Entidade ocupa CDM sem estrutura para atender crianças e adolescentes
O programa caracteriza-se pelo acesso a diversas atividades e modalidades esportivas (individuais e coletivas) e ações complementares, desenvolvidas em espaços físicos da escola ou em espaços comunitários, tendo como enfoque principal o esporte educacional.
Relatório alerta para catástrofe ambiental; façamos nossa parte
Sem apoio, posto de reciclagem pode fechar
A Cooperativa Chico Mendes que foi fundada em 1999 e tem entre seus objetivos gerar renda para os catadores associados, contribuir com a reciclagem para a preservação do meio ambiente e ajudar na conscientização da comunidade corre o risco de encerrar suas atividades, informa a presidente Dulce Alves de Andrade.
Segundo a presidente foi por causa do estímulo da Igreja Católica que incentivava suas comunidades a olhar para os seus catadores que a cooperativa foi fundada no Pro Morar Rio Claro do Parque São Rafael. A cooperativa deveria estar funcionando com a contribuição de representantes das cinco paróquias que tomaram a decisão conjunta de montá-la, são elas: a Cristo Ressuscitado e Paróquia São Marcos e suas respectivas comunidades; paróquia Santo André Apóstolo e suas respectivas comunidades; paróquia Imaculado Coração de Maria e suas respectivas comunidades e Santa Adélia e suas comunidades. Ocorre que demorou tanto para que as coisas andassem que as pessoas foram cansando, foram saindo e perderam esperança. Como Dulce ainda tem responsabilidade maior como presidente ela vai tocando com muita dificuldade.
E são dificuldades de toda parte. Do poder público que mesmo diante da gravidade da situação ambiental não assume para si a responsabilidade com a conscientização intensa e permanente dos moradores para a urgência de se praticar com seriedade a reciclagem. Da população e dos moradores que ainda não assumem como suas a obrigação de separar o que é lixo e o que pode ser reciclado. E também dos líderes comunitários, dos políticos, de intelectuais que sempre discursam e aprovam esse tipo de trabalho desde que outro o faça.
Com tanta falta de apoio e coberta de razão Dulce Alves de Andrade tem sinalizado que também ela pode desistir o que poderia complicar ainda mais as 22 famílias que hoje dependem do funcionamento da cooperativa. “Estamos numa situação humilhante sem apoio do poder público e sem a ação da sociedade que precisa fazer mais do que compreender e achar bom o que fazemos”, inicia uma série de desabafos.
“Os problemas são vários. Aqui mesmo o material que chega recolhido pelo caminhão da coleta seletiva vem todo contaminado misturando material reciclado com lixo orgânico. Nós ficamos aqui numa situação deprimente tendo que separar aqui colocando a mão em tudo que é lixo. Já tiramos daqui até cachorro morto”, indigna-se. O caminhão da coleta seletiva é para recolher o material reciclável e se tem vindo lixo junto os coletores estão sendo negligentes. É obrigação da prefeitura que contratou este serviço fiscalizar a qualidade do serviço e o seu cumprimento. Quanto à população enquanto não houver uma campanha de conscientização e educação é previsível que não se poderá contar com todos.
E a presidente não está pedindo mais do que é possível se feito e dá como exemplo cidades do Estado de São Paulo onde a reciclagem a partir das casas já funciona. “Santo André, aqui próximo e Americana que conheço são assim. Os moradores colaboram, porque São Paulo não pode ser igual”, pergunta-se.
Segundo Dulce a prefeitura tem que assumir as ações educativas de efetiva o que reverterá em médio prazo em economia para o próprio município. Dulce lembra que os custos com a manutenção e o pagamento de espaços nos aterros poderiam ter uma diminuição sensível caso a mentalidade da reciclagem estivesse presente em todos. Para Dulce essa ação não é tão difícil assim, bastam vontade e empenho da administração.
Como exemplo de resultado da conscientização Dulce lembra que nas escolas onde tem feito palestra, as coisas têm mudado. “Fizemos uma palestra na EMEI Professora Antonia com os pais e alunos. A diretora acreditou no nosso trabalho veio nos visitar e viu a necessidade de manter a reciclagem com os alunos da escola. A partir daí tivemos que passar dia sim, dia não na escola para retirar o material que foi separado pelas famílias dos alunos, como fruto da conscientização”, exemplifica.
“Esse trabalho tem que ser feito em todas as escolas. Estou disposta a conversar com a Secretaria da Educação sobre isso e ver o que podemos fazer juntos. O que não dá é a Cooperativa Chico Mendes que já tem suas tarefas fazer também esse trabalho de forma gratuita se desdobrando pela conscientização que deveria ser responsabilidade do poder público. Não é justo”, declara Dulce.
A importância da reciclagem
A cooperativa dirigida pela Dulce, à exemplo de outras espalhadas pela cidade, ainda não ganhou toda a atenção que deveria do poder público que deve assumir para si a responsabilidade de fomentar, incentivar e viabilizar a existência de todas delas. Também não conseguiu a atenção dos moradores que ainda não se conscientizaram de que o planeta já apresenta escassez de matérias primas fundamentais a vida e que poderiam além de consumir parcimoniosamente, poupar os recursos naturais e contribuir decisivamente com a reciclagem.
No bordão “Pensar no planeta, agir no local” cabe a ação de todos, das pequenas contribuições até as grandes invenções que podem poupar recursos. Entre as mais simples de ser implementada está à ação desenvolvida pela Cooperativa Chico Mendes. Ela reúne num espaço de mais de 300m2, trabalhadores interessados em aproveitar aquilo que você não aproveita mais, portanto, poupando novas matérias primas e fazendo alguma renda.
A cooperativa que realiza também esse trabalho de inclusão social oferecendo um pouco de dignidade àqueles que por motivos distintos estão na parte mais baixa da pirâmide social, deveria ser apoiada em todos os sentidos tamanho. Tendo em vista os bons serviços que pode prestar conforme já foi exposto aqui.
Da redação fica nossa torcida para que a sociedade local faça sua parte e para que o poder público acorde para suas obrigações e veja nas cooperativas um parceiro estratégico que pode contribuir e muito com a qualidade de vida onde atua.
(Publicado no Gazeta de São Mateus ed-237 fevereiro/2007)
Agenda 21 e entidades discutem novo aterro
Expresso Leste por São Mateus ainda gera polêmicas e dúvidas
(Publicado no Gazeta de São Mateus ed-237 fevereiro/2007)
Escândalo do lixo em SP, que a Justiça é lenta para julgar, pode sujar o nome de Marta para um ministério
Passos Camargos voltará para o Teatro?
Por falta de tempo o autor, ator, diretor e produtor teatral Passos Camargos está desaparecido dos palcos e em entrevista nos mostra que se trata de uma nova fase para aquele ativista cultural que durante parte dos anos 70, 80 e 90 teve uma intensa atuação que incluía a periferia da cidade de São Paulo. Passos também viajou intensamente o Brasil se apresentando sozinho ou acompanhado. Produziu suas próprias peças; encenou peças infantis, atuou na vanguarda tantos em termos estéticos e conceituais e aceitou desafios quando o mercado era ainda mais difícil. Hoje, atuando empresário no ramo das comunicações, apesar de não estar na linha de frente, presta um importante serviço de divulgação da cultura nas suas várias expressões.
Provocado pela entrevista, confidenciou que não queria falar muito do passado e que tem planos futuros. Provocador, deixou no ar uma promessa de ainda retomar uma ação mais ativa no setor e até uma eventual candidatura a um cargo eletivo.
Acompanhe parte da entrevista concedida a J.de Mendonça Neto
E&A – O senhor já vem editando há seis anos, com reconhecido sucesso, o jornal segmentado Primeiro Lance destinado à categoria dos leiloeiros e afins em todo o país. Como chegou a esse produto? O senhor ainda tem alguma ligação com a cultura onde militou durante anos?
PC – Tomei conhecimento do mercado dos leilões ao me relacionar com Vanilda Cândido, do extinto Diário Popular, um jornal tradicional do Estado de São Paulo. Na época ela visitava os leiloeiros, então eu a acompanhei algumas vezes, quando fui convidado por um operador do setor para editar um jornal de leilões. Achei interessante e aceitei o desafio, mas infelizmente não deu certo. Frustrado pela não realização da edição do suposto jornal, criamos uma nova logomarca (Jornal Primeiro Lance); lançamos a idéia no mercado e a aceitação por parte dos profissionais da área foi imediata. Daí pra frente com muito trabalho e persistência passamos a ser o veículo de comunicação da classe dos Leiloeiros Oficiais. Durante esse período organizamos e lideramos congressos nacionais e internacionais unindo a categoria que hoje está fortalecida. Ainda reinaguramos a Associação Brasileira de Leiloeiros – ABL; colaboramos com os sindicatos da categoria nos diversos estados brasileiros e com a Associación Americana de Rematadores, Corredores Inmobiliários Y Balanceadores, ou seja, levamos o Jornal Primeiro Lance para além das fronteiras o que requer muito empenho, contudo não abandonei por completo as Artes Cênicas. Continuo escrevendo e produzindo e, logo, estaremos de volta aos palcos.Virão surpresas por aí.
E&A – O senhor já havia tido experiências anteriores com a confecção de jornal, tendo em vista o resultado com o Primeiro Lance num tempo relativamente pequeno? Como foi essa experiência?
PC –
Por conta da minha atuação na cultural, principalmente no teatro, tive várias oportunidades de contribuir na edição de vários jornais e de participar escrevendo crônicas e críticas sobre o Teatro Brasileiro a convite de outros jornais onde tive a oportunidade de apoiar e divulgar o artista e o teatro no Brasil. Também lancei o meu primeiro jornal, Argumento, em 1990, dedicado à cultura, mas as dificuldades na captação de anúncios para um veículo de apoio a cultura no Brasil é impressionante. Diferentemente de várias cidades desenvolvidas na Europa, aqui os empresários não têm interesse neste segmento de mercado. Parei com esse veículo e comecei a participar do Jornal Bem Feito, ao lado do jornalista Gilberto Lobato. Conseguimos, mais uma vez, colaborar com a classe artística, com artistas desconhecidos do grande público.
Vendo o que vi e que continuo vendo nesse segmento e o talento de muitos dos nossos artistas nos palcos desse imenso e tão heterogêneo país continuo incomodado. Sempre que posso divulgo a nossa cultura, o nosso folclore, até poque muito do que sou hoje como profissional, editor, ator, diretor e autor teatral devo a minha carreira artística que me levou para fora de São Paulo, percorrendo diversos Estados e diversos países. Naturalmente, o sucesso do jornal Primeiro Lance, também se deve e muito a essa experiência com a cultura, essa soma de valores e conhecimentos.
E&A –
Pelo que o senhor diz essas experiências ocorreram por conta da sua atuação na área cultural, notadamente no teatro. Quando e como se iniciou essa trajetória de ator e que tipos de ação o senhor desenvolveu na Dramaturgia?
PC –
Comecei no Teatro em 1977, ainda jovem, na faculdade Pontifícia Universidade Católica – PUC, em São Paulo. Trabalhei com vários artistas, mas como homenagem a um dos grandes queria lembrar aqui o Jaime Barcelos. Montei diversas produções de autores desconhecidos, também fiz teatro infantil para aumentar a divulgação e o conhecimento dos nossos expectadores sobre a cultura brasileira. Enfim, para encurtar uma longa história fiz muitos trabalhos e a última montagem foi a de um texto de minha autoria chamado "Os Paredões de Mármore", que inclusive ficou em cartaz no Teatro Martins Penna, na zona Leste de São Paulo. Atualmente estou sem tempo, mas tenho outras peças escritas e inéditas que espero sejam montadas em breve.
E&A – Quais as principais dificuldades que o senhor encontrava para produzir cultura num país como este nosso e, a seu ver, quais são atualmente, caso elas existam as dificuldades para os artistas como o senhor foi um dia?
PC – Para não me aprofundar muito nesse aspecto diria que não temos no Brasil, nenhum tipo de apoio cultural para artistas iniciantes de forma mais continuada e sistemática. Tratados como amadores e somando-se as dificuldades de conhecimentos de produção, sozinho o artista se vê abandonado à deriva da própria sorte. Na maioria das vezes, o talento existe, entretanto é preciso reunir forças interiores para sobreviver da profissão, o conhecimento do uso da mídia após criar uma obra.
E&A –
Com essa evidente falta de tempo devido as suas atividades atuais, o senhor ainda consegue ter alguma atuação mais objetiva na área cultura, além dessa vaga possibilidade de estrear outras peças num futuro incerto? Como ela se dá?
PC –
Apesar da falta de tempo para uma ação mais intensa na área o nosso compromisso com a cultura nunca acabará. Hoje com o jornal Primeiro Lance, consigo grande parte do que sempre sonhei, ou seja, apoiar despretensiosamente, mas de forma efetiva a cultura brasileira. Divulgo e ajudo o mais que posso nas atuais circunstâncias.
E&A –
Gostaria de insistir a questão: alguma possibilidade do senhor voltar a ter uma atuação mais comprometida com a arte e a cultura, além dessa importante divulgação que o seu jornal proporciona?
PC – Hoje, pretendo continuar produzindo teatro, música e literatura no campo da edição. Pretendo também lançar um livro para contribuir com a história do teatro mundial e brasileiro. Tenho aproveitado as viagens que faço a trabalho para também ver muito teatro.
Agora, embora reconheça que vá aguçar ainda mais a sua curiosidade, não vou poder lhe dar por enquanto maiores detalhes e conto com a sua compreensão. Fui convidado, mas ainda não me decidi, a assessorar um jovem senador da República com o qual tenho uma boa relação profissional, além de muitas afinidades de propósitos, cada um à sua maneira com a cultura. Essa situação já vai me permitir um trabalho político cultural mais intenso. Entretanto, não acaba ai. A partir desse convite, existe uma intenção de que o meu nome seja lançado a uma candidatura de vereador para labutar principalmente na área da cultura o que muito me honra. Entretanto ainda não tomei nenhuma decisão, preciso analisar uma série de circunstâncias, falar com companheiros leais com os quais me relaciono. Enfim, tudo isso é futuro. Seria desafiador poder fazer mais e melhor, mas isso é futuro. Estou feliz com que faço e já fiz.
E&A –
Seria uma terceira etapa da sua ação: assessor um senador e tornar-se candidato a um cargo eletivo?
PC – Conforme lhe pedi, não posso falar mais sobre isso, entretanto a vida para ser vivida é uma seqüência de desafios a serem superados, de planejamentos também é claro, mas também de algumas surpresas. Talvez você tenha razão, mas como te pedi, não posso falar mais sobre isso, mesmo porque não tomei nenhuma decisão.