta destas polícias onde, por vezes, alguns de seus próprios membros cometem bobagens, desde as mais simples até às mais condenáveis. O que se percebe de uma olhada rigorosa é que as instituições, ou seja, as polícias serão preservadas, desempenham um importante e fundamental papel, apesar dos problemas delas próprias.
Uma no cravo e outra na ferradura. A situação é pra lá de grave, quase desesperadora, mas, por outro lado, se percebe que não haverá trégua no combate ao crime e as situações que o propiciam.
Ao final dessa minha descompromissada reflexão, acho que restou o maior desafio que a sociedade possa ver. Ela tem que assumir de forma incansável as suas responsabilidades, principalmente na educação das famílias. Não aquela da escola, mas naquela que faz nos diferenciar dos animais irracionais. (JMN/LM)