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Archive for the ‘Notícias e política’ Category

Agenda 21 e entidades discutem novo aterro

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Para discutir ainda mais a instalação do novo aterro sanitário São João na região de São Mateus, várias  lideranças reuniram-se no dia 08/02, na subprefeitura dentro das atividades da Rede das Agendas 21 de São Paulo, com representes da secretaria do verde meio ambiente.
De forma muito superficial a Agenda 21 é a articulação de uma série de iniciativas e ações envolvendo sociedade civil e governos na questão ambiental e suas implicações na cidade. Por conta disso, a instalação de um aterro sanitário numa cidade onde são gerados, em média 14.000 toneladas de resíduos sólidos domiciliares por dia é assunto da maior pertinência.
Para dar conta das dúvidas que ainda persistem quanto à instalação de um novo aterro sanitário em São Mateus pela empresa Eco Urbis, lá compareceu a técnica Zulmara Salvador.
Vale lembrar que várias reuniões  foi  feita com os interessados. Uma delas aconteceu em dezembro do ano passado com diretores e engenheiros da empresa que estiveram reunidos com lideranças para explicar de forma satisfatória o projeto de implantação e o sistema operacional do Aterro São João. Na ocasião o gerente do aterro, engenheiro Leonardo Resende explicou didaticamente as diferenças entre aterro sanitário e seus ganhos para a preservação do meio ambiente e o lixão.
Já na reunião em foco, com a presença de diferentes interessados, Zulmara teve oportunidade de lembrar que era mais uma reunião de continuidade nos assuntos tratados nas anteriores e de explicar para quem ainda não sabia as várias etapas do projeto de instalação do novo aterro. Antes, entretanto, falou sobre as compensações; um assunto do maior interesse entre os presentes: o que objetivamente ganha o bairro com a permissão para o funcionamento do aterro.
Segundo Zulmara, as demandas prioritárias para as comunidades e que deverão ser assumidas pela Eco Urbis já perfaz 3,5% do valor total do projeto. Isso significa que, para atender as demandas até agora priorizadas, a Eco Urbis terá vai aplicar 2% a mais do que exige a legislação que estabelece a contrapartida em 1,5%.
A técnica ainda explicou que em termos gerais, o projeto que está sendo montado ainda vai precisar de um aval da municipalidade para ser submetido ao governo do Estado que em termos ambientais também precisa de compensação, conforme manda a lei. “A prefeitura e o Estado vão analisar de forma detalhada tudo e quando aprovarem teremos prazos de execução e cronogramas detalhados que serão de conhecimento público dos interessados”, afirma.
Didática, Zulmara explica que pela lei a Prefeitura ou subprefeitura pede para que determinada quantidade de desmatamento tenha alguma compensação ambiental, mas também pode ser em forma de outros benefícios para a comunidade envolvida. Já para o Governo do Estado a visão é mais global. Tipo assim: para uma massa de vegetação de tal significado, o empreendimento deve compensar com uma área de vegetação em quantidade ou importância igual em outro local.
Durante a reunião soube-se que até o momento as propostas de compensação já definidas são: a obrigação da preservação de uma área a ser adquirida bem acima do novo aterro; a conservação das áreas de nascentes; melhoria da vegetação, preservação e compromisso com a probição de invasão da área; a conservação do parque Sapopemba; a instalação e manutenção de equipamentos de lazer no parque linear Jardim da Ira. Essas são as iniciativas que, segundo Zulmara, custam mais de 12 milhões de reais.
Coleta Seletiva e necessidade de mais informação
Indagada sobre a continuidade da coleta seletiva, Zulmara esclareceu que a Eco Urbis será remunerada com a tarifa pela recepção de resíduos e não pelo peso, conforme se poderia imaginar. Nessa lógica a empresa deve ganhar mais pelo maior tempo que prestar esse serviço. Se vier muito lixo o negócio para ela acaba mais cedo, portanto, segundo Zulmara, a empresa tem o maior interesse em que exista e se amplie à coleta seletiva. Com a redução de resíduos que chegam ao aterro à empresa vai funcionar por mais tempo e o ganho será maior.
Diante disso, Zulmara esclarece que a empresa vai trabalhar com projetos paralelos de educação e comunicação para desenvolver em conjunto com sociedade estratégias melhores de aperfeiçoamento e ampliação da coleta seletiva. Outra coisa, ainda segundo a técnica, são os marcos contratuais da empresa que indicam a obrigatoriedade de instalação de equipamentos como centros de triagem e implantação de sistemas porta-a-porta. “Não posso dizer em quanto tempo essas coisas estarão funcionando, mas é obrigação da empresa. Como se vê, ganham todos com isso”, finaliza.
Durante a reunião muito se lembrou da agenda 21 e de todo trabalho de sensibilização das questões ambientais que é feito. Mesmo assim um dos participantes, Pedro Paulo testemunhou que muitas pessoas são contra o aterro por falta de informação. “Com as explicações que vocês dão aqui, a gente até muda de idéia e fica sabendo da verdade sobre o aterro”, elogiava.
Com relação a São Mateus, ficou esclarecido que fora os esforços não contabilizados dos anos anteriores, desde 2003 a comunidade é convidada a participar. São Mateus conta hoje com aproximadamente mais de  400 mil habitantes e tem mais de 200 entidades. Deste montante, mais de 500 pessoas, na sua maioria, representantes de entidades, já participaram de reuniões com o mesmo tema. Mais ainda, n aterro, propriamente dito, mais de 1500 alunos das escolas locais já o visitaram para conhecer o trabalho de reciclagem.
“A gente vem chamando a comunidade para participar desde 2004 e temos falado de cidadania ativa e meio ambiente. O assunto aterro não foi acompanhado pela Agenda 21, entretanto foi pelos técnicos da secretaria do Verde e do Meio Ambiente”, lembra a técnica.Se para várias lideranças e a representante da Eco Urbis, também participante das ações da Agenda 21 resta claro que se precisa discutir a instalação de aterros à partir da saúde da cidade e do meio ambiente como um todo, para os moradores a contra partida local como forma de compensação é muito importante. Por essa razão entendem que a instalação do aterro São João pela Eco Urbis já é questão vencida. Falta ser compensatório.

(Publicado no Gazeta de São Mateus ed-237 fevereiro/2007)

Written by Página Leste

24 de fevereiro de 2007 at 12:32

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Estratégia socialista

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Um texto sucinto para reflexão é com o que nos brinda Wladimir Pomar, articulista do Correio Da Cidadania. Dada a importância e a oportunidade do assunto, convidamos os leitores a saboreá-lo. (JMN)

Qualquer estratégia socialista tem que tratar como questões cruciais as formas de propriedade e as forças produtivas existentes em cada país capitalista dado. A relação entre elas é que define o modo como a sociedade produz os bens necessários à reprodução de seus membros, e como ela se divide em classes ou segmentos sociais.
Para que o Estado possa transformar todas as formas de propriedade em formas socialistas, não basta realizar uma revolução política. Além desta, é necessário que as forças produtivas já estejam altamente desenvolvidas, e as formas de propriedade capitalista tenham esgotado seu papel de impulsionadoras daquelas. Se isso não tiver ocorrido, mesmo que os socialistas dirijam uma revolução política, eles terão que realizar o desenvolvimento das forças produtivas sociais através da utilização das diferentes formas de propriedade, inclusive capitalistas, durante um tempo considerável.
Foi com esse dilema que se confrontou a revolução russa, 89 anos atrás. Lá, como aqui ainda hoje, havia aqueles que achavam ser bastante resolver a questão do poder político para solucionar todos os problemas, sem considerar que a economia tem suas próprias leis de desenvolvimento. Apesar disso, viram-se ante a necessidade de adotar a Nova Política Econômica – NEP, através da qual não somente permitiram que formas capitalistas de propriedade convivessem com formas sociais de propriedade (estatais e cooperativadas), como aceitaram o ingresso de capitalistas estrangeiros.
Os ventos anunciadores de uma nova guerra mundial exigiram, do jovem país dos soviets, que ingressasse numa industrialização rápida para enfrentar a agressão externa, congelando a experiência da NEP. Diante dos sucessos industriais e tecnológicos da guerra e do pós-guerra, a NEP foi considerada ultrapassada, A forma estatal de propriedade tornou-se quase absoluta e monopolista. Porém, em poucos anos engessou o desenvolvimento das forças produtivas do chamado campo socialista europeu, e os impediu de ingressar na nova onda de revolução científica e tecnológica da segunda metade do século 20.
Aqueles que atacam o PT e Lula por favorecer o setor privado talvez devessem rever a experiência histórica soviética e dizer como pretendem escapar do mesmo dilema num país como o Brasil, cujas forças produtivas ainda são medianamente desenvolvidas, e onde as relações de propriedade capitalistas sequer viveram um estágio democrático amplo. E esclarecer, portanto, o que querem realmente dizer com “estratégia socialista”.
 
 Wladimir Pomar é escritor e analista político.

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7 de dezembro de 2006 at 15:04

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Propriedade privada e privatização

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No Brasil ainda persiste a necessidade de contar com a forma privada de propriedade para desenvolver as forças produtivas, do mesmo modo que existe a necessidade de um forte setor econômico estatal, como instrumento fundamental de política econômica e tecnológica industrializante.

Quando socialistas confundem a propriedade privada com o processo de privatização das estatais, levado a cabo pelos governos Collor e FHC, e brecado pelo governo Lula, temos instalada a confusão teórica e prática de como tratar coisas que são diferentes.
Mesmo que no Brasil já existissem as condições para um amplo processo de transformação de propriedades privadas capitalistas em propriedades sociais (estatais, coletivas ou cooperadas e mistas), quase certamente seria necessário conviver ainda um bom tempo com propriedades privadas capitalistas, que nada tem a ver com privatização. A privatização consiste na transformação de empresas de propriedade social, sejam estatais ou outras, em empresas de propriedade privada. Seguindo o receituário neoliberal, esse processo foi intenso, durante os anos noventa, e envolvido em negociatas escusas, tanto no Brasil quanto em outros países. Mas, desde 2002, foi congelado.
O que temos hoje é diferente. No Brasil não existem, no momento, nem as condições políticas, nem as condições econômicas e sociais, para um amplo processo de transformação de propriedades privadas em propriedades socialistas. Aqui, ainda persiste a necessidade de contar com a forma privada de propriedade para desenvolver as forças produtivas, do mesmo modo que existe a necessidade de um forte setor econômico estatal, como instrumento fundamental de política econômica e tecnológica industrializante.
Além disso, para elevar as taxas de investimento, e estimular um crescimento realmente sustentável, é impossível contar apenas com os recursos de um Estado que vem sendo quebrado há anos. Parcerias Público-Privadas não privatizam empresas estatais, nem são instrumentos de privatização. Elas se destinam a alavancar recursos para investimentos e crescimento econômico. Se, por um lado, reforçam a propriedade privada, por outro também reforçam o Estado e suas empresas.
Para tratar dessa questão de forma mais objetiva e taticamente correta, tendo em conta as condições objetivamente existentes, os socialistas deveriam ter em vista democratizar a propriedade privada, hoje majoritariamente oligopolizada, reforçar os setores produtivos do capital, reduzindo a força e os ganhos do capital financeiro, reforçar a capacidade operacional das estatais, inclusive criando novas aonde fosse necessário, e continuar sendo ferrenhamente contrários às verdadeiras privatizações, se elas voltarem a se apresentar.
Wladimir Pomar é escritor e analista político.

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7 de dezembro de 2006 at 11:26

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Deputados aprovam projeto que vai “desafogar” Justiça

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O plenário da Câmara aprovou ontem, o projeto de lei (PL 6636/06) que regulamenta a súmula vinculante para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Súmula é a síntese de um entendimento de um tribunal sobre matérias com sucessivos julgamentos iguais e reiteradas decisões no mesmo sentido. A regulamentação da súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal estabelece que os demais órgãos do Poder Judiciário ( juízes, tribunais e turmas do Superior Tribunal Federal), assim como a administração pública, direta ou indireta, federal, estadual e municipal devem seguir as decisões do STF sobre determinados temas aprovados por dois terços dos membros do tribunal.

Somente o STF pode aprovar as súmulas vinculantes, os demais tribunais do país não têm essa atribuição. O STF pode agir de ofício ou por provocação: a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser fruto de atividade espontânea do próprio STF ou provocada por aqueles que podem propor a ação direta de constitucionalidade. São esses agentes que podem propor a aprovação, revisão ou cancelamento de súmulas vinculantes.

Pelo texto aprovado, foi retirada a legitimidade de provocar a edição, revisão ou cancelamento de súmulas vinculantes por parte do advogado-geral da União; do procurador-geral de Estado ou do Distrito Federal; procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Estado do DF e defensor público-geral de Estado ou do DF.

Na avaliação do relator Maurício Rands, a retirada da legitimidade de agentes estaduais acontece pela existência de agentes federais com a mesma função. "Os agentes estaduais já se encontram funcionalmente contemplados", disse. O projeto segue agora para sanção presidencial.

Informatização – O plenário também aprovou nesta quinta-feira o projeto de lei (PL 5828/01), da Comissão de Legislação Participativa, que aperfeiçoa as regras sobre a informatização do processo judicial. O projeto irá à sanção presidencial.

Mandado de Segurança – Foi aprovado ainda o projeto de lei (PL 5067/01), do Poder Executivo, que regulamenta o mandado de segurança coletivo. A matéria segue para análise do Senado.

Os deputados aprovaram ainda o projeto de lei (PL 6648/06), da Comissão Mista Especial da Reforma do Judiciário, que regulamenta a admissão do recurso extraordinário em questões constitucionais pelo STF. A matéria também irá ao Senado.

Written by Página Leste

1 de dezembro de 2006 at 7:41

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A direita descobriu um grande segredo???

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Um desavisado que ler a reportagem da página 5, do jornal Diário do Comércio, do dia 14 e 15/11/06 sobre a palestra do general da reserva Sérgio Augusto de Avellar Coutinho durante a apresentação do seu livro "A Revolução Gramscista no Ocidente" vai achar que uma grande revelação foi feita: a de que para os marxistas ocidentais com influências do teórico italiano, Antonio Gramsci querem construir o poder socialista de forma pacífica, disputando o senso comum, buscando a hegemonia de sua visão sobre como deveria ser organizada a sociedade. Óbvio e qual o pecado de tal estratégia?

De onde o autor tirou a afirmação que essa estratégia, também visa destruir a imprensa? E de que imprensa ele fala? Para os socialistas a democratização dos meios de comunicação e a luta contra o monopólio da informação é vital e legítima.

Para os liberais e para a direita mais empedernina é crime tentar construir e para tanto ganhar adeptos para uma nova forma de sociedade? A reportagem em questão, em tom alarmista faz parecer que tal constatação é um crime. Para eles, evidentemente é, afinal é a luta de classes que está posta. O tom do livro do general, a despreender do indicado na palestra e na reportagem é de que a direita e os liberais precisam combater a tentativa dos socialistas. Nada mais natural. É óbvio e previsível que o façam, como também é natural que os socialistas travem a contraofensiva da maneira possível, de preferência no terreno da democracia, como é indicado e fortalecido no marxismo de orientação gramsciana.

Para a direita e os liberais a luta de classes não pode ser violenta, então ela pode ser democrática, na disputa pela modo de ver da sociedade? A depreender do debate durante a palestra e das informações alinhadas na reportagem, nem isso pode.

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30 de novembro de 2006 at 18:11

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Jornal Ética & Arte no 24

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Já está disponível em pdf, a edição 24 de novembro de 2006 do jornal Ética & Arte.
Destaques desta edição:
 
Parada Negra reúne militantes de várias gerações
USP Leste realiza seminário EACH/Nasce com a comunidade
Programa do Ministério do Trabalho com a sociedade pode melhorar a empregabilidade
Exposição, dança e teatro em escola pública na zona Leste
Negros e pardos conseguem mais acesso ao ensino superior
 
Solicite o arquivo por enviado um e-mail com nome, endereço, entidade para paginaleste@uol.com.br
 

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30 de novembro de 2006 at 10:14

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A cara do novo capitalismo

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EMPRESA-SÍMBOLO

A cara do "novo" capitalismo

Como a General Electric, símbolo de poder industrial e inovação no século 20, demitiu, deslocalizou a produção e financeirizou-se… mas não conseguiu superar suas graves debilidades. Um caso emblemático da regressão neoliberal. Desejando conhecer a íntegra do documento em pdf, solicite-me pelo e-mail: paginaleste@uol.com.br assunto: A cara nova do Capitalismo

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30 de novembro de 2006 at 9:13

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Estratégia socialista

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Um texto sucinto para reflexão é com o que nos brinda Wladimir Pomar, articulista do Correio Da Cidadania. Dada a importância e a oportunidade do assunto, convidamos os leitores a saboreá-lo. (JMN)

Qualquer estratégia socialista tem que tratar como questões cruciais as formas de propriedade e as forças produtivas existentes em cada país capitalista dado. A relação entre elas é que define o modo como a sociedade produz os bens necessários à reprodução de seus membros, e como ela se divide em classes ou segmentos sociais.
Para que o Estado possa transformar todas as formas de propriedade em formas socialistas, não basta realizar uma revolução política. Além desta, é necessário que as forças produtivas já estejam altamente desenvolvidas, e as formas de propriedade capitalista tenham esgotado seu papel de impulsionadoras daquelas. Se isso não tiver ocorrido, mesmo que os socialistas dirijam uma revolução política, eles terão que realizar o desenvolvimento das forças produtivas sociais através da utilização das diferentes formas de propriedade, inclusive capitalistas, durante um tempo considerável.
Foi com esse dilema que se confrontou a revolução russa, 89 anos atrás. Lá, como aqui ainda hoje, havia aqueles que achavam ser bastante resolver a questão do poder político para solucionar todos os problemas, sem considerar que a economia tem suas próprias leis de desenvolvimento. Apesar disso, viram-se ante a necessidade de adotar a Nova Política Econômica – NEP, através da qual não somente permitiram que formas capitalistas de propriedade convivessem com formas sociais de propriedade (estatais e cooperativadas), como aceitaram o ingresso de capitalistas estrangeiros.
Os ventos anunciadores de uma nova guerra mundial exigiram, do jovem país dos soviets, que ingressasse numa industrialização rápida para enfrentar a agressão externa, congelando a experiência da NEP. Diante dos sucessos industriais e tecnológicos da guerra e do pós-guerra, a NEP foi considerada ultrapassada, A forma estatal de propriedade tornou-se quase absoluta e monopolista. Porém, em poucos anos engessou o desenvolvimento das forças produtivas do chamado campo socialista europeu, e os impediu de ingressar na nova onda de revolução científica e tecnológica da segunda metade do século 20.
Aqueles que atacam o PT e Lula por favorecer o setor privado talvez devessem rever a experiência histórica soviética e dizer como pretendem escapar do mesmo dilema num país como o Brasil, cujas forças produtivas ainda são medianamente desenvolvidas, e onde as relações de propriedade capitalistas sequer viveram um estágio democrático amplo. E esclarecer, portanto, o que querem realmente dizer com “estratégia socialista”.
 
 Wladimir Pomar é escritor e analista político.

Written by Página Leste

30 de novembro de 2006 at 9:04

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Reajuste a procuradores do CNMP estoura teto

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O Conselho Nacional do Ministério Público, criado pela reforma do Judiciário justamente para disciplinar e organizar o Ministério Público e o Judiciário conseguiu aprovar no Congresso um projeto de lei para dar um jetom aos seus integrantes e mudar dos atuais R$ 23.200 par R$ 28.800. Se a lei for sancionada pelo presidente Lula, o salário dos conselheiros vai passar do teto do funcionalismo. Nenhum poderia ganhar mais que R$ 24.500, o equivalente ao vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Efeito cascata de intenções, no último dia 7, o Conselho Nacional de Justiça enviou um projeto ao Congresso prevendo o pagamento de gratificações a seus integrantes. Se aprovado, juízes, procuradores e promotores vão atrás do seu.

Falando em gratificações, seremos gratos se essa sandice não vingar. O crescimento acelerado das despesas do Legislativo, do Judiciário e do MP custam hoje aos cofres públicos mais de R$ 47 bilhões. Há dez anos, esse custo era de R$ 15 bilhões, ou seja um acréscimo de 213%, diante de uma inflação de 86% em idêntico período, segundo levantamentos confiáveis.

NOVO TETO

Outro assunto polêmico que está em discussão no CNMP é um pedido de aumento do teto salarial dos promotores e procuradores estaduais.

Eles querem que o limite para a classe seja aumentado de R$ 22.100 para R$ 24.500. Uma liminar concedida há duas semanas permite que promotores e procuradores ganhem até o teto, no caso de acumularem funções.

Em setembro, o Conselho Nacional de Justiça deu uma autorização que garante altos salários no Judiciário. O conselho reconheceu o direito de desembargadores federais e estaduais receberem  salários equivalentes aos dos ministros do Supremo.

Originalmente eles deveriam receber 90,25% desse montante. A decisão foi questionada no STF pelo procurador-geral, mas ainda não há um posicionamento do tribunal.

Written by Página Leste

30 de novembro de 2006 at 9:00

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