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Espaço de observação comprometido com a cidadania.

2007: economia sustentou o governo Lula

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Olhando para a economia nacional, o ano de 2007 foi muito positivo para o Brasil. O resultado final do crescimento do PIB ainda não foi divulgado, mas as estimativas mais rigorosas já são de algo em torno de 5% em relação ao ano de 2006, podendo até ser maior. A taxa básica de juros (Selic) ainda é muito alta, entretanto, em termos reais é a menor dos últimos 30 anos e a mais baixa da história. Atingindo a menor taxa, desde que começou a ser medido pelo IBGE, o desemprego dever fechar na casa dos 7% da população economicamente ativa. O reflexo desta situação pôde ser visto nas vendas de Natal com o comércio varejista projetando um crescimento recorde de cerca de 10% em relação ao ano anterior. Conclusão: o melhor Natal dos últimos 10 anos.
É essa economia que sustenta a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também fechou o ano com aprovação recorde, em um patamar superior aos 60%, o mesmo capital político que conquistou durante a reeleição quando disputou com Geraldo Alckmin (PSDB).
Quando falamos em taxas, parece que estamos falando de fantasmas, além do que, o Brasil já cresceu bem mais em outras ocasiões sem que isto tivesse revertido em benefícios para a população mais pobre e carente. Essa é a diferença agora. Em números reais, o fato é que, desde a posse de Lula em 2003, 20 milhões de brasileiros migraram das classes D e E da população para a C. Continuam pobres, mas já não são miseráveis. O aumento de crédito tem deixado os brasileiros endividados, mas tem permitido aos mais pobres o acesso a bens de consumo que eles não teriam de outra forma. É um salto no nível de vida dessas pessoas. Segundo o comércio, nunca se vendeu tanto eletrodoméstico, computador e até mesmo automóvel no país como em 2007; movimento para cima que se deve em boa parte à política de estímulo ao crédito do governo federal.
Mesmo assim há dois tipos de crítica que se pode fazer à política econômica de Lula. Para os tucanos, o país está perdendo uma série de oportunidades porque poderia crescer muito mais se aplicasse à ferro e fogo o receituário neoliberal e a “boa gerência” que para os tucanos se traduz em mais privatizações, corte de gastos sociais, diminuição do tamanho do Estado e uma gerência mais rígida das contas públicas. O PSDB ainda sustenta que o governo vai bem, mas que não é por méritos próprios e sim porque a economia mundial vive um momento excepcional, um argumento duvidoso e estranho uma vez que o Brasil não se abalou com a crise que atingiu o capitalismo mundial em agosto, a partir das hipotecas de alto risco, as chamadas subprimes. Desta vez, diferente do que pregavam os tucanos, o Brasil não foi nem de perto afetado pelo mau humor dos mercados financeiros.
Na outra ponta, a crítica da esquerda radical ao governo federal parte do pressuposto diametralmente oposto ao dos tucanos e dos democratas do DEM. Para o pessoal do PSOL, PSTU e mesmo parcela do PT, o pecado de Lula é manter o modelo herdado de Fernando Henrique, o que é parcialmente uma verdade. O grande problema desta crítica é não apresentarem alternativas ao que vem sendo feito. Dívida externa e rompimento com o FMI já foram resolvidas pelo atual governo que já pagou o que devia ao Fundo e ao Clube de Paris rompendo, sem nenhum problema, os laços com o FMI. Além disso, é sabido que a dívida externa é quase toda ela da iniciativa privada e não mais do governo. Sobre a dívida interna, esta, sim, um grande problema não se ouve palavra dos críticos à esquerda.
Já na grande política nenhuma grande novidade, o governo ampliou sua base no Congresso formando uma maioria nem sempre estável, como ficou provado na única votação que de fato importava: a prorrogação da CPMF. É bem verdade que nem o governo se esforçou tanto, pois a perda do imposto do cheque deverá ser compensada com o aumento de impostos e cortes no Orçamento dos próximos anos. Aparentemente a aposta desse governo são os vários PACs, que significam obras a rodo, com foco na infra-estrutura que permita o crescimento econômico do país. Se o cenário internacional não mudar, nada indica que o presidente veja diminuída sua popularidade com alguma chance até de fazer o sucessor. Por enquanto, especialmente após o resultado do plebiscito venezuelano, a hipótese de um terceiro mandato, sempre negada pelos arautos do governo está descartada, mas poderá voltar à tona se nenhum nome do PT se firmar com condições de vencer em 2010. Fora isso, uma árdua caminhada rumo a uma candidatura parcialmente de consenso na base aliada.
No campo da oposição o destaque foi a firme atuação do DEM, que comandou o movimento contra a CPMF em meio aos vacilos do aliado PSDB. Ao lado do PSOL à esquerda, o DEM vai se firmando como partido de oposição apesar de já ter perdido vários parlamentares para a base aliada. O problema do DEM é a falta de uma liderança popular expressiva com viabilidade em uma eleição presidencial. O problema do PSOL, ainda em fase de crescimento é a demasiada dependência da liderança de Heloisa Helena, que tem se posicionado de forma bastante autoritária dentro do próprio partido. (JMN)

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31 de janeiro de 2008 at 8:27

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São Paulo: uma cidade complexa, mas atraente

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Tudo em São Paulo, a cidade, é de arrepiar. Os números sempre impressionam somente em automóveis a frota ultrapassa 4 milhões mais meio milhão de motocicletas. Se saírem simultaneamente o engarrafamento será como uma cena de fim-de-mundo.
São também quase 11 milhões de habitantes; seres humanos respirando, produzindo lixo em quantidades astronômicas, consumindo. Alguns produzindo outros tantos parasitando. São crianças, jovens, adultos e muita gente na terceira idade. Uma das maiores metrópoles do planeta que apresenta desafios diários e constantes, notadamente desafios sociais e ambientais.
A contagem de moradores de rua feita com alguma regularidade já indicou acima de 10 mil moradores em situação de rua só no centro expandido da cidade. Desempregados também são muitos embora o índice de desemprego venha caindo paulatinamente no governo do presidente Lula como resultado da pujança econômica verificada no país.
A cidade de São Paulo já foi destino de muito brasileiros em todas as épocas. Para cá vieram e foram bem recebidos nortistas, nordestinos, sulistas. Gente do centro ou dos cantos do Brasil para cá se dirigiram em busca de oportunidades que a cidade desenvolvida economicamente oferecia. Foram diversas geração de trabalhadores que fizeram seus pés-de-meia e constituíram famílias inteiras nesta cidade. Para alguns em meados do século passado as coisas eram mais fáceis e, com vontade e determinação se conseguia alguma coisa. Para outros as épocas mais recentes é que foram melhores.
Do ponto de vista do desenvolvimento industrial é certo que foram nos anos 60 e 70 que o maior desenvolvimento se verificou, depois dessas décadas as principais oportunidades eram no setor terciário de comércio e serviços. Atualmente algumas regiões da cidade têm um perfil todo ajustado para serviços, tanto é assim que indústrias e mais indústrias saíram da cidade em busca de maiores benefícios e incentivos frutos da guerra fiscal que viveu períodos de grande intensidade até que fosse regulada parcialmente pelo governo.
Um fenômeno recente tem se verificado que é a saída de pessoas que moravam e trabalhavam na cidade para o interior do estado ou outras regiões do país e é bom que assim seja, pois se trata de um sinal que existe possibilidade e algum vigor econômico em outras regiões do país outro fenômeno recente.
Entretanto continua chegando gente e mais gente na cidade. Parte delas expulsa economicamente de regiões que em virtude de um desenvolvimento desigual aportam na cidade das oportunidades. Todos são bem recebidos e nenhuma restrição é feita, entretanto as oportunidades estão cada vez mais escassas e o destino de vários migrantes não são dos melhores.
É daí que vem a ocupação desordenada e depauperada do solo urbano. Crescem as favelas, ocupações irregulares e a formação de cortiços com famílias inteiras. Cresce também as ocupações irregulares em busca de trabalho e renda transformando o que poderia ser o oásis no deserto em caldeirão de problemas.
São muitos e intensos os problemas da cidade. Devastação vegetal, poluição de rios e córregos, violência, tráfico de drogas, ignorância, falta de educação. Trânsito caótico, consumo desenfreado e produção de lixo em quantidades astronômicas. Se São Paulo tem de tudo, mas não está ao alcance de todos, também tem problemas que afetam grandes contingentes da população diretamente e as outras indiretamente. Trânsito e enchentes, por exemplo, é possível que atinja a todos; uns mais gravemente e outros nem tanto, mas que é um problema da maioria isso é.
São 454 anos dos quais quase 60 de desenvolvimento acelerado e não planejado. De riquezas que fica nas mãos de poucos e de mazelas para a maioria. Isso é São Paulo e para quem é daqui nenhuma novidade. São Paulo, entretanto, tem uma aura, uma magia, um encontro da Avenida Ipiranga com a Avenida São João que só os poetas podem descrever com alguma beleza porque, a leitura economicista e sociológica da cidade apontam para uma coisa mais sombria. São esses os encantos da cidade: alguns a odeiam profundamente, outros a adoram, mas a maioria tolera, vive, se reproduz nessa grande cidade.

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31 de janeiro de 2008 at 8:25

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TV poderia insistir em campanhas por bons modos

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Recentemente escrevi aqui neste espaço sobre a falta de educação das pessoas e destacava que quanto mais carente o local, mais o problema saltava aos olhos. Fui cumprimentada pela coragem e pela assertiva na abordagem que lembrava que falta de modos perpassa as várias classes sociais, mas que tínhamos um olhar paternalista para quando essas coisas acontecem junto às classes mais desfavorecidas. Insistia, naquele texto, que não estava correto continuar a passar a mão na cabeça das pessoas perdoando toda e qualquer falta de modos.
O duro é ter que voltar ao assunto, que parece não vai ser resolvido tão já e, mais, parece que vai persistir. A falta de educação continua e insiste em agredir os sentidos de quem é obrigado a viver em sociedade com gente que não sabem faze-lo.
Desta vez não está somente nas classes populares e até é comum nos aspirantes à classe média ou classe alta. Apesar das posses e recursos que podem dispor seja lá por que métodos tenha sido ainda encontro péssimos exemplos por todo canto. Outro dia estava parada no trânsito em uma grande avenida e de dentro de um carro à minha frente; desses que não custam menos de R$ 45 mil, ou seja, não é para qualquer um, o motorista não teve a mínima cerimônia em juntar e amassar muito mal amassados vários panfletos que estavam; segundo o que deveria estar passando na cabeça dele: sujando o seu carro. Pois bem, o ‘Malamané’, que pensa ser malandro, mas é mané jogou tudo no chão. Como estava mal amassado, ao caírem, os panfletos se separaram espalhando “ofertas” por todo o chão.
Me contive. A vontade era dar uma longa e sonora buzinada para ver se o Malamané se tocava da sua ação completamente reprovável. Será que ele não sabe que papel é reciclável e que o papel é resultado de árvores tombadas? Conhecer o carro do ano ele conhecia, inclusive ele cuida bem porque não deixa sujeira dentro dele, mas os bons modos, isso ele não conhece.
Pois bem, comportamentos desse tipo repetem-se quase todos os dias e vêm de pessoas que à priori deveriam ter alguma formação. Mas embaixo, com quem tem pouca ou nenhuma informação o que encontramos então? Outros tantos exemplos de como não conviver em sociedade e aqui tão grave quanto os panfletos lançados fora do carro.
Dezenas de reportagens têm sido feitas pela Gazeta de São Mateus que envolviam a existência de lixos e entulhos jogados nos lugares mais inadequados. Na maioria das vezes, tenho de reconhecer, a prefeitura, através das subprefeituras têm, após a reclamação do munícipe ou da divulgação da reportagem providenciado a limpeza e a remoção do lixo ou do entulho para um local mais adequado.
O duro é constatar que em pouquíssimo tempo depois, muitas vezes, o local que foi limpo pela Prefeitura volta a ser ocupado por lixo doméstico ou entulho. Quem colocou lá, com certeza, não foi à prefeitura. Foram, de novo, os munícipes, na maioria das vezes, moradores do próprio local. Os locais escolhidos são, quase sempre, os mesmos: terrenos baldios, terrenos públicos, cabeceiras de rios, córregos, ao lado dos muros de equipamentos públicos e por ai vai.
Fica na compreensão das pessoas de que o lixo não estando na sua porta ou dentro do seu carro, no caso acima, tudo bem, pode ficar na frente da casa do outro ou nos espaços públicos que é de todo mundo, mas não é de ninguém. Gente que age assim é daquele tipo que acha que pode escutar suas músicas a qualquer horário, no volume que quiser porque está dentro da sua casa. O que ele não entende ou finge não entender é que a casa dele está dentro de uma rua que, por sua vez, está dentro de um bairro, que por sua vez, está dentro de uma cidade, que por sua vez, para encurtar o rosário está dentro do planeta que é de todos e que, sem regras respeitosas de convivência é o que vemos: ignorância e falta de modos por toda parte.
São aquelas mesmas pessoas, desde os pobres até os classe médias que dizem “a rua é pública” para justificar travessuras de crianças, adolescentes, jovens e até adultos em praça pública.
A minha opinião que já sei, é compartilhada por muita gente, mas muita gente mesmo, ainda é um pingo no oceano. Os córregos continuarão sendo os destinos de sacos inteiros de lixos domésticos que, se fossem reciclados, diminuiria sensivelmente os aterros nas grandes cidades. A prefeitura, quando está operante ou é lembrada pelos munícipes ou pelas reportagens vai limpar a avenida por onde passam os carros de luxo. Vai também recolher os restos dos córregos e bueiros. Vai também recolher as milhares de embalagens pet dos refrigerantes que insistem em aparecer boiando pelas ruas durante a enchente.
Mas ainda é pouco. Se não houver uma insistente e competente campanha, principalmente nos canais da televisão aberta, que são concessões do governo, para educar e educar e educar o povo a situação vai continuar a mesma.
Apesar da resistência dos grupos que controlam as comunicações, o governo tem que interferir nas programações criando e exigindo que a TV lembre os espectadores, muitas vezes ao dia, da necessidade de que todos tenham educação suficiente para ajudar a preservar o que é coletivo; produzir pouco lixo reciclá-lo e não jogar o que sobra em qualquer lugar.
 

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31 de janeiro de 2008 at 8:24

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Câmara debate projeto que visa desenvolver a Zona Leste

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A Frente Parlamentar Pelo Desenvolvimento da Zona Leste, composta de 17 vereadores de diversos partidos, promoveu no dia 6, na Câmara Municipal, uma plenária para discutir o projeto de lei no 746/07, do Executivo que modifica alguns pontos da Lei 13.833/04, criada na gestão Marta Suplicy, que cria incentivos fiscais às empresas que queiram investir e gerar empregos na Zona leste.

O projeto de lei foi apresentado oficialmente pelo prefeito Gilberto Kassab, no dia 25 de outubro, no auditório da subprefeitura de Itaquera e chegou para apreciação dos vereadores logo depois. A iniciativa do debate partiu do presidente da Frente, vereador Paulo Fiorillo (PT) que avisou que aquele era o primeiro de vários debates que serão promovidos antes da votação.

Representando a Câmara estavam também os vereadores Chico Macena e Senival (PT); Cláudio Prado (PDT); e Gilson Barreto (PSDB). Para falar sobre o projeto de lei, representando o Executivo estiveram na mesa o assessor do prefeito e membro do Comitê de Desenvolvimento do Município, José Alexandre Sanches; e o assessor da Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLA), Nivaldo Bósio.

Sanches explicou o projeto de lei encaminhado à Câmara. “Havia necessidade de uma lei atualizada de incentivos e estamos propondo esta para atrair investimentos na zona leste e criar também conjuntamente uma política de capacitação de mão-de-obra. Em uma área próxima ao Metro Itaquera será instalada uma FATEC e uma escola do Senai”, esclareceu. Para ser aprovado o projeto terá de passar pelos critérios estabelecidos por um pequeno comitê executivo e terá como eixo principal a geração de novos empregos.

Os incentivos a que se referia o assessor serão concedidos em forma de descontos no ISS, no IPTU devido e no ITBI (Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis). O investimento mínimo de acordo com o projeto de lei é de R$ 50 mil e os incentivos podem chegar a 60% para indústrias e serviços e até 40% para comércios, resumiu o assessor.

O vereador Chico Macena criticou o projeto tal como ele se encontra, principalmente no que diz respeito à diminuição da área de abrangência que privilegiou a área de Itaquera. A área representa apenas 10% da área que era abrangida na lei anterior. Perguntou também sobre que tipo de atividade seriam ali instaladas e se gerariam os empregos em quantidades que justificassem o projeto. A resposta do assessor indicava que primeiro é preciso abrir a possibilidade das empresas se interessarem por se instalarem na zona leste para na analise dos projetos ver se ele contempla a ampliação das vagas.

Por parte da platéia ficou a lembrança de que teriam que ser contempladas as empresas já instaladas e o assessor respondeu positivamente para os casos em que os projetos gerem, de novo, novas vagas. Indagado sobre, uma possível, micro guerra fiscal entre as regiões de toda São Paulo que poderiam reivindicar incentivos iguais, José Alexandre respondeu que a atual administração tem intenção de adotar o mesmo procedimento em outras regiões.

Na condição de coordenador dos trabalhos, o vereador Paulo Fiorillo sistematizou os questionamentos e as respostas e deu por encerrada a primeira plenária para discutir o projeto de incentivo fiscal para a zona Leste.

 

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17 de novembro de 2007 at 13:22

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Diretoria da Associação se queixa de oportunismo político

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Estivemos mais de uma vez no gabinete do Gilson Barreto para se somar conosco no Conselho para trabalhar junto, convidamos oficialmente para tomar parte e se posicionar. Ele nunca foi. Dizia que não ia ao Conquista para não ser trucidado. Ele acha que a gente bate forte.

 

A diretoria está aberta às divergências durante a campanha tínhamos três chapas. A associação hoje não é mais uma locação de assessores políticos. As portas estão abertas para as lideranças, independente de quem eles apóiem.

 

Para comemorar o 18º aniversário do bairro, a Associação dos Moradores do Jardim da Conquista realizou uma festa no dia 20/10 na Travessa Noite Cheia de Estrelas com Travessa Três Pingos d´Água, próximo a Igreja São Miguel, entre os atrativos estava sendo sorteada uma bicicleta, através de preenchimento de um cupom que deveria ser colocada nas urnas durante a festa.

 

A diretoria da Associação dos Moradores do Jardim Conquista que comemorou recentemente o seu 18º aniversário de fundação visitou a redação para informar que a comunidade está contente com a assinatura dos contratos com a Cohab que darão futuramente a posse definitiva de seus lotes no bairro.

Estiveram presentes o presidente Laércio José de Souza e os secretários José Milton Nunes e Deise Aquiles que foram eleitos em votação aberta e tomaram posse no dia 9 de setembro último. Eles também participam do Conselho Gestor de Regularização formado especialmente para acompanhar todo esse processo.

Segundo Laércio explicou as primeiras parcelas começaram a ser pagas a partir de 10 de novembro e as parcelas terão reajustes anuais pelo índice da Fipe – Fundação de Pesquisas Econômicas da USP. Os valores são diferentes a depender de onde estão os lotes. Na avenida principal Somos Todos Iguais o valor a ser pago será de R$ 107,46 por metro quadrado. Para o pagamento à vista haverá um desconto de 15% sobre o valor total, mas os lotes podem ser pagos em até 100 prestações. Ainda segundo Laércio a média dos preços está em R$ 5 Mil; nas áreas mais nobres podem chegar a 8 ou 12 Mil reais. Para exemplificar cita que a área onde está localizada a associação alcançou o valor de 18 Mil Reais. Nesse caso a direção da associação está negociando com a Cohab a cessão de posse definitiva gratuitamente.

Para Deise Aquiles foram 5536 lotes regularizados nesta primeira etapa. Estão previstas mais duas etapas que vão ser as áreas de risco e fundo de vale em algumas partes onde está previsto a extensão da Jacu Pêssego. Por enquanto a Cohab ainda estuda os casos onde houve por parte dos ocupantes contestação sobre as metragens. A Cohab e a Resolo estão avaliando esses casos. Ainda segundo Deise, a Cohab se comprometeu a chamá-los para tratar das outras etapas.

Mas como quando se trata de Jardim da Conquista nem tudo são flores, a atual direção da entidade reclama das eventuais iniciativas paralelas que são feitas por algumas lideranças, inclusive algumas que estiveram em outras diretoria da entidade que acabam dividindo e criando confusão no seio da comunidade. Deise chega a citar Tauá, Dona Vera, Reis e Luiza como algumas pessoas que estão se comportando dessa forma. “Apesar de convidados não participaram nem da comemoração de aniversário da associação”, reclama, mas insistindo que a diretoria quer a colaboração deles. Para a diretoria interesses partidários de algumas lideranças acabam interferindo na possibilidade de um trabalho conjunto.

Queixa mesmo sobrou para o vereador Gilson Barreto, cujos apoiadores andam espalhando que a regularização, que a propósito nem está acontecendo agora, seria obra do vereador. O que eles dizem efetivamente é que em mais de uma ocasião o que se viu foi o vereador querendo pegar carona na janelinha num trem que já estava andando. Para justificar a insatisfação, Deise informa que o plano de trabalho já estava fechado com a Cohab desde 2004. “Ficamos chateados sim com essa tentativa de pegar ganho nessa luta para se auto promover. O vereador poderia estar trabalhando junto com a associação. Agora se aproveitar da luta dos outros é errado”, sentencia. Para completar falam do comportamento exemplar que o deputado estadual Adriano Diogo tem tido com a luta daquelas lideranças, para evidenciar dois formas diferentes de atuar.

A diretoria ainda lembra que sem o Conselho Gestor que foi constituído em fevereiro de 2007, a não ser que ele seja destituído, nem o prefeito pode assinar a regularização. “Precisa da aprovação do Conselho”, enfatizam.

Os preços, em 2004 eram diferentes. Saia em 66, 46 o m2 em 2004 em assembléia com a população em 12/12/04 dentro da Escola Carlos Correia Mascaro. Aumentou depois de três anos. Aumento de 80%. Agora com juros e correção, antes seria só com correção monetária. Pelos cálculos é ate vantajoso para parcelas alongadas. Teve muito aumento. Isso não tem nada a ver com o GB.

Ainda não estamos na fase de regularização, diz presidente da associação

Laércio explica que existe um TAC Termo de Ajustamento de Conduta. O Ministério Público que acompanhou a celebração desse termo opinou por um Contrato de Cessão de Posse com opção de compra. Por sugestão defendida pelo MP o que ser receberia pela aquisição dos lotes deveria ser aplicada em obras. “Estamos pagando as obras de melhorias que já foram embutidas no valor. A regularização é posterior. No site da prefeitura, por exemplo, tem uma matéria com o título ‘Sai à regularização do Jardim da Conquista’. Não é verdade. É propaganda enganosa. Não saiu a regularização porque ainda estamos montando o plano urbanístico do bairro que precisa ser aprovado para depois regularizar. O prazo dado pelo MP é até 2009”, esclarece.

Segundo o presidente da associação outra informação pertinente é o aumento de preço que houve desde a assembléia realizada em 2004 com a população na Escola Carlos Correia Mascaro. “Houve um aumento nos preços dos lotes na ordem de 80%. Antes era só correção monetária agora temos também juros. Antigamente os preços do metro quadrado não atingiam 70 Reais”, esclarece.

O que pretende a diretoria com o ânimo renovado

Indagados a respeito os diretores informaram que a associação mantém abertas suas portas e a cada 15 dias realiza chá com bate papo onde podem ocorrer palestras, dinâmicas diversas, bingos, etc. Buscam ainda ampliar a cota de leite e até mesmo o tradicional sopão deve voltar. “Vai depender da regularização dos documentos recentes da associação que deve acontecer nos próximos dias”, explicam.

A associação do Jardim da Conquista, a exemplo de outras entidades vem mudando o seu perfil. Se num tempo não muito distante a associação estava envolvida em lutas reivindicatórias agora ela está mais assistencialista embora ainda precisem lutar pela instalação de uma lotérica ou agência bancária; grandes ausências do bairro.

Devido à intensa ocupação do seu espaço, não se preservou espaços públicos para equipamentos públicos e é com essa realidade que aquela comunidade tem que conviver embora entre outras tarefas a associação se debruce sobre alternativas para essa situação. “O Jardim da Conquista se iniciou com uma ocupação, com algum planejamento, entretanto com o passar do tempo começaram a ocorrer uma série de invasões que inviabilizou a reserva desses espaços”, esclarecem ao mesmo tempo em que lembram de um pedaço de fundo de vale que foi aterrado recentemente, mas que de uma hora para outra começaram a construir novamente no local.

Outra observação é que não se sabe ao certo o número de habitantes do Jardim da Conquista, entretanto, especulam algo em torno de 55 mil, o que só o censo oficial poderia confirmar. Ao final reconheceram a cobertura honesta e isenta que o jornal Gazeta de São Mateus tem dado às questões do Jardim da Conquista.

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17 de novembro de 2007 at 13:19

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Educação social transformadora é tema de palestra no CEU São Mateus

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O Céu São Mateus reuniu na manhã do dia 10/11, centenas de participantes na palestra feita pelo professor Demerval Correa de Andrade do Instituto Argumentos Ciência e Cultura numa iniciativa consorciada com a EcoUrbis envolvendo a temática da educação ambiental.
O evento, entretanto tomou um rumo mais geral diante da bem humorada e consiste palestra. Logo de início o palestrante lembrava que a existência de equipamentos culturais por si só não é suficiente para que a cultura se propague. É preciso bem mais ter animação cultural, formação e atitude para se criar algo novo e melhor. Aprender a aprender foi o toque da caixa da palestra.
Segundo diagnóstico do palestrante, vivemos numa era de consumismo exacerbado. “As crianças desde sendo vão sendo preparadas para serem consumidores e pressionam os pais para isso. A mídia envolve as crianças e jovens fazendo-as consumidoras em potencial”, esclarece. Diferente do consumo necessário para a subsistência de cada um, o consumismo é uma coisa diferente levando ao desejo por coisas que, de fato, nem precisamos. A isso o professor chama de consumismo. “As crianças parecem que foram mordidas pelo grande vampiro da ideologia do consumismo e o valor das pessoas passam a ser aquilo que tem e não aquilo que são”, considera.
De acordo com a palestra até as pessoas boas não valem tanto quanto a outras que ostentam posses. Esse seria um outro desdobramento do atual estado das coisas.
Até mesmo na educação a ideologia dominante opera na mesma direção. Cria necessidades de formações muito específicas, utilitárias em detrimento do conhecimento mais acadêmico e humanista. Tanto é assim que, segundo o professor, basta constatar como as matérias de exatas e biomédicas se destacam com grandes saltos tecnológicos em detrimento das ciências humanas.
O professor comenta que quase o mundo inteiro é assim. É a supremacia do neoliberalismo. O Brasil se envolve em tudo isso até mesmo porque é um mercado desejado por todos os interesses nacionais. “Se eles podem vender um carro de luxo para algum comprador brasileiro eles podem vender quatro celulares para quem não tem grandes posses”, explica como o capital se aproveita das frestas, inclusive da divisão acentuada entre as classes no Brasil. “É uma coisa séria jogamos lixos nas ruas, nas atmosferas, interferem na educação, na cultura e os pais e mães que se virem”, alerta. Para o professor é preciso mudanças radicais de atitudes e hábitos arraigados há muito tempo, mas essas mudanças não se operam da noite para o dia. “É um processo permanente. Precisamos mudar a nos mesmos, antes de colocarmos em prática a educação social transformadora no seio da sociedade onde atuamos”, parece apontar o palestrante.
O palestrante também disse não concordar com o autoritarismo nem com o neoliberalismo da maneira atual. “Queremos que as pessoas sejam mais verdadeiras ao se expressarem”. Do jeito que as coisas estão delineadas no Brasil determinadas pessoas, apesar de terem muito dinheiro ainda são pessoas pobres e como tal ficam mais vulneráveis ao bussines. “Quanto mais vazio o ser humano, mais vulnerável ele está às drogas; sejam as drogas mesmo, sejam os produtos culturais e a educação empobrecida e parcial que recebem”, considera. Para o palestrante o descuido de pais e responsáveis nessa disputa pelos filhos para o consumismo pode ser fatal. “Precisamos estar atentos à qualidade da educação ampla, humanitária, cidadã. E cobrar qualidade nos serviços que nos são devolvidos pelos impostos que pagamos”, emenda.
Palestrante responde as perguntas da platéia
Aberta a participação da platéia o professor Demerval lembrou que no processo da educação social transformadora não basta apenas à teoria e reiterou que as mudanças são lentas. Citou o exemplo de uma casa comum onde se chama o marido e provedor de chefe e se reserva às filhas a obrigação com a casa enquanto o filho pode sair para jogar bola. “Reparem que, em geral, a família entra em polvorosa quando a mãe fica adoentada uma semana”, arrancando gargalhada da platéia. “Essa é uma relação equivocada, que precisa ser mudada e é a que está mais próxima da gente”, reflete. “Como fazer então para mudar a partir daí”, indagou. Lembrou também que têm que ser ensinada as crianças pequenas o amor e que as manifestações iniciais das crianças são em busca de prover suas necessidades.
Como alternativa a uma vida fadada à inércia e a morte, o professor diz que precisamos colocar alternativas agradáveis, prazerosas, mas também objetivas e humanitárias.
O palestrante ainda indicou que não basta uma boa formação técnica ou universitária sem uma formação afetiva, emocional e moral. A sociedade hoje aponta que se não falarmos inglês fluentemente, não estivermos conectados ao mundo não somos nada. “Como não somos”, retruca o palestrante. Trata-se da inversão de valores que ele cita no transcorrer da palestra. O ter em detrimento do ser. “A sociedade vive nos insinuando que devemos ser campeões nisso e aquilo. Besteira! Na verdade precisamos ter o melhor desenvolvimento possível, uma auto-estima boa e responsabilidade social”, argumenta.
A falta de políticas públicas mais profundas principalmente para o meio ambiente e a burocracia e a lentidão dos gestores públicos foram criticadas. “A arrecadação de impostos é estrondosa, mas a volta é ineficiente e não há canais que altere o andar letárgico da coisa pública”, assinala. Criticou também os formados que não voltam para a ponta da comunidade para dar sua contribuição e mudar a realidade. “Além da ideologia na sociedade são estimulados nas universidades, não todas, a cuidar de si, de seus empregos e salários em detrimento da função social que poderiam ter”, acrescenta. “As instituições e ai acrescento a mídia, TV estão drogando a subjetividade das pessoas; algumas outras estão se mexendo para mudar o mundo”, evidenciando que o conflito existe e é permanente.
Falou ainda da existência do racismo, que é um posicionamento ideológico, de interesses visto que a ciência já comprovou através de estudos de genoma e do DNA que as diferenças entre negros e brancos ou outras colorações são insignificantes. Lembrou ainda do desperdício de alimentos no Brasil, por causa de uma questão cultural. “No Japão, ninguém se envergonha de ir ao açougue compra 300 gramas de carne. Aqui no Brasil, temos vergonha de ir ao açougue para comprar essa mesma quantidade”, fazendo alusão às diferenças culturais.
Comentou ainda sobre os vícios do álcool e tabaco lembrando que nesses aspectos a questão mais relevante são os excessos e polemizou a dizer, mas sem entrar no mérito que a sexualidade das crianças já está dada desde a mais tenra infância e que, por conta dos costumes com o passar do tempo e o crescimentos das mesmas se iniciam uma série de restrições ao desenvolvimento delas como forma de preservar a família e a sociedade tal como está formatada. Falou ainda da onipotência, principalmente de quem tem algum poder ou dinheiro em detrimento da competência e da programação empobrecida da TV aberta que contribui para deseducar mais ainda.
Levada ao seu final com um ótimo rendimento e humor pelo palestrante e participantes ficou claro o fio condutor de toda a proposta apresentada: a de que é necessário repensar formas, hábitos de vida e promover a educação social e ambiental transformadora para resgatar o respeito, o valor e o sentido da vida da pessoa humana. O seu valor pelo que faz para si e em benefício da coletividade e da natureza, ao invés de quanto dinheiro ou poder tem.

Written by Página Leste

17 de novembro de 2007 at 13:18

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Brasil descobre petróleo, mas não pode abandonar biocombustível

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Quem, que hoje tenha mais de 30 anos de idade jamais ouviu falar em algum momento que o “Brasil é o país do futuro”? Quase ninguém. Eu mesmo ouvi falar isso muito tempo atrás e como acompanho com enorme interesse a políticas, os rumos e o que fizeram vários gestores do Estado durante longo período, muitas vezes achei que a afirmação era uma espécie de remédio para os males que vivíamos. Ficava assim: sofríamos hoje, agüentávamos firme porque sabíamos: o Brasil era o país de futuro, mas que nunca chegava.
Pois bem, não é que de uns tempos para cá a depender, é claro, de quem governa ou desgoverna esse país pode ser que a frase tenha razão de ser. O Brasil não deixará de investir em biocombustíveis por causa da descoberta petrolífera na Bacia de Santos, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não tenho motivos para desconfiar da afirmação. Segundo entendi, o presidente acha que o biocombustível tem duas finalidades importantes: aumentar a importância do Brasil na matriz energética mundial e ajudar a combater a poluição do planeta e, segundo: oferecer a possibilidade de se usar menos petróleo, que como sabemos, é um dos causadores do aquecimento do planeta.
O Brasil pode ser o país do futuro já no presente se der essa contribuição e se manter também à mistura do etanol em 25% nos combustíveis; outra boa iniciativa. Até a Europa se curvou ao que dá certo e promete misturar em na sua gasolina que vem do petróleo; 20% de etanol até 2020. Poderiam até começar mais cedo, uma vez que, de novo, no país do futuro já começaremos a misturar 2% de biodiesel no óleo diesel e quanto antes pretendemos chegar em 10% por cento esta mistura.
 Se todo o mundo caminhasse na mesma direção, poderíamos diminuir a emissão de CO2 e também gerar outros tantos de milhares de empregos no Brasil, América Latina e África que são os locais onde ainda se tem grandes áreas para plantar, e ajudar a agricultura familiar. Naturalmente, devemos levar os riscos de tornar toda a área em grandes agronegócios e expulsar as pequenas propriedades rurais e descuidar da rotatividade de plantios para conservar as áreas produtivas. Risco eminente e possível, não observar esse risco e permitir que aconteça é pegar o país do futuro já e torna-lo o país do futuro já em sem futuro mesmo.
Para as autoridades, o planeta tem que caminhar para a mistura do biocombustível no petróleo para dar mais longevidade a esse combustível que tem data marcada para acabar. Enquanto a matriz do desenvolvimento econômico ficar na dependência do uso intenso de petróleo, serão poucas as possibilidades de reverter os efeitos do aquecimento global. Até quando às grandes potências vão arriscar a existência da vida em troca do lucro fácil. A natureza exige respeito e já vem cobrando sua fatura pelo uso impensado e inapropriado.
Se a situação é essa e não é possível de ser escamoteada, como ficará então a situação do Brasil com a recém condição de se tornar um dos maiores produtores de petróleo do mundo, mesmo que ele ainda não possa ser extraído para amanhã. A descoberta ainda vai ter que esperar pelo menos uns cinco anos, enquanto a Petrobras se prepara do ponto de vista tecnológico para chegar a esse petróleo que está á quase 7 mil metros de profundidade, dizem os especialistas.
Passada essa fase o petróleo poderá gerar parte da riqueza que o país precisa e o colocará na condição de exportador. Poderá inclusive, ser um dos principais exportadores e dar alguma ficha no comércio internacional desse valioso produto.
A partir de agora e principalmente quando estiver retirando o petróleo, o país do futuro já vai depender e muito de um governo audacioso, independente, não submisso aos interesses internacionais imediatos e fazer valer sua aposta na ampliação do uso de combustíveis alternativos não poluentes. Vai precisar de muito saco roxo, se me permitem, para sustentar essa que seria a posição correta e coerente com o discurso atual e as necessidades do planeta.
Mas o jogo está sendo jogado. O interesse dos EUA no petróleo dos outros para poupar o pouco que tem não tem limites. Basta lembrar que por conta de manter acesso ao petróleo em países aliados ou subjugados no Oriente Médio, o atual presidente não se furtou a se manter em guerra no Iraque com a desculpa que só queria restituir a democracia naquele país. Os falcões, como são chamados, os governos beligerantes americanos podem até alucinar e sonhar com o uso intenso do petróleo que achamos. E ai, só um governo independente pode fazer frente à sedução ou a truculência. JMN

Written by Página Leste

17 de novembro de 2007 at 13:16

Publicado em Notícias e política

Jogo na web arrecada arroz para alimentar milhares

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Deu na imprensa responsável nos últimos dias, mas por aqui não se deu muita bola pra isso, entretanto queria insistir um pouco na divulgação de um fato porque acredito que quando as ações são boas, cabe a nós que temos algum acesso à paciência e a atenção do leitor não deixar a peteca cair. Vou chegar lá daqui a pouco.
E é preciso mesmo que insistamos, pois o que temos visto nos anos recentes são notícias que dão conta das mazelas do mundo, dos costumes, das bandalheiras de políticos e governantes, de empresas que com o olho atento aos índices de lucro não se furtam a botarem soda caustica e água oxigenada num produto tão nobre quanto deveria ser o leite que bebemos a maioria, todos os dias. Antes disso já tivemos quem falsificava azeite e, pasmem lá atrás quem falsificava remédio. Esses nem poderíamos chamar de empresários; são bandidos mesmo se arvorando em Deus com capacidade de decidir por lesar a saúde de quem já esta doente e busca nos remédios a cura ou alívio para a sua dor.
Na semana passada foi o leite, no semestre passado o azeite, no ano passado o remédio. Sem tempo marcado existem também aqueles que roubavam a previdência social outro crime pra o qual qualquer castigo ainda é pouco. Também devemos lembrar que os casos vão aparecendo e as pessoas vão sendo presas, mas em geral não ficam em ‘cana’ e sabe se lá quantas maracutaias dessas estão ocorrendo neste exato momento.
Temos também aqueles grandes crimes praticados mesmo por Estados. Ditadores que nunca saem do governo deixando o seu povo no maior veneno; Estados que invadem outros em busca de energia fóssil não renovada, aqui posso citar os Estados Unidos, esse mesmo país que até recentemente não admitia a hipótese de assinar o Protocolo de Quioto que é um documento em que os países se comprometem a diminuir a produção de dióxido de carbono que está vem provocando o efeito estufa numa caminhada rumo ao precipício. Haverá eleições presidenciais nos Estados Unidos no Ano que vem e os cidadãos responsáveis estão de olho no que poderá ser o resultado. Daí a possibilidade de que um dos maiores produtores de dióxido de carbono se comprometa a diminuir sua parcela na destruição.
Dei essa pequena voltinha para chegar a um ponto e demonstrar que determinadas iniciativas são bem vindas. Trata-se de um jogo de internet que arrecadou uma quantidade de arroz suficiente para alimentar 50 mil pessoas por um dia, segundo informou a agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, a FAO.
O jogo que ganhou o nome FreeRice (arroz de graça) testa o vocabulário dos participantes. Para cada resposta certa, o site gera dinheiro suficiente para comprar dez grãos de arroz. Parece pouco, mas não é em se tratando de jogo grátis na internet.
O jogo que está disponível na internet pelo site www.freerice.com desde o início de outubro deste ano já arrecadou mais de 1 bilhão de grãos de arroz. Segundo divulgou alguns poucos órgãos de imprensa, a diretora da FAO, Josette Sheeranz, disse que o FreeRice demonstra como a “internet pode ser usada para conscientizar as pessoas e levantar fundos para a primeira necessidade do mundo”. Josette disse que o jogo foi divulgado com a ajuda de pessoas que mantêm blogs e de sites de relacionamentos como o Facebook e o de vídeos YouTube. O próprio criador do jogo, o americano John Breen, é um dos pioneiros na criação de ações para levantamento de fundos pela internet. Antes do FreeRice, Breen já havia criado o The Hunger Site (O site da Fome).
Beleza, não é? Temos aqui um ótimo exemplo de como um jogo em uma ferramenta tão importante e poderosa como a internet pode ser utilizada para alguma coisa que preste diferente da série de jogos que, como sabemos tem levado jovens a dar tiros em outros jovens; adultos praticarem e exporem sua pedofilia; gangues semearem o ódio e marcarem datas para praticarem seus vandalismos.
A minha idéia do texto é chamar a atenção para nós leitores, pais ou responsáveis a fiscalizar o que as nossas pessoas próximas fazem com essa importante ferramenta. Acho que podemos os deixar jogarem desde que os jogos não sejam de violência gratuita. Podemos também deixa-los se relacionarem de forma sadia. Entre um joguinho e outro ou um bate papo virtual; que tal fazermos uma visita e estimular que nossos conhecidos a também visitem o site arroz de graça? Além de testar nosso vocabulário vamos contribuir com o combate à fome no planeta.
 

Written by Página Leste

17 de novembro de 2007 at 13:16

Publicado em Organizações

PT de São Mateus discute sucessão

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O PT de São Paulo está em processo de renovação de suas direções executivas em todos os níveis municipais, estaduais e nacionais. Como existem também instâncias zonais organizadas em diversos distritos da cidade de São Paulo, o Diretório Zonal de São Mateus realizou uma plenária de apresentação de chapas na sua sede. Convidada a participara a redação da Gazeta se fez presente.

Ainda sob a presidência de Genival Feliciano Coelho o encontro reuniu filiados, militantes e os candidatos a substituí-lo nas próximas eleições internas que ocorrem antes do final de 2007. O chefe de gabinete do deputado estadual Zico Prado, João Carlos era um dos candidatos, Valdo Lopes, Marinho e Hamilton Clemente também assessor dos deputados José Genoino, federal e Adriano Diogo eram os quatro pretendentes.

Seguida da apresentação dos candidatos e resumo de suas propostas foram abertas três séries de 5 perguntas seguidas de respostas e considerações finais.

Primeiro a falar, João Carlos que tem uma história de participação através das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica e assessor de imprensa sindical nos metalúrgicos do ABC tinha como proposta fortalecer os movimentos sociais e populares respeitando sua autonomia. Para tanto propõe que numa gestão democrática o partido localmente se aprofunde nas questões como o Estatuto da Criança e do Adolescente, por exemplo, e abrir o diálogo propositivo com os outros segmentos da sociedade, incluindo os empresários.

Dizendo que havia tomado a decisão em sair candidato diante do que considera um grande desejo de mudanças entre muitos filiados ao DZ de São Mateus, Hamilton Clemente lembrou que falta debate no diretório com relação a que tipo de oposição deva ser feito ao Kassab (DEM) e Serra (PSDB). Resgatou sua história no PC do B e do início de atuação na ocupação do Jardim da Conquista quando foi convidado a participar das fileiras do PT. Apoiado pelo grupo do vereador Chico Macena quer um mandato democrático com o diretório não aparelhado por determinados candidatos ou parlamentares.

Já Marinho lembrou das dificuldades da atual executiva e expôs um pouco de sua própria trajetória como migrante nordestino que virou metalúrgico no ABC. Em São Mateus atua no comércio como micro empresário e no Jardim Alto Alegre onde está desde 1978, como dirigente de uma entidade que lutou pela regularização do loteamento. No governo Marta foi assessor da infra-estrutura da subprefeitura de São Mateus. Em outra direção lembrou que o PT deve muito a São Mateus que ajudou a eleger de forma espetacular o presidente Lula. “Quero ser diferente quero exercer as resoluções do congresso e do estatuto. Se colocarmos na prática o que está escrito, o Brasil mudará”, considera. Reconhece que o desgaste das direções é uma coisa natural, portanto propõe a renovação se dizendo representante dos nanicos.

Último a se apresentar o atual secretário de formação política, Valdo Lopes também lembrou que foi coordenador na campanha eleitoral de Lula presidente na região e sobre suas lutas mais amplas, por exemplo, nas lutas da área da saúde e previdenciária.

Abertas as perguntas do primeiro bloco os filiados participaram querendo ouvir dos pretendentes respostas concretas e objetivas, o que nem sempre foi possível. As perguntas giraram em torno da desorganização das fichas de filiações; da falta de projeto de oposição com relação à subprefeitura de São Mateus; sobre como fazer com que os filiados, inclusive, os mais afastados tenham conhecimento das resoluções do Congresso do PT; como disputar a opinião da juventude com relação à perspectiva petista para a sociedade e como proceder para explicar a ocorrência dos fatos envolvendo membros da direção petista em 2005; além de quais propostas para trazer novos militantes a participar do DZ.

Para Valdo Lopes, primeiro a tentar responder o PT sempre teve com os movimentos sociais, principalmente na saúde. Com um funcionamento coletivo ficarão a disposição para os filiados. Lembrou que como secretário já tinha essa prática, mas era pouco procurado. Considera que a população está ao lado do PT e que é necessário fazer oposição ao PSDB. Disse ser necessário organizar o movimento estudantil e que não é possível o partido andar na região sem a participação dos filiados.

Marinho lembrou que a maioria entre os presentes era de representante de algum gabinete e que o partido está desorganizado. “Precisamos separar o joio do trigo”, comentou e disse ser necessário organizar os jovens, trazer os militantes que estão afastados e explicar o que ocorreu no Congresso do PT.

Para Hamilton Clemente a região de São Mateus é uma das que mais teve influência do PT nas organizações sociais e faz tempo. É a região melhor organizada em termos de reivindicações, considera. “Quando ficamos no governo a situação ficou mais favorável. O Jd. São Francisco com a instalação do CEU é um exemplo de atuação positiva, mas não teve continuidade”, lembrou. Em relação às fichas tem desorganização. Propõe manter o diretório aberto com uma política de finanças que permita manter uma funcionária para operar o dia-a-dia. Trazer cultura, filmes, debates para os jovens e esclarecer a questão do mensalão são outras iniciativas propostas.

João Carlos lembrou que outras forças como a Democracia Socialista e Socialismo Solidário, entre outras estão apoiando-o nessa empreitada. Promete uma atuação conjunta e participativa. “Nas gestões anteriores já houve discussões aqui que emperraram por falta de quorum. Temos inscritos 3214 filiados, pode ter mais tem gente filiada que nem sabemos ao certo. Precisamos organizar isso”, comentou. A exemplo dele próprio, disse que os companheiros lotados em gabinetes podem ajudar com formas de fazer a informação circular. Sobre a oposição ao subprefeito diz que existem fatos, mas que não foram discutidos adequadamente pela Executiva. “Precisamos discutir as coisas e não dar soluções prontas”. Fazer eventos culturais, rever o discurso para atrair a juventude, ter atitudes propositivas e acesso as informações são outras propostas do candidato.

Segundo bloco de perguntas

O segundo bloco de perguntas, como habitualmente acontece em reuniões longas foram eivadas de considerações. Belarmino, por exemplo, lembrou que é necessário planejar ações que os unam e que as ações não estão isoladas. Lembrou do que considera retrocesso com a retirada pela atual administração do Orçamento Participativo e do Conselho de Representantes. Outra filiada, Claudete, considerou que não seria fácil apontar saídas para o DZ e que é necessário investir na formação de novos quadros. Já um dos diretores de entidade no Jardim da Conquista sugeriu iniciativas como bingo para arrecadar fundos para regularizar a situação do DZ e também criticou a organização em função da lista de filiados. Valdir queixou-se da falta de apoio mais significativo dos vários gabinetes petistas que tem algum vínculo com a região e queria saber a proposta para o trabalho com os movimentos. Raimundo lembrou que o PSDB está jogando duro contra o governo Lula, para não aprovar a CPMF.

Em resposta as considerações, Marinho quer colocar em prática o que está nos estatutos. Temos que ter prestação de contas e reforçou a crítica aos gabinetes que não ajudam os movimentos. Sobre o aterro em São Mateus não poupou críticas a eles próprios dizendo que chegamos tarde para interferir nesse assunto. Já Hamilton lembrou que a discussão ali deveria ser a questão local. Gostou da idéia de eventos para arrecadarem fundos e que a questão do aterro ou do lixo em São Paulo, tem que ser discutida com responsabilidade. Valdo voltou a defender a gestão de sua secretaria na gestão que esta quase no fim. “Havia reuniões regulares e até cursos de formação estavam sendo realizados; só não participou quem não tinha interesse”, emendou. Voltou a reafirmar a necessidade de estar inseridos no movimento estudantil. Último a responder esse bloco João reconhece as dificuldades, mas atentou para a necessidade da disciplina partidária que também é uma questão de unidade. “Se somos votos vencidos, temos que acompanhar a maioria”, sentenciou. Com relação aos movimentos lembrou que é preciso andar junto e não utiliza-los como correia de transmissão. Com relação aos eventos, vai além é acha que é preciso ações propositivas “porque o buraco é grande”.

Perguntas, respostas e considerações finais

Trazer os grandes debates nacionais para dentro do DZ e ter uma representação oficial, de preferência, pelo presidente nos debates e eventos da região, foi à indagação de um dos militantes. O atual presidente, Genival depois de lembrar que o sucesso ou o fracasso da atual gestão é resultado de uma ampla composição de forças “Tínhamos 15 forças na composição do diretório”, reforçou a necessidade de respeitar as hierarquias do partido. Raimundo e Lucimara tinham dúvidas como irão se desenvolver as relações com os movimentos sociais. Lucimara lembrou que uma medida da atual prefeitura deverá colocar um teto de apenas 29 termos de permissão de uso para camelôs. Os camelôs hoje em atividade são em 89. Como pode ficar isso, era a sua dúvida.

Durante as considerações finais os candidatos tentaram dar as respostas. Hamilton lembra que representar o PT na região já vem sendo feito. É a favor de trazer os debates nacionais; da mesma forma que reivindica uma marca própria do governo Lula na região. “A política do Lula está na região, mas acho que precisamos uma marca mais permanente, por exemplo, uma agência do INSS, na região que votou majoritariamente nesse governo”.

João disse que seria liberado do gabinete do Zico para trabalhar mais tempo e mais intensamente em São Mateus. Concordou com a cotização dos mandatos, mas lembrou que a contribuição é uma obrigação de todos. Reforçou a necessidade da disciplina partidária e da necessidade de ter propostas concretas para fazer oposição.

Valdo lembrou que sempre esteve na luta contra o lixão e Marinho que além de fazer finanças pedir o repasse das instâncias. Quanto aos camelôs apenas disse que no ano que vem vamos estar no governo de São Mateus.  Dizendo-se orgulhoso do governo Lula, apóia a candidatura de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo e finalizou lembrando que o seu grupo é o espaço dos nanicos e convidou a diretora deste jornal, Luci Mendonça a divulgar as propostas. Foi o que acabamos de fazer de forma resumida.

Written by Página Leste

17 de novembro de 2007 at 13:14

Publicado em Notícias e política

Sociedade está perdendo a capacidade de se espantar com o abandono de recém nascidos

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Há notícias que se repetem. Não é preciso ter o dom da profecia para saber que inundações, acidentes de trânsito e assassinatos voltarão à cena semana após semana. O duro é quando perdemos a capacidade de nos espantar, sensação que nos levaria a observar melhor os fatos e com visão responsável.
Volta e meia recém-nascidos são vítimas dessa violência que se chama abandono. O fato de que seja notícia recorrente não deveria abafar nossa perplexidade. Basta observarmos os casos mais emblemáticos que chegaram ao conhecimento e foram divulgados na grande imprensa em curtíssimo espaço de tempo. Vamos a eles.
Um menino de aproximadamente 2 anos de idade foi encontrado abandonado nas proximidades de um cemitério em Carapicuíba. Usava apenas uma camiseta. A manchete: Homem encontra criança abandonada perto de cemitério em SP.
Uma mulher de 21 anos foi presa suspeita de ter atirado o filho em um rio logo após o parto, na zona rural da cidade de Ipanema, em Minas Gerais. No último dia 30 de setembro, Elisabete Cordeiro dos Santos, 25, atirou filha recém-nascida em um afluente do rio Arrudas, em Contagem, também em Minas. No caso de Ipanema, a exemplo do que ocorreu em Contagem, a mãe afirma ter atirado a criança por acreditar que ela estava morta. Manchete: Polícia prende suspeita de jogar bebê em rio após o parto em Minas.
Uma criança de aproximadamente três meses foi abandonada pelos pais em um hotel de Orocó, Pernambuco junto com 45 kg de maconha. Os pais estão foragidos. A criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar da cidade. Os avós do bebê, que moram no interior da Bahia, já foram localizados e devem ficar com a criança. Manchete: Pais abandonam bebê em hotel junto com 45 kg de maconha em Orocó (PE).
Permanece estável o estado de saúde da menina recém-nascida encontrada em uma lata de lixo em Taboão da Serra. O estado do bebê ainda inspira cuidados por ter nascido prematuro – os médicos estimam que ele tenha nascido no sétimo mês de gestação. O abandono é investigado. Manchete: Bebê achado no lixo em Taboão da Serra permanece internado.
Um recém-nascido foi encontrado morto dentro do armário de uma casa em Atibaia. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o bebê estava dentro de um saco plástico, ainda com o cordão umbilical e com restos da placenta. Uma auxiliar de costura de 23 anos, que seria a mãe da criança, havia sido levada para o hospital pela vizinha e pela irmã na noite anterior, com sangramentos e hematomas. Ela foi internada e os médicos verificaram que seu útero apresentava características de gravidez.  Por causa da suspeita dos médicos, a mãe da auxiliar e a polícia começaram a procurar a criança, que foi encontrada pela suposta avó. A auxiliar de costura negou que estava grávida. Manchete: Bebê é encontrado morto dentro de armário em Atibaia.
Crianças abandonadas
Outros casos de crianças abandonadas foram registrados no último período. Em Itapetininga, interior de São Paulo, um recém-nascido foi encontrado morto. De acordo com informações da polícia, uma pessoa viu um cachorro carregar na boca o corpo do bebê, ainda com parte do cordão umbilical e com sinais de perfuração com faca.
Em Ibirité (MG), uma recém-nascida foi encontrada na porta de uma casa no bairro Novo Horizonte. O choro da criança chamou a atenção de moradores. Ela foi encaminhada para a maternidade municipal com quadro clínico estável, segundo a Polícia Militar.
Sobre o que temos a refletir
Chamamos a atenção para os casos acima; a ponta de um iceberg do que pode ser encontrado caso vasculhemos atentamente todas as ocorrências no país, para fazermos uma ligeira reflexão. Todos os casos relatados envolviam recém nascidos. Em tese é aquela fase da vida em que ela é o centro absoluto das atenções dos adultos e onde o trabalho da família é relativamente simples: basta alimentar, manter acolhido, trocar fraldas, ficar atento a eventuais desconfortos e amá-lo.
Porém as ocorrências indicam que nem sempre as coisas são assim. Basta ao ler ao lado e ver a abissal diferença. Enquanto mães desinformadas, irresponsáveis e egoístas abandonam seus bebês a dona Mônica Passos renuncia a sua própria vida em prol da filha Carla Brenda com necessidades especiais. Um exemplo de atitude cristã que dá de dez a zero a muitos fanáticos leitores de Bíblia.

Written by Página Leste

17 de novembro de 2007 at 13:12

Publicado em Notícias e política