Paginaleste's Blog

Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Eco Urbis atua na região e envia representantes ao evento

leave a comment »

Imagem

A Eco Urbis tem sob a sua responsabilidade contratual em forma de concessionária do poder público municipal o gerenciamento de aterro sanitário. Um serviço da maior importância em cidades de qualquer porte, notadamente em uma megalópole do porte da cidade de São Paulo.

Sem aterros sanitários os destinos do lixo doméstico, notadamente orgânico, que são em sua maioria os restos de comida fariam proliferar em lixões uma situação desagradável e grave do ponto de vista ambiental e de saúde pública. Para se ter uma noção da sua importância, basta fazermos um exercício mental de tentar conviver sem coleta regular de lixo durante um período.

Pela empresa Eco Rubis, que mantém boas relações com o jornal, estiveram presentes o superintendente da Central de Tratamento Leste, Leonardo Tavares e a consultora ambiental da empresa, a socióloga Zulmara Salvador.

Além de informar que o atual aterro que a estimativa de vida útil do atual aterro nas atuais condições é de nove anos, Leonardo esclareceu que ao aterro chegam apenas os resíduos domiciliares com mais de 60% de produtos orgânicos que em decomposição geram o metano que pode ser aproveitado ao longo de sua coleta e tratamento em gás que gera energia. “Essa coleta do metano para se transformar em biogás está nos planos da empresa, uma vez que estamos preparando a sua coleta não na ponta de cada exaustor, digamos assim, mas na ponta de uma série de encanamentos especialmente preparados para essa coleta”, explicou Leonardo.

Com relação ao jornal, o representante da empresa fez uma leitura acurada do veículo e destacou; como a propósito foi destacado por outros convidados, o caráter democrático e aberto do jornal. “Conheço mais de perto o jornal nos últimos oito anos e o que tenho visto é a sua intensa participação nas questões comunitárias e sociais da comunidade dos três distritos de São Mateus”, afirmou. Segundo Leonardo o tratamento que dá as questões locais independente das demandas que são retratadas nas páginas do jornal é um diferencial muito positivo.

Written by Página Leste

7 de março de 2013 at 17:59

Gazeta, 20 anos: outros depoimentos

leave a comment »

 

Imagem

Vereadora Juliana Cardoso comparece e parabeniza Lucy Mendonça

 

Com a representatividade conquista através dos mais de 45 mil votos conquistados na última eleição reconduzindo-a à Câmara Municipal de São Paulo, a vereadora Juliana Cardoso (PT) é pessoa próxima da redação há algum tempo. Desse convívio para a amizade com a diretora do jornal foi só achar as afinidades em comum.

“Cara Lucy conheci primeiro o seu importante trabalho com o jornal que acompanhamos de forma permanente. Depois de conhecê-la gostaria de registrar publicamente a satisfação com o fato de nos tornarmos amigas, muito além das nossas relações de você, como imprensa e eu, na condição de vereadora eleita e, principalmente pela grande contribuição em votos que essa região me deu”, disse.

Na ocasião, a vereadora também transmitiu o abraço do deputado estadual, Adriano Diogo (PT), também próximo em amizade com a diretora do jornal, mas que, por conta de outros compromissos, não conseguiria comparecer. Juliana estava acompanhada de seu chefe de gabinete Vanilda Anunciação e outros assessores.

Vale registrar que além da amizade entre as duas, Juliana tem forte presença em São Mateus onde desenvolve trabalhos desde antes de conquistar o seu primeiro mandato como vereadora. Depois de eleita mantém permanente contato com as questões da comunidade.

 

Marco Antonio Cicone, amigo de longa data

 

Para o delegado titular da Delegacia do Idoso, Marco Antonio Cicone a Gazeta São Mateus é uma demonstração cabal do vigor cidadão de São Mateus. “Falar da Gazeta, da mesma forma que falar da diretora do jornal, Lucy Mendonça é gratificante e sempre uma oportunidade para registrar nosso agradecimento ao papel desempenhado pelo jornal e pela cidadã”, enfatiza.

 

Presidente da CDL São Mateus comparece e destaca papel do jornal

 

O presidente da Câmara de Diretores Lojistas de São Mateus, Marcelo Dória é prata da casa. Ele assina desde um bom tempo uma coluna, quase sempre prestando relevantes informações em uma espécie de serviço e isso é bom e útil. Sua coluna na Gazeta São Mateus sempre revela um aspecto que pode ser útil. Em poucas ocasiões, além de informar, opinou e conforme o combinado, a opinião é responsabilidade de quem a tem.

Com Marcelo Dória essa preocupação nem faz sentido. Ele está completamente ambientado com a linha editorial do jornal que ele exalta como a voz da comunidade. “São pelas páginas do jornal que passam a maior parte das demandas da população e dos setores organizados e isso é muito importante e deve ser mantido sempre”, afirma.

Marcelo entende que as exposições públicas das demandas, dos problemas sempre contribuem para que as pessoas reflitam e os envolvidos possam ter mais elementos para tomar decisões ou buscar resultados.

Do ponto de vista da entidade de empresários e comerciantes, Marcelo sabe que pode contar com o jornal e o envolvimento cidadão da sua diretora para as questões que vão ajudar ao desenvolvimento de São Mateus.

Comando da GCM também prestigia jornal

 

O comando da Guarda Civil Metropolitana, inspetoria de São Mateus chefiada por Wagner de Lourenço que voltou a titularidade da GCM local em 2012, após já ter passado pela região em 2003, também conta com a Gazeta São Mateus para divulgar informações pertinentes a coletividade, bem como oferecer pautas sobre algumas ocorrências significativas na região.

Cobrindo extensa área geográfica com um efetivo de 120 guardas sob seu comando o trabalho em sintonia com outras forças de segurança visam dar maior tranquilidade a população moradora da região. Wagner lembra que a função principal da GCM é da guarda dos prédios públicos da municipalidade e o apoio e acompanhamento de ocorrências e de serviços feitos pelas diversas secretarias da prefeitura quando em trabalho pela região. O policiamento ambiental também está entre suas prerrogativas.

De Lourenço destaca que a linha editorial do jornal é bastante interessante “dá uma panorâmica das demandas e carências da região, o que ajuda o poder publico a tomar conhecimento do que ocorre, bem como das boas iniciativas que são tomadas, muitas vezes por pessoas comuns, mas que contribui para o bem estar geral, seja de uma pequena comunidade, seja até do planeta como um todo”.

Por essas qualidades que o comandante estava presente, representando a Guarda Civil Metropolitana em reconhecimento ao relevante serviço prestado pelo jornal e por sua diretora Lucy Mendonça.

 

 

Written by Página Leste

31 de janeiro de 2013 at 16:33

Publicado em Sem categoria

Tagged with

Entre o empresariado presente, Pedro Kaká diz que jornal é corajoso

leave a comment »

Imagem

Pedro Kaká está há 40 anos na região onde já atuou como advogado, atuando agora como administrador e administrador de supermercado. De família humilde ele sempre agradece seus pais terem optado pela região para um recomeço na cidade de São Paulo. Desde então tem acompanhado e contribuído de perto pelo desenvolvimento da zona leste e, notadamente, São Mateus, região que considera vocacionada para o desenvolvimento com uma população trabalhadora e ordeira.

Para Kaká a existência da Gazeta São Mateus é um exemplo de luta e vitória numa conjuntura e numa atividade difícil. “É grande a dificuldade, antes e hoje, para a existência de uma imprensa seja regional ou de bairro para conseguir equalizar seu funcionamento levando os ideais de liberdade de expressão e de fala junto com as dificuldades econômicas que a atividade enfrenta”, raciocina. Falar da GSM e de sua diretora, Lucy Mendonça é falar de uma vitoriosa, considera o empresário.

“Do ponto de vista da linha editorial, vejo a GSM como uma imprensa corajosa, pois adota e aborda temas difíceis e complicados sob todos os ângulos e, dessa forma, com personalidade se torna uma imprensa forte”, considera. Para ele, a exemplo de outros depoimentos, a Gazeta tem funcionado bem como um canal de escoamento das questões da sociedade de São Mateus, numa periferia cheia de problemas, onde nem sempre é fácil identificar responsabilidades. “O papel da Gazeta frente à comunidade e ao Estado é de facilitar e fazer a interlocução”, sentencia.

Se essa é uma função bem desempenhada, segundo a sua avaliação, o espaço próprio e mais opinativo do jornal em editorial e opinião da diretora tem tido sempre um abordagem e olhar crítico, reflexivo e leal diante dos assuntos. Essa condição, revelada pelo empresário, vai de encontro à decisão do jornal de tentar tratar em profundidade e com ética, distintos assuntos.

Para o jornal é um privilégio ser visto dessa forma por um cidadão que, desde muito tempo, exerce a sua cidadania na região.

Desde 1970, Pedro Kaká, tem atuação política e já foi candidato a vereador em 1988, por um imperativo de uma série de apoiadores que creditaram a ele uma representação fiel dos diversos anseios daquela sociedade, voltando a disputar uma cadeira na Câmara de São Paulo em 2012.

“Em nenhum momento representei os interesses apenas do empresariado; muito pelo contrário, o meu olhar e os meus anseios e desejos para a região é compartilhado por diversos segmentos, até mesmo de comunidades menos organizadas na região”, enfatiza.

Humanista por formação, Pedro Kaká cursou Administração na Fundação Getúlio Vargas, onde se iniciou no movimento estudantil durante o período da ditadura e em Direito em outra faculdade sendo bacharel nas duas áreas.

Kaká revela que tem uma visão histórica da sociedade brasileira e a sua atuação política, quando  distante de candidaturas eleitorais próprias, foram e são realizadas com o entendimento mais amplo e generoso da sociedade, daí não querer e nem poder representar apenas o setor empresarial.

Se em 1988, teve uma expressiva votação quando disputou pelo Partido Liberal (PL), sendo o mais votado da região; em 2012 não foi muito diferente.

Disputado uma cadeira na Câmara dos Vereadores, desta vez pelo PSD, numa região onde o Partido dos Trabalhadores tem uma expressiva hegemonia e apoio, o fato dele ter ficado com menos de 1000 votos de diferença da vereadora Juliana Cardoso (PT) foi muito revelador. Teve mais apoio do que esperava, revelou.

Vale registrar que a vereadora Juliana Cardoso, também presente a festa da Gazeta, teve mais de 45 mil votos e foi a segunda melhor votada na legenda petista na cidade de São Paulo. Kaka ficou em segundo lugar na zona 357, onde ambos foram muito bem votados.

O afastamento dos holofotes e exposição ao escrutínio público como candidato por parte do Kaká não parece ter importância. “Faço e contribuo com a política a partir de anseios comuns com as pessoas. Não preciso ser candidato e nem faço questão disso”, afirma categoricamente. Para comprovar a afirmação, o empresário se afastou por um largo período das disputas eleitorais a partir de 1990 para melhor cuidar de seus negócios e família.

 São Mateus é credor do poder público

“O Estado, nos diversos níveis nos deve muito”, afirma o empresário e explica: “Temos mais de 500 mil pessoas morando em São Mateus, onde somos em 240 mil eleitores. São números expressivos e com tanta gente, do ponto de vista de infraestrutura estatal de atendimento educacional, de saúde, de habitação, de segurança, para ficar apenas nesses casos, é bastante defasado e precário. Somos credores”, enfatiza.

Com esse entendimento da conjuntura e a comprovação de que Pedro Kaká é bom de palanque, poderia soar como natural, uma nova candidatura. Não as descarta, mas, insiste, que não é prioridade. “A política, a melhoria e o desenvolvimento de São Mateus, da cidade e até do país é prioridade pessoal mais importante do que ter um mandato no Legislativo. A contribuição que posso dar não depende apenas disso”, revela.

Posto nestes termos ele diz que não se incomodaria em apoiar outros eventuais candidatos, desde que estivessem afinados com interesses comuns e esses, segundo Pedro Kaká, são aqueles de gente de caráter, trabalhadora e que atenda a maioria das pessoas com justiça social, oportunidades e desenvolvimento local, entre outras necessidades.

 No papel de cidadão ativo, qualquer movimentação sua mais expressiva, será por conta de uma manifestação coletiva. Como qualquer outro, Kaká também tem seus interesses, mas não entende que um mandato parlamentar seja o único caminho para isso. Adepto do trabalho, desde a mais tenra idade e de competência para os negócios, o empresário já provou que conhece.

Ao final da breve conversa, vale registrar que o empresário não guarda nenhuma frustração ou mágoas de campanha. Teve mais apoio do que imaginava o que lhe confortou e testemunhou em favor dos acertos de suas propostas. Foi mais longe, entendeu com tranquilidade os diversos apoiadores que teve em 1988, mas que não se repetiram em 2012, por conta de compromissos destes assumidos anteriormente. “Quase todos meus antigos apoiadores que não tiveram nessa campanha fizeram questão de me comunicar, explicar suas limitações e de me desejarem de forma sincera boa sorte”. “Só tenho a agradecer, fui mais bem recebido do que estava esperando e é hora de agradecer os votos recebidos”, finalizou.

Written by Página Leste

31 de janeiro de 2013 at 11:29

Publicado em Sem categoria

Assistente social do AMA Laranjeiras destaca jornal

leave a comment »

Imagem

O assistente social do AMA Laranjeiras e também psicólogo Oswaldo Torrezni atua na unidade de saúde da prefeitura nos últimos quatro anos e é um entusiasta da publicação.

Segundo ele o jornal tem forte presença na região e em rápido exercício de recordar, destacou as matérias feitas sobre o Jardim Santa Bárbara a respeito de suas deficiências e carências. Destacou também a abordagem sempre múltipla dos problemas com o córrego Riacho dos Machados.

Concretamente o técnico revelou que a linha do jornal atende plenamente ao clamor da sociedade local. O seu entusiasmo não para por ai. Morador do Alto da Mooca, ele faz questão de levar vários exemplares que faz circular pela região onde mora. Convidado, fez questão de parabenizar o jornal e sua diretora.

Written by Página Leste

31 de janeiro de 2013 at 11:28

Publicado em Sem categoria

Gazeta comemora 20 anos com grande reconhecimento

leave a comment »

Imagem

 

A comemoração dos 20 anos de existência e circulação ininterrupta do jornal Gazeta São Mateus na noite do dia 28 foi muito concorrida, com a presença de dezenas de autoridades, lideranças políticas, comunitárias e amigos que, durante cerca de três horas, percorreram as novas instalações da redação na Rua Libra em anexo à casa da diretora proprietária do jornal, Lucy Mendonça.

Escoltada pelos dois filhos, Cristina e Marcos e sua esposa Karine, outros amigos próximos, a anfitriã serviu deliciosa muqueca de peixe, camarão na moranga e acarajé preparada com esmero pela Maria Dulce e Nena que, com a ajuda de pequena equipe, revelou, mais uma vez, o talento dessas empresárias do Beco Restaurante que mantém, em alta, a famosa feijoada semanal entre outras iguarias em restaurante na região. Bebidas de adulto para os adultos; refrigerantes e água para algumas crianças presentes e os abstêmios de plantão.

A comemoração do vigésimo aniversário foi à oportunidade também de apresentar aos convidados as novas dependências do jornal com um escritório simpático, aconchegante e bem equipado de quase 30 metros quadrados. Se a redação da Gazeta já era um espaço gostoso quando menor, agora, mais amplo, aumentou a sua capacidade de recepção e reuniões com o mesmo clima intimista e descontraído.

A diretora do jornal, confessa que a convivência durante dois meses de intensas reformas não é coisa agradável. Mais ainda, chega a ser desconfortável, mas o resultado final foi compensador.

Amigos chegando

Por volta das 20 horas começaram a chegar os primeiros convidados. O assistente social do AMA Laranjeiras, da região de São Mateus, Oswaldo Torrezni; o superintendente da Eco Urbis, Leonardo Tavares acompanhado da consultora ambiental da empresa, a socióloga Zulmara Salvador; o presidente do Conselho de Segurança (Conseg) do Parque São Rafael, Júlio Paiva Rosa e esposa Cristina Paiva; a liderança comunitária do Jardim da Conquista, Deise Achilles; o Capitão PM Mauro Rodrigues, do 38º BPM/PM de São Mateus; o delegado titular da 8ª Seccional de Polícia Civil, Antônio Mestre Junior; o Comandante da Inspetoria Regional da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Mateus, Wagner de Lourenço; o delegado titular da Delegacia do Idoso, localizada nas proximidades do Parque do Carmo, Marco Antonio Cicone; o presidente da Câmara de Lojistas (CDL) de São Mateus, Marcelo Doria; o empresário e ex-candidato à vereador nas eleições de 2012, Pedro Kaka; a vereadora eleita Juliana Cardoso (PT) e o engenheiro civil e subprefeito de São Mateus, Fernando Elias, entre dezenas de outras figuras de proa na comunidade saomateuense que a reportagem, já se desculpando, no calor do evento, não conseguiu registrar.

A impagável simpatia da anfitriã

Lucy Mendonça estava à vontade em sua casa e não conseguia disfarçar a alegria e a satisfação com a presença de tanta gente importante. Não necessariamente do ponto de vista de condição social; do fato de serem, ou não, autoridades. Eram todos bem vindos.

Lá estava gente que Lucy Mendonça conheceu durante suas andanças, reportagens e contatos feitos em nome do jornal. Muitos foram ou estiveram envolvidos em pautas da publicação ao longo de todos esses anos. A maioria deles se tornou se não amigos próximos, bons conhecidos dessa cidadã que para além de suas obrigações como a voz de um veículo de comunicação, nunca esqueceu de exercitar a sua cidadania.

Lucy tem voz e vez na comunidade tanto quanto jornalista e diretora de jornal que é, mas principalmente como moradora, como cidadã atenta e cuidadosa das questões que cercam a sociedade em que habita, trabalha e convive. E é por essas qualidades que adquiriu o respeito de todos, mesmo daqueles que em um momento ou outro dela discordaram.

Gente fora e gente dentro

Se dezenas de pessoas circulavam pela casa da Lucy e dependências do jornal, de qualquer forma sempre bem acomodadas, outras ficaram do lado de fora em conversas paralelas. Alguns tratando de assuntos de interesses mútuos; outros comentando sobre a satisfação e as conquistas da anfitriã. Concretamente alguns outros, poucos, saiam para, em acordo com a lei e a boa educação, fumarem seus cigarros sem incomodar os demais presentes.

Um pequeno número de convidados se revezou entre fora e dentro do espaço para se servirem do jantar oferecido pela casa. Eram convidados que também curtiam o clima agradável e a beleza da noite pelo lado de fora.

“Não houve miséria”, parodiamos uma expressão muito comum. Todos que assim o desejaram se serviram de bebidas, petiscos e, posteriormente, de pedaços de bolos que foram repartidos depois de um entusiasmado canto de parabéns.

Reportagem e fotos: J. de Mendonça Neto

Written by Página Leste

31 de janeiro de 2013 at 11:25

Publicado em Sem categoria

Tagged with

Altvater e o folk da terra roxa que amadureceu e foi viajar

leave a comment »

Imagem

 

Lá para as bandas do norte pioneiro do Paraná, em 2005, Antônio Altvater foi convidado para se fazer de vocalista em uma banda, supostamente considerada de rock, por seus integrantes. O ambiente, uma escola comum de ensino médio. A escolha foi por eliminação e optou-se pelo mais competente entre eles. Foi desde essa época que a música o pegou de jeito. ”Senti-me na obrigação de servi-la”, diz o cantor, compositor e instrumentista que vem dando passos largos e rápidos na carreira.

Altvater nasceu em 1988 na cidade de Santo Antônio da Platina, no norte pioneiro do Paraná, nacionalmente conhecido como o “Ramal da Fome” e durante a sua infância e pré-adolescência a música apenas passava pelos seus ouvidos e o cérebro, como tudo mais. Eclético pelas circunstâncias escutava diferentes gêneros e estilos musicais por conta da preferência de familiares. “Especialmente meu avô que era fascinado por rádio em bom e alto volume”. Por parte do pai as obras de artistas como Almir Sater e Renato Teixeira, pelos quais ainda nutre admiração e respeito deitou influências.

Como todo pré-adolescente que se preza as primeiras opções e tentativas artísticas, digamos assim, passaram pelo desenho que segundo ele ”era a forma de desligar do ambiente escola que em certos momentos me parecia um tanto hostil”.

Após a experiência com a banda do colégio, vários outros projetos contaram com a participação do músico. É dessa época que; escrever, compor e cantar suas próprias experiências afloraram. Duas emergências e estradas a partir daí. Primeiro achar os seus pares entre outros músicos, o que não foi nada fácil no estreito universo de uma cidade de 40 mil habitantes isolada de qualquer circuito cultural e, segundo, atentar os ouvidos para artistas ditos alternativos; lado b, fora do circuito das grandes mídias.

Passo perigoso, mas necessário. A alma sensível revelada no artista em construção andou por caminhos que ajudaram a dar substância ao que é hoje, entretanto, na época, entre o afloramento da primeira emergência: encontrar os seus pares e a segunda um hiato. Trabalhou durante a manhã e tarde em um clube de campo na cidade enquanto cursava o primeiro ano de História na cidade de Jacarezinho.

Foi picado mesmo pela mosca nessa época, quando um colega de serviço apresentou via computador o disco Harvest Moon de Neil Young. Lembra como se fosse hoje do convite à audição, “Cara, você que toca gaita de boca e violão, vai se amarrar nesse som”. Atrás, ao lado ou a frente do HM vieram recomendações primordiais. “Foram manhãs e tardes, durante o expediente, ouvindo a discografia do Bob Dylan”, sentencia. Caminho aberto veio o Automatic  for the People do REM, Alceu Valença e alguns outros que fizeram aflorar lenta e gradualmente a vontade de voltar a tocar e compor.

Era, entretanto, apenas vontade interna e exercícios para si mesmo até que em 2009, uma namorada, à época, o apresentou a uma banda da cidade de Wenceslau Braz, Pátria Fúria, que além de executar material próprio em seus shows, fazia covers de Stones, Beatles, Led Zeppellin, Zappa, Cream, e outros do chamado rock clássico. “A primeira vez que assisti a banda tocando, fiquei muito impressionado, porque nunca tinha escutado uma banda tocar um repertório que destoasse tanto das bandas convencionais de Pop/Rock existentes na minha região, que tocavam o top 10 das rádios na época e a Pátria fúria fazia isso com uma propriedade invejável”.

Na trilha certa e no caminho

Não haveria de ser impunemente tanta influência. Formou um power trio com Bruno Cardoso no contrabaixo e Luis Guilherme Pereira na bateria. O Plues ia seguindo na fórmula que é muito comum no blues tradicional norte americano, chupando e executando, dentro da limitação do trio, o repertório da banda que tanto o havia impressionado ao mesmo tempo em que adicionava novos sons que, agora, o seu ouvido muito atento ouvia. Queen of the Stone Age e Supergrass e algum material próprio fez a banda extrapolar sua condição de copiadores participando de festivais na região do norte do Paraná, em rádios e uma entrevista para uma televisão de Curitiba.

Fim do Plues e upgrade do Altvater

Altvater explica que divergências entre os dois outros participantes inviabilizou a continuidade da banda, mas a alavancada conseguida com o trio, o fez ter certeza e a vontade de fazer seus trabalhos na proposta folk. Violão e harmônicas foram usadas então para dar leito às composições que compunha. Produtivo, começou a mostrar suas composições em blog próprio. “Juntei todas as influências de blues e folk que tinha assimilado durante os anos de curiosidade musical e fui misturando com as minhas novas e velhas referências de música”. Era o caminho.

A partir daí novos horizontes foram abertos, primeiro em sua região, mas com certeza isso não vai ficar assim. A internet simplesmente mandou aos novos ares e para novos locais o seu som muito característico. Nas proximidades foram surgindo inúmeros convites para show além dos limites do seu amplo quintal, o norte pioneiro do Paraná. A capacidade produtiva, talento e presença de palco já haviam sido testados e aprovados em 2011 durante uma breve passagem como integrante da Pátria Fúria.

Em 2012 novas portas e novos horizontes para onde o seu talento vai levando o fez fixar residência em Curitiba e a começar a trabalhar exclusivamente com música. Conforme ele mesmo diz “O desafio não é dos mais fáceis, tanto que nos últimos meses tenho vivido uma espécie de rotina nômade, me deslocando de Curitiba para o norte pioneiro com certa frequência, fazendo apresentações aonde consigo”.

São demais os perigos dessa vida para quem tem paixão

A frase catapultada de uma música do poeta Vinicius de Moraes pode indicar que tantos e tão grandes são os riscos, mas o juízo sobre a obra do Altvater desse repórter e de muitas outras pessoas dá um contraponto e um reconforto para a difícil caminhada. “O caminho é esse e você tem pernas e fôlego para percorrê-lo”.

Não é ingênuo, nem cultiva ilusões. Altvater conhece a conjuntura e explica “Se viver de música já é uma tarefa muito difícil, mais ainda quando você resolve abraçar uma proposta artística um tanto quanto diferente do que está em alta no mercado, essas dificuldades triplicam de tamanho. Considero a minha carreira folk muito recente. São apenas três anos e quatro discos autorais lançados no sessaosonora.blogspot.com (Sessão Sonora I, Sessão Sonora II, Medo da cidade, Sobras). Sendo assim, tenho muito ainda que amadurecer e desenvolver como artista”.

Concordamos em gênero e grau. (JMN)

 

“Certa vez, recebi algumas críticas sobre o meu trabalho. Diziam que eu não era um “Folker” genuíno, por em certas composições estar flertando com outros gêneros musicais. Pra mim, a concepção de folk não é somente a gaita de boca e o violão. O folk foi feito pra contar histórias, e é isso que eu faço. Seja em canções que destoam mais do padrão como Bossa Nova Blues, Dulce Mañana, eu estou contando histórias. Nesse ponto, a música se aproxima muito da fase de desenhos na escola, uso ela pra escapar, pra falar das coisas que me marcaram. Ponte ao passado, Bússola das horas, Central, em todas as canções desse meu trabalho, eu me torno um pouco autobiográfico. Se elas acabam servindo para alguém que as escuta, ai é uma outra questão. Primeiramente eu faço a minha música pra mim”. Antônio Altvater

 

Written by Página Leste

1 de dezembro de 2012 at 11:02

Publicado em Sem categoria

Tagged with ,

Lideranças destacam a situação e as perspectivas para São Mateus

leave a comment »

A Gazeta São Mateus, como parte das comemorações do 64º aniversário desse imponente bairro na zona leste da cidade de São Paulo, buscou ouvir de algumas lideranças de diversos segmentos que compõe a sociedade de São Mateus suas considerações sobre como estão as coisas e quais são as perspectivas para essa comunidade nos próximos anos.

Até o fechamento da edição, gentilmente responderam as perguntas o escritor Germano Gonçalves, morador no Parque São Rafael há 46 anos; Clóvis Luis Chaves, que como subprefeito de São Mateus atuou nos três distritos; Antonio Carlos de Souza, morador em São Mateus há 12 anos e mantenedor do Colégio São Matheus no distrito de São Mateus e Marcelo Dória, empresário na região de São Mateus desde 1997 que administra a rede de Lojas Depósito da Lingerie.  Acompanhe as perguntas e o resumo das respostas.

GSM- Gostaríamos de saber o seu nome, ocupação e há quanto tempo mora ou trabalha em São Mateus e em qual dos três distritos?

Germano Gonçalves – Sou Germano Gonçalves Arrudas, escritor independente com o pseudônimo O Urbanista Concreto e moro a 46 anos no bairro Parque São Rafael.

Clovis Luiz Chaves: Fui subprefeito de São Mateus trabalhando mais de 5 anos nos 3 distritos.

Antonio Carlos de Souza: Moro em São Mateus há 12 anos e sou mantenedor do Colégio São Matheus.

Marcelo Dória: Sou empresário na região desde 1997. Administro a rede de Lojas Depósito da Lingerie.

GSM- Durante esse tempo em que mora ou trabalha em São Mateus quais tem sido suas maiores alegrias e maiores decepções?

GC – Minhas alegrias vêm da cultura, quando me dediquei mais ao incentivo a leitura fui descobrindo talentos que fazem arte independente e muitas associações culturais pela região que desenvolve trabalhos sociais e culturais, onde pude participar contribuindo com meus conhecimentos literários. Minhas decepções são com o serviço público que poderia olhar mais para o lado social das comunidades, em um todo, saúde, educação, segurança, esporte e lazer. Fazer sua parte. Uma sugestão fazer convênios com a indústria e o comércio da região, para que cada um cuide de uma escola, de um centro cultural, uma creche etc.

CLC – As maiores alegrias foram às obras reclamadas e agora conquistadas. Exemplos: construção de casas ou apartamentos onde eram favelas; regularização de imóveis e loteamentos como o Jardim da Conquista e outros. Canalização de esgoto. Era apenas 12%  hoje são mais de 90% canalizados. Construção e reformas de escolas, creches, AMAS, CEOS. Asfalto e recapeamento de ruas e avenidas; reforma e iluminação de vários campos de várzea como o Primeiro de Maio, Urubuzão e tantos outros. Clubes Esportivos; reforma da Avenida Mateo Bei; canal anti-enchente da Avenida Aricanduva; Riacho dos Machados; reurbanização do Parque das Flores, Jardim São Francisco, Nova Vitória, Vitotoma, entre outras. Ter acabado com a feira do rolo que tanto envergonhava São Mateus e sua gente, graças à valorosa equipe de funcionários da Subprefeitura de São Mateus. Por quatro anos seguidos conquistamos o prêmio “Manequinho Lopes” destinado à sub que mais planta árvores e cuida do meio ambiente em toda a cidade de São Paulo.

Das decepções ficaram registradas algumas obras que gostaria de ter realizado, a regularização da Vila Bela, a conclusão do resto do Riacho dos Machados, a construção do Centro Olímpico, a construção do Centro do Comércio Popular, conclusão das obras do Expresso Tiradentes.

ACS – As maiores alegrias foi a participação nas entidades representativas da nossa comunidade: sociedade amigos do bairro; Lions; Clube Diretores Lojistas; Rotary. A decepção fica por conta das entidades acima citadas, hoje, sem a representação junto à comunidade.

MD – Venho de uma família humilde e cheguei a São Mateus 15 anos atrás. Cheguei ainda adolescente e desde então acompanho o desenvolvimento da região. As muitas alegrias foram proporcionadas pelas amizades que fiz. As maiores decepções são com o descaso do poder público que acompanha a nossa região, “chega de político milionário e bairro miserável”.

GSM- Efetivamente qual o grau de dependência de serviços públicos que existem em sua comunidade, local de residência ou trabalho?

GC – Falando do meu local de residência, aqui só temos o que chamamos de cultura independente, e em um geral escassa. Gostaria de fazer do meu bairro um local conhecido pela leitura, mas para isso realmente dependemos dos serviços públicos. Investir no bairro, conhecimento os artistas que se preocupam como o bairro incentivando-os para o bem da cultura local. Outras áreas públicas também merecem atenção, conforme já mencionei.

CLC – A comunidade depende muito dos serviços públicos, escolas, creches, saúde, transporte, laser, cultura, esportes, quanto mais carente, maior é a dependência dos serviços públicos.

ACS – Pelo crescimento da nossa região a dependência fica por conta dos serviços públicos, tais como, saúde, educação, transporte.

MD- A região é carente de vários serviços públicos. Destaco a Saúde, pois as pessoas não podem ficar doentes após as 18 horas. Não tem médico. Falta de creches, a precariedade do transporte público, além de outras carências.

GSM- No seu entendimento quais são os serviços públicos mais eficientes oferecidos na região como um todo?

GC – Um dos serviços que eu acho que esta dando certo aqui na região é a AMA aqui do Jardim São Francisco. Por enquanto não tem que reclamar e fica a sugestão para ampliar e construir mais AMA’S. Os demais tipos: creche e postos de saúde estão precisando de melhorias. A segurança esta deixando a desejar. Precisamos de uma operação delegada aqui no bairro do Pq. São Rafael. A delegacia daqui, em vez de aumentar os serviços à população esta diminuindo e o atendimento é demorado, mas estamos de olho com o Conseg.

CLC – Água, esgoto, Escolas de Ensino Fundamental.

ACS – Faço uma referencia positiva com relação à segurança publica, em particular com relação a Operação Delegada.

MD – É importante destacar o trabalho dos funcionários públicos da região apesar da falta de investimentos em infraestrutura e condições de trabalho.

GSM- E quais são os serviços públicos mais deficitários e quais sugestões eventualmente o sr(a) daria para ajudar na solução desses problemas?

GC – Como já disse os postos de saúde e creches. Mais profissionais e atendentes. Existem vários estudantes na área que já poderiam estar estagiando em diversas funções. Na Educação, muitas escolas não têm professor de determinada matéria e existem estudantes de faculdade que já podem dar aulas em caráter emergencial. Veja só, na Faculdade aqui da região a Santa Izildinha tem alunos que já estão aptos para lecionar, mas o que impede é a influência e rotina dos funcionários no andamento dos serviços públicos.

CLC – Iluminação e transporte. Iluminação com a criação de equipe descentralizada com base na própria Subprefeitura. No Transporte a implantação rápida do Monotrilho vai facilitar o transporte e desafogar o transito.

ACS – Entendo que em vários locais da nossa região falta uma atenção maior ao saneamento, principalmente os córregos, os quais são esgotos sem tratamento.

MD – Prefiro falar de soluções, mais saúde – AMAS com médicos e funcionando 24hrs. Mais escolas técnicas com a sua grade curricular adequada as necessidades de mão de obra das empresas da região e a  construção de mais creches.

GSM- Determinado candidato a prefeito tem prometido que as escolhas dos subprefeitos na cidade serão feitas pelos moradores do distrito também por eleição em uma lista pré-definida anteriormente. O Sr (a) acha isso importante? Participaria dessa eleição em lista para subprefeito?

GC – Sim, acho importante, pois estamos em um país democrático que até agora a democracia só favorece o rico, seria uma maneira de a comunidade estar mais próxima dos acontecimentos do serviço público prestado e poder cobrar ao colocar uma pessoa da região, mesmo porque esta pessoa vive e convive com os problemas da comunidade. Eu participaria sim da lista, acho que demorou em se fazer algo neste sentido.

CLC – Acho que o subprefeito tem que ser de confiança do governante, gostar de trabalhar, atender pessoas, implantar as diretrizes da administração, saber que as eleições se acabam no dia da votação e que após esse dia todos devem ter um só partido “Partido de São Mateus”, a maneira da escolha do Sub não importa, importante é o desempenho no cargo.

ACS – Acho importante e necessário. O subprefeito tem que ser da região, para poder ter uma afinidade maior com a comunidade.

MD – Acredito que o governante deve estar próximo das necessidades da população, conhecer de perto o que o povo precisa. A função de subprefeito exige uma capacidade de interpretar as necessidades da sociedade e servir e atender as suas expectativas.

GSM – No seu entender o que um subprefeito deveria fazer para ouvir e melhor encaminhar as demandas dos três distritos?

GC – A primeira coisa é a agilidade em despachar documentos arquivados, entrar em acordo com o prefeito da cidade, governo estadual e até mesmo se possível federal, fazer alianças em prol da comunidade e fazer valer o seu cargo de subprefeito. Delegar visitas nos bairros dos distritos e aparecer mais para a comunidade, abrir sessões do tipo mostrar orçamento do distrito junto à população.

CLC – Muito simples, atender diretamente e indistintamente a comunidade, suas lideranças, vereadores, assessores, associações, preferencialmente agendadas com dia e horário para evitar espera demorada em anti-sala, respeito ao cidadão.

ACS – Em primeiro lugar criar um conselho administrativo com as lideranças de cada distrito, para saber das necessidades e relacionar as prioridades da região.

MD – As Subprefeituras foram grandes avanços, porém devemos otimizar os canais de comunicação entre a população e o poder público; temos que trabalhar por mais autonomia das Subprefeituras para atender de fato as necessidades da população. Exigir mais eficiência dos serviços públicos.

GSM- Do ponto de vista do desenvolvimento econômico, como o sr vê São Mateus? Algumas empresas estão indo embora, o que o sr  acha disso?

GC – Eu acho que a única razão que as empresas vão para outra localidade é a cobrança de impostos, portanto, deveria haver a redução nos tributos para quem dá emprego para a população. Incentivo fiscal para os produtos e valorização da empresa que está na região, bem como a produção para que o capital de giro circule na região, para que a mesma tenha uma economia de porte para manter aqui a indústria em evidencia.

CLC – A pujança de São Mateus é visível, a valorização de imóveis e aluguel nos últimos sete anos é enorme, comparáveis aos praticados em regiões nobres da cidade. Evidentemente, tem empresas que procuram regiões mais baratas para se instalarem, entretanto, inúmeras estão tentando vir para São Mateus.

ACS – São Mateus ainda possui áreas que podem atrair mais empresas com incentivos fiscais, e redução de impostos, tais como IPTU; ISS IPI, etc.

MD – Mais incentivos para as empresas se instalarem na periferia, tome-se como exemplo o caso do bairro do Palanque, onde empresas foram incentivadas a se instalarem na região e agora tem dificuldades de obter sua regularização junto ao poder público. A região precisa de representantes que façam mais do que nomes de ruas e praças, precisamos de vereadores preocupados em gerar mais empregos no bairro evitando que pessoas tenham que enfrentar três horas de condução para chegar ao seu local de trabalho.

GSM- E o comércio e a prestação de serviços?O sr. acha que essas atividades ainda podem crescer em São Mateus e gerar empregos para os moradores?

GC – O comércio local deve ser valorizado fazendo com que o consumidor consuma das lojas locais, não precisando se deslocar para outras localidades. Só assim o capital de giro vai circular na região. Para vender  e oferecer produtos de marca e baixos preços na região, tem que ter incentivo dos serviços públicos como melhor acessibilidade, logística para circularção de mercadorias, divulgação do comércio e uma associação dos lojistas atuante.

CLC – Está crescendo e vai crescer muito mais. Fora os incentivos dados as empresas que aqui se instalam, creio que o franco desenvolvimento ainda é maior atrativo para as empresas prestadoras de serviços ou outras.

ACS – Acredito que sim, principalmente no distrito do Iguatemi, entendo que isso vai acontecer naturalmente, principalmente com a chegada do monotrilho que vai até a cidade Tiradentes.

MD – Acredito que sim. A revitalização das avenidas comerciais da região, incentivos para a instalação de empresas de logística e relacionar a grade curricular das escolas técnicas da região com as necessidades de mão de obra das empresas.

GSM – Se coubesse ao Sr (a) uma recomendação para os moradores dos três distritos no sentido de melhorar as condições de vida e o dia-a-dia de São Mateus qual seria essa?

GC – A principal, no meu modo de ver é plantar árvores, cuidar do meio ambiente, conscientizar as pessoas de que o planeta precisa de ajuda. Outra questão é o lixo. Cobrar dos serviços públicos uma coleta seletiva nos distritos e a colaboração da população. O resto vai reivindicando e cobrando dos serviços públicos e fazendo é lógico a nossa parte.

CLC – Que continuassem acreditando que esta é uma região em franco desenvolvimento. Para tanto precisam continuar trabalhando honestamente, estudar, fazer cursos profissionalizantes ou outros, se especializarem em uma profissão, se prepararem pela educação, o solo é fértil, a região promissora, as oportunidades virão, depende de cada um fazer a sua parte

ACS – Convocar todas as lideranças dos três distritos no sentido de se unir e voltar a ter representação junto às autoridades em nossa região.

MD- Acreditar no potencial do bairro, São Mateus é vocacionado para o desenvolvimento, composto por pessoas trabalhadoras e honestas. Por mais que as pessoas estejam desacreditadas na classe política brasileira, avaliem o seu candidato(a); verifiquem se é ficha limpa, analisem seu comprometimento com o bairro, quais são os seus projetos e o seu passado. Exercite o seu direito de escolher o seu representante, pois, com certeza, a sua escolha terá impacto na vida da comunidade nos próximos quatro anos.

 

GSM – Alguma coisa a acrescentar?

GC – Duas coisas: a primeira quanto ao transporte público. O distrito do Parque São Rafael está escasso, só tem uma linha de ônibus para o terminal São Mateus, Metrô e centro da cidade.  A segunda é sobre as calçadas totalmente desiguais, esburacadas, cheia de matos e muitas não são cimentadas. Nas avenidas então até lixo se encontra. Minha sugestão é avisar aos moradores para cuidar da calçada; dar um prazo, caso não cuide a subprefeitura faz o serviço e depois manda a conta. Agradeço a Deus por morar aqui e pela oportunidade da entrevista.

CLC – Além das belezas naturais da região; rios, matas, o Morro do Cruzeiro, a topografia maravilhosa, São Mateus possui uma gente maravilhosa, hospitaleira composta das várias regiões da cidade de São Paulo, do Estado e de todo o Brasil. Aqui não existe forasteiro, são todos amigos.

ACS – Volto a frisar o subprefeito tem que ter a cara, respirar, conhecer e viver São Mateus. Se isto não acontecer vamos continuar a engolir forasteiros sem compromisso com o nosso pedaço de chão.

MD – No dia 7 de Outubro a responsabilidade estará em suas mãos, você poderá contribuir com o desenvolvimento da região. Boa escolha.

Written by Página Leste

5 de outubro de 2012 at 15:41

Publicado em Sem categoria

O pecado não está no funk, mas nos abusos

leave a comment »

Importante reportagem feita por Moriti Neto e Vinicius Souza, com a colaboração de Gabriela Allegrini e Maria Eugênia Sá para um blog paulistano permitiu se observar a partir de outros olhos o fenômeno do funk e os bailes nas periferias de São Paulo que em geral são encerrados pela polícia. Não basta mais olhar apenas para o desconforto de quem não é adepto e apreciador do funk e seus derivados.

A reportagem deu conta de mostrar que em certos pontos da periferia da zona sul de São Paulo e outras periferias outro lance vem acontecendo. Nesses locais, em geral entre quinta e sábado reúnem-se, depois das 21 horas, dezenas de garotas entre 15 e 23 anos, um pouco mais, um pouco menos, devidamente preparadas e turbinadas para serem levadas em ônibus fretados para baladas funk na parte rica e mais central da cidade.

A entrada nessas casas é grátis. Só não inclui o consumo de bebidas e para que as preparadas não cheguem caretas ao espetáculo os organizadores se encarregam do aquecimento das moças dentro dos ônibus. Só ou em duplas os rapazes que promovem a excursão transitam pelos corredores dos ônibus alugados servindo vodka em copos plásticos. Não deixam os copos esvaziarem e a partida é sempre por volta da meia noite.

A reportagem vai explicando que animadas com os drinks, as meninas vão se entusiasmando dentro dos seus modelitos periguetes que atualmente predomina. Vestidos justos e curtos, sandálias de grandes saltos e fortes maquiagens.

Na chegada a uma determinada boate da Vila Olímpia, quase uma hora depois de saírem das periferias em ônibus, elas causam alvoroço no trânsito nas proximidades das casas noturnas onde a frequência é de um público mais maduro. Nem sempre percebem a finalidade dessa etapa: de ficarem expostas durante pelo menos mais de meia hora na rua aos olhares masculinos. Aos poucos são liberadas para os camarotes onde se encontram com outras meninas de outros pontos da cidade.

No dia da reportagem eram cerca de 80 as que entraram de graça para animar a área VIP. No ambiente pouco iluminado, com sofás e mesas de sinuca, a proporção é de três mulheres para cada homem. Eles pagam R$ 60 de entrada ou R$ 120 com consumação e mais a bebida das moças.

Noite adentro se ouve o funk fazendo rolar solta a sensualidade. Por volta das 2h da manhã, algumas meninas estão seminuas nos cantos mais escuros da área VIP, circulando entre cigarros de maconha e comprimidos de ecstasy que também chegam às mãos de quem assim o desejar. Só por volta das 5h30 da manhã, o público começa a dispersar.

É nessa hora que as meninas despertam para o toque de recolher. Pegam o ônibus de volta ao ponto de partida e depois, dependendo do caso, arrumam outra condução que as leve para os distantes bairros e comunidades onde moram, porque não foram lá que os ônibus foram buscá-las. Os agenciadores, na noite anterior, sempre marcam um lugar menos periférico.

Contraditoriamente as moças que voltam para os seus bairros, onde, antes, elas foram proibidas de dançar o funk por conta da repressão policial motivada pelo barulho que incomoda e a presença de drogas e álcool acessível para menores de idade além do saldo de violência que costumava ocorrer nessas festas.

O que a reportagem conseguiu evidenciar vai além da contradição de que abordaremos em seguida. A de que o funk é permitido em ambientes controlados no centro e proibido nos ambientes sem controle da periferia. Segundo o parecer de um advogado consultado, nessas circunstâncias alguns crimes são cometidos. “Além do óbvio, ou seja, oferecer bebidas alcoólicas para menores fazem promoção da prostituição, mesmo que sem a percepção das meninas. Também existe incitação ao crime, o incentivo à prática da própria prostituição. É dever do Estado assegurar que isso não ocorra”, esclarece.

 

Na periferia, funk e droga podem dar cadeia

Desde 2011, em função das insistentes queixas dos munícipes a Polícia Militar montou a Operação Pancadão, batizada em referência à batida do funk e acabou com a sequência de bailes que se pretendia fazer em Campo Limpo, Heliópolis, M´Boi Mirim, Jardim Ângela e em dezenas de outras regiões periféricas na zona leste e no ABC Paulista.

Originalmente os bailes funks eram feitos em locais fechados, mas nunca apropriados o suficiente. Sem espaços foram para as ruas e diante da repressão passaram a ser realizados de surpresa e combinados de última hora sem local fixo, mesmo nos bairros onde a operação ainda não havia chegado. As informações sobre a mão pesada da ação policial que entrava em alguns locais jogando bombas de efeito moral, com tiros de borracha e spray de pimenta correram de boca em boca ou através das comunidades entre os jovens da periferia.

Em muitas dessas ocorrências se flagrou comerciantes das comunidades sendo autuados por venda de bebidas alcoólicas a menores. Nas batidas há casos de aparelhos de som dos carros sendo apreendidos. Tem faltado lugar para esse tipo específico de lazer, mas nem por isso a saída é perturbar o descanso alheio e essa é a encrenca a ser resolvida.

De uns bons tempos para cá sons de carros de alta potência transformaram carros em trios elétricos. Preparados para reproduzir música em volume ensurdecedor tornaram-se mesmo uma saída econômica para os jovens que gostam dos funks de rua. “A meninada se junta pra comprar um som de carro, pra ficar na comunidade e impressionar. Se tiram isso deles, vão pros bairros chiques, descobrem aquele mundo, se sentem o máximo. Têm história pra contar no dia seguinte. Quando a gente sente na pele a diferença de tratamento que a policia dá de um lado e de outro, quer ficar no bairro rico”, comenta na reportagem o promotor de eventos Luciano Roberto Pereira.

Enquanto isso e quando o funk é nos jardins

Tirando proveito da migração feminina construída artificialmente da periferia para os jardins, conforme explicado na primeira parte deste artigo, dezenas de casas promovem bailes para atrair jovens das comunidades. As meninas chegam aos locais em fretados e por causa da dificuldade de condução a partir de certas horas, as baladas começam às 23h para permitir que os mais esforçados cheguem de condução, mas a coisa toda mesmo acontece após as 2horas da manhã.

A reportagem quando visitou outras casas encontrou de tudo um pouco daquilo que é proibido na periferia, mas que no local parecia território liberado. Sem apreensão nem preocupações maiores os frequentadores consomem álcool, sentem cheiro ou usam de maconha a todo instante, comprimidos de ecstasy e frascos de lança-perfume rodam de mão em mão. Aqui a outra contradição: os mesmos jovens proibidos de dançar funk na periferia em bailes de rua com as autoridades qualificando com alguma razão como encontro com apologia ao uso de drogas podem usá-las livremente no bairro nobre.

Nas ruas do centro então, o funk chega, cresce, incomoda e ainda não é reprimido

Nem mesmo a já sabida estória de que os bailes de rua incomodam os vizinhos sensibiliza, por exemplo, alguns lugares no centro. Na Liberdade, por exemplo, nas proximidades de uma grande faculdade particular, acontecem bailes quase todos os dias com um público de classe média. Em geral estudantes da instituição. “Os carros param nos bares, abrem os porta-malas com volume alto e por lá bebidas, drogas e menores se confundem”, registra de forma anônima um dos seguranças da instituição.

Sem viaturas de polícia circulando com maior frequência, quando passam costumam recomendar baixar o volume, mas de novo é aumentado logo que a viatura desaparece. A situação nesta e em outras faculdades, na Barra Funda, na Mooca e na Consolação torna-se incontrolável às sextas-feiras.

Como os jovens das periferias, também buscam diversão. O sexo rola dentro de carros com vidros escuros, mas a caso de drogas consumidas nas ruas. Além de não sofrerem nenhuma sanção policial, as festas em algumas ocasiões, conta até com o apoio informal da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) que fecha os acessos dos carros às ruas para garantir a segurança. (JMN)

Written by Página Leste

3 de outubro de 2012 at 17:09

Recusando a lógica dos grandes, eleitores se voltam para Russomano

leave a comment »

Os números indicam que na campanha eleitoral paulistana, as baterias de parte de setores supostamente progressistas que se empenham a todo volume na empreitada para que o tucanato seja eliminado em São Paulo, volta agora suas preocupações com o candidato Celso Russomano (PRB). Já não está tão sólida a impressão de que num eventual segundo turno do Haddad contra o candidato dos bispos a vitória estaria garantida facilmente. A turma do PSDB também não estava dando muita pelota para o concorrente. Não o tinha sobre a sua mira nesse primeiro tempo, pelo contrário, conta com ele num eventual segundo turno com os petistas.

Com um bispo de cada lado. Celso Russomano com o Edir Macedo e o Haddad com o Lula a peleja estaria em aberto e, agora, sem as certezas de outrora de que Lula e Dilma na campanha em São Paulo seriam imbatíveis. A rigor Lula e/ou o PT elegeram, em outra conjuntura, a Luisa Erundina, antes do Lula se render ao status quo e a senadora Marta Suplicy que disputou outras campanhas para o Executivo sem sucesso e que foi eleita uma vez prefeita com o apoio então do Paulo Maluf um dos candidatos que dividiu os votos.

Enquanto esses setores estavam em sua cruzada para superação do tucanato em São Paulo, notadamente no espaço da internet a mando, sugestão ou soldo dos partidos e aliados, os eleitores não se sensibilizaram com a cantilena e respondem sinalizando que não vão acompanhar essa cruzada. Demonstram isso flertando com Celso Russomano, de quem, os supostos progressistas, queixam-se ser muito equivocado em suas propostas e ser tutelado pelo bispado evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus. A revelação de ambas as coisas parece não estar importando para os eleitores.

As armações, encaminhamentos e as lógicas dos dois grandes partidos que disputam a eleição municipal, PSDB e PT, parecem ter sido percebidas e rejeitadas. Algo como um recado nos seguintes termos “Vocês façam o que quiserem ai, bolem e lancem os seus candidatos, mas o voto é nosso e fazemos dele o que queremos”. Uma afirmação desse tipo só faria enfatizar que a desesperança e desconfiança com os políticos é generalizada, graças, principalmente, ao papel deles próprios.

Equívocos de parte a parte

Por causa do comportamento dos políticos acima, uma fatia expressiva de eleitores paulistanos não está atenta à viabilidade ou não das propostas do Russomano. Apesar de mirabolantes conquista apoios. Algumas entre as várias sandices do queridinho da hora diz respeito a intenção de incorporar os milhares de seguranças e vigias privados a forças regulares de segurança, no caso à Guarda Municipal. Outra é acabar com a progressão continuada no ensino fundamental municipal.

A primeira é uma bobagem, mas esses eleitores não estão nem ai e ainda apoiam o desdobramento em outra proposta do CR de colocar guardas municipais dentro das escolas, atitude que cria calafrios nos especialistas em educação, mas que tem apoio de alguns professores na intimidade e apoio descompromissado de pais e responsáveis. Quanto a acabar com a progressão continuada nas escolas municipais. As pessoas gostam de ouvir que é um absurdo passar de ano sem saber nada. Entretanto, se é para isso acontecer precisa combinar o jogo com as escolas estaduais para onde migraram os potenciais repetentes.

No olho clinico e rigoroso de uma análise, diversas dessas medidas e indicações de soluções são simplórias e equivocadas. Russomano costuma esgrimir ideias erradas e simples para problemas complexos. Outra que parece razoável, mas é bastante discutível é a proposta de verticalizar as creches para atender as demandas. É prudente crianças de menos de cinco anos subindo lances de escada?

No cravo e na ferradura; voltando a Serra e Haddad

Todas as entrevistas com números deveriam ser mais cuidadosas, certo? Pois bem, nem sempre é assim Ao perguntarem sobre dados seria prudente que os jornalistas tivessem estes em mãos. O candidato que vai responder, também. Em entrevista recente ao SPTV, Haddad disse que em 2009 as creches atendiam a 9% da demanda. Passou a ser atendida em 23% na sua saída do governo, ou seja, final de 2011, início de 2012. O que ele sugeria é que, enquanto ministro da Educação, fez elevar em 14 pontos percentuais o número de vagas? Os fatos, entretanto, dizem outra coisa. O programa federal de creches, chamado Pró-Ínfância prometeu 6 mil creches, mas entregou, no máximo, 200. Com um pouco de esforço podemos estimar que foram abertas 20 mil vagas. Se for para comparar, o mandato do Serra e do Kassab, em oito anos, criaram 148 mil vagas, sendo que quando o primeiro assumiu as ofertas era de apenas 60 mil vagas.

Vale contextualizar que Haddad admitiu na mesma entrevista, que a cobertura de creches no Brasil todo é de 23% e na cidade de São Paulo 48%. Ou seja, para quem entende que a cobertura de creches tem que ser de 100%, nem no Brasil nem em São Paulo isso ocorre. Diante dos dados, não brigando com os números e não tendo interesse em um candidato ou outro, um dos lados fez mais, ou não?

Outra curiosidade, se cobra o passado recente de um e não de outro

Tem sido recorrente e correto o Serra ser cobrado nas entrevistas sobre a desistência de mandato, da herança deixada ao Kassab e agora pelo Kassab. O mesmo critério ou comportamento, entretanto, não tem sido registrado nas entrevistas com o Haddad. Ele tem sido poupado de questionamentos sobre a sua passagem pelo Ministério da Educação. De novo, a implicância não é nossa. São os fatos e haveria questionamentos a se fazer.

Recentemente as universidades federais completaram quase quatro meses em greve. Em 2011 outros tantos meses. Entre as reivindicações questões salariais de professores que vem desde antes, passando pela época em que o Haddad lá estava. O ex-ministro, portanto, tem alguma contribuição na situação.

A expansão das universidades federais Brasil afora, foi feita a despeito da qualidade e da possibilidade de seu bom funcionamento. Boa parte dos campi avançados não tem prédios construídos para os alunos, em outros prédios falta energia elétrica e num outro campus até o esgoto corre a céu aberto. Em alguns faltam laboratórios e os hospitais universitários vivem uma crise mais intensa que outros períodos.

Culpa só do Haddad? Claro que não, mas e ai? Alguma responsabilidade colateral ele pode ter e não tem que ter receio em fazer as perguntas. Se o critério da avaliação vale para tucanos que se valha também para petistas.

Diante de parte do quadro surreal pode ficar “russo” mano

Nesse início de setembro a situação indica poucas alternativas de mudanças e inversão das intenções de votos dos eleitores para Serra ou Haddad. Uma parte expressiva do eleitorado, que nos laboratórios das direções partidárias, se considerava como progressista, tem se cansado de promessas não cumpridas e abraça as manifestas soluções simples e objetivas, sem dimensionar os complicadores. Para a candidatura de Celso Russomano migrou também parte do que se convencionou chamar de eleitorado conservador, antipetista. Parte desse público é o mesmo que pode achar a gestão Kassab e Serra razoáveis, mas mesmo assim irá com o Russomano.

Se nenhum sobressalto acontecer, Russomano estará no segundo turno. Contra Serra poderá demonizar a gestão Kassab atingindo o oponente. Se for contra Haddad poderá querer repassar seu passado no Ministério da Educação, arrolará o imbróglio do julgamento do mensalão e ainda fará com que salte para a linha de frente da campanha obreiros evangélicos que lembrarão que o escolhido de Lula é o pai do kit gay. (JMN)

Written by Página Leste

12 de setembro de 2012 at 22:46

Aceitamos críticas, não ofensas e xingamentos

leave a comment »

Em abril /maio de 2012 a diretora do jornal Gazeta São Mateus teve o desprazer de receber uma cópia de um videozinho onde uma suposta liderança da região passava e muito dos limites da educação, do direito em determinada reclamação.
Para dar conta de responder publicamente expusemos em forma de opinião na edição342 do referido jornal.

Recentemente tive o desprazer de receber um videozinho feito por um cidadão morador das proximidades do Córrego Riacho dos Machados que, de forma acintosa e desrespeitosa, soltou uma série de impropérios de natureza pessoal a ponto de diante do descalabro e do exagero eu ter que apelar para a minha assessoria jurídica se devemos deixar para a Justiça se pronunciar sobre as eventuais ofensas.
Um dos principais questionamentos feito no vídeo dava conta de que eventualmente em reportagem recente, onde entrevistamos uma liderança da comunidade do Riacho dos Machados enfocando alguns, eu disse, alguns aspectos das prometidas obras prometidas em seu leito que ainda estão pendentes de serem feitas, faltaram outras abordagens. Vale já adiantar que isso é comum em qualquer reportagem. A edição decide por apenas alguns aspectos entre as questões.
O que exalou da matéria da Gazeta por ter dado vez, voz para uma liderança devidamente identificada não pretendia e nem conseguiria dar conta de todos os detalhes que envolvem a questão. Coube ao entrevistado falar o que ele assim o desejou na ocasião e não podemos nós ser responsabilizados por isso.
Como resultado o que se viu com a ira do produtor do vídeo foi o incômodo quanto ao fato de determinado trecho do córrego não ter sido objeto da reportagem nessa e eventualmente em outras ocasiões. Essa decisão, sobre o que quer enfocar cabe, exclusivamente, a redação do jornal e não seremos pautados por quem quer que seja, mesmo que se imagine falando grosso.
Ademais, o jornal com as limitações que tem e, vale lembrar que até a grande mídia, em um determinado ponto, também tem suas limitações, nunca pretendeu e nem nunca se declarou o grande big brother que pudesse ou quisesse acompanhar a tudo e a todos o tempo todo.
Se o queixoso mostrou-se inconformado com a nossa possível ausência na comunidade e no acompanhamento das possíveis problemáticas que esta enfrenta, ele teria que ter claro, e assim manda os bons modos, os limites e as formas de evidenciar as suas queixas e elas, seguramente, como mostra o vídeo passou e muito dos limites.
Nunca nos arvoramos e dissemos a quem quer que seja que cobríamos jornalisticamente todos os cantos, rincões e mocós de São Mateus. Sequer teríamos uma perna para isso. Também nunca nos arvoramos a dizer que todas as questões de natureza comunitária ou social seriam reportadas em nossas páginas. Sequer teríamos a segunda perna para isso.
Por outro lado, nesse difícil ofício de fazer um jornal, com essa abrangência modesta, sabemos, não chegaria a completar 18 anos de existência ininterrupta se fosse tocada com vagabundagem, ou por uma vagabunda conforme foi insinuado.
Existem outras insinuações graves que não vale a pena aborrecer os leitores com elas, porque delas poderá se ocupar o Judiciário, caso nossa assessoria jurídica resolva acioná-lo.
Vale mesmo é lembrar que no ofício da imprensa e, da regional, principalmente, são demais os perigos dessa vida. E entre eles, o principal é que repórter, os editores e o próprio veículo estão constantemente sujeitos as tentativas de manipulação por parte de suas fontes, dos entrevistados, dos não entrevistados, dos políticos e não políticos com seus interesses não confessados sejam eles legítimos ou não.
Não é a primeira vez e não será a última que pessoas com seus interesses – afinal, em geral, no mínimo moram nas áreas envolvidas se queixam de nós _e de todas as outras mídias, que não prestam atenção a eles e seus assuntos. Vale ressaltar que nem sempre é porque preferimos limão ao invés de laranja. É que às vezes não temos nem a primeira nem a segunda perna para saber, acompanhar e reportar tudo de todos.
Alguns, quando não contemplados reclamam, outros passam dos limites. A estes últimos, bons modos, educação e respeito só podem fazer bem as partes.

Written by Página Leste

24 de agosto de 2012 at 12:46