Paginaleste's Blog

Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Em disputa na sucessão a política econômica e social

leave a comment »

Apostando na apatia e desinteresse do eleitor, pouco ou quase nada se falou em campanha sobre o que se fez e o que se quererá para a política econômica e social, com certeza pontos dos mais importantes que em linhas gerais tento abordar neste artigo.

O pouco que se viu de debate sobre a política econômica e social durante a sucessão presidencial em quase nada ajuda o eleitor a entender e distinguir as duas estratégias dos concorrentes. Chamemos de “nacional desenvolvimentismo” ou “social desenvolvimentismo” o que a presidente Dilma defende e representa e o projeto neoliberal cuja boa expressão é o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga até agora indicado como ministro da Fazenda pelo candidato Aécio Neves.

Os debates eleitorais formais também não esclarecem, mesmo porque os meios de comunicação não estão imunes ideologicamente e pouco ajuda a demonstrar os interesses em disputa.

O que interessa aqui é o foco na questão econômica e ai vale dizer que os projetos atuais de Lula e Dilma experimenta neste mandato certo viés de estagnação que tem como consequência bloquear a estratégia distributiva de renda advinda dos benefícios monetários ou não da política social. Voltam também as pressões inflacionárias e o desequilíbrio externo se acentuando com a diminuição das exportações industriais.

Como se vai resolver essa estagnação, conflito distributivo, pressões inflacionárias e aumento da dependência externa fará objetivamente grande diferença para os brasileiros, mas não se fala sobre isso no debate. Para que possamos voltar a crescer e distribuir a economia e manter e ampliar a política social reformas são necessárias, com ênfase no sistema tributário com mais justiça e equidade tributária, entretanto essa exigência dos fatos é um assunto desagradável para a base de sustentação do atual governo e sequer passa perto da turma dos que disputam com Dilma o governo central. De qualquer forma sem essas reformas a economia não cresce e se crescer será apropriado não pelo social desenvolvimento, mas para um subdesenvolvimento puro, ganhando os que sempre ganharam.

O outro projeto neoliberal não tem nada a ver com a igualdade, nem considera redistribuir a renda ou desconcentrar a riqueza. Simples assim. Consideram que o mercado distribui o excedente, além de alijar o Estado com essa concepção que nada faria nem como protagonista, nem como indutor da distribuição ou fomentador da economia de forma mais justa. Ficará reservado a ele, apenas se virar para garantir as metas da inflação, superávit primário para pagar os serviços da divida aos rentistas e o câmbio flutuante. Ou seja, operando a favor do interesse das minorias. Claro que essas medidas seriam ‘maldosas’, e o assunto é evitado nas propostas, embora o Armínio Fraga já tenha deixado escapar cortes profundos nos gastos públicos e principalmente no gasto social para fazer os ajustes que interessa a esse grupo e tipo de pensamento.

Nesse modelo neoliberal bancos públicos e empresas estatais não se harmonizam, mas a campanha não tem coragem de dizer que vão privatizar porque a resistência pode aumentar proporcionalmente É para facilitar essa medida, inclusive que se faz intensa campanha com as denúncias de corrupção nessas empresas. Com certeza, no subconsciente do cidadão a privatização pode soar como dar um fim a corrupção o que não é verdade e de longe não é a solução mais adequada.

Para que fique bem claro o modelo neoliberal tem enorme fé na eficiência econômica dos mercados que sabemos tem donos e não são todos. Qualquer que seja o resultado se bom ou ótimo caberá à sociedade que não é o mercado prestar serviço duro e ajudar a pagar as contas para esse tal mercado. Dependência integral nas relações exteriores será certa, bem como promover a independência do Banco Central que em acontecendo deixará de ser um regulador do Estado e estará a serviço do mercado e seus mercadores.

É diante dessas diferenças esboçadas em linhas gerais que o eleitor comparecerá na urna em segundo turno. Penso que o eleitor deve escolher o mal menor e nesse sentido e para este articulista é dar um sonoro não às armações neoliberais que ainda vem junta com forte retórica de ultradireita. (JMN)

Written by Página Leste

22 de outubro de 2014 at 23:19

Mais um aspecto ruim dessas eleições

leave a comment »

Para votar para a Presidência da República em 2014, aparentemente o eleitor não se interessou em conhecer a vida pregressa de fortes candidatos. Serviu apenas olhar quem estava no governo no período

Olhando com um rigor mediano para o resultado das eleições para presidente no primeiro turno desconfio que a rede social e a velocidade com que as informações circulam de segundo em segundo contribuíram para fazer com que a memória dos brasileiros não fosse muito para trás para lembrar como e o que era sequer esse nosso passado recente. Acho até que esse fenômeno resultante dessa velocidade e descarte de informações possa estar se repetindo em toda parte mundo afora.

Há fortes indicativos de que adultos relativamente jovens, na casa de seus 30, 40 anos não se interessaram em construir cenários comparativos entre a situação atual e as situações e conjunturas em que se encontrava o país no período da redemocratização. Aqui tão perto em termos de tempo, nem tão longe. Coisa da década de 80. Poucos, eventualmente os mais idosos e experimentados, trouxeram esses subsídios do tempo e da história recente para fazer avaliações, comparações e decidir seus votos. Mesmo assim, registre-se, uma minoria.

Se essa maioria de trintões ou quarentões não se atentou para essa necessidade, a ação cidadã de votar acabou se dando, então, basicamente a partir da constatação e da necessidade quase generalizada de que era preciso mudanças, embora não se saiba ainda para onde. Sem ter com o que comparar, ou seja, objetivamente não levando em conta esse passado recente, era óbvio que a resultante seria votar por uma mudança, mesmo que seja para endereço antigo. Até ai compreensível, mas que mudança era essa quando não se compara situações?

Vou exemplificar simplificando. Quando tomamos uma xícara de café, visto que existem disponíveis várias marcas, não podemos afirmar com segurança se ele é muito ou pouco saboroso, uma vez que não temos outra xícara de café, de outra marca, para comparar. Foi mais ou menos isso que aconteceu.

O cidadão brasileiro informado mesmo que medianamente e principalmente pelos grandes meios de comunicação disponível vê, ouve se espanta e fica indignado, com toda razão, com uma série de desacertos e descalabros na República, notadamente nos casos de corrupção nas barbas do governo central. E fica indignado, principalmente, porque é mais fácil e recorrente divulgar notícias ruins do que as boas. Muita notícia ruim e a tendência é querermos dar o troco nas urnas.

Esse troco ou essa vingança, entretanto, registre-se, é feita difusamente uma vez que também é fato que a maioria dos eleitores seja conivente e tolerante com pequenas e médias lambanças, principalmente se estiverem participando com alguma vantagem. Apesar de fazerem das suas, um pouco de inveja também os fazem ficar contrariados com a destreza e desfaçatez dos grandes larápios. No intimo, com algum grau de entendimento, percebem que quando se lesa o patrimônio e os recursos públicos é um pouco do seu que está sendo tomado. Eles têm razão, de novo.

Acontece que esses grandes meios de comunicação, no sentido de manter o status que desfrutam estão quase em sua totalidade acordados numa prática sutil de esclarecer, mas não muito, de informar sem contextualizar, e o que é mais grave simplificar questões complexas.

Fazem do senso comum de que políticos são todos bandidos uma espécie de chavão que funciona, mas que não passa de uma espécie econômica de xingamento. Preguiçosos e de rabo muito bem presos não vão ao fundo das questões; não usam da necessária comparação entre situações que poderiam no mínimo elevar a qualidade desse senso comum dando a cada um, xingamentos em doses diferentes. Misturar tudo no mesmo balaio não resolve, apenas joga para a plateia.

O resultado dessa conjuntura contribuiu para o que se viu no primeiro turno. Clamor de mudança nas eleições. Com isso, os eleitores querem e estão em vias de conseguir em segundo turno trocar o comando do governo central por outro; aquele que disputará com a atual presidente sem ao menos conhecer o ficha pregressa do que o oponente da presidenta Dilma, o seu partido e os aliados de sempre representaram nesse passado recente. Os eleitores deixam de pesquisar e se aprofundar porque ainda não acham importante esse aspecto da equação.

Seguindo esse raciocínio a troca de governo é iminente e como o passado não interessa, parece que não interessará também para qual direção e endereço essa mudança está sendo feita. Dias sinistros virão, mas que não se responsabilize apenas a falta de interesse dos eleitores em ver o assunto de maneira inteira e de forma comparativa.

Erros aos borbotões foram cometidos também pela quilométrica coligação que vem atuando no governo federal no último período. Se não fossem tantos erros e se os acertos fossem mais evidentes e compensatórios do ponto de vista do interesse maior da nação, nem tantos eleitores quereriam abrir a outra porta do desconhecido. (JMN)

Written by Página Leste

16 de outubro de 2014 at 12:39

Publicado em Sem categoria

Tagged with ,

São Mateus vota, mas de certa forma perdeu

leave a comment »

E São Mateus com seus milhares de eleitores entraram na festa da democracia para perder seus parlamentares. Explico: deixou de eleger deputados estaduais o vereador Gilson Barreto, do PSDB, o deputado estadual José Zico Prado e também o deputado Adriano Diogo que, por sua vez, se candidatou a deputado federal.

Gilson Barreto, atualmente vereador conseguiu 9361 votos, Zico Prado 6896 e Adriano Diogo 7358. Correndo por fora, e querendo entrar, estava o empresário Pedro Kaká em sua segunda disputa, uma vez que também foi candidato a vereador sem alcançar número suficiente, mas que cresceu agora, através do PTN com 6061 votos.

Não que eles fossem parlamentares exclusivos dessa enorme São Mateus, mas que tinham muito a ver com tanta coisa que acontece e rola por aqui, todo mundo informado sabe. É o caso de Gilson Barreto que tem muito de sua atuação parlamentar vinculada a São Mateus. José Zico vai na mesma toada, visto que em diversas outras disputas fez dobradas com Paulo Fiorilo, atual vereador pela cidade de São Paulo e, durante várias dessas disputas com Devanir Ribeiro que disputando também não conseguiu votos suficientes para se manter no Congresso Nacional.

O caso de Adriano Diogo tem algumas particularidades. Com os mais de 50 mil votos que obteve nessa disputa se reelegeria até com alguma facilidade caso quisesse continuar com deputado estadual na Assembleia Legislativa, mas essa não era a dele. Com vários mandatos como vereador e alguns outros como deputado achava que era hora de estar em Brasília, no Congresso Nacional, menos como desejo ou ambição pessoal e mais como uma tarefa que analistas políticos revelam da maior importância no atual período. Adriano Diogo é um dos mais destacados deputados que atua na Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e tem capitaneado um enorme esforço de recomposição da historia recente desse país.

Atuando na Comissão da Verdade que é parte de um esforço nacional de trazer às claras a atuação das forças de repressão durante o período da ditadura militar de forma a restabelecer a verdade dos fatos, de ambos os lados que foi de certa forma esquecida e relegada a segundo plano por causa da anistia dos envolvidos em batalhas, combates envolvendo abusos, torturas e até mortes no período.

Pois bem, entre esses poucos nomes nem todos são nativos da região. Sequer conduziam em maior ou menor grau suas ações como se despachantes fosses dos interesses da região. O papel deles estava além do distrito, como deveria ser. Mesmo assim um sem número de questões e demandas da região só ganhou ares de demanda pública a prefeitura, ao estado ou até ao governo federal com a participação deles. Dai a razão de entendermos que São Mateus votou, fez a festa da democracia, elegeu parlamentares, governo e estará em vias de ajudar a eleger presidente seja ele quem for, mas perdendo seus parceiros. Uns muito parceiros mesmo, outros menos.

Não dá, portanto para apreciar o resultado. Gilson Barreto volta a Câmara Municipal para cumprir o restante do mandato que ainda tem até final de 2016. Continua na Câmara Municipal outra parceira de São Mateus, mas que não disputou eleições porque apoiava Adriano Diogo, a vereadora Juliana Cardoso. Ela mesma com um caminhão de votos e prestigio em nosso distrito.

Oxalá, ambos façam o melhor possível para que São Mateus não passe uma temporada órfã. Ao eleitor de São Mateus vale a reflexão e o compromisso de fazer o melhor nas próximas eleições à Câmara Municipal em 2016, enquanto aguarda nova disputa para a Assembleia Legislativa, o Congresso Nacional, o governo estadual e novamente a Presidência da República daqui a quatro anos. (LM/JMN)

Written by Página Leste

16 de outubro de 2014 at 12:32

Entre perguntas Leci explica um pouco de sua trajetória

leave a comment »

A deputada Leci Brandão contou um pouco de sua trajetória, mas principalmente sua relação com São Paulo, tendo em vista ser nascida e criada no Rio de Janeiro. Já como artista, cantora e compositora de sucessos permanentes com temática eminentemente popular; suas vidas, aflições, alegrias e características, Leci a convite de uma grande emissora de TV, veio a São Paulo para comentar o carnaval. Nada menos que uma artista de samba que já havia trabalhado com Cartola, Nelson Cavaquinho e outros grandes.

E começou comentando o carnaval a partir da periferia de São Paulo na Cidade Tiradentes, zona leste. Durante um desses dias ela observou e pode relembrar o comportamento das escolas e das pessoas que iam ver os desfiles que eram muito semelhantes ao que vivenciou no passado.

“Como comentarista, na Cidade Tiradentes, saiu da cabine para a avenida relembrou o passado e se entusiasmou com a Nenê da Vila Matilde

“Sai da cabine da transmissão para conferir uma batucada distante que depois se revelou ser da Nenê da Vila Matilde da qual virei fã, e em contato mais próximo, pude verificar que as pessoas iam aos desfiles munidos de seus pequenos lanches que trocavam entre si. Fazíamos isso no Rio de Janeiro, antes da instalação das arquibancadas. Ficávamos próximos ao desfile, conhecíamos de cor os sambas de nossas escolas preferidas e chamávamos as pessoas pelos nomes. Como éramos pobres cada um levava alguma coisa para comer que trocávamos entre nós num ambiente fraternal, de comunidade mesmo. Vi isso se repetindo aqui e a emoção tomou conta. Uma por ver essa simplicidade outra por conhecer de perto a Nenê de Vila Matilde”, explica.

A deputada ainda explicou que após um afastamento compulsório de cinco anos no início dos anos 80, muito por conta de seus posicionamentos políticos e comprometimento com as causas populares, foi em São Paulo onde praticamente retomou a sua carreira. Citou diversos nomes de gente de rádio e ativistas culturais de samba que contribuíram para essa retomada.

“Para se ter uma ideia de como era o clima na ocasião, a música Zé do Caroço, sucesso em 1985, após a retomada de sua carreira em ares menos congestionados em termos de censura e ditadura foi feita em 1978. “Nessa retomada cantei muito também aqui pela zona leste, mas jamais poderia supor que neste segundo milênio estaria na segunda maior assembleia do país; de volta a zona leste e com gente como a gente por aqui. “A emoção é grande e minha cabeça chega a dar voltas, mas de felicidade”, comentou.

Estou deputada como uma missão, diz Leci

Entre uma explicação e outra Leci ouviu do ativista cultural do samba Tim Maia, de Ibson Pessoa e Luana Pessoa, gente ligada ao Berço do Samba de São Mateus, sendo que Ibson faz parte do Quinteto em Banco e Preto a respeito de algumas preocupações.

Tim Maia, concretamente, disse torcer para que Leci Brandão, enquanto deputada, some-se aos esforços do também deputado Adriano Diogo para ajudar a divulgar e consolidar a produção de cultura local.

Ibson queria saber da origem da sua militância e de quais esforços estariam sendo feitos para barrar essa perseguição difusa na sociedade em relação às religiões de matriz africana. Já Luana Pessoa promotora de diversas e distintas espécies de manifestações culturais na região registrou a carência de espaços e ausência de apoios à rica produção local.

“Tô deputada por conta de uma missão”, iniciou contando sua história. Disse que sua entrada no PCdoB tem certas peculariedades, uma vez que seria o mais natural ela estar no PT, tantas às vezes as quais ela emprestou sua fala, talento e competência para causas que em geral o PT de então estava envolvido. “Conheço e ajudei o PT e o Lula, desde quando ele tinha cabelos e barba escuros. Participei do MST, ajudei a eleger Erundina a Marta, participei das Diretas Já, tudo porque aquelas temáticas de cunho popular eram e são as minhas realidades”.

Com a carreira em dificuldades, fora das gravadoras por conta do boicote da indústria cultural, Leci, batizada na igreja católica tinha desde então sua relação e amparo espiritual em religiões de matriz africana disse. Falou sobre isso primeiro avisando que respeita todas as crenças e religiões. Nessa sua relação espiritual, disse que foi orientada por seu guia espiritual que sua vida estaria mudando e que em 1984 ela também sairia do país, o que lhe parecia bastante improvável à época. Resumindo a opera: ela se apresentou em Angola, na África e a sua volta ao Brasil ainda assinou contrato com uma grande gravadora podendo trabalhar inclusive parte do repertório que, digamos assim estava censurado.

Chegou também à assembleia legislativa como missão

De novo, Leci explicou que diante dos convites para ingressar na política partidária e até como candidata, a decisão teve a participação do seu guia espiritual. Repetindo a fala da entrevistada “É mais uma missão que o seu anjo da guarda está lhe dando, é mais um desafio. Aceite-o e cumpra-o”. Foi o que fez.

Uma vez na assembleia é esse perfil e atuação que qualquer interessado pode ver e conhecer. Abraça as boas causas; as causas da população mais sofrida; atua contra os preconceitos dos vários matizes _racial, homofobia; na luta pela defesa das mulheres, dos despossuídos.

Nessas tarefas e missões, uma vez que insiste em ‘estar e não ser deputada’, Leci participa de algumas comissões; entre elas a de Direitos Humanos presidida pelo Adriano Diogo, de que também ‘se diz fã’ e outras CPI. No dia a dia ainda é uma digna representante da voz e anseios do povo, com ênfase na área cultural onde ainda continua atuando.

Ver fotos em: https://drive.google.com/folderview?id=0B2bhCIh1J_OUa1Q0OV9HZ3pfMUE&usp=sharing

Written by Página Leste

2 de outubro de 2014 at 16:54

Publicado em Sem categoria

Leci é saudada por sambistas, animadores culturais e convidados

leave a comment »

Exibindo uma simplicidade natural e sincera a deputada estadual Leci Brandão chegou à redação da Gazeta São Mateus acompanhada de dois ou três assessores. Foi recepcionada pela diretora do jornal Lucy Mendonça que organizou e viabilizou o encontro.

De acordo com a organização prevista para o encontro a Leci Brandão falaria, mas como rege a boa educação ela cuidou para que fosse o seu colega da assembleia legislativa, Adriano Diogo, a pessoa a abrir a reunião que apesar de formal tinha um clima de conversa de sala de casa.

Coube ao Adriano, então, registrar que a sua convivência com Leci Brandão, enquanto figura humana e deputada se dá da forma mais generosa e harmoniosa possível. Adriano insistiu muito em reconhecer o valor daquela que chamava de companheira e à qual recorre para aconselhamento _ mútuos na verdade, em diversas situações para além do que ela acumulou de experiência na carreira como cantora e compositora, mas, também, como ativista quase desde sempre das causas populares e da redemocratização e no exercício de seu mandato, como deputada.

O mandato de ambos se entrecruza e se entrelaça em diversas questões, sempre na mesma direção ao lado dos interesses mais gerais, populares; aqueles que contribuem para a cidadania e emancipação das classes subalternas. São os fatos, comportamento e posturas e não os desejos e discursos que referendam a afirmação.

Estarem em partidos diferentes, conforme a própria Leci disse mais a frente é apenas questão de maior proximidade com partidos políticos que é o colega Adriano Diogo, ativista e militante desde os tempos da ditadura onde foi preso e torturado. Leci tem essa relação com menor intensidade.

De origem pobre com uma vida simples, mas digna, a atual deputada colocou muito de sua carreira como cantora e compositora a serviço de causas nobres tendo atuado mais emblematicamente após a Anistia e Diretas Já. Em centenas de oportunidade a cantora de sucesso podia ser vista e ouvida em palcos da oposição brasileira em direção à democratização.

Written by Página Leste

2 de outubro de 2014 at 16:51

Adriano  Diogo fala sobre Leci Brandão com orgulho

leave a comment »

Praticamente uma prata da casa o deputado estadual Adriano Diogo (PT) já havia sinalizado que estaria presente por pouco tempo. De lá foi a Campinas participar de outra reunião.

Após a chegada da Leci Brandão, e convidado a falar antes, optou por apresentar e fazer uma declaração pública a colega. “Durante nossa vida encontramos seres humanos mais diversos e alguns, como muitos nesta sala são pessoas incríveis. Convivi e desenvolvi certa sensibilidade em reconhecer grandes personagens entre estes está a Leci Brandão que nós deu a honra de sua presença. Confesso a vocês que fiquei e fico olhando a Leci e no dia a dia descobri ainda mais sobre essa figura generosa e rica. Já a conhecia de seu trabalho como artista, como comentarista do samba desde as primeiras participações no carnaval de São Paulo e, agora como deputada, continuo fascinado”.

 “(…) Já a conhecia de seu trabalho como artista, como comentarista do samba desde as primeiras participações no carnaval de São Paulo e agora como deputada, continuo fascinado”.

Adriano lembrou que nesses últimos 170 anos de funcionamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo ela é a segunda negra nesse tempo todo a ter uma cadeira no parlamento através do voto universal.

“Vale registrar ainda que a assembleia é um lugar barra pesada e muitas vezes nós, como parlamentares, temos que tratar de temas espinhosos e os caras vem pra cima. Mas, pasmem vocês que, quando estão próximas a Leci Brandão, os outros deputados falam fino, ficam calmos e dessa forma eu mesmo tenho chances de trabalhar com a retaguarda dela”, brincou com a verdade o deputado.

“Por essa qualidade de figura humana e parlamentar exemplar estou fazendo esse esforço de juntar todos esses artistas populares e promotores da cultura aqui presentes para que ela [Leci] nos adote”, continuou. “Estamos diante de um ser humano gigantesco que de origem simples sempre esteve ao lado das boas causas como artista e que quando está no palco se agiganta. Torço para que desse encontro resulte uma aproximação que dê certo” finalizou.

Written by Página Leste

2 de outubro de 2014 at 16:49

Comunidades do samba reúnem candidatos na Gazeta

leave a comment »

Faltando poucos dias para as eleições gerais de 2014 diversas lideranças ligadas à cultura e, principalmente ao samba em São Mateus tomaram a iniciativa de conversas com os deputados Adriano Diogo (PT) e Leci Brandão (PCdoB) com os quais guardam muitas afinidades. O encontro se deu na sede do jornal

O deputado estadual e candidato a federal Adriano Diogo (PT) circulava com desenvoltura e naturalidade entre as mais de 60 pessoas que se reuniram na sede da Gazeta São Mateus na tarde noite do dia 23 a espera da chegada da deputada Leci Brandão (PCdoB), também candidata a reeleição; só que para a Assembleia Legislativa. Ambos formam uma dobrada pragmática, objetiva e também pautada em propostas de interesse na ampliação da cidadania que foi construída pelos dois mandatos.

Não é de agora, e apenas durante as campanhas eleitorais, que o deputado se relaciona com essas e outras comunidades do samba e, de uma forma geral, da produção artística local. As comunidades Vera Cruz, Berço do Samba de São Mateus; entusiastas e promotores da cultura como Tim Maia, gente de times de futebol e o pessoal do Quinteto em Branco e Preto estiveram em diversas atividades públicas ou mais reservadas em companhia desse também militante que tem história e muito trabalho desenvolvido nos diversos distritos de São Mateus e na zona leste de São Paulo.

“Adriano Diogo circular com naturalidade era previsível uma vez que não é de agora, e apenas durante as campanhas eleitorais, que o deputado se relaciona com essas e outras comunidades do samba e, de uma forma geral, da produção artística local”. 

Um encontro destes, nestes tempos bicudos em que os candidatos sérios circulam em busca de votos e praticamente tem que se desculpar por isso, tal o descrédito da população e eleitores é arriscado, entretanto a recepção coletiva, generosa, ganhou ares de quase uma reunião familiar. A maioria dos presentes e o candidato se conhecem se respeitam e se gostam. Isso ficou claro também para outros convidados presentes, entre lideranças locais de vários segmentos e membros do governo local, da área de segurança e outros.

Estava presente também a vereadora Juliana Cardoso (PT), ela mesma com a segunda maior votação na legenda em 2012 e que por sua vez tem apoio expressivo na região. Como Adriano a quem apoia, conhecia a maior parte das pessoas vinculadas àquelas comunidades do samba.

Adriano Diogo estava espremido entre agendas díspares o que dá um pouco a ideia da amplitude de sua própria candidatura. Primeiro estaria ali com lideranças, artistas e produtores culturais e, em seguida, se dirigiria ao sindicato de médicos da cidade de Campinas onde foi convidado a expor seu trabalho e propostas da campanha que faz para ser eleito ao Congresso Nacional. Deu conta das duas agendas.

O fato é que, apesar de estar em campanha para ser eleito deputado federal em Brasília, por São Paulo, Adriano Diogo não chegou a pedir nenhum voto em voz alta ou ao pé de ouvido enquanto conversava com um e outro. Meio que prata da casa visto a frequência com que vai a São Mateus, manteve a coerência demonstrada por ocasião de sua participação no Pinga Fogo realizado por esta Gazeta. Em uma de suas primeiras respostas naquele encontro, lembrava que o parlamentar, que na busca a reeleição o pretendente deveria ser mais reconhecido pelas comunidades e pelos eleitores pelo que é; pela sua história; compromissos e como se comporta, do que por sua capacidade e disposição para pedir votos. Não o fez, talvez porque esse reconhecimento a que ele se refere seja, no caso daquele encontro, uma realidade.

VEJA FOTOS EM https://drive.google.com/folderview?id=0B2bhCIh1J_OUa1Q0OV9HZ3pfMUE&usp=sharing

Written by Página Leste

2 de outubro de 2014 at 16:47

Você não gosta, não quer, mas mesmo assim paga

leave a comment »

A chamada propaganda eleitoral gratuita; aquelas que você vive se esquivando de assistir, mas até deveria para formar melhor juízo para sua escolha e que é utilizada para divulgar políticos e partidos que disputam uma eleição sem custo acaba custando alguns milhões de reais aos bolsos dos contribuintes. A estimativa feita pela Receita Federal é de que a União deixe de arrecadar R$ 839,5 milhões em impostos oriundos das inserções veiculadas em rede entre 19 de agosto e 24 de outubro. Como as propagandas vão até mais próximas do dia da eleição esse rombo vai crescer.

A quantia será descontada do total de tributos pagos pelas empresas de rádio e TV de sinal aberto, obrigadas a veicular a publicidade obrigatória. Prevista no projeto de lei orçamentária anual (Ploa), a renúncia fiscal é tratada como gasto tributário. Já o horário eleitoral é descrito como direito à cidadania, ao lado de fundos como o da criança e do adolescente e do idoso que, juntos, receberão, em 2014, R$ 380 milhões em isenções, anistias, subsídios e benefícios tributários e financeiros.

O valor estimado para este ano em termos de renúncia fiscal representam um aumento de quase 39% em relação a 2010 quando R$ 604,2 milhões deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos. Neste cálculo não leva em conta a inflação do período. Nessa estavam envolvidos presidente, senadores federais e estaduais, mas mesmo as campanhas mais modestas, digamos assim, como foi a de 2008 de prefeitos e vereadores as emissoras descontaram, a título de ressarcimento, R$ 420,3 milhões em impostos que deveriam ser pagos.

A fórmula para se chegar aos valores é complexa e nem vale a pena se ater a isso, mas a questão só pode interessar ao eleitor do ponto de vista de a sociedade não ter quase nenhum acesso e controle sobre esses valores que são ressarcidos às emissoras. Como diz o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, José Roberto Afonso a transparência desses benefícios deveria valer para todos os benefícios fiscais que são concedidos e, entre eles o horário eleitoral que, em nada, é gratuito.

Vamos além, cada bondade dessas, em forma de incentivo fiscal, deveria ter uma explicação clara e uma comparação, também clara, sobre os benefícios que as medidas geram. Explicações e justificativas convincentes seguidas de demonstração dos benefícios conseguidos visto que é menos dinheiro de imposto que entra aos cofres privilegiando alguns setores em detrimento de outros ou da sociedade como um todo.

A coisa toda ainda é ainda mais digna de atenção, explicação e revisão quando se revela os resultados de apenas uma consulta feita pelo Instituto MDA, a pedido da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que indicou que apenas 11,5% dos entrevistados disseram sofrer alguma influência em suas decisões de votos a partir da propaganda eleitoral. A mesma pesquisa, feita no dia 23 indicou que não menos que 34,4% dos entrevistados nunca assistem o horário eleitoral; 18% de vez em quando e apenas 15% assistem todos os dias, o que até duvidamos.

O fato é que apesar da situação de incentivos e benefícios ter que ser rediscutidos não se pode menosprezar o efeito do horário eleitoral gratuito que tem sua importância na decisão do eleitor, além do fato dela ser uma importante ferramenta para a democracia representativa, apesar de premente necessidade de criar condições de melhor igualdade entre os concorrentes.

Todas essas considerações e mais algumas, caro leitor é para lembra-lo da enorme responsabilidade que lhe pesa às costas. A eleição, gostando você ou não, não lhe sai de graça, mesmo que de forma indireta. Se assim é e como poucos são os loucos a ponto de rasgar dinheiro, vale fazer um investimento mental e de observação para que entre tantas ofertas de tão limpos, maquiados e bem intencionados candidatos você encontre o seu. Faça a melhor escolha possível, de preferência entre aqueles dos quais, você, não possa se envergonhar e se arrepender mais à frente. (JMN)

Written by Página Leste

2 de outubro de 2014 at 16:33

Publicado em Notícias e política

Sem ter para onde correr, nas eleições escolha o certo

leave a comment »

Estamos mesmo às vésperas das eleições gerais no país e é de suma importância levar isso a sério, apesar do alto número de comediantes que essa campanha exibiu. Tinha comediante para todos os gostos; desde os comediantes e palhaços de ofícios a aprendizes de palhaços, aprendizes de gozadores, mas grande parte deles mesmo é tirando onda com a nossa cara.

Entre promessas de vou fazer isso e aquilo, de corrigir isso ou aquilo, de escancarar suas bocas em busca de mostrar sorrisos de dentes naturais e postiços, quase todos, sem exceção, apostando no resultado de seus ‘fotoxópis’ em cavaletes a dar com pau; em santinhos em papel brilhante, em faixas estratosféricas, além de adesivos de carros. Todos eles com palavras chaves buscando a memória do eleitor.

Os mais safados repetindo bordões que dizem muito para nada dizer. Outros prometendo coisas que não dá para se aferir resultados, fora aqueles que compram corações e mentes e principalmente os bolsos de um montão de supostas lideranças que discursam em seu nome, fazem promessas de fé, mas querem mesmo é saber de suas moedas ao final do expediente.

São comediantes aos quilos, mas ao invés de nos divertir se divertem com a nossa cara, com a nossa ingenuidade quando não é pior, com a nossa omissão. Vêm as toneladas, todos devidamente numerados, mas inocentes até certo ponto, fazem mesmo é figuração. Qualquer merreca de votos para um desses candidatos de dezenas de votos não vão chegar a lugar algum, mas esses mesmos votos serão uteis no sentido de aumentar o coeficiente eleitoral da legenda melhorando, de verdade, as chances de seus cavalos premiados que são aqueles figurões mais conhecidos, em geral, até donos mesmos das respectivas legendas.

Esses tipos de candidatos e comportamentos gozam mesmo é da nossa cara. Está certo que eles, às vezes, suam a camisa. São obrigados a tomar café requentado, pegar crianças no colo, dar beijos nas faces nem sempre atraentes dos eleitores, entre outros desconfortos. São sacrifícios menores. Fazem parte do ritual. Ganham algumas coisas ou aspiram ganhar mais a frente. Não contam pra muita gente, mas alguns são tão tarimbados nessa tarefa de melhor o coeficiente que aceitam fazer o papel de coadjuvante no espetáculo. Ou estão ganhando um troco aqui ou ali ou estão na expectativa de uma boquinha aqui e ali mais para frente. Entre estes tem uma variante, a dos que querem simplesmente exteriorizar suas vaidades pessoais.

Não são necessariamente palhaços que querem tirar uma com a nossa cara. São pessoas que gozam de certa liderança em locais onde moram ou trabalham ou atuam e que acham chegado o tempo de expor para a avaliação da sociedade suas propostas e planos na política. É nesse lote que ainda pode se encontrar alguns honestos, sempre em minoria, mas que não tem uma compreensão mais elaborada e abrangente do papel do político e da política no sentido amplo. Até pode sair dai alguma coisa, mas na esmagadora maioria das vezes sai mesmo é muita decepção que, em geral, os fazem desistir de qualquer tentativa honesta depois.

Mas salvando o processo amigos, ocorre que mesmo a campanha eleitoral parecendo uma espécie de remédio de gosto amargo; parecendo obrigação de compromisso ao qual não podemos faltar, a tal da política e do tal processo eleitoral é algo que precisa ser feito e que pode, a depender de como nós, eleitores, nos comportamos ser uma boa e necessária ação para sociedade.

Dai nossa responsabilidade para achar entre cavaletes, painéis, panfletos, carros de som, reunião ou conversa ou programa eleitoral gratuito aqueles que sabem dignificar a política e a atividade do parlamentar ou executivo a ser eleito por nós mesmos.

Eles estão por ai, não na quantidade que gostaríamos, basta fazer a escolha certa, pois essa conversa de que politico é tudo igual e/ou político é tudo safado é conversa para quem quer que você continue um alienado ajudando a eleger as raposas ou os palhaços que vivem tirando uma com a nossa cara. Faça o certo, dessa vez. (JMN)

Written by Página Leste

2 de outubro de 2014 at 16:30

Publicado em Notícias e política

Adriano Diogo fala sobre a questão do saneamento

leave a comment »

Adriano Diogo fala sobre a questão do saneamento para a Gazeta São Mateus

O deputado estadual Adriano Diogo (PT/SP) que este ano concorre a uma vaga na Câmara em Brasília e que também é geólogo por formação, atribuiu principalmente a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, a responsabilidade sobre a desastrada situação do saneamento básico no estado.

Para ele a criação de empresas estaduais, como é o caso da Sabesp, durante o regime militar tirou da responsabilidade dos municípios o fornecimento de água e, eventualmente, da coleta de esgotos. Segundo ele a Sabesp, em se tratando de uma empresa com interesses na bolsa de valores e com acionistas, entre os quais, o próprio governo, e todos ávidos pelo lucro já não tem como premissa principal a prestação de serviço e, sim, o retorno aos associados. Nem mesmo a parte dos lucros que cabe ao governo é utilizada para investimentos nos serviços de saneamento. Pode e, em geral, é usado para equilibrar as contas do Estado.

Essa situação explica parte dos problemas que vem comprometendo praticamente quase todos os córregos, pequenos rios e até mesmo as nascentes de água, algumas delas remanescentes em São Mateus, esclarece o deputado.

O fato de não haver investimentos nem iniciativa das companhias de saneamento em, por exemplo, prover os diversos córregos com encanamentos e troncos principais por onde pudesse transitar a matéria orgânica proveniente dos esgotos domésticos fazem com que atualmente esses mesmo córregos, em situação de estiagem, sejam uma espécie de apenas corredor de resíduos.

Se as companhias de saneamento, no caso da Sabesp, em São Paulo tivessem feito investimentos e cuidado para que todo os resíduos de esgotos fossem passíveis de serem encaminhados às estações de tratamento, nem o Aricanduva, nem o Rio Tietê, que corta toda a cidade, não estariam na situação em que se encontram.

Naturalmente que as responsabilidades não são apenas da empresa. Tem muito a ver com a falta de consciência dos ocupantes da cidade, principalmente os em moradias improvisadas e em localidades deficitárias do serviço e também por negligência da fiscalização do poder público que permite a instalação e fixação nesses locais.

Mal acomodadas, seguem crescentes as aglomerações urbanas em áreas de vegetação ainda nativa. Estas vão se impermeabilizando, com córregos sendo assoreados e com a vegetação completamente removida. Num sistema harmônico, sem vegetação, as nascentes secam e o resultado é que a água de qualidade que antes percorriam os córregos somem ficando no seu lugar uma esteira de esgoto com água muito suja.

O deputado que tem muito interesse na questão de saneamento compara a precariedade do atendimento feito no Brasil a iniciativas que já estão sendo adotadas em outros locais mais desenvolvidos. Foi mais longe e deu como exemplo partes muito adensadas e empobrecidas da Índia, onde a coleta de fezes e urinas sofrem por um processo de compactação que serve depois para ser usado como gerador de energia. Já se conhece e existe disponível outros tantos procedimentos que deveriam ser considerados.

O que não é mais tolerável, segundo o deputado, é o uso de água tratada e potável que deveria servir apenas para se beber, se alimentar e até banhar-se como condutor de descarga de privadas. O custo desse procedimento em tempos de escassez é potencializado.

Deputado faz conta e demonstra como que para o consumidor o produto é caro

O raciocínio básico demonstrado pelo deputado foi o fato de haver cobrança de água e esgoto onde, em muitos casos, o esgoto sequer ser recolhido e tratado como deveria. Apenas desviado para deteriorar o que ainda resta de córregos, rios pequenos e maiores da cidade. Adriano demonstrou também que comparando a quantidade necessária de água para o consumo humano com o que se paga e também com o que se recebe em termos de produto ou serviço o custo é alto e penaliza ainda mais os mais necessitados e os mais pobres.

Como uma roda do infortúnio uma coisa alimenta outra. Sem recursos adequados, sem esgoto, sem regularização das comunidades, notadamente nas periferias e na região metropolitana, uma coisa alimenta a outra e o saneamento básico que deveria ser essencial à vida humana com qualidade fica cada vez mais ausente.

O desmatamento, a impermeabilização e a procura por locais por moradia só agrava a situação

Se nascentes, córregos e rios saudáveis vão desaparecendo, se agrava a situação do saneamento como um todo. Para se fixar com moradia em ocupações ou loteamentos irregulares as pessoas precisam remover as vegetações nativas que se encontram nesses locais. Sem vegetação, os recursos hídricos também desaparecem. Some-se a isso a falta de infraestrutura adequada de fornecimento de água e serviço de esgoto. Está montado o quadro que para ser revertido levará uma eternidade e ainda tão somente se a sociedade, as empresas de saneamento e os governos tomarem a decisão e empenho em reverter esse estado de coisas. (JMN)

Written by Página Leste

17 de setembro de 2014 at 14:03

Publicado em Sem categoria

Tagged with ,