Paginaleste's Blog

Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Sustentabilidade e negócios

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Um dos maiores problemas da atualidade bateu recorde na cidade de São Paulo no dia 13/03. Trata-se do congestionamento nas ruas e avenidas da metrópole com incríveis 221 quilômetros de vias paradas, depois de uma semana infernal. Logo depois, naturalmente, as opiniões de especialistas propondo soluções começaram a aparecer nos meios de comunicação. Pedágios urbanos, melhoria da rede de transporte público e até mesmo a ampliação do rodízio foram algumas das idéias mais palatáveis.

Claro está que são soluções paliativas, apesar de necessárias em curto prazo, mas basta observar que onde as propostas acima foram adotadas, nas cidades européias, continuou o crescimento do número de carros em circulação apenas tornando mais lenta o engarrafamento tempos depois.

Uma análise realística de longo prazo mostra que o problema está basicamente no excesso de carros em circulação; somente na capital paulista, a cada dia são emplacados quase mil novos carros, não dá para disfarçar o aumento de carros em circulação é o problema apesar do que pode depreender da mais recente edição da revista Exame que se propunha a fazer uma “edição verde”. Prometendo ir ao cerne da questão as dez matérias da revista desvia do tema nevrálgico que é a questão ambiental.

Só para se ter uma idéia de como se desviou da questão uma das matérias priorizava a iniciativa governamental que estuda incentivar a população de baixa renda a descartar dez milhões de geladeiras antigas, comprando novas com subsídios governamentais. É isso mesmo! Dez milhões no lixo e dez milhões de novas geladeiras consumindo os recursos naturais que são precisos para fabricá-las. Naturalmente, essas novas geladeiras serão "mais eficientes energeticamente". Com isso reforça-se a tese de que podemos ajudar a resolver o problema ambiental consumindo "mais e melhor" e não reduzindo o consumo.

Voltemos ao engarrafamento do trânsito. Nesse quesito a conclusão da revista é que a culpa não é do crescimento nem das montadoras e sim uma amostra da ineficiência do país que não se preparou para o progresso.

“Vale lembrar que a tal da revista Exame é a que melhor representa no país o pensamento da turma dos suicidas inveterados, aqueles capaz de defender o atual sistema e ritmo de produção e consumos mesmo se estiverem naufragando num mar de saquinhos plásticos”, observa astutamente o jornalista especializado em meio ambiente Danilo Pretti Di Giorgi que investigou detalhadamente a edição a que nos referimos. Vão mais longe: todo o texto da matéria dedica-se a desconstruir com ferocidade qualquer possibilidade de raciocínio que, ainda que remotamente, considere a venda recorde de veículos na metrópole como uma das culpadas pelos problemas no trânsito.

Este tipo de preocupação em uma publicação como a Exame é na verdade um sinal de avanço na discussão ambiental, que vem ganhando espaço de forma crescente desde a segunda década do século passado e que tem multiplicado sua força nos primeiros anos deste milênio. Apesar do viés absolutamente equivocado da "edição verde", que traz como foco apenas as formas pelas quais as empresas podem obter maiores lucros com a "onda ambientalista", o fato é que a revista está se dedicando cada vez mais ao tema meio ambiente considera o jornalista.

Em condições normais de temperatura e pressão, os editores desta publicação não dariam a mínima bola para um tipo de raciocínio "tão retrógrado", com "ranço socialista", como a hipótese de que a produção e venda de carros podem ser as culpadas pelo caos do trânsito. A preocupação explícita e até mesmo desesperada – como se pode perceber em termos fortes como "abraçar o fracasso" – contra este tipo de pensamento pode mostrar que está crescendo entre as pessoas mais conscientes ambientalmente a percepção de que o nó está exatamente na produção e consumo sem limites e na perigosa idéia de crescimento econômico infinito. Tanto que, para quem aposta na continuidade do funcionamento da máquina da morte que se tornou o sistema no qual vivemos, essa consciência precisa ser atacada, uma vez que começaria a tomar forma e representar real perigo.

Não há outro caminho para a civilização a não ser uma drástica redução da produção e do consumo. Essa verdade pode ser verificada em um sem-número de problemas que enfrentamos nos dias de hoje: as milhões de toneladas de sacos plásticos emporcalhando os oceanos e matando animais aquáticos por sufocamento, a poluição do ar e dos rios, a falta de saída para o drama da superlotação dos aterros sanitários, a crise da água potável e o aumento da temperatura da Terra são apenas alguns exemplos. Para não falar do crescimento da devastação da Amazônia para atividades comerciais, nossa grande vergonha nacional. Todos estes problemas têm na sua raiz a impulsividade humana pela produção e pelo consumo ilimitado, o que vai contra a incontestável limitação de recursos naturais disponíveis no planeta Terra.

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22 de abril de 2008 at 10:48

Publicado em Meio Ambiente

Brasileiro gastam cinco vezes mais água que o indicado pela OMS

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No dia 22 de março comemora-se o Dia Internacional da Água, uma ótima oportunidade para mudarmos a forma de pensar a questão da água no Brasil. Pesquisas indicam que o brasileiro gasta, em média, cinco vezes mais água do que o ideal: 40 litros diários por pessoa. No Brasil são 200 litros dia/pessoa, em média.
“Infelizmente, o brasileiro acha que como temos bastante água no Brasil, não é preciso economizar. Pelo contrário, temos regiões em que se você dividir o volume de água pela população, podemos considerá-las como áreas de déficit hídrico, como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo”, explicou o chefe das assessorias da Agência Nacional de Águas (ANA), Antônio Félix Domingues.

Faltam políticas globais de incentivo ao uso racional da água e as iniciativas existentes estão sempre voltadas para o aumento da produção de água, e não para a diminuição do consumo. “Até quando vamos deixar as campanhas de uso racional da água nas mãos das concessionárias; isto é contraditório, porque o negócio delas é vender água, assim, quanto maior o consumo e, por decorrência, a venda de água, mais as concessionárias lucram”, destaca Paulo Costa, consultor e especialista em projetos de Uso Racional da Água.

Segundo o especialista “Programas racionalizadores do uso da água foram empregados com sucesso por cidades no exterior”. A Prefeitura de Nova York  implementou um programa de incentivo à substituição de equipamentos gastadores de água por outros, racionalizadores.  Com o programa os consumidores passaram a economizar até 35% na sua conta de água mensal. Além disso, constataram que conservar/economizar 100 milhões de litros de água, por exemplo, sai até um quarto do custo exigido para captar, tratar e distribuir igual volume de água, ou seja, é muito mais barato racionalizar do que aumentar a produção.

Diariamente nas capitais brasileiras o desperdício de água potável equivale a 2.500 piscinas olímpicas (em média 2,5 milhões de litros de água). E a culpa neste caso, não é apenas do consumidor. A perda de cerca de seis bilhões de litros – o suficiente para abastecer 38 milhões de pessoas – acontece entre a retirada dos mananciais e a chegada às torneiras.

Distribuição da água
É preciso lembrar também que, das águas da Terra, apenas 2,5% são doces e, destas, mais de dois terços não estão disponíveis para consumo humano. O Brasil detém cerca de 12% da água doce disponível, mas mais da metade (54%) desse total localiza-se na Amazônia e na bacia do rio Tocantins, onde está a menor população por quilômetro quadrado do país. Essa situação faz com que metrópoles dos estados do Sul/Sudeste e Nordeste brasileiros sejam obrigadas a buscar água em mananciais cada vez mais distantes, devido à poluição das águas por dejetos humanos e industriais e ao assoreamento de rios, lagos e represas, a um custo que aumenta exponencialmente e com danos ao meio ambiente. Cada nova represa e reservatório de água provocam desmatamento  e, assim, contribui para diminuir o ciclo das chuvas e a quantidade de água doce disponível nessas regiões.


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22 de abril de 2008 at 10:46

Publicado em Meio Ambiente

Felicidade a qualquer custo pode ser uma das razões da violência

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São muitos os casos envolvendo a violência contra crianças. O que será que está acontecendo com as famílias, tendo em vista que uma grande parte dessas agressões vem dos próprios pais ou parentes? É uma sociedade doente, com valores doentes, com a elevação em primeiro lugar de importância o ter, o possuir em contraposição ao ser, ao repartir.

A competição desenfreada da sociedade moderna, notadamente as que se encontra em países em processo de desenvolvimento, mas com valores culturais e históricos de valor, faz criar e crescer adultos impiedosos, gananciosos que raciocinam e operam sempre a partir de seus umbigos e interesses.

Outro dia conversando com um rapaz que passou mais de seis anos nos Estados Unidos onde entregava pizzas me fez refletir sobre uma informação que talvez seja procedente e ajude a explicar essa índole nacional. Ele me dizia filosoficamente “No Brasil somos empurrados a achar que devemos ser felizes o tempo todo: futebol, praia, piadas, etc. Nos Estados Unidos não se tem essa mentalidade. Lá ninguém acha que está fora do mundo porque é sério, preocupado e até deprimido”, dizia ele. E não é que parece fazer muito sentido.

A exigência de que sejamos felizes e que aproveitemos o que tem de bom o tempo todo nos faz perder a noção de determinados limites; e espancar os filhos é um deles. Se é possível numa sociedade como a nossa que espanquemos nossos filhos e em alguns casos algumas pessoas vão tão longe que até os matam, o que esperar de outras pessoas desta mesma sociedade sem grau de parentesco com as vítimas inocentes? Lembremos de diversos casos que não conseguimos esquecer: do menino preso ao carro arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro por bandidos em fuga. Dos casos onde pessoas próximas seqüestram e matam crianças indefesas em troca de bens materiais e dos casos absurdos em que a própria existência da criança atrapalha a vida dos adultos.

Voltando ao desatino que é buscar a felicidade e o aproveitamento a qualquer custo da para perceber que nessa situação está uma das raízes do desamor e do desrespeito com o próximo e, às vezes, próximos demais: filhos, por exemplo. Esse estar sempre aproveitando é que nos faz tolerar as pequenas e sutis violências do dia-a-dia, diferente daquelas que consiste na agressão física propriamente dita, mas que é silenciosa, perpetrada às vezes a luz do dia, debaixo dos olhos da sociedade e das autoridades, portanto até mais difíceis de combater.

Uma das facetas dessa violência que se lança contra a infância e juventude brasileira são as despejadas diariamente pela mídia através das programações obscenas, impróprias, desqualificadas e infames que chegam a ofender os valores morais, espirituais, a pureza e a inocência que seria desejável num ser em desenvolvimento. Fico pasma com mães ou parentes de crianças novinhas que se deliciam às gargalhadas com a dança do “creu” e outras similares fazendo disso motivo de orgulho. Pobres crianças que pouco entendem o significado de certas coisas e tem a sua sexualidade estimulada cada vez mais precocemente. Quem começa não respeitando as etapas de crescimento do ser humano do qual deveria ser um dos responsáveis pode-se esperar muito mais, até mesmo o espancamento, assunto que iniciamos lá trás.

A própria internet que é um ótimo instrumento também tem sido utilizada para fomentar a globalização da violência infanto juvenil, quando promove o intercâmbio da hedionda exploração sexual de crianças e adolescentes entre os pedófilos.

Livrar nossas crianças e adolescentes dos diversos tipos de violência não é tarefa simples. Talvez comece pelo brasileiro entender que não precisa levar vantagem em tudo e nem ser feliz a qualquer custo e mudar seu comportamento. Pessoal especializado, vontade política dos governantes, dos deputados que, em tese fazem as leis e do judiciário que deveria fazê-las serem cumpridas se espera muito mais. Quem tem poder como os detentores da mídia, por exemplo, tem um papel de vital importância nisso tudo.

Semear bons costumes, respeito à vida humana e a promoção de valores humanitários no lugar de estimular a competição cega e sem ética, a visão de que é preciso estar feliz e realizado com muitos bens materiais o tempo todo já ajuda. Cada um de nós pode contribuir de algum modo orientando tanto quanto possível nossos filhos e netos com valores humanistas; cobrando sempre das autoridades providências nas várias frentes cultural e educativa principalmente e denunciando as agressões e os agressores quando for necessário; sejam eles programas de televisão nocivos ao crescimento das crianças mentalmente sadias ou aos pais, mães, madrastas e padastros ensandecidos que acham que podem decidir ao seu bel prazer sobre a vida humana em formação que eles deveriam ajudar a cuidar. (JMN)

Written by Página Leste

22 de abril de 2008 at 10:43

Publicado em Música

Zulaê Cobra diz que pode sair candidata a prefeita

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A ex-deputada federal Zulaê Cobra visitou a redação da Gazeta de São Mateus, na tarde do dia 00/00, agora na condição de presidente municipal do Partido Humanista da Solidariedade – PHS, partido com sete anos de existência no país e apenas 4 ou 5 anos na cidade de São Paulo. “É pequeno, mas me recebeu de braços abertos. Quero um partido que me ame”, foi explicando as razões porque cansou de partidos onde as divergências internas não têm espaços e onde as lideranças não deixam as novas aparecerem.
Por isso saiu do PSDB. No entender de Zulaê o partido deveria se comportar como oposição no governo do presidente Lula. “Passei quatro anos em Brasília, praticamente sozinha fazendo oposição e todos os líderes do meu partido se comportavam de forma diferente. A maioria deles apóia o Lula”, reclama a dirigente que gostaria que o PSDB ouvisse, segundo ela, o clamor das ruas. “Não éramos governo e temos que ser oposição vigilante, fiscalizadora, o que não vinha ocorrendo”, conclui.
Zulaê também se decepcionou com o tratamento recebido em São Paulo. Queria ser a candidata ao senado, mas por conta da articulação do atual governador Serra, foi preterida em nome do Guilherme Afif Domingues que também não foi eleito, derrotado pelo senador Eduardo Suplicy (PT). “Meu desejo era e é tirar o Suplicy do Senado. Nada pessoal contra ele, mas como político para São Paulo é uma decepção”, frisa Zulaê. Como já antevia a questão da fidelidade partidária e com cada vez mais dificuldades de permanecer no PSDB, Zulaê não se candidatou; até agora, pelo menos.
A visita feita à redação; o primeiro jornal que ela visita; e ela mesma reconhece é a forma de apresentar sua pré-candidatura a Prefeitura de São Paulo pelo minúsculo partido. Antes de enveredar por essa questão, a entrevistada não poupou críticas ao PT, a qual chamou de partido da boquinha; criticou a tolerância com inclusive o ex-governador do mato Grosso, Zeca do PT, “um homem que roubou assustadoramente”, além de relacionar alguns escândalos que sumiram da mídia, mas para ser fiel aos fatos são objetos de inquéritos no judiciário; o caso do suposto mensalão é um exemplo.
Enfática considera que atualmente não existe uma oposição forte e capacitada ao governo d o presidente Lula. “Aécio Neves e o Serra, são amigos do Lula até porque eles têm medo de ser podado na hora dos orçamentos. Não existe oposição atualmente”, sustenta.
Eleições municipais
Confiando que é possível reverter esse quadro a partir da disputa na cidade de São Paulo, Zulaê lembra que entre os nomes lembrados para candidatos à Prefeitura de São Paulo deste ano, apenas o dela é o que não esteve no Executivo. “Marta, Maluf, Erundina, Alckmin e mesmo o Kassab, todos já foram do executivo e pouco mudou. Se vier a ser candidata a coisa vai ser diferente”, alerta, lembrando que seria bom para a cidade ser dirigida por uma mulher: “mas uma mulher diferente não a Marta que é dondoca e a Erundina que é boa na oposição”, registra.
Indagada pela reportagem sobre os principais problemas da cidade, destacou a questão do trânsito e de forma genérica apontou para a necessidade de reciclagem dos funcionários da CET e da prefeitura para atender e orientar, antes de multar. Também apontou a necessidade de mais gente trabalhando no gerenciamento e operacional de trânsito. Criticou ainda a atual gestão com seu projeto de embelezar o centro de São Paulo e citou o desperdício dando como exemplo a Praça da Sé: “agora só se encontra traficantes, usuários de drogas e gente desocupada, nos diversos horários. A cidade está ficando bonita, mas para quê? Deveria haver estímulo para as pessoas morarem naquela região”, explicou.
Tida como uma mulher brava e dura seguiu nas críticas: contra os pedágios no centro; contra as palmeiras que foram plantadas na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy; contra o número de taxistas da cidade, segundo ela 35 mil quando deveriam ser em quantidade maior. Ninguém estava ileso da língua afiada de Zulaê Cobra. “O prefeito tem que estar é nas comunidades, passar pouco tempo em gabinetes e fazer visitas surpresas”. Ainda criticou a saúde “um direito do cidadão que não está sendo garantido pelo Estado” e, principalmente a velha fórmula de entregar obras no ano eleitoral, apesar das restrições da legislação.
Perguntada sobre o que faria na saúde, educação foi evasiva e apontou a necessidade de valorização e a reciclagem dos profissionais das duas áreas. Voltando as críticas falou sobre dados que indicam uma alta média de falta dos professores em sala de aula e que isso precisaria mudar.
"Quero discutir e ampliar a participação das mulheres", enfatiza
Falou ainda sobre os direitos das mulheres, como a Lei Maria da Penha que, entretanto, segundo ela ainda não é do conhecimento de todas “A mulher não lê o código, ela ainda não sabe da Lei e não têm informação nesta sociedade machista”, declarou. “Quero discutir a participação das mulheres que já é uma realidade e fazê-la avançar ainda mais”, declara.
Deu exemplo de tipos de mulheres dirigentes. De comportamento criticável: a governadora do Pará Ana Júlia de Vasconcelos Carepa e a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins ambas do PT e como mulher “ponta firme e que hoje domina a política naquele estado” a governadora do Rio Grande do Norte Wilma Maria de Faria (PSB). Zulaê, entretanto entende que a mulher cresceu, se valorizou, buscou seus ideais e que vão ter um futuro político brilhante “junto com os homens, não contra eles”, ressalva.
Finalizando disse que São Mateus, no caso de eleita se vier a ser candidata, vai ser muito valorizada. “Vamos trabalhar com a população e a comunidade; de forma humana e solidária como está escrito no nosso partido”. E avançou com a idéia de chamar umas 500 mil mulheres para ajudá-la na Prefeitura, embora não detalhasse como. Falou ainda que além de vontade política, reciclagem e preparo é preciso ter ânimo para trabalhar no serviço público.

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17 de março de 2008 at 10:27

Publicado em Notícias e política

2007: economia sustentou o governo Lula

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Olhando para a economia nacional, o ano de 2007 foi muito positivo para o Brasil. O resultado final do crescimento do PIB ainda não foi divulgado, mas as estimativas mais rigorosas já são de algo em torno de 5% em relação ao ano de 2006, podendo até ser maior. A taxa básica de juros (Selic) ainda é muito alta, entretanto, em termos reais é a menor dos últimos 30 anos e a mais baixa da história. Atingindo a menor taxa, desde que começou a ser medido pelo IBGE, o desemprego dever fechar na casa dos 7% da população economicamente ativa. O reflexo desta situação pôde ser visto nas vendas de Natal com o comércio varejista projetando um crescimento recorde de cerca de 10% em relação ao ano anterior. Conclusão: o melhor Natal dos últimos 10 anos.
É essa economia que sustenta a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também fechou o ano com aprovação recorde, em um patamar superior aos 60%, o mesmo capital político que conquistou durante a reeleição quando disputou com Geraldo Alckmin (PSDB).
Quando falamos em taxas, parece que estamos falando de fantasmas, além do que, o Brasil já cresceu bem mais em outras ocasiões sem que isto tivesse revertido em benefícios para a população mais pobre e carente. Essa é a diferença agora. Em números reais, o fato é que, desde a posse de Lula em 2003, 20 milhões de brasileiros migraram das classes D e E da população para a C. Continuam pobres, mas já não são miseráveis. O aumento de crédito tem deixado os brasileiros endividados, mas tem permitido aos mais pobres o acesso a bens de consumo que eles não teriam de outra forma. É um salto no nível de vida dessas pessoas. Segundo o comércio, nunca se vendeu tanto eletrodoméstico, computador e até mesmo automóvel no país como em 2007; movimento para cima que se deve em boa parte à política de estímulo ao crédito do governo federal.
Mesmo assim há dois tipos de crítica que se pode fazer à política econômica de Lula. Para os tucanos, o país está perdendo uma série de oportunidades porque poderia crescer muito mais se aplicasse à ferro e fogo o receituário neoliberal e a “boa gerência” que para os tucanos se traduz em mais privatizações, corte de gastos sociais, diminuição do tamanho do Estado e uma gerência mais rígida das contas públicas. O PSDB ainda sustenta que o governo vai bem, mas que não é por méritos próprios e sim porque a economia mundial vive um momento excepcional, um argumento duvidoso e estranho uma vez que o Brasil não se abalou com a crise que atingiu o capitalismo mundial em agosto, a partir das hipotecas de alto risco, as chamadas subprimes. Desta vez, diferente do que pregavam os tucanos, o Brasil não foi nem de perto afetado pelo mau humor dos mercados financeiros.
Na outra ponta, a crítica da esquerda radical ao governo federal parte do pressuposto diametralmente oposto ao dos tucanos e dos democratas do DEM. Para o pessoal do PSOL, PSTU e mesmo parcela do PT, o pecado de Lula é manter o modelo herdado de Fernando Henrique, o que é parcialmente uma verdade. O grande problema desta crítica é não apresentarem alternativas ao que vem sendo feito. Dívida externa e rompimento com o FMI já foram resolvidas pelo atual governo que já pagou o que devia ao Fundo e ao Clube de Paris rompendo, sem nenhum problema, os laços com o FMI. Além disso, é sabido que a dívida externa é quase toda ela da iniciativa privada e não mais do governo. Sobre a dívida interna, esta, sim, um grande problema não se ouve palavra dos críticos à esquerda.
Já na grande política nenhuma grande novidade, o governo ampliou sua base no Congresso formando uma maioria nem sempre estável, como ficou provado na única votação que de fato importava: a prorrogação da CPMF. É bem verdade que nem o governo se esforçou tanto, pois a perda do imposto do cheque deverá ser compensada com o aumento de impostos e cortes no Orçamento dos próximos anos. Aparentemente a aposta desse governo são os vários PACs, que significam obras a rodo, com foco na infra-estrutura que permita o crescimento econômico do país. Se o cenário internacional não mudar, nada indica que o presidente veja diminuída sua popularidade com alguma chance até de fazer o sucessor. Por enquanto, especialmente após o resultado do plebiscito venezuelano, a hipótese de um terceiro mandato, sempre negada pelos arautos do governo está descartada, mas poderá voltar à tona se nenhum nome do PT se firmar com condições de vencer em 2010. Fora isso, uma árdua caminhada rumo a uma candidatura parcialmente de consenso na base aliada.
No campo da oposição o destaque foi a firme atuação do DEM, que comandou o movimento contra a CPMF em meio aos vacilos do aliado PSDB. Ao lado do PSOL à esquerda, o DEM vai se firmando como partido de oposição apesar de já ter perdido vários parlamentares para a base aliada. O problema do DEM é a falta de uma liderança popular expressiva com viabilidade em uma eleição presidencial. O problema do PSOL, ainda em fase de crescimento é a demasiada dependência da liderança de Heloisa Helena, que tem se posicionado de forma bastante autoritária dentro do próprio partido. (JMN)

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31 de janeiro de 2008 at 8:27

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São Paulo: uma cidade complexa, mas atraente

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Tudo em São Paulo, a cidade, é de arrepiar. Os números sempre impressionam somente em automóveis a frota ultrapassa 4 milhões mais meio milhão de motocicletas. Se saírem simultaneamente o engarrafamento será como uma cena de fim-de-mundo.
São também quase 11 milhões de habitantes; seres humanos respirando, produzindo lixo em quantidades astronômicas, consumindo. Alguns produzindo outros tantos parasitando. São crianças, jovens, adultos e muita gente na terceira idade. Uma das maiores metrópoles do planeta que apresenta desafios diários e constantes, notadamente desafios sociais e ambientais.
A contagem de moradores de rua feita com alguma regularidade já indicou acima de 10 mil moradores em situação de rua só no centro expandido da cidade. Desempregados também são muitos embora o índice de desemprego venha caindo paulatinamente no governo do presidente Lula como resultado da pujança econômica verificada no país.
A cidade de São Paulo já foi destino de muito brasileiros em todas as épocas. Para cá vieram e foram bem recebidos nortistas, nordestinos, sulistas. Gente do centro ou dos cantos do Brasil para cá se dirigiram em busca de oportunidades que a cidade desenvolvida economicamente oferecia. Foram diversas geração de trabalhadores que fizeram seus pés-de-meia e constituíram famílias inteiras nesta cidade. Para alguns em meados do século passado as coisas eram mais fáceis e, com vontade e determinação se conseguia alguma coisa. Para outros as épocas mais recentes é que foram melhores.
Do ponto de vista do desenvolvimento industrial é certo que foram nos anos 60 e 70 que o maior desenvolvimento se verificou, depois dessas décadas as principais oportunidades eram no setor terciário de comércio e serviços. Atualmente algumas regiões da cidade têm um perfil todo ajustado para serviços, tanto é assim que indústrias e mais indústrias saíram da cidade em busca de maiores benefícios e incentivos frutos da guerra fiscal que viveu períodos de grande intensidade até que fosse regulada parcialmente pelo governo.
Um fenômeno recente tem se verificado que é a saída de pessoas que moravam e trabalhavam na cidade para o interior do estado ou outras regiões do país e é bom que assim seja, pois se trata de um sinal que existe possibilidade e algum vigor econômico em outras regiões do país outro fenômeno recente.
Entretanto continua chegando gente e mais gente na cidade. Parte delas expulsa economicamente de regiões que em virtude de um desenvolvimento desigual aportam na cidade das oportunidades. Todos são bem recebidos e nenhuma restrição é feita, entretanto as oportunidades estão cada vez mais escassas e o destino de vários migrantes não são dos melhores.
É daí que vem a ocupação desordenada e depauperada do solo urbano. Crescem as favelas, ocupações irregulares e a formação de cortiços com famílias inteiras. Cresce também as ocupações irregulares em busca de trabalho e renda transformando o que poderia ser o oásis no deserto em caldeirão de problemas.
São muitos e intensos os problemas da cidade. Devastação vegetal, poluição de rios e córregos, violência, tráfico de drogas, ignorância, falta de educação. Trânsito caótico, consumo desenfreado e produção de lixo em quantidades astronômicas. Se São Paulo tem de tudo, mas não está ao alcance de todos, também tem problemas que afetam grandes contingentes da população diretamente e as outras indiretamente. Trânsito e enchentes, por exemplo, é possível que atinja a todos; uns mais gravemente e outros nem tanto, mas que é um problema da maioria isso é.
São 454 anos dos quais quase 60 de desenvolvimento acelerado e não planejado. De riquezas que fica nas mãos de poucos e de mazelas para a maioria. Isso é São Paulo e para quem é daqui nenhuma novidade. São Paulo, entretanto, tem uma aura, uma magia, um encontro da Avenida Ipiranga com a Avenida São João que só os poetas podem descrever com alguma beleza porque, a leitura economicista e sociológica da cidade apontam para uma coisa mais sombria. São esses os encantos da cidade: alguns a odeiam profundamente, outros a adoram, mas a maioria tolera, vive, se reproduz nessa grande cidade.

Written by Página Leste

31 de janeiro de 2008 at 8:25

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TV poderia insistir em campanhas por bons modos

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Recentemente escrevi aqui neste espaço sobre a falta de educação das pessoas e destacava que quanto mais carente o local, mais o problema saltava aos olhos. Fui cumprimentada pela coragem e pela assertiva na abordagem que lembrava que falta de modos perpassa as várias classes sociais, mas que tínhamos um olhar paternalista para quando essas coisas acontecem junto às classes mais desfavorecidas. Insistia, naquele texto, que não estava correto continuar a passar a mão na cabeça das pessoas perdoando toda e qualquer falta de modos.
O duro é ter que voltar ao assunto, que parece não vai ser resolvido tão já e, mais, parece que vai persistir. A falta de educação continua e insiste em agredir os sentidos de quem é obrigado a viver em sociedade com gente que não sabem faze-lo.
Desta vez não está somente nas classes populares e até é comum nos aspirantes à classe média ou classe alta. Apesar das posses e recursos que podem dispor seja lá por que métodos tenha sido ainda encontro péssimos exemplos por todo canto. Outro dia estava parada no trânsito em uma grande avenida e de dentro de um carro à minha frente; desses que não custam menos de R$ 45 mil, ou seja, não é para qualquer um, o motorista não teve a mínima cerimônia em juntar e amassar muito mal amassados vários panfletos que estavam; segundo o que deveria estar passando na cabeça dele: sujando o seu carro. Pois bem, o ‘Malamané’, que pensa ser malandro, mas é mané jogou tudo no chão. Como estava mal amassado, ao caírem, os panfletos se separaram espalhando “ofertas” por todo o chão.
Me contive. A vontade era dar uma longa e sonora buzinada para ver se o Malamané se tocava da sua ação completamente reprovável. Será que ele não sabe que papel é reciclável e que o papel é resultado de árvores tombadas? Conhecer o carro do ano ele conhecia, inclusive ele cuida bem porque não deixa sujeira dentro dele, mas os bons modos, isso ele não conhece.
Pois bem, comportamentos desse tipo repetem-se quase todos os dias e vêm de pessoas que à priori deveriam ter alguma formação. Mas embaixo, com quem tem pouca ou nenhuma informação o que encontramos então? Outros tantos exemplos de como não conviver em sociedade e aqui tão grave quanto os panfletos lançados fora do carro.
Dezenas de reportagens têm sido feitas pela Gazeta de São Mateus que envolviam a existência de lixos e entulhos jogados nos lugares mais inadequados. Na maioria das vezes, tenho de reconhecer, a prefeitura, através das subprefeituras têm, após a reclamação do munícipe ou da divulgação da reportagem providenciado a limpeza e a remoção do lixo ou do entulho para um local mais adequado.
O duro é constatar que em pouquíssimo tempo depois, muitas vezes, o local que foi limpo pela Prefeitura volta a ser ocupado por lixo doméstico ou entulho. Quem colocou lá, com certeza, não foi à prefeitura. Foram, de novo, os munícipes, na maioria das vezes, moradores do próprio local. Os locais escolhidos são, quase sempre, os mesmos: terrenos baldios, terrenos públicos, cabeceiras de rios, córregos, ao lado dos muros de equipamentos públicos e por ai vai.
Fica na compreensão das pessoas de que o lixo não estando na sua porta ou dentro do seu carro, no caso acima, tudo bem, pode ficar na frente da casa do outro ou nos espaços públicos que é de todo mundo, mas não é de ninguém. Gente que age assim é daquele tipo que acha que pode escutar suas músicas a qualquer horário, no volume que quiser porque está dentro da sua casa. O que ele não entende ou finge não entender é que a casa dele está dentro de uma rua que, por sua vez, está dentro de um bairro, que por sua vez, está dentro de uma cidade, que por sua vez, para encurtar o rosário está dentro do planeta que é de todos e que, sem regras respeitosas de convivência é o que vemos: ignorância e falta de modos por toda parte.
São aquelas mesmas pessoas, desde os pobres até os classe médias que dizem “a rua é pública” para justificar travessuras de crianças, adolescentes, jovens e até adultos em praça pública.
A minha opinião que já sei, é compartilhada por muita gente, mas muita gente mesmo, ainda é um pingo no oceano. Os córregos continuarão sendo os destinos de sacos inteiros de lixos domésticos que, se fossem reciclados, diminuiria sensivelmente os aterros nas grandes cidades. A prefeitura, quando está operante ou é lembrada pelos munícipes ou pelas reportagens vai limpar a avenida por onde passam os carros de luxo. Vai também recolher os restos dos córregos e bueiros. Vai também recolher as milhares de embalagens pet dos refrigerantes que insistem em aparecer boiando pelas ruas durante a enchente.
Mas ainda é pouco. Se não houver uma insistente e competente campanha, principalmente nos canais da televisão aberta, que são concessões do governo, para educar e educar e educar o povo a situação vai continuar a mesma.
Apesar da resistência dos grupos que controlam as comunicações, o governo tem que interferir nas programações criando e exigindo que a TV lembre os espectadores, muitas vezes ao dia, da necessidade de que todos tenham educação suficiente para ajudar a preservar o que é coletivo; produzir pouco lixo reciclá-lo e não jogar o que sobra em qualquer lugar.
 

Written by Página Leste

31 de janeiro de 2008 at 8:24

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Câmara debate projeto que visa desenvolver a Zona Leste

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A Frente Parlamentar Pelo Desenvolvimento da Zona Leste, composta de 17 vereadores de diversos partidos, promoveu no dia 6, na Câmara Municipal, uma plenária para discutir o projeto de lei no 746/07, do Executivo que modifica alguns pontos da Lei 13.833/04, criada na gestão Marta Suplicy, que cria incentivos fiscais às empresas que queiram investir e gerar empregos na Zona leste.

O projeto de lei foi apresentado oficialmente pelo prefeito Gilberto Kassab, no dia 25 de outubro, no auditório da subprefeitura de Itaquera e chegou para apreciação dos vereadores logo depois. A iniciativa do debate partiu do presidente da Frente, vereador Paulo Fiorillo (PT) que avisou que aquele era o primeiro de vários debates que serão promovidos antes da votação.

Representando a Câmara estavam também os vereadores Chico Macena e Senival (PT); Cláudio Prado (PDT); e Gilson Barreto (PSDB). Para falar sobre o projeto de lei, representando o Executivo estiveram na mesa o assessor do prefeito e membro do Comitê de Desenvolvimento do Município, José Alexandre Sanches; e o assessor da Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLA), Nivaldo Bósio.

Sanches explicou o projeto de lei encaminhado à Câmara. “Havia necessidade de uma lei atualizada de incentivos e estamos propondo esta para atrair investimentos na zona leste e criar também conjuntamente uma política de capacitação de mão-de-obra. Em uma área próxima ao Metro Itaquera será instalada uma FATEC e uma escola do Senai”, esclareceu. Para ser aprovado o projeto terá de passar pelos critérios estabelecidos por um pequeno comitê executivo e terá como eixo principal a geração de novos empregos.

Os incentivos a que se referia o assessor serão concedidos em forma de descontos no ISS, no IPTU devido e no ITBI (Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis). O investimento mínimo de acordo com o projeto de lei é de R$ 50 mil e os incentivos podem chegar a 60% para indústrias e serviços e até 40% para comércios, resumiu o assessor.

O vereador Chico Macena criticou o projeto tal como ele se encontra, principalmente no que diz respeito à diminuição da área de abrangência que privilegiou a área de Itaquera. A área representa apenas 10% da área que era abrangida na lei anterior. Perguntou também sobre que tipo de atividade seriam ali instaladas e se gerariam os empregos em quantidades que justificassem o projeto. A resposta do assessor indicava que primeiro é preciso abrir a possibilidade das empresas se interessarem por se instalarem na zona leste para na analise dos projetos ver se ele contempla a ampliação das vagas.

Por parte da platéia ficou a lembrança de que teriam que ser contempladas as empresas já instaladas e o assessor respondeu positivamente para os casos em que os projetos gerem, de novo, novas vagas. Indagado sobre, uma possível, micro guerra fiscal entre as regiões de toda São Paulo que poderiam reivindicar incentivos iguais, José Alexandre respondeu que a atual administração tem intenção de adotar o mesmo procedimento em outras regiões.

Na condição de coordenador dos trabalhos, o vereador Paulo Fiorillo sistematizou os questionamentos e as respostas e deu por encerrada a primeira plenária para discutir o projeto de incentivo fiscal para a zona Leste.

 

Written by Página Leste

17 de novembro de 2007 at 13:22

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Diretoria da Associação se queixa de oportunismo político

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Estivemos mais de uma vez no gabinete do Gilson Barreto para se somar conosco no Conselho para trabalhar junto, convidamos oficialmente para tomar parte e se posicionar. Ele nunca foi. Dizia que não ia ao Conquista para não ser trucidado. Ele acha que a gente bate forte.

 

A diretoria está aberta às divergências durante a campanha tínhamos três chapas. A associação hoje não é mais uma locação de assessores políticos. As portas estão abertas para as lideranças, independente de quem eles apóiem.

 

Para comemorar o 18º aniversário do bairro, a Associação dos Moradores do Jardim da Conquista realizou uma festa no dia 20/10 na Travessa Noite Cheia de Estrelas com Travessa Três Pingos d´Água, próximo a Igreja São Miguel, entre os atrativos estava sendo sorteada uma bicicleta, através de preenchimento de um cupom que deveria ser colocada nas urnas durante a festa.

 

A diretoria da Associação dos Moradores do Jardim Conquista que comemorou recentemente o seu 18º aniversário de fundação visitou a redação para informar que a comunidade está contente com a assinatura dos contratos com a Cohab que darão futuramente a posse definitiva de seus lotes no bairro.

Estiveram presentes o presidente Laércio José de Souza e os secretários José Milton Nunes e Deise Aquiles que foram eleitos em votação aberta e tomaram posse no dia 9 de setembro último. Eles também participam do Conselho Gestor de Regularização formado especialmente para acompanhar todo esse processo.

Segundo Laércio explicou as primeiras parcelas começaram a ser pagas a partir de 10 de novembro e as parcelas terão reajustes anuais pelo índice da Fipe – Fundação de Pesquisas Econômicas da USP. Os valores são diferentes a depender de onde estão os lotes. Na avenida principal Somos Todos Iguais o valor a ser pago será de R$ 107,46 por metro quadrado. Para o pagamento à vista haverá um desconto de 15% sobre o valor total, mas os lotes podem ser pagos em até 100 prestações. Ainda segundo Laércio a média dos preços está em R$ 5 Mil; nas áreas mais nobres podem chegar a 8 ou 12 Mil reais. Para exemplificar cita que a área onde está localizada a associação alcançou o valor de 18 Mil Reais. Nesse caso a direção da associação está negociando com a Cohab a cessão de posse definitiva gratuitamente.

Para Deise Aquiles foram 5536 lotes regularizados nesta primeira etapa. Estão previstas mais duas etapas que vão ser as áreas de risco e fundo de vale em algumas partes onde está previsto a extensão da Jacu Pêssego. Por enquanto a Cohab ainda estuda os casos onde houve por parte dos ocupantes contestação sobre as metragens. A Cohab e a Resolo estão avaliando esses casos. Ainda segundo Deise, a Cohab se comprometeu a chamá-los para tratar das outras etapas.

Mas como quando se trata de Jardim da Conquista nem tudo são flores, a atual direção da entidade reclama das eventuais iniciativas paralelas que são feitas por algumas lideranças, inclusive algumas que estiveram em outras diretoria da entidade que acabam dividindo e criando confusão no seio da comunidade. Deise chega a citar Tauá, Dona Vera, Reis e Luiza como algumas pessoas que estão se comportando dessa forma. “Apesar de convidados não participaram nem da comemoração de aniversário da associação”, reclama, mas insistindo que a diretoria quer a colaboração deles. Para a diretoria interesses partidários de algumas lideranças acabam interferindo na possibilidade de um trabalho conjunto.

Queixa mesmo sobrou para o vereador Gilson Barreto, cujos apoiadores andam espalhando que a regularização, que a propósito nem está acontecendo agora, seria obra do vereador. O que eles dizem efetivamente é que em mais de uma ocasião o que se viu foi o vereador querendo pegar carona na janelinha num trem que já estava andando. Para justificar a insatisfação, Deise informa que o plano de trabalho já estava fechado com a Cohab desde 2004. “Ficamos chateados sim com essa tentativa de pegar ganho nessa luta para se auto promover. O vereador poderia estar trabalhando junto com a associação. Agora se aproveitar da luta dos outros é errado”, sentencia. Para completar falam do comportamento exemplar que o deputado estadual Adriano Diogo tem tido com a luta daquelas lideranças, para evidenciar dois formas diferentes de atuar.

A diretoria ainda lembra que sem o Conselho Gestor que foi constituído em fevereiro de 2007, a não ser que ele seja destituído, nem o prefeito pode assinar a regularização. “Precisa da aprovação do Conselho”, enfatizam.

Os preços, em 2004 eram diferentes. Saia em 66, 46 o m2 em 2004 em assembléia com a população em 12/12/04 dentro da Escola Carlos Correia Mascaro. Aumentou depois de três anos. Aumento de 80%. Agora com juros e correção, antes seria só com correção monetária. Pelos cálculos é ate vantajoso para parcelas alongadas. Teve muito aumento. Isso não tem nada a ver com o GB.

Ainda não estamos na fase de regularização, diz presidente da associação

Laércio explica que existe um TAC Termo de Ajustamento de Conduta. O Ministério Público que acompanhou a celebração desse termo opinou por um Contrato de Cessão de Posse com opção de compra. Por sugestão defendida pelo MP o que ser receberia pela aquisição dos lotes deveria ser aplicada em obras. “Estamos pagando as obras de melhorias que já foram embutidas no valor. A regularização é posterior. No site da prefeitura, por exemplo, tem uma matéria com o título ‘Sai à regularização do Jardim da Conquista’. Não é verdade. É propaganda enganosa. Não saiu a regularização porque ainda estamos montando o plano urbanístico do bairro que precisa ser aprovado para depois regularizar. O prazo dado pelo MP é até 2009”, esclarece.

Segundo o presidente da associação outra informação pertinente é o aumento de preço que houve desde a assembléia realizada em 2004 com a população na Escola Carlos Correia Mascaro. “Houve um aumento nos preços dos lotes na ordem de 80%. Antes era só correção monetária agora temos também juros. Antigamente os preços do metro quadrado não atingiam 70 Reais”, esclarece.

O que pretende a diretoria com o ânimo renovado

Indagados a respeito os diretores informaram que a associação mantém abertas suas portas e a cada 15 dias realiza chá com bate papo onde podem ocorrer palestras, dinâmicas diversas, bingos, etc. Buscam ainda ampliar a cota de leite e até mesmo o tradicional sopão deve voltar. “Vai depender da regularização dos documentos recentes da associação que deve acontecer nos próximos dias”, explicam.

A associação do Jardim da Conquista, a exemplo de outras entidades vem mudando o seu perfil. Se num tempo não muito distante a associação estava envolvida em lutas reivindicatórias agora ela está mais assistencialista embora ainda precisem lutar pela instalação de uma lotérica ou agência bancária; grandes ausências do bairro.

Devido à intensa ocupação do seu espaço, não se preservou espaços públicos para equipamentos públicos e é com essa realidade que aquela comunidade tem que conviver embora entre outras tarefas a associação se debruce sobre alternativas para essa situação. “O Jardim da Conquista se iniciou com uma ocupação, com algum planejamento, entretanto com o passar do tempo começaram a ocorrer uma série de invasões que inviabilizou a reserva desses espaços”, esclarecem ao mesmo tempo em que lembram de um pedaço de fundo de vale que foi aterrado recentemente, mas que de uma hora para outra começaram a construir novamente no local.

Outra observação é que não se sabe ao certo o número de habitantes do Jardim da Conquista, entretanto, especulam algo em torno de 55 mil, o que só o censo oficial poderia confirmar. Ao final reconheceram a cobertura honesta e isenta que o jornal Gazeta de São Mateus tem dado às questões do Jardim da Conquista.

Written by Página Leste

17 de novembro de 2007 at 13:19

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Educação social transformadora é tema de palestra no CEU São Mateus

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O Céu São Mateus reuniu na manhã do dia 10/11, centenas de participantes na palestra feita pelo professor Demerval Correa de Andrade do Instituto Argumentos Ciência e Cultura numa iniciativa consorciada com a EcoUrbis envolvendo a temática da educação ambiental.
O evento, entretanto tomou um rumo mais geral diante da bem humorada e consiste palestra. Logo de início o palestrante lembrava que a existência de equipamentos culturais por si só não é suficiente para que a cultura se propague. É preciso bem mais ter animação cultural, formação e atitude para se criar algo novo e melhor. Aprender a aprender foi o toque da caixa da palestra.
Segundo diagnóstico do palestrante, vivemos numa era de consumismo exacerbado. “As crianças desde sendo vão sendo preparadas para serem consumidores e pressionam os pais para isso. A mídia envolve as crianças e jovens fazendo-as consumidoras em potencial”, esclarece. Diferente do consumo necessário para a subsistência de cada um, o consumismo é uma coisa diferente levando ao desejo por coisas que, de fato, nem precisamos. A isso o professor chama de consumismo. “As crianças parecem que foram mordidas pelo grande vampiro da ideologia do consumismo e o valor das pessoas passam a ser aquilo que tem e não aquilo que são”, considera.
De acordo com a palestra até as pessoas boas não valem tanto quanto a outras que ostentam posses. Esse seria um outro desdobramento do atual estado das coisas.
Até mesmo na educação a ideologia dominante opera na mesma direção. Cria necessidades de formações muito específicas, utilitárias em detrimento do conhecimento mais acadêmico e humanista. Tanto é assim que, segundo o professor, basta constatar como as matérias de exatas e biomédicas se destacam com grandes saltos tecnológicos em detrimento das ciências humanas.
O professor comenta que quase o mundo inteiro é assim. É a supremacia do neoliberalismo. O Brasil se envolve em tudo isso até mesmo porque é um mercado desejado por todos os interesses nacionais. “Se eles podem vender um carro de luxo para algum comprador brasileiro eles podem vender quatro celulares para quem não tem grandes posses”, explica como o capital se aproveita das frestas, inclusive da divisão acentuada entre as classes no Brasil. “É uma coisa séria jogamos lixos nas ruas, nas atmosferas, interferem na educação, na cultura e os pais e mães que se virem”, alerta. Para o professor é preciso mudanças radicais de atitudes e hábitos arraigados há muito tempo, mas essas mudanças não se operam da noite para o dia. “É um processo permanente. Precisamos mudar a nos mesmos, antes de colocarmos em prática a educação social transformadora no seio da sociedade onde atuamos”, parece apontar o palestrante.
O palestrante também disse não concordar com o autoritarismo nem com o neoliberalismo da maneira atual. “Queremos que as pessoas sejam mais verdadeiras ao se expressarem”. Do jeito que as coisas estão delineadas no Brasil determinadas pessoas, apesar de terem muito dinheiro ainda são pessoas pobres e como tal ficam mais vulneráveis ao bussines. “Quanto mais vazio o ser humano, mais vulnerável ele está às drogas; sejam as drogas mesmo, sejam os produtos culturais e a educação empobrecida e parcial que recebem”, considera. Para o palestrante o descuido de pais e responsáveis nessa disputa pelos filhos para o consumismo pode ser fatal. “Precisamos estar atentos à qualidade da educação ampla, humanitária, cidadã. E cobrar qualidade nos serviços que nos são devolvidos pelos impostos que pagamos”, emenda.
Palestrante responde as perguntas da platéia
Aberta a participação da platéia o professor Demerval lembrou que no processo da educação social transformadora não basta apenas à teoria e reiterou que as mudanças são lentas. Citou o exemplo de uma casa comum onde se chama o marido e provedor de chefe e se reserva às filhas a obrigação com a casa enquanto o filho pode sair para jogar bola. “Reparem que, em geral, a família entra em polvorosa quando a mãe fica adoentada uma semana”, arrancando gargalhada da platéia. “Essa é uma relação equivocada, que precisa ser mudada e é a que está mais próxima da gente”, reflete. “Como fazer então para mudar a partir daí”, indagou. Lembrou também que têm que ser ensinada as crianças pequenas o amor e que as manifestações iniciais das crianças são em busca de prover suas necessidades.
Como alternativa a uma vida fadada à inércia e a morte, o professor diz que precisamos colocar alternativas agradáveis, prazerosas, mas também objetivas e humanitárias.
O palestrante ainda indicou que não basta uma boa formação técnica ou universitária sem uma formação afetiva, emocional e moral. A sociedade hoje aponta que se não falarmos inglês fluentemente, não estivermos conectados ao mundo não somos nada. “Como não somos”, retruca o palestrante. Trata-se da inversão de valores que ele cita no transcorrer da palestra. O ter em detrimento do ser. “A sociedade vive nos insinuando que devemos ser campeões nisso e aquilo. Besteira! Na verdade precisamos ter o melhor desenvolvimento possível, uma auto-estima boa e responsabilidade social”, argumenta.
A falta de políticas públicas mais profundas principalmente para o meio ambiente e a burocracia e a lentidão dos gestores públicos foram criticadas. “A arrecadação de impostos é estrondosa, mas a volta é ineficiente e não há canais que altere o andar letárgico da coisa pública”, assinala. Criticou também os formados que não voltam para a ponta da comunidade para dar sua contribuição e mudar a realidade. “Além da ideologia na sociedade são estimulados nas universidades, não todas, a cuidar de si, de seus empregos e salários em detrimento da função social que poderiam ter”, acrescenta. “As instituições e ai acrescento a mídia, TV estão drogando a subjetividade das pessoas; algumas outras estão se mexendo para mudar o mundo”, evidenciando que o conflito existe e é permanente.
Falou ainda da existência do racismo, que é um posicionamento ideológico, de interesses visto que a ciência já comprovou através de estudos de genoma e do DNA que as diferenças entre negros e brancos ou outras colorações são insignificantes. Lembrou ainda do desperdício de alimentos no Brasil, por causa de uma questão cultural. “No Japão, ninguém se envergonha de ir ao açougue compra 300 gramas de carne. Aqui no Brasil, temos vergonha de ir ao açougue para comprar essa mesma quantidade”, fazendo alusão às diferenças culturais.
Comentou ainda sobre os vícios do álcool e tabaco lembrando que nesses aspectos a questão mais relevante são os excessos e polemizou a dizer, mas sem entrar no mérito que a sexualidade das crianças já está dada desde a mais tenra infância e que, por conta dos costumes com o passar do tempo e o crescimentos das mesmas se iniciam uma série de restrições ao desenvolvimento delas como forma de preservar a família e a sociedade tal como está formatada. Falou ainda da onipotência, principalmente de quem tem algum poder ou dinheiro em detrimento da competência e da programação empobrecida da TV aberta que contribui para deseducar mais ainda.
Levada ao seu final com um ótimo rendimento e humor pelo palestrante e participantes ficou claro o fio condutor de toda a proposta apresentada: a de que é necessário repensar formas, hábitos de vida e promover a educação social e ambiental transformadora para resgatar o respeito, o valor e o sentido da vida da pessoa humana. O seu valor pelo que faz para si e em benefício da coletividade e da natureza, ao invés de quanto dinheiro ou poder tem.

Written by Página Leste

17 de novembro de 2007 at 13:18

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