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Aceitamos críticas, não ofensas e xingamentos

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Em abril /maio de 2012 a diretora do jornal Gazeta São Mateus teve o desprazer de receber uma cópia de um videozinho onde uma suposta liderança da região passava e muito dos limites da educação, do direito em determinada reclamação.
Para dar conta de responder publicamente expusemos em forma de opinião na edição342 do referido jornal.

Recentemente tive o desprazer de receber um videozinho feito por um cidadão morador das proximidades do Córrego Riacho dos Machados que, de forma acintosa e desrespeitosa, soltou uma série de impropérios de natureza pessoal a ponto de diante do descalabro e do exagero eu ter que apelar para a minha assessoria jurídica se devemos deixar para a Justiça se pronunciar sobre as eventuais ofensas.
Um dos principais questionamentos feito no vídeo dava conta de que eventualmente em reportagem recente, onde entrevistamos uma liderança da comunidade do Riacho dos Machados enfocando alguns, eu disse, alguns aspectos das prometidas obras prometidas em seu leito que ainda estão pendentes de serem feitas, faltaram outras abordagens. Vale já adiantar que isso é comum em qualquer reportagem. A edição decide por apenas alguns aspectos entre as questões.
O que exalou da matéria da Gazeta por ter dado vez, voz para uma liderança devidamente identificada não pretendia e nem conseguiria dar conta de todos os detalhes que envolvem a questão. Coube ao entrevistado falar o que ele assim o desejou na ocasião e não podemos nós ser responsabilizados por isso.
Como resultado o que se viu com a ira do produtor do vídeo foi o incômodo quanto ao fato de determinado trecho do córrego não ter sido objeto da reportagem nessa e eventualmente em outras ocasiões. Essa decisão, sobre o que quer enfocar cabe, exclusivamente, a redação do jornal e não seremos pautados por quem quer que seja, mesmo que se imagine falando grosso.
Ademais, o jornal com as limitações que tem e, vale lembrar que até a grande mídia, em um determinado ponto, também tem suas limitações, nunca pretendeu e nem nunca se declarou o grande big brother que pudesse ou quisesse acompanhar a tudo e a todos o tempo todo.
Se o queixoso mostrou-se inconformado com a nossa possível ausência na comunidade e no acompanhamento das possíveis problemáticas que esta enfrenta, ele teria que ter claro, e assim manda os bons modos, os limites e as formas de evidenciar as suas queixas e elas, seguramente, como mostra o vídeo passou e muito dos limites.
Nunca nos arvoramos e dissemos a quem quer que seja que cobríamos jornalisticamente todos os cantos, rincões e mocós de São Mateus. Sequer teríamos uma perna para isso. Também nunca nos arvoramos a dizer que todas as questões de natureza comunitária ou social seriam reportadas em nossas páginas. Sequer teríamos a segunda perna para isso.
Por outro lado, nesse difícil ofício de fazer um jornal, com essa abrangência modesta, sabemos, não chegaria a completar 18 anos de existência ininterrupta se fosse tocada com vagabundagem, ou por uma vagabunda conforme foi insinuado.
Existem outras insinuações graves que não vale a pena aborrecer os leitores com elas, porque delas poderá se ocupar o Judiciário, caso nossa assessoria jurídica resolva acioná-lo.
Vale mesmo é lembrar que no ofício da imprensa e, da regional, principalmente, são demais os perigos dessa vida. E entre eles, o principal é que repórter, os editores e o próprio veículo estão constantemente sujeitos as tentativas de manipulação por parte de suas fontes, dos entrevistados, dos não entrevistados, dos políticos e não políticos com seus interesses não confessados sejam eles legítimos ou não.
Não é a primeira vez e não será a última que pessoas com seus interesses – afinal, em geral, no mínimo moram nas áreas envolvidas se queixam de nós _e de todas as outras mídias, que não prestam atenção a eles e seus assuntos. Vale ressaltar que nem sempre é porque preferimos limão ao invés de laranja. É que às vezes não temos nem a primeira nem a segunda perna para saber, acompanhar e reportar tudo de todos.
Alguns, quando não contemplados reclamam, outros passam dos limites. A estes últimos, bons modos, educação e respeito só podem fazer bem as partes.

Written by Página Leste

24 de agosto de 2012 at 12:46