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Ciência tem opções que dispensam uso de células-tronco embrionárias, diz pesquisadora
Segundo ela, em 2005, quando foi aprovada a Lei de Biossegurança no país, autorizando as pesquisas com células-tronco embrionárias, já se sabia de suas limitações, como a ocorrência de rejeição e tumores. No entanto, resultados obtidos por cientistas a partir do ano passado vêm mostrando que o material pode ser ser substituído com vantagens pelas células-tronco adultas, obtidas a partir do líquido amniótico que envolve bebê numa gestação, do cordão umbilical e da medula óssea.
Ao participar dia 5/5, em Brasília, da divulgação da Declaração de Brasília, documento contra o uso das células embrionárias, a pesquisadora destacou que dois estudos concluídos em 2007 (um nos Estudos Unidos e outro no Japão) mostraram que células-tronco adultas podem ser reprogramadas e adquirirem potencial idêntico ao das embrionárias: o de assumir um tipo desejado de função (óssea, muscular, nervosa, por exemplo) e, reproduzindo-se, substituir células doentes no organismo.
“Para que vou precisar agora de células embrionárias humanas?“, questionou Alice Ferreira. Segundo ela, as células-tronco adultas já estão sendo usadas experimentalmente em cerca de 20 mil pacientes no mundo para o tratamento de 73 doenças degenerativas.
De acordo com o material divulgado na apresentação da Declaração de Brasília, pesquisadores conseguiram transformar células de cordão umbilical em células nervosas, o que antes parecia ser uma possibilidade apenas das células embrionárias.
Outro dado citado é que, no Brasil, o pesquisador Ricardo Ribeiro dos Santos, da Fundação Osvaldo Cruz na Bahia, transplantou células de medula óssea em dois gatos paraplégicos que estão voltando a andar.
Alice Ferreira salientou que muitos cientistas brasileiros defendem o uso embriões para pesquisa básica, ou seja, para estudar o desenvolvimento de células embrionárias, e não para buscar o tratamento de doenças. Segundo ela, esse tipo de pesquisa pode ser realizado facilmente com células do líquido amniótico, que podem ser retiradas das gestantes quando elas são submetidas a parto por cesáreas, sem implicar na utilização de embriões.
Para entender a aliança DEM e PMDB em São Paulo
Para fazer uma honesta análise política do que significa essa recém aliança DEM e PMDB em São Paulo temos que lembrar de alguns pressupostos fundamentais..
Desde a posse do presidente Lula para o segundo mandado, os governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) disputam a indicação do PSDB para disputar a sucessão presidencial em 2010. Cacifado por 40 milhões de votos, o ex-governador Geraldo Alckmin (SP) também está no jogo, em desvantagem, há que se reconhecer, por não estar ocupando nenhum cargo relevante. No campo governista sem nenhum candidato natural só Lula seria o nome mais forte para suceder a si próprio, entretanto, a atual legislação o impede de concorrer.
Até o estabelecimento da aliança entre o DEM e o PMSDB em São Paulo, em dificuldades, estava o governador José Serra para continuar atrás do seu objetivo de ser o presidente do Brasil. Há de se lembrar que Serra tem feito um governo inexpressivo em São Paulo. Na somatória de suas notícias na imprensa; muita notícia ruim e quase nada positiva.
Enquanto Serra patinava o rival Aécio Neves fazia charme ao PMDB: dava palpites na eleição municipal de São Paulo dando força a pretensão de Alckmin e costurava uma aliança ecumênica em Belo Horizonte que deverá unir todos os partidos com exceção do DEM e alguns nanicos de Minas Gerais. Charmoso, pois, além disso, tudo ainda namora a miss Brasil Natália Guimarães. Está no gosto popular.
Voltando a São Paulo, com Alckimin colocando-se na passarela com sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo piorou a situação de Serra que sempre defendeu uma aliança para eleger Gilberto Kassab (DEM). Desafiador, o ex-governador Alckimin comentou que “nunca viu o primeiro colocado nas pesquisas”, que é o seu caso entre os adversários da eventual candidata Marta Suplicy pelo PT, “abrir mão para o terceiro colocado”, caso o Kassab. Como, entretanto, o mundo gira, Serra trabalhou em silêncio e quando todo mundo dava como certa a aliança entre o PT e o PMDB, eis que o ex-governador Orestes Quércia anuncia publicamente o seu apoio à reeleição de Kassab. De tabela falou que Serra é um bom nome à sucessão de Lula e para apaziguar os ânimos prometeu apoiar Alckmin para o governo do Estado em 2010, se ele abandonar a disputa a prefeitura, claro.
Gol de Serra, pois foi ele quem deu o aval à negociação do DEM com o Quércia e foi o próprio Serra que garantiu a vaga de senador para Orestes Quércia em 2010. Kassab faria à mesma negociação, mas não tinha cacife para tanto. Serra comandou a negociação dos espaços que serão reservados ao PMDB na administração do Estado e da capital, caso a chapa DEM-PMDB vença as eleições deste ano. A jogada de Serra, se aproximando do PMDB paulista, tem dois objetivos de seu interesse. Primeiro isolar Alckmin e Aécio que flertavam com o PMDB que também queriam minar o Serra e para Serra o mais importante: mostrar ao presidente Lula que o PT não está tão forte como se imagina para 2010.
Claro que não foi o PMDB todo que foi conquistado existe tantas as divisões nesse partido, mas a seção paulista, forte dentro do PMDB nacional, vai levar consigo outros estados e diretórios importantes. Serra reequilibrou o jogo, mas ainda não conseguiu algo que está fora do seu alcance: controlar a vontade de Alckimin. Toda a pressão agora será nessa direção: fazer com que Alckmin desista da disputa o que ele já registrou não o fará; mesmo porque segue bem nas pesquisas e hoje disputaria o segundo turno com Marta Suplicy, tudo que o Serra não quer.
Se Alckimin disputar a eleição e perder já era. Mas na hipótese de ele se tornar o prefeito de São Paulo sairia fortalecido e por tabela também o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Alckmin poderia pleitear tanto a disputa do governo de São Paulo quanto da presidência, caso Aécio queira ficar fora desta. Nesse caso, Serra teria de abrir a sua caixa de bondades aos inimigos íntimos ou ir para a disputa de uma reeleição em São Paulo dependendo do que Alckimin e Aécio resolverem.
Como se vê Alckmin se coloca como pedra no sapato de Serra e parece evidente que o cenário político caminha uma vez mais para um clima de acirramento. Da nossa parte ficamos atentos e voltaremos em breve para explicar o que é esse PMDB um partido profissional que sobrevive nas mais diversas circunstâncias. (JMN)
Sem distribuir terra, não há solução para problema de moradia
Ameaça à soberania é argumento de ‘má fé’ contra demarcação contínua de Raposa Serra do Sol
Lideranças da Zona Leste fazem formação cidadã
Frente parlamentar discute prolongamento da Jacú Pêssego
Para dar explicações, estiveram presentes, além de alguns técnicos de órgãos dos governos estadual e municipal, o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura e Obras da Prefeitura de São Paulo, Marcos Penido e Paulo Vieira de Souza, diretor de Engenharia da Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S/A. Penido fez uma exposição genérica sobre o significado da obra através de exposição audiovisual e o representante da Dersa detalhou o projeto e respondeu as perguntas dos presentes, principalmente no que diz respeito aos critérios de desapropriação de casas e estabelecimentos comerciais que serão afetadas pelo prolongamento da via.
Não sem antes lembrar que a operação Jacu Pêssego visa o desenvolvimento local, por isso estão previstas outras intervenções dos governos na região como, por exemplo, na área da educação, a exposição em audiovisual da Dersa deu uma idéia mais aproximada onde efetivamente está proposto desapropriações. A presença de lideranças locais que indagavam sobre locais específicos à medida que eles iam sendo apresentados no telão fez com que o representante da Dersa fosse incitado a dar detalhes que foram retomados logo depois no debate. Antes da exposição específica sobre o prolongamento da Jacú Pêssego um pequeno filme indicava a pretensão da Dersa em uma série de importantes intervenções na cidade de São Paulo; obras previstas para os próximos anos, a exemplo do próprio prolongamento da Jacú Pêssego que, apesar de já iniciada, deixa para a partir do próximo ano, segundo o seu cronograma, as ações mais impactantes, talvez pela necessidade de se aguardar os resultados eleitorais deste ano que decide quem dirigirá a cidade no próximo período.
Entre as exposições e debates, os vereadores presentes: Paulo Fiorilo que coordenou a mesa, Beto Custódio e Francisco Macena, todos do PT e Gilson Barreto (PSDB) teceram comentários e deixaram perguntas em aberto para as respostas dos representantes dos governos. Macena, por exemplo, questionou os valores de indenização para as famílias desapropriadas que ainda não estão totalmente definidos, no que foi apoiado por grande parte dos presentes; pessoas que moram ou tem atuação comunitária nos locais onde estão previstas desapropriações. O vereador Beto Custódio alertou para os riscos e os prejuízos ambientais do projeto, entre outras indagações.
Durante as respostas Paulo Vieira, da Dersa, que além de chamar para a empresa que representa a responsabilidade pelas negociações e eventuais indenizações, disse que os valores ainda estão em abertos, mas que a experiência com as desapropriações para a construção do rodoanel tem indicado que as famílias removidas têm ficado satisfeitas com as negociações. Quanto ao impacto ambiental foi mais incisivo, e para demonstrar os cuidados com esse aspecto da questão, deu como exemplo o compromisso de que para cada árvore removida seriam replantadas ou repostas no mínimo o dobro da quantidade. Falou também do Pólo Cultural e Ambiental que está proposto para a Vila Jacuí dando garantia da sua entrega.
Aberta a participação dos presentes; dúvidas quanto aos diferentes critérios para as indenizações foram mencionadas. A necessidade de manter canais abertos de negociação e acompanhamento das obras também foi sugerida por lideranças locais: Hamilton Clemente do Jardim da Conquista e Luiz Barbosa, ex-administrador regional da Penha. Para outras lideranças as dúvidas ainda sobre as desapropriações eram como seriam tratadas as áreas ocupadas por comércios. Segundo o representante da Dersa “da mesma forma que as residências e com valores iguais”, sentenciou.
A possibilidade de toda a obra parar por conta da eleição de novo prefeito ainda este ano foi lembrada por este repórter que indagou como ficaria o papel do Estado com a possibilidade de uma situação adversa. “Naturalmente a eleição de um prefeito é uma ação soberana e de fato só o prefeito legitimamente eleito é que define a continuidade ou não das obras”, registrou.
Ao final o representante da Dersa colocou-se a disposição dos presentes para maiores esclarecimentos e outras oportunidades. A primeira já está agendada. Uma conversa com os membros da Comissão de Política Urbana. Metropolitana e Meio Ambiente, segundo informou o vereador Francisco Macena (PT), um deles. (JMN)
Zulaê Cobra diz que pode sair candidata a prefeita
2007: economia sustentou o governo Lula
Câmara debate projeto que visa desenvolver a Zona Leste
A Frente Parlamentar Pelo Desenvolvimento da Zona Leste, composta de 17 vereadores de diversos partidos, promoveu no dia 6, na Câmara Municipal, uma plenária para discutir o projeto de lei no 746/07, do Executivo que modifica alguns pontos da Lei 13.833/04, criada na gestão Marta Suplicy, que cria incentivos fiscais às empresas que queiram investir e gerar empregos na Zona leste.
O projeto de lei foi apresentado oficialmente pelo prefeito Gilberto Kassab, no dia 25 de outubro, no auditório da subprefeitura de Itaquera e chegou para apreciação dos vereadores logo depois. A iniciativa do debate partiu do presidente da Frente, vereador Paulo Fiorillo (PT) que avisou que aquele era o primeiro de vários debates que serão promovidos antes da votação.
Representando a Câmara estavam também os vereadores Chico Macena e Senival (PT); Cláudio Prado (PDT); e Gilson Barreto (PSDB). Para falar sobre o projeto de lei, representando o Executivo estiveram na mesa o assessor do prefeito e membro do Comitê de Desenvolvimento do Município, José Alexandre Sanches; e o assessor da Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLA), Nivaldo Bósio.
Sanches explicou o projeto de lei encaminhado à Câmara. “Havia necessidade de uma lei atualizada de incentivos e estamos propondo esta para atrair investimentos na zona leste e criar também conjuntamente uma política de capacitação de mão-de-obra. Em uma área próxima ao Metro Itaquera será instalada uma FATEC e uma escola do Senai”, esclareceu. Para ser aprovado o projeto terá de passar pelos critérios estabelecidos por um pequeno comitê executivo e terá como eixo principal a geração de novos empregos.
Os incentivos a que se referia o assessor serão concedidos em forma de descontos no ISS, no IPTU devido e no ITBI (Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis). O investimento mínimo de acordo com o projeto de lei é de R$ 50 mil e os incentivos podem chegar a 60% para indústrias e serviços e até 40% para comércios, resumiu o assessor.
O vereador Chico Macena criticou o projeto tal como ele se encontra, principalmente no que diz respeito à diminuição da área de abrangência que privilegiou a área de Itaquera. A área representa apenas 10% da área que era abrangida na lei anterior. Perguntou também sobre que tipo de atividade seriam ali instaladas e se gerariam os empregos em quantidades que justificassem o projeto. A resposta do assessor indicava que primeiro é preciso abrir a possibilidade das empresas se interessarem por se instalarem na zona leste para na analise dos projetos ver se ele contempla a ampliação das vagas.
Por parte da platéia ficou a lembrança de que teriam que ser contempladas as empresas já instaladas e o assessor respondeu positivamente para os casos em que os projetos gerem, de novo, novas vagas. Indagado sobre, uma possível, micro guerra fiscal entre as regiões de toda São Paulo que poderiam reivindicar incentivos iguais, José Alexandre respondeu que a atual administração tem intenção de adotar o mesmo procedimento em outras regiões.
Na condição de coordenador dos trabalhos, o vereador Paulo Fiorillo sistematizou os questionamentos e as respostas e deu por encerrada a primeira plenária para discutir o projeto de incentivo fiscal para a zona Leste.
Diretoria da Associação se queixa de oportunismo político
Estivemos mais de uma vez no gabinete do Gilson Barreto para se somar conosco no Conselho para trabalhar junto, convidamos oficialmente para tomar parte e se posicionar. Ele nunca foi. Dizia que não ia ao Conquista para não ser trucidado. Ele acha que a gente bate forte.
A diretoria está aberta às divergências durante a campanha tínhamos três chapas. A associação hoje não é mais uma locação de assessores políticos. As portas estão abertas para as lideranças, independente de quem eles apóiem.
Para comemorar o 18º aniversário do bairro, a Associação dos Moradores do Jardim da Conquista realizou uma festa no dia 20/10 na Travessa Noite Cheia de Estrelas com Travessa Três Pingos d´Água, próximo a Igreja São Miguel, entre os atrativos estava sendo sorteada uma bicicleta, através de preenchimento de um cupom que deveria ser colocada nas urnas durante a festa.
A diretoria da Associação dos Moradores do Jardim Conquista que comemorou recentemente o seu 18º aniversário de fundação visitou a redação para informar que a comunidade está contente com a assinatura dos contratos com a Cohab que darão futuramente a posse definitiva de seus lotes no bairro.
Estiveram presentes o presidente Laércio José de Souza e os secretários José Milton Nunes e Deise Aquiles que foram eleitos em votação aberta e tomaram posse no dia 9 de setembro último. Eles também participam do Conselho Gestor de Regularização formado especialmente para acompanhar todo esse processo.
Segundo Laércio explicou as primeiras parcelas começaram a ser pagas a partir de 10 de novembro e as parcelas terão reajustes anuais pelo índice da Fipe – Fundação de Pesquisas Econômicas da USP. Os valores são diferentes a depender de onde estão os lotes. Na avenida principal Somos Todos Iguais o valor a ser pago será de R$ 107,46 por metro quadrado. Para o pagamento à vista haverá um desconto de 15% sobre o valor total, mas os lotes podem ser pagos em até 100 prestações. Ainda segundo Laércio a média dos preços está em R$ 5 Mil; nas áreas mais nobres podem chegar a 8 ou 12 Mil reais. Para exemplificar cita que a área onde está localizada a associação alcançou o valor de 18 Mil Reais. Nesse caso a direção da associação está negociando com a Cohab a cessão de posse definitiva gratuitamente.
Para Deise Aquiles foram 5536 lotes regularizados nesta primeira etapa. Estão previstas mais duas etapas que vão ser as áreas de risco e fundo de vale em algumas partes onde está previsto a extensão da Jacu Pêssego. Por enquanto a Cohab ainda estuda os casos onde houve por parte dos ocupantes contestação sobre as metragens. A Cohab e a Resolo estão avaliando esses casos. Ainda segundo Deise, a Cohab se comprometeu a chamá-los para tratar das outras etapas.
Mas como quando se trata de Jardim da Conquista nem tudo são flores, a atual direção da entidade reclama das eventuais iniciativas paralelas que são feitas por algumas lideranças, inclusive algumas que estiveram em outras diretoria da entidade que acabam dividindo e criando confusão no seio da comunidade. Deise chega a citar Tauá, Dona Vera, Reis e Luiza como algumas pessoas que estão se comportando dessa forma. “Apesar de convidados não participaram nem da comemoração de aniversário da associação”, reclama, mas insistindo que a diretoria quer a colaboração deles. Para a diretoria interesses partidários de algumas lideranças acabam interferindo na possibilidade de um trabalho conjunto.
Queixa mesmo sobrou para o vereador Gilson Barreto, cujos apoiadores andam espalhando que a regularização, que a propósito nem está acontecendo agora, seria obra do vereador. O que eles dizem efetivamente é que em mais de uma ocasião o que se viu foi o vereador querendo pegar carona na janelinha num trem que já estava andando. Para justificar a insatisfação, Deise informa que o plano de trabalho já estava fechado com a Cohab desde 2004. “Ficamos chateados sim com essa tentativa de pegar ganho nessa luta para se auto promover. O vereador poderia estar trabalhando junto com a associação. Agora se aproveitar da luta dos outros é errado”, sentencia. Para completar falam do comportamento exemplar que o deputado estadual Adriano Diogo tem tido com a luta daquelas lideranças, para evidenciar dois formas diferentes de atuar.
A diretoria ainda lembra que sem o Conselho Gestor que foi constituído em fevereiro de 2007, a não ser que ele seja destituído, nem o prefeito pode assinar a regularização. “Precisa da aprovação do Conselho”, enfatizam.
Os preços, em 2004 eram diferentes. Saia em 66, 46 o m2 em 2004 em assembléia com a população em 12/12/04 dentro da Escola Carlos Correia Mascaro. Aumentou depois de três anos. Aumento de 80%. Agora com juros e correção, antes seria só com correção monetária. Pelos cálculos é ate vantajoso para parcelas alongadas. Teve muito aumento. Isso não tem nada a ver com o GB.
Ainda não estamos na fase de regularização, diz presidente da associação
Laércio explica que existe um TAC Termo de Ajustamento de Conduta. O Ministério Público que acompanhou a celebração desse termo opinou por um Contrato de Cessão de Posse com opção de compra. Por sugestão defendida pelo MP o que ser receberia pela aquisição dos lotes deveria ser aplicada em obras. “Estamos pagando as obras de melhorias que já foram embutidas no valor. A regularização é posterior. No site da prefeitura, por exemplo, tem uma matéria com o título ‘Sai à regularização do Jardim da Conquista’. Não é verdade. É propaganda enganosa. Não saiu a regularização porque ainda estamos montando o plano urbanístico do bairro que precisa ser aprovado para depois regularizar. O prazo dado pelo MP é até 2009”, esclarece.
Segundo o presidente da associação outra informação pertinente é o aumento de preço que houve desde a assembléia realizada em 2004 com a população na Escola Carlos Correia Mascaro. “Houve um aumento nos preços dos lotes na ordem de 80%. Antes era só correção monetária agora temos também juros. Antigamente os preços do metro quadrado não atingiam 70 Reais”, esclarece.
O que pretende a diretoria com o ânimo renovado
Indagados a respeito os diretores informaram que a associação mantém abertas suas portas e a cada 15 dias realiza chá com bate papo onde podem ocorrer palestras, dinâmicas diversas, bingos, etc. Buscam ainda ampliar a cota de leite e até mesmo o tradicional sopão deve voltar. “Vai depender da regularização dos documentos recentes da associação que deve acontecer nos próximos dias”, explicam.
A associação do Jardim da Conquista, a exemplo de outras entidades vem mudando o seu perfil. Se num tempo não muito distante a associação estava envolvida em lutas reivindicatórias agora ela está mais assistencialista embora ainda precisem lutar pela instalação de uma lotérica ou agência bancária; grandes ausências do bairro.
Devido à intensa ocupação do seu espaço, não se preservou espaços públicos para equipamentos públicos e é com essa realidade que aquela comunidade tem que conviver embora entre outras tarefas a associação se debruce sobre alternativas para essa situação. “O Jardim da Conquista se iniciou com uma ocupação, com algum planejamento, entretanto com o passar do tempo começaram a ocorrer uma série de invasões que inviabilizou a reserva desses espaços”, esclarecem ao mesmo tempo em que lembram de um pedaço de fundo de vale que foi aterrado recentemente, mas que de uma hora para outra começaram a construir novamente no local.
Outra observação é que não se sabe ao certo o número de habitantes do Jardim da Conquista, entretanto, especulam algo em torno de 55 mil, o que só o censo oficial poderia confirmar. Ao final reconheceram a cobertura honesta e isenta que o jornal Gazeta de São Mateus tem dado às questões do Jardim da Conquista.