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Grupos da Plataforma de Centros Urbanos reúne-se com subprefeito de Itaquera

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A Plataforma de Centros Urbanos da Unicef, através de vários representantes do grupos de articulação locais do Dom Bosco, Conjunto José Bonifácio e Cidade A E Carvalho estiveram em reunião na manhã do dia 16 de junho com o subprefeito de Itaquera Roberto Tamura. O objetivo, plenamente alcançado, era o de estabelecer com o representante do prefeito uma interação que desse conta de facilitar o acesso dos GA´s junto aos coordenadores das várias áreas de ação pública da região.

Pela Unicef esteve presente Sílvio Koloustian, que em linhas gerais, apresentou ao prefeito o que era a Plataforma, suas articulações, locais de atuação e sua finalidade no que foi plenamente entendido pelo subprefeito. Este, por sua vez, ressaltou suas limitações com relação às relações com outras diversas áreas da administração como educação, saúde e assistência social, por exemplo. Independente disso se colocou a disposição para dentro de suas possibilidades ajudar na articulação desses contatos.

Segundo os representantes dos GA´s, grande parte das ações planejadas tem interface com o poder público, seja na busca de melhor conhecer indicadores locais, seja no entendimento das funções, trabalhos desenvolvidos e limitações das ações das áreas na região.

Como proposta e sinal de boa vontade do subprefeito foi agendada uma reunião posterior com os coordenadores das áreas da Saúde, Educação e Assistência Social da região para que a Plataforma apresente de forma sistematizada suas propostas e necessidades que justifiquem esse relacionamento.

Os treze participantes dos GA´s encaminharam ainda uma reunião autônoma no próprio espaço da subprefeitura para o dia 21, quando sistematizarão seus objetivos com vistas a construir esse relacionamento no sentido de melhor equacionar os problemas locais e encaminhar soluções. JMN

encontro de membros da PA com o subprefeito Roberto Tamura

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24 de junho de 2010 at 13:39

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Mundo em transe: os desafios do ecodesenvolvimento. Entrevista especial com José Eli da Veiga

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Em meio aos debates em Copenhague, na Convenção do Clima, a IHU On-Line entrevistou, por telefone, o professor José Eli da Veiga, que aproveitou a oportunidade da realização do evento na Dinamarca para lançar seu livro Mundo em transe. Do aquecimento global ao ecodesenvolvimento (Cidade: Autores Associados, 2009).
Ao discutir os principais elementos trazidos na obra, Eli da Veiga afirma que “é absolutamente falsa a ideia que predomina no noticiário e na atuação de muitas ONGs, de que, na verdade, os países estão em Copenhague movidos por algum tipo de altruísmo em relação às gerações futuras, e isso é que fará com que eles façam um acordo A ou B”. Para ele, “os últimos trinta ou quarenta anos forneceram muitos fatos para percebermos que é muito difícil, hoje, dizer como o modo de produção capitalista será superado. O que sabemos, com certeza, é que um dia – se a humanidade não se liquidar usando armas atômicas, ou deixando o aquecimento global sem controle, se o progresso social continuar – o capitalismo será superado”.
Eli da Veiga critica a discussão sobre se será a sustentabilidade ambiental que vai colocar em cheque o capitalismo ou não. “O que temos certeza é que é um modo de produção passageiro como foram os anteriores, mas é impossível saber como vai terminar. E esse dilema do crescimento é um dos dilemas do capitalismo, não é o único, estamos cansados de saber. Basta voltar à questão da desigualdade que a sociedade capitalista tem”.
José Eli da Veiga é professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), onde coordena o Núcleo de Economia Socioambiental (NESA). Além do livro que é tema desta entrevista, publicou outros, entre os quais: A Emergência Socioambiental (São Paulo: Ed. Senac, 2007); Meio Ambiente & Desenvolvimento (São Paulo: Ed. Senac, 2006); e Desenvolvimento Sustentável – O desafio do século XXI (Rio de Janeiro: Garamond, 2005). É colaborador da do jornal Valor Econômico. Para ver sua página pessoal na Internet clique aqui.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Quais os principais tópicos que o senhor aborda na obra? Qual é a tese central defendida pelo senhor em Mundo em transe?
José Eli da Veiga – O livro começa tratando da transição ao baixo carbono, ou da descarbonização, que é uma questão muito mais ampla do que essas negociações que estão ocorrendo em Copenhague. A tese central desse capítulo é que as negociações de Copenhague são importantes, mas pouco. Há outros vetores do processo que são mais importantes, a começar pela segurança energética. Ou seja, os países que se mexeram positivamente, tanto há mais tempo como os que estão se movimentando agora, mexeram-se principalmente porque percebem que terão problemas muito sérios nos próximos vinte ou trinta anos e que, portanto, a possibilidade de transitar para uma matriz com menos dependência de energias fósseis seria essencial, por razões básicas. Segurança energética é tão importante quanto segurança alimentar.
Uma vez existindo essa necessidade, e as elites começando a dar estímulos para essa transição, há um segundo vetor muito importante que são os negócios. Os empresários começam a perceber que, nessa perspectiva, são as inovações na área energética que conduzirão à próxima etapa do desenvolvimento capitalista. Então, tento dar uma série de elementos para mostrar como isso já está ocorrendo, e como determina o posicionamento dos países em relação à Convenção do Clima, isto é, muitos têm que ganhar tempo, eles estão em uma competição entre eles por essas inovações, por essas tecnologias. Há soluções que são muito difíceis imaginar ou prever em relação a qual será a tecnologia mais revolucionária nesta área e que países vão deter isso.
Então é fundamental levar em conta esses vetores para inclusive poder ler e interpretar o noticiário. É absolutamente falsa a ideia que predomina no noticiário e na atuação de muitas ONGs, de que, na verdade, os países estão em Copenhague movidos por algum tipo de altruísmo em relação às gerações futuras, e isso é que fará com que eles façam um acordo A ou B. Nesse momento, no que se refere ao aquecimento global, a ideia é que Copenhague no fundo pouco importa. Uma vez dito isso, mostro que já houve um ganho tremendo quando olhamos principalmente para a intensidade de carbono, que quer dizer a quantidade de emissões de gases efeito estufa por unidade de produto, por dólar de PIB, por exemplo.
Em quase todos os países, essa intensidade vem diminuindo aceleradamente, muito mais do que se imagina, mas que, mesmo assim, as emissões em termos absolutos continuam aumentando, por uma série de razões que tento explicar no livro. Apesar desses avanços, de ter reduzido a intensidade de carbono, assim mesmo as emissões continuam aumentando, pressionando os ecossistemas. Então, o problema que se coloca é muito mais uma discussão sobre a própria relação entre o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental.
IHU On-Line – E o que caracteriza essa relação entre crescimento econômico e a sustentabilidade do planeta?
José Eli da Veiga – O que é muito claro é que a sustentabilidade ambiental vai exigir que desvinculemos a prosperidade do crescimento econômico. No caso do Brasil, temos que procurar estilos de crescimento diferentes. Alguns países muito avançados já estão até reduzindo a produção, por exemplo, quando a qualidade de vida depende de silêncio. A discussão que é complexa e que está começando a sair do gueto é a respeito da tese do decrescimento. Outra tese, mais palpável, é a ideia de uma condição estável. Isto é, a ideia de que o país pode prosperar, sem que necessariamente a economia tenha que crescer. Há um estudo muito importante sobre esse assunto, que é um livro do professor Peter Victor, que é britânico, mas dá aulas no Canadá há muito tempo. Ele fez um modelo e tentou prever o que aconteceria com a economia canadense se o objetivo fosse, daqui a 15 anos, chegar numa situação de não-crescimento.
IHU On-Line – Pode explicar melhor essa relação entre decrescimento e condição estável? O senhor se apoia no pensamento de Serge Latouche também?
José Eli da Veiga – Latouche faz parte de um movimento pós-desenvolvimentista que tem como tese o decrescimento. Só que essa é uma tese, a menos politicamente viável, embora esse movimento tenha crescido. Mas a tese sobre a condição estável, que é do Herman Daly, o principal economista ecológico ainda vivo, é bem diferente do decrescimento, e é muito mais palpável para imaginar que alguns países do mundo possam começar a encarar ainda nesse século. A imagem que o Herman Daly usa e que facilita a explicação é a seguinte: imagine uma biblioteca abarrotada, como uma analogia para dizer que o mundo está abarrotado, porque cresceu demais tanto a população quanto o consumo que essa população necessariamente tem direito de aumentar. Isso tudo vai levando a um mundo em que o sistema econômico ultrapassa muito os limites naturais que poderia ter. Então, Daly diz que, se a biblioteca estiver abarrotada, você pode tomar a decisão de não fazer entrar mais nenhum livro, ou até de decrescer, diminuir o número de livros. No entanto, há uma outra decisão que é muito mais sábia que é: toda vez que um livro novo tiver que entrar na biblioteca, você escolhe um para retirar; evidentemente você vai retirar aquele que parece ser menos importante de manter lá. Se esse sistema for usado, veremos que a biblioteca não vai crescer em termos de tamanho, mas estará melhorando. Ou seja, uma sociedade que substitui a energia fóssil por renovável, mesmo que isso não aumente o PIB, estará melhorando. Essa é a ideia e também uma maneira de explicar essa noção, que é bem antiga na economia, visto que os clássicos já usavam a expressão um pouco inequívoca, que é “estado estacionário”. E daí criou-se muita confusão. Então, prefiro usar a expressão condição estável para isso que acabei de explicar.
IHU On-Line – A economia capitalista é compatível com o desenvolvimento sustentável? Que alternativa econômica podemos pensar?
José Eli da Veiga – Em primeiro lugar, ainda não chegamos num acordo se o capitalismo começou com a revolução industrial ou se começou no renascimento, com Estados tipo Gênova e Veneza. Já há essas duas correntes nas quais o que as pessoas chamam de capitalismo são coisas diferentes. Os últimos trinta ou quarenta anos forneceram muitos fatos para percebermos que é muito difícil, hoje, dizer como o modo de produção capitalista será superado. O que sabemos, com certeza, é que um dia – se a humanidade não se liquidar usando armas atômicas, ou deixando o aquecimento global sem controle, se o progresso social continuar – um dia o capitalismo será superado. Acho muito errado discutir se será a sustentabilidade ambiental que vai colocar em cheque o capitalismo ou não. O que temos certeza é que é um modo de produção passageiro como foram os anteriores, mas é impossível saber como vai terminar. E esse dilema do crescimento é um dos dilemas do capitalismo, não é o único, estamos cansados de saber. Basta voltar à questão da desigualdade que a sociedade capitalista tem.
IHU On-Line – Em linhas gerais, qual o conceito de ecodesenvolvimento?
José Eli da Veiga – É a mesma coisa que as pessoas chamam de desenvolvimento sustentável, só que prefiro essa expressão por duas razões: primeiro, porque é uma palavra só e evita muitas confusões; e segundo, porque ela é anterior à noção de desenvolvimento sustentável. Na verdade, ela surgiu logo depois da reunião de Estocolmo, em 1972, e foi proposta como uma tentativa de se começar a repensar o desenvolvimento, levando em conta a dimensão ambiental, que tinha sido simplesmente ignorada até lá. E isso aconteceu por razões até hoje não muito claras, mas principalmente pela oposição da diplomacia dos EUA, houve uma espécie de censura ao uso da expressão ecodesenvolvimento. Até que depois de praticamente 15 anos, o relatório “Nosso futuro comum” popularizou a expressão “desenvolvimento sustentável”, que foi considerada mais aceitável, em grande parte porque escamoteia essa questão do dilema do crescimento. Se relermos hoje o “Nosso futuro comum”, que é o relatório Brundtland (1), veremos que lá a tese é de que é preciso crescer o máximo possível, enquanto que estamos discutindo hoje que há países que poderiam parar de crescer e procurar aumentar a sua qualidade de vida de outra forma, ao contrário, dando chance para que o resto do mundo cresça. Então, prefiro a expressão ecodesenvolvimento, que traz a ideia de que sociedade deve se desenvolver, o progresso deve continuar, só que ele não pode ignorar que é absolutamente dependente dos ecossistemas.
IHU On-Line – Como o senhor avalia Copenhague até o momento?
José Eli da Veiga – Todos os dias temos tido surpresas. A surpresa do dia de hoje (16-12) é que o Brasil estava se negando a contribuir para um fundo verde a ser criado, e agora nitidamente ele está admitindo que poderá contribuir, o que desmoraliza a ministra Dilma Roussef, que está falando uma bobagem atrás da outra, querendo aproveitar a situação em termos eleitorais, mas o tiro está saindo pela culatra. Para mim, um bom resultado de Copenhague seria um acordo político sobre metas e esquemas de financiamento, que envolvesse todos os grandes emissores, independente de serem ricos ou não. Evidentemente que seria um acordo, que não fizesse a besteira que se fez em Kyoto, de deixar fora o principal emissor, que é os EUA. Se um acordo político envolvesse todos os atores centrais, que são 30 ou 40 países que emitem mais de 90% do carbono, com metas e esquemas de financiamento, isso seria um grande resultado, mesmo que adiem todo um detalhamento e a questão jurídica para o ano que vem.
Nota:
1.- Relatório Brundtland é o documento intitulado Nosso Futuro Comum, publicado em 1987, no qual o desenvolvimento sustentável é concebido como “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. (Nota da IHU On-Line).
(Ecodebate, 23/12/2009) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

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23 de junho de 2010 at 16:00

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Violenta ofensiva contra o IPCC

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A ciência da mudança climática é alvo da artilharia pesada de uma guerra final para impedir ou retardar a ação dos Estados Unidos contra o aquecimento global, alertam vários especialistas. O senador norte-americano James Inhofe, do opositor Partido Republicano e um dos céticos da mudança climática, divulgou, no final de fevereiro, uma lista de importantes cientistas que quer processar como delinquentes, acusando-os de confundirem o governo. Esses pesquisadores estão sendo intimidados e recebendo ameaças de morte. “Tenho centenas” de e-mails ameaçadores, disse ao Terramérica Stephen Schneider, especialista em clima da Universidade de Stanford.

Schneider acredita que haverá assassinatos de cientistas por esta causa. “Tento fazer com que isto não me afete, mas vai acontecer”, afirmou este que é um dos cientistas do clima mais respeitados do mundo. “Nesse país, os médicos que praticam abortos são baleados”, acrescentou. Mas esta reação contra as evidências da mudança climática e os cientistas não é registrada apenas nos Estados Unidos. Também ocorre no Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e, em menor grau, em outros países. Na superfície, a campanha está baseada em alguns erros que apareceram no Quarto Informe de Avaliação de 2.800 páginas apresentado em 2007 pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) e a várias mensagens pessoais via correio eletrônico datadas de dez anos atrás e roubadas da University of East Anglia (na Inglaterra).

No fundo, esta é a última tentativa das empresas de petróleo, gás e carvão de retardar o combate à mudança climática. Tal como fez a indústria do tabaco, que teve êxito em atrasar por várias décadas o conhecimento sobre os efeitos daninhos do tabagismo e as medidas para enfrentá-lo, comparou Schneider. “Enfrentamos a multimilionária indústria dos combustíveis fosseis e os que odeiam o governo (de Barack Obama). Eles dão voltas, distorcem e colocam em dúvida a credibilidade da ciência”, acrescentou.

A mídia é cúmplice, acrescentou, pois não contextualiza essas absurdas afirmações e continua entrevistando gente como Inhofe e outros que carecem de evidências e credibilidade nestes assuntos, afirmou. “Causa indignação que as empresas de comunicação coloquem o lucro acima da verdade. Os meios de comunicação se degradaram profundamente, e essa é uma ameaça real para a democracia”, afirmou Schneider.

Não há um argumento científico sólido que questione o fato de que o dióxido de carbono e outros gases-estufa esquentam a atmosfera, e que as emissões desses gases geradas por atividades humanas são os fatores principais do aumento das temperaturas nas últimas décadas. Também é pouco racional o debate sobre a realidade facilmente observávelde que o gelo do Ártico está desaparecendo, as geleiras estão diminuindo, os eventos climáticos extremos aumentam e a primavera chega antes.

No final de 2009, foram divulgados documentos obtidos por hackers dos arquivos da Unidade de Pesquisa Climática de East Anglia que, supostamente, revelam uma manipulação de dados para apresentar o aquecimento global como um fenômeno causado pela humanidade. O episódio causou alvoroço e os pesquisadores que estavam no centro da controvérsia disseram que seus e-mails foram alvo de um ataque de hackers, e que o conteúdo foi tirado de seu contexto.

O IPCC, que em 2007 ganhou o Nobel da Paz junto com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, cometeu erros. E os críticos se aproveitaram de um deles, enterrado no fundo de um quarto informe, que dizia que as geleiras do Himalaia derreteriam até 2035, ou antes. Este dado não estava baseado em evidências e foi “um erro maiúsculo”, disse Schneider. O frenesi que se seguiu, em busca de outras falhas nesse informe, revelou três equívocos triviais que de modo algum afetam as conclusões finais.

Entretanto, o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, anunciou, no dia 27 de fevereiro, que os países-partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática concordaram em realizar uma avaliação independente do estudo. “Enquanto isso, defendemos firmemente o rigor e a solidez das conclusões do Quarto Informe de Avaliação”, disse Pachauri em um comunicado. As conclusões centrais desse informe “se baseiam em uma esmagadora quantidade de evidências procedentes de milhares de estudos científicos independentes e arbitrados”, acrescentou.

Para o especialista em clima Andrew Weaver, da Universidade da Columbia Britânica (Canadá) e um dos autores principais do informe do IPCC, “a avaliação é uma resposta cuidadosa e medida, à luz de todo lixo que anda por aí”. Provavelmente, a avaliação independente do que foi realizado pelo IPCC fique nas mãos dos principais cientistas do mundo, designados pelas academias nacionais de ciência de várias nações. Levará meses para reunir semelhante painel para fazer essa revisão, disse Weaver ao Terramérica. “Não sei o que mais pode ser feito para melhorar o processo, que é incrivelmente rigoroso”, ressaltou.

Poucas pessoas, inclusive as que criticam o IPCC, sabem como este corpo funciona. Com sede em Genebra, foi criado em 1988 para “avaliar informação científica, técnica e socioeconômica relevante para a compreensão da mudança climática”. Sua estrutura é descentralizada, com pouco pessoal, e praticamente todo seu trabalho é feito por milhares de cientistas independentes e outros especialistas de todo o planeta que dedicam voluntariamente seu tempo e seus serviços. A cada quatro ou cinco anos, são coletados, analisados e sintetizados milhares de estudos e pesquisas submetidos a arbitragem, para que as autoridades governamentais possam compreender o atual estado da ciência climática.

Os governos, que são parte da Convenção, devem dar seu voto de aceitação para cada Informe de Avaliação, e as conclusões só são admitidas e divulgadas se todos os países estão de acordo. Todo esse processo faz do IPCC um organismo de movimentos lentos, cauteloso e conservador. Até há pouco, quase tudo o que se criticava no IPCC era que subestimara os riscos da mudança climática e sua incapacidade para estar em dia com os últimos avanços científicos. Mas alguns grupos de pressão de poderosas corporações norte-americanos não cessaram seus ataques ao IPCC nos últimos dez anos.

O gigante petroleiro Exxon financiou esses lobbies e inclusive pressionou o governo de George W. Bush (2001-2009) para livrar-se do ex-presidente do IPCC, o químico Robert Watson, chefe científico do Banco Mundial. O governo de Bush cedeu e substituiu Watson pelo economista Rajendra Pachauri, o mesmo que agora tem sua renúncia pedida pelos lobistas. “Estamos em uma época estranha, conduzida pela cobiça e pelo temor. O público está mais confuso agora. E os bons cientistas se perguntam: por que eu iria querer ser parte do IPCC?”, acrescentou.

Stephen Leahy  é correspondente da IPS.


LINKS

Mudança climática: Especialista ataca céticos
http://envolverde.com.br/materia.php?cod=69032&edt=33

Desigualdades fatais no império da ciência
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=3356

Sondagem climática divide cientistas
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=74

Medimos mal o clima?
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=1887

“Estados Unidos decidiram matar o mensageiro”
http://www.tierramerica.net/2002/0623/dialogos.shtml

Stephen Schneider – Universidade de Stanford, em inglês
http://stephenschneider.stanford.edu/

IPCC, em inglês
http://www.ipcc.ch/home_languages_main_spanish.htm

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
(Envolverde/Terramérica)

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23 de junho de 2010 at 15:59

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Anvisa regulamenta uso de plantas medicinais da tradição popular

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Os benefícios das chamadas “drogas vegetais” passam de geração em geração. Quase todo mundo já ouviu falar de alguma planta, folha, casca, raiz ou flor que ajuda a aliviar os sintomas de um resfriado ou mal-estar. Unindo ciência e tradição, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer popularizar esse conhecimento, esclarecendo quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos. A medida faz parte da RDC 1

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23 de junho de 2010 at 15:55

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As razões do conflito no Oriente Médio

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As respostas a uma agressão só podem ser três: revidar, quando as forças estão suficientes acumuladas para isso ou não reste alternativa, como um gato acuado na quina de uma parede onde a única saída é para cima do agressor; a fuga, quando o gato tem outras saídas diferentes da quina da parede ou dar a outra face e continuar apanhando, um caminho que pode implicar na eliminação física do gato.

Diante dessas premissas é legítimo os foguetes disparados pelo Hamás em Israel e a resposta de Israel com todo seu poderio militar. Simples assim? Antes fosse. É preciso contextualizar o que vem ocorrendo ou como o gato foi parar na quina da parede. Quais os motivos que levam israelenses e palestinenses às escaramuças.

Já em 1938, o historiador George Antonius, profundo conhecedor do nacionalismo árabe, previa conseqüências desastrosas com a criação de um Estado judeu na Palestina. Escrevendo o calor da revolta dos palestinos contra a imigração judaica e o domínio britânico já enfraquecido entre 1936 e 1939, o autor, de forma precisa, identifica a verdadeira origem do conflito entre árabe e palestinos. “O tratamento dado aos judeus da Alemanha e outros países europeus é uma vergonha para seus autores e para a civilização moderna; mas a posteridade não exonerará nenhum país que não consiga enfrentar sua parte dos sacrifícios necessários para aliviar o sofrimento e a angústia dos judeus. Impor a maior parte da carga à Palestina árabe é uma miserável forma de esquivar-se das responsabilidades que deveriam recair sobre todo o mundo civilizado. Também é moralmente vergonhoso. Nenhum código moral pode justificar a perseguição de um povo em uma tentativa de pôr fim à perseguição de outro. O remédio para a expulsão dos judeus da Alemanha não deve ser buscado na expulsão dos árabes de sua pátria; e também não se conseguirá o alívio da angústia dos judeus à custa da angústia de um povo inocente e pacífico”.

Como um profeta. Dez anos depois, em 1948, a Palestina era dividida em dois Estados – um árabe e outro judeu. A iniciativa, que ignorou a opinião dos próprios palestinos, deu início à primeira guerra entre os dois povos, ao longo da qual cerca de 750 mil árabes foram expulsos de suas casas. Era o início de uma tragédia que ainda está longe de terminar.

Também é bom registrar que o conflito israelo-palestino é parte de um contexto maior e remonta aos fins do século XIX quando se fixaram na região colonos judeus movidos pelo projeto do sionismo, cujo objetivo era fundar na Palestina um estado judeu, onde já existia uma população nativa.

É imperioso também saber que o começo do terrorismo neste conflito é obra de Israel com as bombas em cafés utilizadas pelos sionistas pela primeira vez na Palestina em 17/03/1937, em Jaffa. Depois em automóveis, utilizadas primeiro pelos sionistas em 20/08 e 26/09 de 1937. Primeiras bombas em supermercados em 06/07/1938, em Haifa. Bombas em hotéis em 22/07/1946, em Jerusalém. Bombas em embaixadas estrangeiras em 01/10/1946, em Roma (contra os britânicos). Minagem de bombas e cartas bombas em 21/10/1946, em Petah Tikvah e contra alvos britânicos no Reino Unido em junho de 1947 completam o quadro.

Com relação ao Hamas, que hoje vive às escaramuças com Israel é bom saber que ele só nasceu em 1987 quando a expulsão de árabes das suas casas e a destruição de aldeias já tinham sido iniciados há mais de 60 anos. Sabra e Shatila aconteceu em 1982: Entre 1,5 mil e 2,5 mil refugiados palestinos – além de alguns cidadãos libaneses – foram massacrados em 16, 17 e 18 de setembro de 1982 nos acampamentos, quando Israel entrou em Beirute, dois dias após o assassinato do presidente Bachir Gemayel. Em 19 de setembro de 1982, após três dias de total silêncio, os libaneses descobriram o massacre dos civis. Alguns podiam ser identificados, mas outros estavam inchados, apunhalados ou estripados.

É possível listar pelo mais de doze massacres de civis árabes (palestinos) antes da existência do Hamas. Sem falar do dia-dia de assassinatos indiscriminados, tortura, demolições de habitações e a humilhação diária com colonos fanáticos matando palestinos. Como o gato reagindo, logicamente o Hamas é cria dessa situação.

Dizendo o que não pode ser esquecido é importante conhecer o que pensava um proeminente judeu, o ex-primeiro ministro David Bem Gurion – um dos fundadores do Estado de Israel, em trecho do livro “The Jewish Paradoxo”(1), de Nathan Goldman, ex-presidente do World Jewish Congress(2). “… Porque haveriam os árabes de querer a paz? Se eu fosse um líder árabe nunca iria parlamentar com Israel. É óbvio: nós ocupamos a terra deles. É certo que Deus tinha-no-la prometido, mas que significa isso para eles?(…)Houve o anti-semitismo, os nazis, o Hitler, Auschwitz, mas que culpa tiveram eles? Os árabes apenas vêem uma coisa: que viemos para aqui, que roubamos as suas terras. Porque haveriam de aceitar tal coisa?…”

Por apenas essa amostra pontual de alguns acontecimentos é previsível que tenhamos que conviver com mentiras e simplismos como culpar o Hamás _ como se ele já não fosse culpado do próprios crimes, mas não o de ter rompido o cessar-fogo mais recente. Este foi rompido por Israel, primeiro dia 4/11; quando bombardeou e matou seis palestinenses em Gaza e, depois, outra vez, dia 17/11, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinenses.

É claro que os israelenses merecem também segurança com seus 20 mortos nos arredores de Gaza, mas 600 palestinos mortos em uma semana que somam-se aos milhares assassinados desde 1948 – quando a chacina de Deir Yassin ajudou a mandar para o espaço os habitantes autóctones dessa parte do mundo que viria a chamar-se Israel – é outro assunto e é outra escala.

Dessa vez, entretanto, o clima de trégua amena vem sendo fustigado pelo bloqueio dos israelenses aos comboios com ajuda humanitária que tenta chegar a Gaza, põe a possibilidade de guerra na ordem do dia e a situação esta se configurando bastante grave. Com a continuidade dessa situação é possível os árabes enlouquecerem de fúria e virmos crescer seu ódio incendiário, cego, contra o Ocidente. Hipocritamente sempre poderemos dizer que “não é conosco”. Sempre haverá quem pergunte “Por que nos odeiam tanto?” Que, pelo menos, ninguém minta que não sabe por quê. (JMN)

(1) O Paradoxo Judeu. (2) Congresso Mundial Judeu.

Written by Página Leste

23 de junho de 2010 at 15:51

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Olá, mundo!

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22 de junho de 2010 at 13:15

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Guia da Horta Doméstica

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12 de março de 2010 at 16:54

Publicado em Comportamento

Qual é o seu padrão de normalidade?

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Nós estamos de certa forma, cientes a respeito de nossa origem
inicial como almas primitivas; embora comecem a surgir dúvidas a
respeito da nossa origem igualitária como criaturas cósmicas.

Aqui em Gaia tentam nos padronizar á milênios para que nos
transformemos num rebanho de “normais” – mas, para que atinjamos nossa
condição de deuses co-criadores é preciso reestudar nossas origens á
luz de novos conhecimentos livres dos dogmas da ciência e da religião.

O que é padronizar?
Na realidade quando queremos controlar algo ou alguém seja através do
conhecimento (ciência); política; religião; vida social; vivência
familiar; nós criamos padrões que atendam nossas expectativas, desejos
e interesses; escusos ou não; visíveis ou não; muitas vezes camuflados
como busca de eficiência.

A tentativa de domínio através da padronização é uma rede que atinge
todas as áreas da convivência humana; isso está tão infiltrado no nosso
DNA; que até na vida em família impomos uns aos outros padrões nada
inteligentes e até cruéis – como veremos no caso da instituição das
dietas.

Exemplo:
Segundo a ciência, é necessário organizar e padronizar segundo
protocolos a serem seguidos para que as comprovações sejam aceitas e
aplicadas. Sistematizações e padronização são formas científicas de
interpretar fatos; nem sempre honestas e verdadeiras.

Mas, segundo as leis da vida, somos únicos na diversidade; e tentar
à força enquadrar todos no mesmo molde pode levar à desajustes,
perseguições, revoluções, morte.

O que é ser normal?
Os detentores do poder de padronizar criam o conceito de normalidade como forma de domínio.

Segundo a ciência a serviço dos padronizadores: a média estatística
é o parâmetro adequado para definir o que está dentro ou fora dos
padrões pré – estabelecidos.

Embora a ciência da vida os contradiga: nós somos uma unidade na
diversidade; partimos do mesmo ponto, mas usando o livre – arbítrio
cada um de nós diferenciou-se dos demais. Na prática observa-se que ao
tentamos enquadrar na média estatística criaturas diferenciadas na
estrutura psíquica e emocional, é possível que algumas desenvolvam
ansiedade capaz de levá-las sentirem-se doentes; caso não se enquadre.
Exemplo prático: a normalidade da pressão arterial nos leva a almejar
uma de 120/80 – parte dos hipertensos sofre de hipertensão com origem
na instabilidade emocional, às vezes tão acentuada; que em minutos as
medidas são bem diferentes; depende do local; de quem está medindo; e
das sensações do momento; em ambiente hospitalar a situação costuma
agravar-se.

Sistematizações também podem angustiar. Exemplo: Muitos pais quando
os filhos mesmo saudáveis não estão dentro da média estatística de peso
e altura; são induzidos a pensar que podem fazê-los crescer. O caminho
preconizado é remédio e comida dentro da filosofia do quanto mais se
come melhor; e como conseqüência de uma super e precoce alimentação;
pode sobrevir mais tarde a angústia do quase insolúvel problema da
obesidade infantil que hoje se perpetua. Muitos obesos de hoje; além
das próprias escolhas na forma de viver, agir e reagir; podem
creditá-la a pessoas despreparadas para lidar com a diversidade: pais,
sociedade e médicos.

A padronização também prejudica a cura definitiva?
A cada dia isso fica mais evidente; pois a formação médica assentada em
conceitos de normalidade; sistematização; tecnologia; marketing;
lucratividade; representa perigo:

Nos EUA, um cara chamado “Rockfeller” idealizou o atual sistema de
medicina; usando os princípios que “Ford” usou na indústria
automobilística e que foram brilhantemente, segundo conceitos
financeiros, aplicados ao sistema doença/cura que domina hoje o mundo.
A indústria da doença é uma das potências do planeta em arrecadação;
segundo esse sistema, quando se vai ao médico é necessário sair de lá
com uma receita, caso contrário busca-se outro profissional – “Como,
levou o filho ao médico e ele não passou nenhum remédio?

Outro exemplo de como funciona a cultura da normalidade na própria medicina:
As pressões culturais também são muito fortes e os pais de filhos
considerados abaixo da média de peso e altura angustiam-se, mudam
constantemente de pediatra e cedem também à pressão das gerações
anteriores. – “Como essa criança é magrinha! Olha só o tamanho dela!
Vocês não a estão alimentando direito!” – Claro que os pais normais
sintam-se infelizes e temerosos, e a angústia faz com que a genética da
família seja esquecida.

A padronização na política leva ás ditaduras; guerras civis – depois
que um grupo se encastela no poder tenta padronizar á força os normais
para atender ás suas necessidades – nas padronizações políticas mais
arcaicas o domínio é feito na cara dura e na truculência; nas modernas
ditaduras tentam se criar “milícias disfarçadas de legalidade com
tecnologia” com poder para manter privilégios e ficarem acima das leis
naturais. Os cientistas políticos usam a ditadura da maioria dos
normais para mantê-los sob seu jugo; alguns chamam isso de democracia…

Nosso assunto de hoje refere-se á ditadura das dietas familiares
subjugando as coitadas das almas que caíram sob seu jugo – elas vão ter
que se normalizar mesmo que sob pena de doença e morte.

A DIETA ADEQUADA – CADA UM NA SUA

Cada bicho come concordante com a espécie, conforme a cadeia
alimentar que predomina em seu hábitat; segundo seus instintos. Animal
selvagem em condições naturais não adoece; já o domesticado que sofre a
ingerência do homem; sim – e, o que ocorre com eles espelha o
desrespeito com as mais simples e primárias leis biológicas – pois, o
que nós fazemos com eles; nós fazemos pior conosco.

A capacidade de adaptação do nosso corpo impressionava, conseguíamos
habitar o planeta nas condições ambientais mais desfavoráveis. Hoje
tudo está mudado; nada mais será como antes; atualmente ela
estrutura-se no uso do raciocínio; e a recusa em pensar é que pode
esgotar essa capacidade e levar á doença e morte cada vez mais precoce
(veja artigos anteriores sobre o tema).

Quebrar antigos paradigmas; destruir paradoxos é urgente – Mudar é preciso.

As influências culturais na alimentação tornam-se um fator negativo
quando há lentidão nas mudanças inteligentes. Exemplo, nossa dieta é
baseada em carboidratos: o popular arroz com feijão, mais pão, batata,
mandioca, massas; por isso, somos campeões em estatística de diabetes;
na nossa cultura o imigrante desempenhou importante papel; mas
trabalhador braçal do hemisfério norte necessita de dieta rica em
calorias e aportando nos trópicos deveria tê-la modificado, ajustando-a
à da população nativa com as devidas ressalvas; porém isso não
aconteceu, ao contrário, antes disciplinados pelo rigoroso inverno
conduziam-se por condições de contenção; aqui ficaram deslumbrados com
a fartura e abusaram, aumentando a propensão para obesidade e moléstias
decorrentes de dieta inadequada para suas atuais condições.

As migrações internas e novas condições culturais também tiveram seu
papel; a dieta baseada em carboidratos formou-se na sociedade rural
escravocrata do início da colonização; depois devido à migração nas
últimas décadas para as cidades, muitas pessoas passaram a ter
ampliadas as possibilidades de adoecer, quando trocaram atividade
braçal por outra relativamente sedentária mantendo a dieta anterior.

Uma das maiores dificuldades das almas em adquirir a maioridade é livrar-se das padronizações para deixar de ser normal.

A mudança de hábitos de geração a geração é lenta; mas diz o bom
senso que a dieta deve acompanhar o ritmo das mudanças e deve ser
individual e adaptada ao habitat, clima, e balanceada de acordo com a
atividade física cotidiana de cada um.

O envelhecer pede menos comida e, por não se respeitar essa lógica,
na terceira idade o problema da obesidade torna-se crítico, pois a
atividade física diminui e a quantidade de alimento permanece a mesma
ou até aumenta; em parte devido à ansiedade gerada pelas crises da
maturidade dando origem à preocupação em emagrecer; mas o regime é
forçado pelas circunstâncias, daí pobre em resultados.

A padronização da dieta é responsável pela maioria das doenças infantis?

Nada é totalmente bom nem totalmente mau para pessoas diferentes.

Desde o nascimento somos obrigados a comer o que aquela família está
habituada e na quantidade que estão “acostumados – adaptados” sob pena
de sofrermos castigos; suborno; chantagem – nossos guias familiares na
iniciação da existência tentam nos enquadrar nos seus padrões; mesmo
que ás custas de serem rotulados de doentes e tentarem comprar a saúde
feito cobaias.

Os paradigmas alimentares proporcionam a “agressão” ao organismo; e
determinam comportamentos futuros ao “contaminarem” o centro da fome
com vitaminas e estimulantes de apetite; é comum a repetição do erro de
forma mais danosa com o idoso pois, decorrente da cultura a família
angustia-se com a quantidade de alimento ingerida pelo velho; forçam-no
a comer e até lesam-lhe as funções renais suplementando-lhe a dieta com
proteínas em excesso ao abusar das “rações vitaminadas”, tão a gosto da
ciência do consumo. Nessa mesma linha de raciocínio – outro exemplo de
descuido em refletir; é a do atleta superalimentado, que ao parar as
atividades intensas torna-se obeso e raramente tem longevidade; pois ao
“forçar” os órgãos do metabolismo diminui sua vida produzindo lesões
orgânicas pela intoxicação decorrente do excesso.

Resumindo:
Boa parte das doenças infantis é causada pela dieta padronizada – e não
contentes com esse desatino; os familiares normais ainda intoxicam o
organismo das crianças com remédios do tipo: antibióticos,
antitérmicos; antiinflamatórios, corticóides e outros; repetidamente; e
se negam a aprender.
Sair dessa enrascada é fácil: basta pensar para fugir dos padrões.
Claro que há um custo; pois a maioria, hoje, se assemelha a uma boiada
(quem for normal e quiser se ofender com a comparação que o faça) sendo
conduzida em direção a um precipício – quem acordar a tempo; vai ter o
trabalho (coisa que os normais detestam) de sair prás beiradas e andar
na contramão da normalidade. Qual o custo? – Hoje é leve e de jugo
suave; ser considerado um ser esquisito; anormal; ET – antigamente o
custo de deixar de ser normal era alto: prisão; morte; desterro, etc.

Para atender ás crianças de hoje: DEIXAR DE SER NORMAL é um ato de amor.

A própria OMS – ONU avisa que as crianças e jovens de hoje não
viverão tanto quanto seus pais e antepassados; embora o digam de forma
ainda padronizada.

Traduzindo a mensagem de muitos Avatares: OS NORMAIS NÃO HERDARÃO A TERRA.

Américo Canhoto:
Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde
holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos
temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor
de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC.
Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse
crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão,
angústia crônica e pânico.

Written by Página Leste

12 de março de 2010 at 16:53

Publicado em Comportamento

Violenta ofensiva contra o IPCC

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A ciência da mudança climática é alvo da artilharia pesada de uma
guerra final para impedir ou retardar a ação dos Estados Unidos contra
o aquecimento global, alertam vários especialistas. O senador
norte-americano James Inhofe, do opositor Partido Republicano e um dos
céticos da mudança climática, divulgou, no final de fevereiro, uma
lista de importantes cientistas que quer processar como delinquentes,
acusando-os de confundirem o governo. Esses pesquisadores estão sendo
intimidados e recebendo ameaças de morte. “Tenho centenas” de e-mails
ameaçadores, disse ao Terramérica Stephen Schneider, especialista em
clima da Universidade de Stanford.

Schneider acredita que haverá
assassinatos de cientistas por esta causa. “Tento fazer com que isto
não me afete, mas vai acontecer”, afirmou este que é um dos cientistas
do clima mais respeitados do mundo. “Nesse país, os médicos que
praticam abortos são baleados”, acrescentou. Mas esta reação contra as
evidências da mudança climática e os cientistas não é registrada apenas
nos Estados Unidos. Também ocorre no Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e,
em menor grau, em outros países. Na superfície, a campanha está baseada
em alguns erros que apareceram no Quarto Informe de Avaliação de 2.800
páginas apresentado em 2007 pelo Grupo Intergovernamental de
Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) e a várias mensagens
pessoais via correio eletrônico datadas de dez anos atrás e roubadas da
University of East Anglia (na Inglaterra).

No fundo, esta é a
última tentativa das empresas de petróleo, gás e carvão de retardar o
combate à mudança climática. Tal como fez a indústria do tabaco, que
teve êxito em atrasar por várias décadas o conhecimento sobre os
efeitos daninhos do tabagismo e as medidas para enfrentá-lo, comparou
Schneider. “Enfrentamos a multimilionária indústria dos combustíveis
fosseis e os que odeiam o governo (de Barack Obama). Eles dão voltas,
distorcem e colocam em dúvida a credibilidade da ciência”, acrescentou.

A
mídia é cúmplice, acrescentou, pois não contextualiza essas absurdas
afirmações e continua entrevistando gente como Inhofe e outros que
carecem de evidências e credibilidade nestes assuntos, afirmou. “Causa
indignação que as empresas de comunicação coloquem o lucro acima da
verdade. Os meios de comunicação se degradaram profundamente, e essa é
uma ameaça real para a democracia”, afirmou Schneider.

Não há
um argumento científico sólido que questione o fato de que o dióxido de
carbono e outros gases-estufa esquentam a atmosfera, e que as emissões
desses gases geradas por atividades humanas são os fatores principais
do aumento das temperaturas nas últimas décadas. Também é pouco
racional o debate sobre a realidade facilmente observávelde que o gelo
do Ártico está desaparecendo, as geleiras estão diminuindo, os eventos
climáticos extremos aumentam e a primavera chega antes.

No
final de 2009, foram divulgados documentos obtidos por hackers dos
arquivos da Unidade de Pesquisa Climática de East Anglia que,
supostamente, revelam uma manipulação de dados para apresentar o
aquecimento global como um fenômeno causado pela humanidade. O episódio
causou alvoroço e os pesquisadores que estavam no centro da
controvérsia disseram que seus e-mails foram alvo de um ataque de
hackers, e que o conteúdo foi tirado de seu contexto.

O IPCC,
que em 2007 ganhou o Nobel da Paz junto com o ex-vice-presidente
norte-americano Al Gore, cometeu erros. E os críticos se aproveitaram
de um deles, enterrado no fundo de um quarto informe, que dizia que as
geleiras do Himalaia derreteriam até 2035, ou antes. Este dado não
estava baseado em evidências e foi “um erro maiúsculo”, disse
Schneider. O frenesi que se seguiu, em busca de outras falhas nesse
informe, revelou três equívocos triviais que de modo algum afetam as
conclusões finais.

Entretanto, o presidente do IPCC, Rajendra
Pachauri, anunciou, no dia 27 de fevereiro, que os países-partes da
Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática concordaram
em realizar uma avaliação independente do estudo. “Enquanto isso,
defendemos firmemente o rigor e a solidez das conclusões do Quarto
Informe de Avaliação”, disse Pachauri em um comunicado. As conclusões
centrais desse informe “se baseiam em uma esmagadora quantidade de
evidências procedentes de milhares de estudos científicos independentes
e arbitrados”, acrescentou.

Para o especialista em clima Andrew
Weaver, da Universidade da Columbia Britânica (Canadá) e um dos autores
principais do informe do IPCC, “a avaliação é uma resposta cuidadosa e
medida, à luz de todo lixo que anda por aí”. Provavelmente, a avaliação
independente do que foi realizado pelo IPCC fique nas mãos dos
principais cientistas do mundo, designados pelas academias nacionais de
ciência de várias nações. Levará meses para reunir semelhante painel
para fazer essa revisão, disse Weaver ao Terramérica. “Não sei o que
mais pode ser feito para melhorar o processo, que é incrivelmente
rigoroso”, ressaltou.

Poucas pessoas, inclusive as que criticam
o IPCC, sabem como este corpo funciona. Com sede em Genebra, foi criado
em 1988 para “avaliar informação científica, técnica e socioeconômica
relevante para a compreensão da mudança climática”. Sua estrutura é
descentralizada, com pouco pessoal, e praticamente todo seu trabalho é
feito por milhares de cientistas independentes e outros especialistas
de todo o planeta que dedicam voluntariamente seu tempo e seus
serviços. A cada quatro ou cinco anos, são coletados, analisados e
sintetizados milhares de estudos e pesquisas submetidos a arbitragem,
para que as autoridades governamentais possam compreender o atual
estado da ciência climática.

Os governos, que são parte da
Convenção, devem dar seu voto de aceitação para cada Informe de
Avaliação, e as conclusões só são admitidas e divulgadas se todos os
países estão de acordo. Todo esse processo faz do IPCC um organismo de
movimentos lentos, cauteloso e conservador. Até há pouco, quase tudo o
que se criticava no IPCC era que subestimara os riscos da mudança
climática e sua incapacidade para estar em dia com os últimos avanços
científicos. Mas alguns grupos de pressão de poderosas corporações
norte-americanos não cessaram seus ataques ao IPCC nos últimos dez anos.

O
gigante petroleiro Exxon financiou esses lobbies e inclusive pressionou
o governo de George W. Bush (2001-2009) para livrar-se do ex-presidente
do IPCC, o químico Robert Watson, chefe científico do Banco Mundial. O
governo de Bush cedeu e substituiu Watson pelo economista Rajendra
Pachauri, o mesmo que agora tem sua renúncia pedida pelos lobistas.
“Estamos em uma época estranha, conduzida pela cobiça e pelo temor. O
público está mais confuso agora. E os bons cientistas se perguntam: por
que eu iria querer ser parte do IPCC?”, acrescentou.

Stephen Leahy  é correspondente da IPS.


LINKS

Mudança climática: Especialista ataca céticos
http://envolverde.com.br/materia.php?cod=69032&edt=33

Desigualdades fatais no império da ciência
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=3356

Sondagem climática divide cientistas
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=74

Medimos mal o clima?
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=1887

"Estados Unidos decidiram matar o mensageiro"
http://www.tierramerica.net/2002/0623/dialogos.shtml

Stephen Schneider – Universidade de Stanford, em inglês
http://stephenschneider.stanford.edu/

IPCC, em inglês
http://www.ipcc.ch/home_languages_main_spanish.htm

Artigo
produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento
(Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela
Agência Envolverde.


(Envolverde/Terramérica)

Written by Página Leste

8 de março de 2010 at 10:47

Publicado em Meio Ambiente

Não existe poluição

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Fala-se frequentemente que há muita poluição no planeta. Que o ar está sendo poluído pela emissão de gases tóxicos, proporcionada pelas indústrias químicas, pelas de transformação como as siderúrgicas, as do papel, as de cimento. O ar recebe também uma quantidade enorme de material estranho proveniente da combustão de motores movidos a produtos fósseis. Há, enfim, uma quantidade enorme de agentes do progresso tecnológico que poluem o ar. O que é o ar? A composição gasosa em que predominam o oxigênio (20%) e o hidrogênio (80%), conhecida por atmosfera, existindo em uma camada muito fina e frágil (mais ou menos 3.000 metros) em torno da Terra. Não é só isso. É muito mais: é o elemento básico, pelo oxigênio, que mantém a Vida, tanto na terra quanto no mar.

Dizem que há poluição das águas. Que os esgotos domésticos e industriais, insalubres e poluentes, são jogados nos rios e, por consequência, nos mares e oceanos, carregando quase sempre metais pesados que, indiretamente, são ingeridos pelos peixes. Quando não escoam, são conduzidos para as camadas inferiores da terra, atingindo os lençóis freáticos, última reserva de água doce pura. O que é água? Um elemento essencial para toda a cadeia energética da Vida.

Afirmam que as atividades agrícolas provocam a poluição do solo pelo emprego de fertilizantes químicos, de agrotóxicos e pelas chuvas ácidas, além de seu enfraquecimento pela exploração intensiva e emprego de máquinas pesadas no revolvimento da terra. O que é o solo? É o repositório da vida vegetal auto-reciclável, desde que não haja interferência em seu frágil equilíbrio, obtido pela dinâmica estrutural e sazonal.

Revelam ainda que os oceanos estão sendo poluídos pelo lixo civilizacional, encontrando-se no Pacífico um entulho nauseabundo, formado pelo redemoinho de corrente oceânica, constituído principalmente de material plástico, numa área correspondente ao Estado do Amazonas, o que provoca a sua ingestão acidental ou indireta pelos peixes.

Emprega-se a palavra poluição em todas as ocasiões. É a qualificação verbal do momento. Um modo de deslocar o verdadeiro entendimento do que está acontecendo. Foi consagrada para descrever, eufemisticamente, as ações resultantes das atividades da economia de mercado.

Vamos consultar o dicionário para esclarecer os aspectos dessa palavra: poluir significa sujar, manchar, macular. Essas acepções nos conduzem à ideia subjacente de reversão. Daí, nosso subconsciente fica informado de que a poluição pode, em qualquer ocasião, ser limpada, desmanchada e desmaculada. Logo, poluição não é algo muito importante. Isso ajuda a encobrir os pecados do sistema econômico e serve aos seus verdadeiros propósitos, o lucro progressivo e ilimitado.

Destacamos com veemência e sem rodeios que poluição não existe. Apesar de tudo que ficou dito acima, a poluição de que falam não existe. O que existe efetivamente é o envenenamento. Essa é a palavra certa para indicar a verdadeira dimensão da tragédia por que passa a biodiversidade. As ações civilizatórias do último século, calcadas exclusivamente nos objetivos de crescimento econômico, têm produzido – e continuam produzindo aceleradamente – o envenenamento da atmosfera, das águas e dos frutos do solo.

Temos respirado ar envenenado, bebido água envenenada e comido alimentos envenenados. As doses são baixas atualmente, e os efeitos são diluídos ou camuflados por outras etiologias, provocadas estas pelo conforto tecnológico, outra anomalia social que o sistema tecnológico vigente implantou e do qual falaremos oportunamente. Mas a aceleração industrial indica níveis mortais para um futuro próximo.

É preciso deixar bem claro que a humanidade está sendo envenenada, lenta mas progressivamente. Que fiquem todos conscientes dessa situação ambiental. Não há poluição; há envenenamento.

“Maurício Gomide Martins, 82 anos, ambientalista, residente em Belo Horizonte(MG), depois de aposentado como auditor do Banco do Brasil, já escreveu três livros. Um de crônicas chamado “Crônicas Ezkizitaz”, onde perfila questões diversas sob uma óptica filosófica. O outro, intitulado “Nas Pegadas da Vida”, é um ensaio que constrói uma conjectura sobre a identidade da Vida. E o último, chamado “Agora ou Nunca Mais”, sob o gênero “romance de tese”, onde aborda a questão ambiental sob uma visão extremamente real e indica o único caminho a seguir para a salvação da humanidade.

Written by Página Leste

13 de janeiro de 2010 at 17:55

Publicado em Meio Ambiente