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Movimento pela universidade federal realiza mais um ato
No dia 29 de março cerca de 500 pessoas compareceram ao ato público marcado para ocorrer na Avenida Jacú Pêssego em frente à antiga fábrica Gazarra. Lá estavam em apoio ao movimento pela instalação de uma universidade pública federal naquele espaço que ainda depende de solução para algumas pendências para que se concretize.
Além das lideranças populares, estiveram presentes Soraya Soubhi Smaili, reitora da Unifesp; a vereadora Juliana Cardoso, o deputado estadual Adriano Diogo e o deputado federal Vicente Candido, todos os parlamentares do PT. Nenhum representante do governo federal compareceu e pela prefeitura estava o secretário adjunto da Secretaria de Coordenação de Subprefeituras, Miguel Reis.
Segundo Luiz França, um dos principais ativistas do movimento, após idas e vindas, a instalação da unidade está na dependência de um laudo sobre questões ambientais a ser emitido pela CETESB para que se concretize a passagem do terreno atualmente em poder da prefeitura de São Paulo para a universidade federal. Esta, por sua vez, através da reitora apresentou de forma simbólica no ato uma proposta de implantação do campus. A apresentação da proposta pela reitoria é resultado das cobranças do movimento. A proposta, entretanto, ainda precisa ser aceita, negociada e eventualmente aprovada pelo Ministério da Educação.
O movimento que conta com setores organizados há anos buscam viabilizar a instalação deum campus na Zona Leste de São Paulo e com mais de 4 milhões de habitantes é argumento suficiente para que isso ocorra. Como contraste, apontam as lideranças cidades com 250 mil habitantes, Uberlândia, em Minas Gerais, por exemplo, tem quase 30 cursos em sua universidade federal. É uma quantidade semelhante o que quer a zona leste. “Pelo menos 30 cursos nas áreas de Saúde, engenharias, humanas e outras”, indicam.
Foi em 25 de janeiro de 2013, na linha de tempo da reivindicação que um ato público com a presença da Presidente da República, Dilma Roussef, do ministro da Educação, então Aloisio Mercadante, da atual reitora da Unifesp e da população se definiu pelo atendimento e até agora ainda faltam etapas a serem cumpridas.
Próximos passos
Ainda, segundo Luiz França, estão previstas ações pontuais no próximo período para manter a pressão para a instalação da universidade. Uma delas será promover um ato às portas do Palácio da Alvorada, no Planalto, onde fica a presidente da República durante a 25ª Caravana dos Movimentos Populares da Zona Leste para Brasília nos dias 5 e 6 de maio. “Deveremos ter algumas reuniões em Brasília e tentaremos contar com a presença da reitora”, diz. “Também faremos em 13 de junho uma nova plenária no Salão da Igreja São Francisco, Ermelino Matarazzo, onde esperamos um posicionamento mais consistente da Prefeitura quanto à transferência do terreno para a Unifesp e o anúncio dos concursos para os cargos necessários para o início do funcionamento da universidade”.
Entre os obstáculos, o financeiro
Luiz ainda explica que entre as diversas questões que diz respeito à universidade o financeiro tem peso significativo. “Em 2015, pelo planejamento da UNIFESP, serão necessários quase 40 milhões e há o compromisso do governo federal de pôr todos os recursos necessários. Entra ai o detalhe de o governo federal cumprir o compromisso assumido e na sequência a execução de todos os passos propostos. A proposta é que, ao final de quatro anos, teremos no campus 5000 mil alunos em oito cursos”.