Paginaleste's Blog

Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Acidente em Congonhas: A caixa preta nem foi aberta; é cedo para concluir

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Todas as revistas semanais, os jornais diários e os principais programas televisivos, vêm dando destaque ao acidente com o Airbus A-320 da TAM que ultrapassou os limites do aeroporto de Congonhas indo se chocar com um posto de carga da própria empresa onde trabalhavam mais de uma centena de pessoas. Não tinha como ser diferente.
Um acidente de tamanha proporção vitimou todos os passageiros e tripulantes da aeronave e quase todos os que estavam no prédio. O que se viu a seguir foram imagens que deixou atônito qualquer um que estivesse prestando atenção. Impossível imaginar o que sentiram as vítimas no instante do choque e o incêndio que se seguiu. Pêsames as famílias de todas as vítimas.
Na cobertura sobre o acidente, os meios de comunicação cumpriram a risca o seu papel dando publicidade ao fato, entretanto, não tem como não se incomodar com o papel que alguns destes e seus respectivos colunistas estão fazendo. Uma primeira observação é a precipitação com que, colunistas adversários declarados e outros nem tanto do atual governo federal, estão tendo e, portanto, fazendo muito malabarismo para carimbar o acidente em função da negligência das autoridades.
Faz parte da boa prática do jornalismo trabalhar com especulações. Por exemplo, se a falta de ranhuras na pista de Congonhas poderia causar o acidente; se as condições climáticas daquele instante permitiriam um pouso seguro. Claro que vale especular; o que não se pode é concluir com a precipitação e velocidade igual a da aeronave em questão. A cada hora está mais difícil sustentar as conclusões atabalhoadas sob meras suposições de alguns veículos que já apontaram, de antemão, como sendo responsabilidade apenas do governo federal. Isso só o tempo, as investigações e a serenidade poderão apontar. O que não fica bem é num momento de tanta dor e pesar, jornais, revistas e TV´s tentarem fazer “guerrinha” política de aprofundamento da crise contra seu adversário.
Diversos políticos também se comportam com a mesma afobação. Um exemplo é o deputado federal Raul Jungmann (PPS), para ficar só neste nome, que protocolou um pedido de esclarecimentos do governo federal, como se isso fosse necessário e a investigação sobre o acidente não fosse ocorrer. Outro que não dá para deixar de citar é o governador de São Paulo, José Serra, que uma hora após o acidente estava no local insinuando responsabilidades do governo federal. Interessante notar que o governador simplesmente desapareceu e deu muito poucas declarações durante o acidente que ocorreu meses atrás nas obras de construção de uma estação de metrô que desabou e fez diversas vítimas. Nesse o Governo do Estado tem responsabilidade também, pois, foi por sua decisão que a responsabilidade das obras foram passadas para as empreiteiras.
Vamos supor que fazemos coro aos descontentes e parte da grande mídia e responsabilizemos o governo. Fica resolvido o assunto? Onde ficam as responsabilidades das empresas aéreas vendendo mais passagem do quem tem disponível fazendo com que os intervalos entre os vôos vão se reduzindo indefinidamente até o esgotamento completo dos controladores de vôos e dos operadores da infra-estrutura aeroportuária? Qual administração de um aeroporto vai conseguir produzir bons resultados e com segurança fazendo baixar e levantar aviões com milhares de seres humanos como se fosse uma fila de táxi com enorme demanda ou ônibus e metrôs em horários de picos? Mais ainda e de novo, porque as empresas colocavam em suas escalas passar por Congonhas agregando mais valor de uso porque disponível para maior lotação de suas naves e em muitas dessas viagens sem necessidade. Que “fresta” na legislação municipal, estadual e federal permitiu a construção de um prédio de altura irregular pertencente ao ramo de “diversões noturnas” de uma marca muito conhecida pela visita de lazer de políticos e executivos? Houve ou não problemas que só a caixa-preta pode revelar, mas que de forma afobada parte da mídia e leitores superficiais já sabe num estranho exercício de adivinhação?
Os leitores ainda vão argumentar; tudo bem, mas o governo deveria ter feito alguma coisa. Deveria mesmo: na esfera federal, estadual e municipal. Vamos fazer agora outro exercício. Se eles que, insisto, não podiam prever o acidente em si tivessem feito intervenções, que agora forçados pela desgraça parece terão que fazer, a mesma parte da grande mídia estaria batendo e forte contra os governos alegando que eles estariam interferindo nos lucros da iniciativa privada; que estariam inibindo a população poder viajar de avião e não resolvendo o caos aéreo que de fato existe, mas que temos de reconhecer que tem diversas razões se formos pessoas sérias.
Acidentes como aquele não podem e nem devem mais ocorrer. É disso que se trata, talvez agora dormindo com a lembrança da tragédia todos os atores dessa questão: empresas, governo e usuários possam dar a sua contribuição para evitar novas ocorrências.
O proveito político que as oposições ao atual governo buscam obter e, infelizmente esses movimentos, como de um jogo de xadrez, faz parte da cultura política no mundo todo e, no caso em questão, ainda não diminuíram. Aumenta a temperatura das críticas ao governo Lula em função da crise no setor aéreo. Editoriais e colunistas já sugerem um colapso do que chamam “corriola” de incapazes de governar o país. Até um ministro do Superior Tribunal Militar sugere que “pessoas do bem vão se pronunciar como já fizeram em um passado não muito distante”, insinuando que começam aparecer discursos de caráter golpista. É só rastrear para constatar.
Da mídia e dos seus movimentos, pouca novidade, faz parte do jogo político e de interesses nem sempre leal. Entretanto, qual é mesmo o papel da Justiça Militar no Brasil? Segundo o site do próprio STM, é julgar “apenas e tão somente os crimes militares definidos em lei”. O que estará acontecendo, então?
De volta a questão: com alguns fatos que conhecemos e outros que esperamos conhecer, culpar apenas o governo federal, do qual não temos procuração e para o qual também temos críticas, pelo acidente aéreo é concluir de forma leviana sobre tudo que está ocorrendo. (JMN)
 

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31 de julho de 2007 at 17:02

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Brasil – Indignados e envergonhados

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Quem acompanhou nas últimas semanas a política no Senado a propósito do caso de seu presidente, Renan Calheiros, seguido do Senador Roriz e o fato da impunidade de um jornalista, réu confesso, que matou sua namorada pelas costas e premeditamente e depois de sete anos, apesar de condenado, estar ainda em liberdade desfrutando seu status de poderoso e rico, só pode se encher de iracúndia sagrada e sentir-se envergonhado. Isso não pode ser.

O caso do jornalista revela a venalidade de muitos juizes. Eles são fortes quando trata dos fracos. Diante dos poderosos são covardes. Mas o quadro mais sombrio é assistir pela TV as discussões no Conselho de Ética do Senado que deve julgar a imputada falta de decoro parlamentar de seu presidente. Este presumivelmente sustentava a jornalista com quem tivera um filho, mediante aportes de uma grande empreiteira. Para negar tal acusação, o Senador armou um arsenal de provas que visavam mostrar sua capacidade financeira. Porém quando analisadas pela Polícia Federal e desmascaradas pela imprensa investigativa se mostraram uma inconfessável farsa.

 

No Conselho de Ética do Senado predominava a disposição quase geral de engavetamento do processo por um instinto corporativo. É sabido que há senadores em situação semelhante àquela de Renan Calheiros, temerosos de que seus desvios viessem a público e então optam pela absolvição. Outros se mostraram lenientes por considerarem que tais coisas pertencem à cultura machista brasileira que condena as mulheres amantes ao anonimato e à invisiblidade social além de expô-las a situações vexatórias diante de suas famílias e na sociedade em geral. Aliás, quem das mulheres senadoras, abordou a condição da esposa do presidente do Senado e da jornalista, condenada a ser sua amante escondida e mãe invisível do bebê? Por que a consciência dos direitos da mulher ainda não foi incorporada em sua mente política, se de resto fazem um tão belo papel?

 

Poucos senadores se pautaram por postura ética de investigar os fatos, acolher o peso do contraditório e garantir a lisura do processo. Mas em quase todos a ética foi sacrificada ao jogo político. Até que a máscara caiu de vez: transformou-se a questão ética em questão política. Isto significa: os fatos já não contam. O que conta são as versões. As mentiras já não são mais mentiras, são ilações, os crimes constatados já não são mais crimes, mas acusações movidas por interesses excusos. Quando se instaura a questão política significa que tudo vale, pois, no tipo de nossa democrazia debole os direitos e a justiça não são instâncias referenciais que devem ser sempre garantidas, mas são mera decoração. Se medirmos nossa democracia por estes valores ela é simplesmente uma farsa e uma mentira oficialmente instalada.

 

Se na questão política há o ânimo de condenar, o acusado, mesmo inocente, será condenado. Se há ânimo de absolver, o acusado, mesmo corrupto, será absolvido. Será diferente nos processos contra Renan Calheiros e Roriz?

 

Sugestiva é a hipótese apresentada pelo cientista político da UERJ, Luiz Gonzaga de Souza Lima, segundo a qual para se entender o Brasil há que se partir não da categoria Estado e nação, mas de empresa. O Brasil, na verdade, é a maior empresa do capitalismo mundial e desde o início, a mais bem sucedida, empresa para beneficiar os ricos daqui e os de lá de fora. A continuar a encenação feita no Senado, o Brasil nunca vai dar acerto como nação. Dai nossa indignação e sentimento de vergonha. Leonardo Boff é teólogo e membro da Comissão da Carta da Terra  Fonte: http://www.adital.com.br

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15 de julho de 2007 at 10:31

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Brasil tem pior controle de corrupção, diz Banco Mundial

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Brasil tem pior controle da corrupção em 10 anos, diz Banco Mundial
 
Se é que a informação ainda vai surpreender alguém, o Banco Mundial – Bird divulgou este mês que o controle da corrupção no Brasil atingiu em 2006 o seu pior patamar nos últimos dez anos. O resultado foi apresentado no relatório Assuntos de Governança, do Bird e o índice de controle de corrupção "mede a extensão em que o poder público é usado para ganhos privados, incluindo pequenas e grandes formas de corrupção, assim como o ‘seqüestro’ do Estado pelas elites e pelos interesses privados". Descomplicando: como o Estado é utilizado pelas pessoas, organizações e empresas para encher as burras à custa dos nossos impostos.
O Brasil é muito corrupto, esse foi o sinal apresentado no relatório e tem que ser dito em todas as letras. O índice que caiu em 2006 para 47,1, em uma escala que vai de zero a cem já teve um controle melhor em 2000 quando alcançou um índice de 59,1% o que quer dizer que já fomos melhores em olhar e tentar controlar os corruptos. Agora, francamente, não surpreende mesmo, são renans, rorizes, juízes, delegados de polícia, servidores públicos federais, estaduais e municipais. São compradores das empresas públicas e são fiscais de rodovias e deixamos para os leitores completarem a lista que está muito longe de ter apenas estes.
Pioram os indicadores – O estudo do Bird que gera esse relatório faz parte de um projeto que reúne indicadores de boa governança mundial e desta vez avaliou 212 países observando seis critérios diferentes.
Além do próprio controle de corrupção, que esta muito aquém do que precisamos para não passar vergonha, o Brasil piorou nos índices que avaliam a eficiência do governo, a qualidade dos marcos regulatórios e a força no cumprimento das leis.
O índice que avalia a eficiência do governo – a qualidade dos serviços públicos, a independência do governo e a implementação de políticas – mostra que o Brasil vem perdendo posições desde 2003, mas não interessa, não é. Ainda somos campeões de futebol, vamos realizar o Pan e termos lindas praias com gente bronzeada.
Em termos da habilidade do governo brasileiro de formular e implementar leis que estimulem o setor privados, ou seja, a qualidade dos marcos regulatórios também caiu entre 2003 e 2006: de 62,9 para 54,1. Mas não importa, temos carnaval, o pantanal para pescar fora de temporada e a região amazônica para ser depredada.
Quanto à força da lei, no item que avalia a confiabilidade da polícia e dos tribunais – também piorou no Brasil. O indicador brasileiro caiu de 50, em 1996, para 41,4, em 2006 – o pior índice da história, segundo o Banco Mundial. Mas não importa poderemos jogar escondido nos bingos e tentar fazer a feirinha, livrando a nossa cara e os outros que se danem.
Estabilidade política e a representatividade dos cidadãos também foram medidas e os índices brasileiros são semelhantes na América Latina a paises como a Argentina, El Salvador e Panamá. Segundo o relatório do Bird, o Chile apresentou os melhores indicadores de toda América Latina em cinco dos seis critérios avaliados. Mas não importa não falamos espanhol mesmo.
Pra finalizar, mesmo não chegando ao fim Daniel Kauffmann, um dos autores do estudo e diretor de Governança Global do Instituto do Banco Mundial diz que: "Na média, não há evidência de que a boa governança no mundo em geral melhorou de forma significativa na última década. É um retrato muito variado". Mas não importa, não é? Continuamos brasileiros apesar de tudo, ou não?

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14 de julho de 2007 at 17:30

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São Mateus envia toneladas de alimentos para o sertão

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Cerca de quatro toneladas de alimentos, das quais 3, 5 tons destinados ao sertão nordestino foram arrecadadas em gincana promovida pela Escola All Net Núcleo de Formação Profissional de São Mateus. A iniciativa que envolveu as 13 unidades que compõe a instituição de ensino foi promovida em seis semanas. Cada uma das unidades decidiu o destino do alimento arrecadado. Em São Mateus, segundo o coordenador pedagógico da unidade, Roberto Cuba Junior, uma entidade que atende o sertão nordestino foi indicado pelo Capitão Heleno Sobral Santos da 2ª Cia do 38º BPM/M. Tem plantações que estimulamos para que eles sejam auto-sustentáveis, padarias escolas, casas, núcleos. Estimulamos este tipo de atividade.
“Na primeira semana foram arrecadados arroz, na segunda: feijão. Macarrão, açúcar, óleo, sal e farinha foram arrecadados durante as outras quatro semanas e nossa unidade ficou em segundo lugar entre as 13”, explica o coordenador que optou por procurar o capitão Sobral em função das boas referências quanto ao trabalho desenvolvido pela entidade da qual ele participa a Amigos do Bem.
A Casa do Cristo Redentor, localizada próxima a Jacu Pêssego, será a outra entidade para onde, parte dos alimentos será destinada. “A opção pela Amigos do Bem se deu em função das explicações do capitão Sobral, que é kardecista e pela literatura e documentação sobre o importante trabalho da entidade”, registra Roberto que ainda explicou que as arrecadações feitas pelos alunos, em muitas ocasiões eram através dos mais de 100 ofícios que a escola fez para explicar a ação solidária.
Acompanhando a reportagem, durante a entrega simbólica dos alimentos, o Capitão Sobral explicou que além da literatura deixou um dvd onde podem ser conferidos os trabalhos da entidade. O capitão falou sobre as vilas agrícolas que são criadas pela entidade que visa organizar e minorar a penúria dos sertanejos. Nas agrovilas tem plantações, padarias. Escolas, casas no sentido de torná-las auto-sustentáveis. O dvd, segundo o coordenador da escola, foi exibido em sala de aula e na recepção e foi um importante instrumento de sensibilização dos alunos. “Temos 800 alunos ativos em diversos cursos que a escola promove e acho que a maioria se envolveu na campanha”, opina.
Com a experiência que já acumulou nessa ação de solidariedade, o capitão Sobral, que inclusive já fez parte das equipes que distribuem os alimentos no sertão, registrou que é comum durante a campanha de arrecadação de alimentos serem mais bem recebidos em locais de carentes ou de pouco poder aquisitivo quando comparado com outras regiões da classe média baixa e alta. “Mesmo dentro de São Mateus somos mais bem recebidos nos locais onde mora, de fato, o povo pobre”, enfatiza fazendo transparecer uma compreensão que os pobres são mais solidários.
Os alimentos vão ser entregues nos próximos dias em Pernambuco, Alagoas e Ceará diretamente pelos envolvidos sem nenhum envolvimento de prefeituras e políticos. “As pessoas que distribuem os alimentos são quase os mesmo que arrecadaram”, explica Sobral. “Anualmente, fazemos por nossa conta e despesas a distribuição que começou com 1,5 tonelada e agora são mais de 100 mil quilos e temos mais de 6 mil pessoas cadastradas. No final do ano atingimos mais de 40 mil famílias”, resume.
Sobral também fez questão de enfatizar que os locais são sempre os mais carentes do sertão nordestino. “Estive no carnaval passado num local que é conhecido como uma maravilha da natureza: Chapada dos Araripes. Entretanto, lá perto atrás das encostas existem dezenas de pequenos vilarejos onde a miséria e as necessidades são gritantes”, enfatiza. Sobral ainda explicou que os alimentos arrecadados são distribuídos ao longo dos anos para as famílias cadastradas.
 
 
 
 
 
“A escola All Net tem uma turma da Pastoral da Criança que estudam de graça, com os mesmo privilégios. Achamos que devemos ter esse trabalho para fazer o bem. Precisamos ajudar. Se pudermos dar alguma oportunidade vão se tornar pessoas melhores e que podem indicar nosso trabalho”, Roberto Cuba.
 
 
 
                                
Conheça um pouco da Amigos do Bem
 
A Amigos do Bem é uma instituição não-governamental, sem fins lucrativos, cujos principais objetivos são contribuir para a erradicação da fome e da miséria, por meio de ações educacionais e projetos auto-sustentáveis, e favorecer o desenvolvimento social da população carente do Sertão Nordestino.
Atua desde 1993, por meio de campanhas realizadas no período do Natal e do Ano Novo, um grupo de amigos liderados por Alcione de Albanesi passou a arrecadar e distribuir, no Sertão Nordestino, alimentos, roupas, colchões, brinquedos e cadeiras de rodas. Levou ainda atendimento médico e odontológico aos povoados carentes daquela região.
Dez anos depois, com base na experiência adquirida, os Amigos do Bem, Instituição Nacional Contra a Fome e a Miséria no Sertão Nordestino, além das ações emergenciais, passam a promover ações contínuas de Desenvolvimento Auto-Sustentável, a fim de amenizar o sofrimento da região.
 
Por que o Sertão Nordestino?
No Sertão Nordestino, existem povoados inteiros que passam fome e vivem em absoluta miséria, sem condições de reverter tal situação apenas com recursos próprios.
 
Má distribuição de renda, pobreza e fome existem em todo o Brasil, inclusive nos centros urbanos. Porém, verificamos, a partir de estudos e pesquisas, que no Sertão Nordestino – semi-árido mais populoso do mundo – a situação é agravada pelos grandes períodos de estiagem.
Assim, apesar de conhecer a pobreza em várias cidades de nosso país, a entidade escolheu focar seus projetos naquela região. Consideram que em outras regiões existem, ainda que precários, alguns recursos na área da saúde, educação e alimentação, ou mesmo instituições, organizadas pela própria sociedade civil, que promovem o auxílio à comunidade mais carente.
A área atingida pela seca equivale a três vezes o Estado de São Paulo. Lá vivem milhões de pessoas que dependem da agricultura e que, portanto, precisa de sementes, terra e da chuva, que raramente ocorre.
A seca é uma tragédia cíclica. A fome e o abandono do povo nordestino são permanentes. No Sertão Nordestino, ainda hoje, milhares de pessoas vivem em casas de taipa ou palha, sem água, luz ou qualquer outro recurso.
É importante notar que segundo a Síntese dos Indicadores Sociais 2005, do IBGE, baseado no Censo Demográfico 2000 e na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios 2005 os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) foram encontrados na Região NE.

Written by Página Leste

14 de julho de 2007 at 17:29

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Comunidade jucaica vai amplia atuação em São Mateus

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Marcos Moreira ou Mordechi Moré Ben Yhuda, em hebraico é um rabino morador de São Mateus que chama a atenção por seus trajes típicos de um judeu religioso. Nascido no Brasil com pai judeu de origem etíope e mãe de origem portuguesa iniciou nossa conversa explicando que judeus são aqueles que adotaram a religião judia não necessariamente todos os nascidos em Israel como costumeiramente é confundido.
Marcos esteve na redação para falar sobre a inauguração oficial da sua entidade instalada no Jardim da Conquista, a Comunidade Judaica Sefarad Beith Israel prevista para agosto próximo e sobre os trabalhos que já desenvolve e os que pretende desenvolver. Antes avisa que os judeus, em geral, têm consciência de contribuir para mudar para melhor o ambiente. Por essa razão a entidade fará palestras contra as drogas, por exemplo, encontros de incentivo empreendedor, neurolinguistica, desenvolvimento do raciocínio lógico. Cursos profissionalizantes como cabeleireiro e manicure serão oferecidos. Também darão atendimento e acompanhamento psicológico, dentro da medida do possível. Falarão sobre cultura, passaram filmes gratuitos com temática semita. Mesmo com essas ações, o rabino ressalta que não é o seu objetivo fazer proselitismo religioso. "Não estou buscando as pessoas para que se tornem judeus. Claro, que se alguma procura e interesse tiver nessa direção podemos ajudar. Nossa posição é contribuir para que as pessoas tenham boa educação, bons comportamentos dentro dos parâmetros do que é correto e do que não é". registra.
A partir do ano que vem segundo Marcos, a entidade pretende viabilizar a existência de uma escola com professores que através do sistema Objetivo possam estar lecionando para crianças o hebraico, inglês, espanhol e outras matérias, financiada pela ajuda de empresários que possam indiretamente estar adotando como padrinho as crianças e alunos carentes. Nessa direção o rabino informa que já está procurando locais para instalá-la. Uma outra idéia para ser executada bem no coração do Jardim da Conquista é criar um espaço onde crianças possam ser adotadas. Enquanto isso está atendendo na Rua Águia Dourada, 39 a comunidade e fazendo triagem sócio-econômica para identificar as famílias realmente necessitadas para continuar a distribuição de cestas básicas. Critico, o rabino mostrou-se contrário aos programas assistenciais dos diversos governos que distribuem ajudas de forma indiscriminada.
Outra ação pretendida é ter uma casa onde quem tiver fome possa chegar e comer. Para isso deve contar com a ajuda de diversas feiras livres que ocorrem no entorno e que já auxiliam outras entidades, entre elas, um asilo com os quais ele já coopera e que espera futuramente poder assumir aquela entidade em parceria com a atual dona, uma senhora, segundo ele bastante esforçada e correta e que com a formalização através da entidade pode melhorar ainda mais o atendimento. "Estamos tentando assumir esse trabalho dessa senhora, ela tem muita boa vontade, queremos ajudar", informa. Outros dois projetos do rabino chamam a atenção: a possibilidade de desenvolver cadeiras de rodas a um custo muito menor do que os preços de mercado. "Conheço um artesão que consegue fazer de bicicletas usadas cadeiras de rodas e ele mora aqui na região", explica. O aproveitamento das embalagens de PET está entre os planos do religioso com vistas a estimular a reciclagem e eventual geração de renda para os catadores.
O rabino também quer criar um fórum inter-religioso com quem quiser participar de outras religiões e nele serão tratados assuntos e projetos em comum não religiosos. Marcos acredita que é possível trabalhar também com a mendicância local, tentar reinserí-los na sociedade de forma produtiva através de uma casa onde possam morar e trabalhar, nos moldes de um kibutz urbano. "Podemos ensiná-los a gerar rendas, como por exemplo, reciclar o óleo utilizado para virar sabão. Com a venda parte fica para a manutenção da casa, parte para o albergado". O rabino ainda informa que os que estiverem conseguindo se reinserir terão todo apoio possível da entidade inclusive para montarem ou retomarem suas famílias.
Com a inauguração da nova sinagoga Beith Israel no dia 11/08/07 na Rua Águia Dourada, no Jardim da Conquista o rabino pretende ampliar as suas relações e os trabalhos desenvolvido com a comunidade e outras entidades. A associação está aberta a toda e qualquer colaboração de pessoas idôneas. NO aspecto cultural mais amplo o rabino avisa que "aos domingos serão exibidos gratuitamente na sede filmes judaicos inclusive um documentário sobre a Origem judaica dos nordestinos". Os interessados podem ligar para os telefones: 11 6848 7041  6848 1779  9398 9716.

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14 de julho de 2007 at 17:28

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República refém dos ricos

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República refém dos ricos
Escrito por Léo Lince   
27-Jun-2007
 
Além da popularidade do Lula, aferida em pesquisas publicadas nos jornais da semana, três coisas crescem, estas com velocidade vertiginosa, na sociedade brasileira: a lucratividade da casta financeira, a violência nas ruas e a corrupção nos altos escalões da República. A semana, para espanto e tristeza do cidadão, produziu novos emblemas da marcha ensandecida de cada um destes processos que dilaceram o tecido social e aprofunda a barbárie que nos envolve.

O fluxo de entrada de capital especulativo no Brasil aumentou, entre janeiro e abril, quase cinco vezes em comparação ao mesmo período do ano passado. O bolo, que era de 4,842 bilhões de dólares em 2006, cresceu agora para 24,147 bilhões de dólares e se tornou o principal canal de entrada da moeda americana no país. A banca privada, sempre ela, faz a festa. Toma empréstimo de curto prazo e juros mais baixos no exterior e podem aplicar tais recursos no cassino estratosférico da taxa Selic.  É o famoso capital motel, que os países sérios costumam enquadrar no rigor da lei. Um dinheiro quente que entre e sai com alta rotatividade e adora se hospedar nos paraísos do rentismo e da maracutaia.

Cinco jovens riquinhos da Barra da Tijuca, no Rio, espancaram “por brincadeira” e com estupidez brutal uma empregada doméstica que aguardava condução em um ponto de ônibus.  Menos mal que foram presos logo, graças à iniciativa de outro trabalhador, um motorista de táxi, que anotara a placa do carro dos espancadores. Um dos riquinhos, ao chegar na delegacia, disse que logo estaria solto porque sua família, como os bancos, tinha dinheiro. O pai de outro riquinho classificou de absurda a prisão dos espancadores, pois tanta coisa pior está acontecendo. A arrogância dos endinheirados, mau exemplo que vem de cima aos borbotões, frutifica e prospera no “baixio das bestas”.

No planalto central do país, aquela solidão imensa que se transformou no que se vê, segue a novela da corrupção nos altos escalões da República. O capítulo da vez é estrelado pelo antes vetusto Senado Federal, onde contracenam Renan e Roriz, dois riquíssimos ruralistas que fazem bico no câmara alta. Ambos criam porcos e vacas que, talvez por viverem em fazendas luxuosas, só podem emporcalhar e avacalhar outros lugares. Flagrado no grampo, Roriz se explicou naquela linha que só complica. Recebeu um cheque de dois milhões quando só pedira emprestado trezentos mil (devolveu o troco em espécie) para arrematar com a bagatela a “prenhez” de uma vaca premiada. O benemérito é um potentado que enriqueceu com concessões públicas na área dos transportes. Um “amigo de missa” do senador encalacrado e que também reza muito ao lado de outros políticos que lhe facilitam a “prenhez” de sua fortuna.

Enquanto isso, o presidente faz cara de paisagem. Sereno como um santo de bordel, ele se afirma no pedestal sustentado nas estacas da pequena política. Seu governo, por considerar que qualquer nitidez prejudica a “governabilidade”, ostenta como vantagem o empirismo radical. Navega confortavelmente nas águas do fato consumado. E, quando o fato consumado governa o governo, são os poderosos de turno que continuam mandando. As forças opacas do mercado extrapolam de suas tamancas e avassalam o poder público, que se amesquinha na desmoralização. O rato roeu a roupa da República. A “real-poltik” resulta em renda rápida para os ricos e é repleta de riscos para o resto. A reta razão recomenda retomar a rota da rua: resgatar a República, refém dos ricos. 

Léo Lince é sociólogo.

 

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28 de junho de 2007 at 12:47

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Uma das maiores do mestre

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Pra quebrar a rotina e presentear todos aqueles que visitam este modesto espaço uma amostra da poesia do maior compositor do século XX, Bob Dylan. A música, que pode ser baixada no link abaixo, chama-se SHELTER FROM THE STORM – ABRIGO DA TEMPESTADE do CD Blood On The Tracks de 1975. Aprecie com moderação.
 
 

SHELTER FROM THE STORM

‘Twas in another lifetime
One of toil and blood
When blackness was a virtue
And the road was full of mud
I came in from the wilderness
A creature void of form.
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm."

And if I pass this way again
You can rest assured
I’ll always do my best for her
On that I give my word
In a world of steel-eyed death
And men who are fighting to be warm
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm."

Not a word was spoke between us
There was little risk involved
Everything up to that point
Had been left unresolved
Try imagining a place
Where it’s always safe and warm
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm."

I was burned out from exhaustion
Buried in the hail
Poisoned in the bushes
An’ blown out on the trail
Hunted like a crocodile
Ravaged in the corn
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm."

Suddenly I turned around
And she was standin’ there
With silver bracelets on her wrists
And flowers in her hair.
She walked up to me so gracefully
And took my crown of thorns
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm."

Now there’s a wall between us
Somethin’ there’s been lost
I took too much for granted
Got my signals crossed
Just to think that it all began
On a long-forgotten morn
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm."

Well, the deputy walks on hard nails
And the preacher rides a mount
But nothing really matters much
It’s doom alone that counts
And the one-eyed undertaker
He blows a futile horn
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm."

I’ve heard newborn babies
Wailin’ like a mournin’ dove
And old men with broken teeth
Stranded without love
Do I understand your question, man
is it hopeless and forlorn?
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm"

In a little hilltop village
They gambled for my clothes
I bargained for salvation
An’ they gave me a lethal dose
I offered up my innocence
And got repaid with scorn
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm"

Well, I’m livin’ in a foreign country
But I’m bound to cross the line
Beauty walks a razor’s edge
Someday I’ll make it mine
If I could only turn back the clock
To when God and her were born
"Come in," she said
"I’ll give you shelter from the storm"

ABRIGO DA TEMPESTADE
Foi em uma outra vida
Uma de labuta e sangue
Quando trevas eram uma virtude
E a estrada estava coberta de lama
Eu cheguei do ermo
Uma criatura vazia de formação
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

E se eu passar por este caminho novamente
Pode descansar sossegado
Eu sempre farei o meu melhor para ela
Nisso dou minha palavra
Em um mundo onde morte tem um olho de aço
E homens estão matando para se manter aquecidos
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

Nenhuma palavra foi dita entre nós
Havia pouco risco envolvido
Tudo até aquele ponto
Foi deixado sem resolver
Tente imaginar um lugar
Onde é sempre seguro e aquecido
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

Eu estava queimado por exaustão
E enterrado no granizo
Envenenado pelos arbustos
E apagado na trilha
Caçado por crocodilos
Devorado pelo milho
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

De repente eu me viro
E ela está ali de pé
Com braceletes de prata nos seus pulsos
E flores em seu cabelo
Ela se chegou a mim tão graciosamente
E retirou minha coroa de espinhos
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

Agora existe uma parede entre nós
Algo se perdeu
Fiquei mal acostumado demais
Fiquei com os sinais cruzados
Só de pensar que tudo começou
Em uma longa esquecida manhã
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

Bem, o xerife anda sobre pregos duros
E o pregador cavalga um morro
Mas nada realmente importa muito
Somente a ruína é que conta
E o papa-defuntos caolho
Que sopra um corno fútil
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

Eu já ouvi bebês recém nascidos
Chorando como um pombo lamentando
E anciões com dentes quebrados
Largados sem amor
Se eu entendo a pergunta, cara
Será sem esperança ou desamparado?
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

Em um pequeno vilarejo no topo do morro
Eles apostam por minhas roupas
Eu negociei minha salvação
E eles me deram uma dose letal
Eu ofereci minha inocência
E fui pago com escárnio
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

Bem, estou morando num país estrangeiro
Mas qualquer dia cruzo a fronteira
A beleza caminha por um fio de navalha
Algum dia o farei meu
Se eu pudesse voltar o relógio
Para quando Deus e ela nasceram
“Pode entrar” ela disse
“Lhe darei abrigo da tempestade.”

 

Written by Página Leste

21 de junho de 2007 at 11:43

Publicado em Música

Falsificações: onde foi que erramos?

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No início desta semana ouvi muito rapidamente pelo rádio informações que davam os números da pirataria no mundo. Naturalmente não deu para ouvir e gravar detalhes das informações, mas do que consegui captar são números que assustam. Melhor ainda: são comportamentos que assustam.
Grosseiramente a coisa fica mais ou menos assim. No Brasil o produto mais falsificado é o cigarro. Na China os produtos eletro-eletrônicos, brinquedos e outras quinquilharias e no continente africano os remédios.
Não bastassem os reconhecidos malefícios que já esta provado que o cigarro provoca aos fumantes ativos e passivos, a situação fica mais alarmante pelo enorme quantidade de cigarros mal feitos, sem controle industrial adequado e com misturas de produtos que até Deus duvida. Se fumar os cigarros originais feito por empresas reconhecidas já é uma péssima escolha imagine, prezado leitor fumar sabe-se lá que tipo de substâncias tóxicas sem qualquer cuidado mínimo com o usuário.
Acho que deveríamos, inclusive, reservar da maior dos tributos que são cobrados das empresas fabricante e é muito imposto recursos para o sistema de saúde tratar das vítimas. Isso mesmo, vítimas, pois o cigarro faz mal a saúde e ninguém discute mais isso.
Se na China faz-se de tudo um pouco, desde que não seja o original, eles inundam os mercados paralelos do mundo inteiro com suas quinquilharias. Dão emprego ou subempregos aos montes para todos os seus chineses e nos damos os consumidores damos brinquedos, aparelhos eletro eletrônicos e até alguns produtos de alimentação de segunda. No caso desses produtos, nem todos tão viciantes quanto o cigarro, fica a nosso critério adquiri-los ou não.
Agora da notícia toda o que mais me incomodou foi à informação que remédios são falsificados no continente africano, como por aqui também. Acho isso o supra sumo do mau caráter. A que ponto pode chegar às ambições do ser humano: brincar de Deus e de Diabo decidindo a vida e a morte para milhares de pessoas em busca de lucro desonesto. Para as três categorias de falsificação que cito aqui, considero a mais grave e para a qual nenhum tipo de perdão pode ser dado. É preciso leis sérias e eficazes para desestimular quem queira ganhar dinheiro com um crime desses.
O problema também, caro leitor é lembrarmos de onde foi que também nos erramos. Onde isso tudo começou? Será que não fizemos vista grossa lá trás? Será que não fomos nós mesmos que estimulamos esses criminosos quando, por exemplo, compramos um perfume similar para enganar amigos e amigas como se fosse o original? Será que quando compramos aquele CD mais em conta não estamos fazendo o mesmo? Será que foi antes ainda, quando para substituir jóias que os bacanas podem usar e nós não, passamos a usar bijuterias?
Pois é. Uma porção de interrogações. Cada um responda como possa, mas acho que falsificar remédio, ou azeite misturando com óleo automotivo, razões suficientes para colocar esses assassinos na cadeia.

Written by Página Leste

18 de junho de 2007 at 17:24

Publicado em Educação

Assembléia popular aprova forma de regularização do Jd. da Conquista

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Conforme encaminhado na última reunião de lideranças, durante o mês de maio, o Conselho Gestor de Regularização do Jardim da Conquista promoveu assembléia aberta a todos os interessados no Céu São Mateus, domingo dia 10/06. Mais de trezentas pessoas compareceram.
Os organizadores, respeitando os procedimentos formais da assembléia, fizeram duas chamadas para registrar a presença das partes que compõe o conselho. Apenas um assessor da subprefeitura de São Mateus compareceu representando o poder público. Nenhum outro representante; da Prefeitura ou das secretarias afins, nem representantes da Cohab compareceram. Em compensação estiveram presentes o deputado federal Jose Genoino, o deputado estadual Adriano Diogo e o vereador José Américo, todos do PT, além de representantes de outros parlamentares.
Novamente, coube a Hamilton Clemente explicar a questão central do encontro; ou seja: os participantes da assembléia tomar conhecimento dos encaminhamentos e referendarem ou rejeitarem as propostas do Conselho.
De início Hamilton fez questão de lembrar que o conselho foi constituído por iniciativa e apoio da própria prefeitura e Resolo o que causa estranheza a ausência dessa parte na comissão tripartite em várias ocasiões, notadamente nesta. Hamilton lembrou da legalidade da assembléia.  “Não é justo toda essa mobilização e a falta de respeito da Cohab, Resolo, prefeitura e do gabinete para com o conselho e moradores. Fomos eleitos. Eles não aparecem e só vão falar os motivos para a gente quando juntarmos o povo do Jd. da Conquista e formos lá para a prefeitura. Não podemos continuar aceitando esse tipo de coisa”, reclamou. “Tudo que a prefeitura colocou aqui: as 144 ruas asfaltadas e o Ceu São Mateus, por exemplo, foi na gestão anterior que ainda construiu escolas, fez programas sociais com a comunidade participou ativamente inclusive no OP”.
Segundo Hamilton sobre as famílias que ficarão fora da primeira cota de 5800 lotes, a prefeitura no início respondeu que não sabia o que fazer. “Como não fazer? Tem dinheiro do Ministério das Cidades, do PAC e a Prefeitura tem mais de cinco bilhões de Reais investidos no Banco Itaú para as parcerias público-privadas; para urbanizar a Marginal e cobrar pedágio da gente. Para isso eles têm dinheiro, mas três milhões para o Conquista não têm”, falou sob aplausos. Para a liderança a Cohab disse ao Ministério Público que tinha em orçamento 30 milhões para gastar na regularização e melhorias do Conquista apenas para fugir de um eventual processo por conta de um Termo de Ajustamento de Conduta onde se a Cohab não regularizasse ela seria penalizada com multa
Pomo da discórdia
Na reunião de lideranças promovida pelo conselho gestor foi aceita a proposta de iniciar a regularização com 5800 lotes. “Mas, aceitamos caso existisse um novo TAC onde se fizesse constar que também seriam iniciadas as obras de canalização, coisa que três milhões resolve”, sustenta Hamilton. Para ele a proposta ainda sugere a criação de um fundo com o dinheiro que os primeiros mutuários fossem pagando a Cohab para benfeitorias no próprio bairro.
Se o Conselho Gestor e os representantes da Cohab estão em acordo com relação aos números e as etapas estão em desacordo com relação ao inicio das obras nos córregos; no aporte de recursos que existem na prefeitura e na assinatura de um novo contrato.
Por aclamação, com poucas abstenções Hamilton aprovou a proposta onde o Conselho Gestor aceita as primeiras regularizações: 5800; depois 1700, depois 1200.
Hamilton Clemente ainda criticou o fato de representantes da Cohab terem recebido em reunião as portas fechadas promovida com a presença do vereador Gilson Barreto e para a qual não foram convidados representantes do Conselho. O que não é toda a verdade.
Para a reunião no gabinete do prefeito foram convidados membros do conselho gestor sim, principalmente aqueles que estão na cota do poder público dentro da comissão tripartite. Outra informação dá conta de que após a reunião no gabinete, membros do conselho gestor tiveram uma outra reunião com a Cohab onde o diretor Valter Abrahão avisou que não viriam a assembléia, pois consideram o assunto resolvido, portanto, alguns dos participantes da assembléia diante das acusações de ausência da Cohab poderiam ter explicado que já haviam avisado.

Lideranças apóiam encaminhamentos do Conselho Gestor

 
 Diversos membros do conselho referendaram publicamente o encaminhamento feito pelo orador.  Alguns parlamentares estiveram presentes ao ato e expressaram apoio a proposição do conselho.
O vereador Zé Américo observou a proximidade das duas propostas, entretanto, registrou sua desaprovação a atual gestão que retém 5, 4 bilhões de Reais aplicados no sistema financeiro quando são recursos que tem que ser usados nas obras e manutenção da cidade. Confiante, o vereador insiste em que não existem tantas dificuldades para a regularização do bairro. Por fim, comprometeu-se a retomar as conversações com a direção da Cohab no sentido de tentar convence-los sobre a oportunidade da proposta do Conselho Gestor.
O deputado Adriano Diogo levantou suspeita sobre uma possível proibição para que a Cohab participasse da assembléia, chamando de gente ruim aqueles que proibiram os representantes da Cohab de comparecerem a assembléia. “Por acaso essa multidão toda aqui não é uma reunião oficial”, perguntou. Disse ainda que é fácil fazer a regularização, mesmo para uma parte do que se consideram moradores de área de risco. “Fazer uma canalização ou um muro de arrimo pode resolver vários casos. Isso é pouco dinheiro”, registrou. “Não é proibindo a Cohab de participar que se governa e não há motivo para os moradores continuarem na situação irregular. A razão disso tudo, segundo o deputado é que a atual gestão governa para os ricos, finalizou.
Único representante do governo a fazer uso da palavra, o assessor da subprefeitura de São Mateus, Ezaltino do Nascimento não era verdade que alguns oradores falaram de que a subprefeitura estaria distante das reivindicações do povo. Decidido disse que o gabinete local nunca deixou de tentar atender toda e qualquer reivindicação ou pedido que lhes foi feito e que estão presentes nas diversas reuniões.
Já o advogado Jurandir Nunes se colocou a disposição do conselho gestor para colaborar como advogado. Para o advogado o direito a moradia regido pela Constituição Federal já é um direito de todo povo do Jardim da Conquista. “O documento, apesar de importante é até de menos, mas vamos atrás dele de qualquer forma”, finalizou.

Written by Página Leste

18 de junho de 2007 at 17:22

Publicado em Notícias e política

Vereador faz reunião na Prefeitura sobre o Jd. da Conquista

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O vereador Gilson Barreto, conforme o prometido foi recebido junto com lideranças do Jardim da Conquista pelo prefeito Gilberto Kassab para discutir a situação da regularização do local, dias após a realização de uma reunião de lideranças promovida pelo Conselho Gestor de Regularização.

Depois de recepcionado pelo prefeito a reunião continuou com o Secretário Municipal da Habitação e presidente da Cohab Orlando de Almeida Filho, pelo diretor comercial e social da Cohab, Walter Abrahão Filho outros diretores e assessores.
O vereador fez uma ligeira apresentação das lideranças que o acompanharam na visita e uma breve história do começo do Jardim da Conquista. “As primeiras famílias que chegaram tinham sido desalojadas de outro local". Na época, ainda segundo o vereador, não foi possível fazer o loteamento. “Agora sei que é vontade da atual direção da Cohab e principalmente do prefeito Gilberto Kassab resolver esse problema”. Para o vereador existe vontade política, entretanto criam-se obstáculos, pois se espalham boatos que famílias serão desalojadas:  referindo-se as pessoas que, por conta da necessidade de se canalizar os córregos Mombaça e Caguassu, terão que ser removidas. Falou de boatos, sem precisar quem seriam seus autores.
O objetivo da comissão era convencer o prefeito, secretários e a direção da Cohab a promover a regularização, canalizar os córregos e iniciar a comercialização dos lotes a preços suportáveis para as respectivas famílias. Em seguida falou o secretário de Habitação reafirmando a vontade do prefeito em promover a regularização.
Nos detalhes falou o diretor da Cohab, Valter Abrahão Filho que disse estar cuidado pessoalmente do processo e que o Jardim da Conquista já foi palco de várias obras. Disse que estava às vésperas de regularizar vários lotes começando com 5800. Com a receita proveniente dessa regularização fará as obras necessárias como a canalização do córrego para regularizar mais 1700.
Valter ainda explicou que apenas os casos das ocupações em locais de risco é que terá um tratamento diferenciado, visto que, por conta da legislação existente, a prefeitura não pode regularizar. Nesse caso a Prefeitura oferecerá alternativas para os moradores.
“A regularização do Jardim da Conquista é bandeira do prefeito Gilberto Kassab. No final de 2005 percebemos que a Cohab tinha uma gleba tão grande e que a situação não estava boa nem para a Cohab e nem para as famílias. As famílias têm a propriedade e precisam de documentos em seu nome”, reflete. “De imediato podemos assinar contrato com cada uma das famílias desses primeiros 5800 lotes, fazendo um cadastro e negociando para que se resolva essa situação que se arrasta por 17 anos”, enfatizou o diretor. “Desejo também que cada um de vocês tenha o documento em seus nomes com prestações que caiba no orçamento de cada família. O objetivo é ter uma prestação baixa e justa. Começaremos com 5800 lotes  que não é pouca coisa e vamos cadastrar corretamente para evitar injustiças", argumentou.
O secretário ainda teve oportunidade de explicar que a lei atual determina que não sejam construídas, portanto impossíveis de serem regularizadas, moradias há menos de 100 metros de distância dos córregos e rios, o que está longe de ser a situação observada nas ocupações irregulares. Um novo projeto de lei está para ser aprovado que encurta esta distância para apenas 15 metros. Com a nova situação muitas moradias, principalmente do Jardim da Conquista poderão ser regularizadas.
Registre-se que essa proposta de regularização por etapas foi aceita pelo Conselho Gestor com apenas um adendo. O Conselho Gestor quer que a Prefeitura se comprometa assinando junto ao Ministério Público um novo TAC Termo de Ajustamento de Conduta onde se compromete com prazos para todas as etapas.
Ainda durante a reunião no gabinete do prefeito, o representante da Cohab pediu apoio dos presentes para que se defendesse nas próximas reuniões do Conselho Gestor a posição expressada, o que não seria nenhuma dificuldade, visto que durante a assembléia aberta do Conselho Gestor, (vide matéria ao lado) no domingo, dia 10/06 as propostas seriam as mesmas.

Written by Página Leste

18 de junho de 2007 at 17:20

Publicado em Notícias e política