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Archive for the ‘Entretenimento’ Category

LacrE 86

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Edição da 2a quinzena de março de 2025 – Divulgação de literatura, artes e cultura em geral.

Written by Página Leste

29 de março de 2025 at 13:38

LacrE 85

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Edição da 2a quinzena de fev/2025 – Divulgação de literatura, artes e cultura em geral.

Written by Página Leste

27 de fevereiro de 2025 at 18:17

LacrE 84

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Edição da 1a quinz. fevereiro de 2025 – divulgação de literatura, artes e cultura em geral.

Written by Página Leste

15 de fevereiro de 2025 at 20:39

TV no feriadão é um horror!

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Jamais consegui entender. Por que as nossas TVs ignoram os fins de semana prolongados? Por que não transmitem eventos, produzem programas especiais ou lançam filmes durante estes longos períodos de ócio forçado? Ou será que é o contrário? Talvez, o pior da programação seja reservado exatamente para esses dias. Fica a impressão de que os responsáveis pela programação de nossas TVs fazem questão de colocar o que há de pior exatamente nestes períodos. A audiência cativa não merece nada melhor. Mas o problema talvez esteja na própria idéia de “grade” de programação. Ela aprisiona a programação e o público e se torna indiferente às situações excepcionais como os longos feriados.

Não temos acesso a pesquisas específicas. Mas nesses dias por falta de opções, milhões de brasileiros se tornam reféns da telinha. Deve haver um grande aumento de público. Nem todos podem viajar ou sair de casa. Para esse enorme público adicional, a televisão é a única fonte de lazer e entretenimento. A situação é particularmente ruim para o público infantil. Se os adultos são reféns da TV, as crianças são suas prisioneiras. Ainda mais durante as manhãs e tardes dos longos feriados.

Esse acréscimo de público certamente aumenta a audiência e o faturamento das emissoras. Mas seria importante saber se esses telespectadores estão “satisfeitos” com os  programas a que assistem. Ainda mais durante os dias de folga. Afinal, a audiência não pode ser a única referência para medirmos o interesse e a satisfação do público de TV.

Por outro lado, muitas pessoas se tornam indiferentes ao que vêem. Elas utilizam a TV para “matar o tempo”. Não conseguem mais desligar o aparelho e podem ser consideradas audiência cativa ou viciada. Para esses telespectadores, tanto faz. Qualquer coisa é melhor do que a realidade.

Time out

Mas há certamente muitas pessoas que são forçadas a assistir TV durante os longos feriados e que não gostam dos programas exibidos.

Este último feriadão foi um horror. Resolvi conferir a programação matinal e vespertina e mais uma vez fiquei chocado. É um festival de programas ruins e total descaso com o público. Talvez os programadores pensem que o telespectador brasileiro não mereça nada melhor nestes dias de ócio.

Mas nem todas as TVs do mundo são indiferentes ou reservam o pior da programação para os feriados prolongados. Muito pelo contrário. Em países como a Inglaterra, o público de TV é contemplado com programas especialmente produzidos para essa época. A programação das TVs britânicas não é indiferente aos feriados. São tantas opções que fica difícil escolher. A solução é recorrer ao guia de TV  do velho Time Out, uma das melhores e mais populares revistas do Reino Unido. O título da publicação já diz tudo. Além de excelente guia da cidade de Londres, Time Out anuncia os lançamentos de TV. Os programas são previamente vistos e criticados por jornalistas competentes, exigentes e talentosos. Mas suas críticas também podem ser “ferozes”. Time Out é referência de qualidade para milhões de leitores e telespectadores.

Horror

Há uma enorme variedade de programas de TV durante os feriados britânicos. Tem de tudo para todos. Lançamento de filmes de longa metragem, séries, dramas, documentários, musicais e excelentes programas humorísticos. Os britânicos levam o humor muito a sério. Ainda mais no rádio e na TV. Importante destacar os programas especiais de feriados com o  nosso conhecido Mr. Bean e impossível não lembrar os melhores momentos do grupo Monty Python. Quem não conhece não sabe o que está perdendo! 

Ou seja, tem muita coisa boa, mas também tem muita coisa ruim. Mas certamente não há descaso com o público ou indiferença às peculiaridades desses dias de folga por parte dos programadores de TV britânicos.

Mas essa qualidade de programação talvez se explique pela falta de uma “grade” rígida na TV britânica. É claro que há muitos programas com horários fixos como os telejornais, por exemplo. Mas não uma rigidez na programação. Nunca se sabe com certeza o que vai ser exibido. Há muito espaço para boas e más surpresas na programação diária dos principais canais de TV britânicos. No Reino Unido, todas as TVs, públicas e privadas, são monitoradas pela sociedade e por agências reguladoras como o OFCOM. A qualidade da programação de TV é considerada questão estratégica. Mas ser você quiser saber mais a respeito da TV britânica, recomendo o livro sobre a BBC do Prof. Laurindo Lalo Leal Filho, “A Melhor TV do Mundo – O Modelo Britânico de Televisão” pela Editora Summus. Tudo a ver.  

Finais

O pior dos longos feriados na frente da telinha é ter que assistir a programação nossa vespertina. Difícil dizer qual é o pior. Os tais programas para “mulheres” ou desempregados e programas sobre violência abusam das baixarias e ainda mais da “chatura”. São, sem dúvida, os piores programas da nossa TV. E o que mais me surpreende é como os próprios apresentadores ignoram a situação particular de um longo feriadão. Insisto. Merece uma pesquisa mais específica, mas tenho certeza de que a audiência de TV cresce muito nos longos feriados. Nem todos podem ou conseguem se afastar de casa ou da telinha nesses longos períodos de ócio.

A situação deve ser ainda pior para as crianças. Com pais cada vez mais ocupados e endividados e com tanta violência nas ruas, deve ser difícil fazer um programa alternativo de lazer. TV no feriadão, apesar de um horror, ainda deve ser a solução.

Assistir TV aberta, principalmente a programação vespertina, é uma tortura. Todos os canais públicos e privados ignoram os feriadões.

Ainda bem que a transmissão ao vivo das finais dos campeonatos estaduais de futebol salvaram o que teria sido um completo desastre. Show de bola e de televisão. Mais uma vez, o futebol salva a TV e o feriadão.  Antonio Brasil é jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey.

Written by Página Leste

8 de maio de 2008 at 10:50

Publicado em Entretenimento

Passos Camargos voltará para o Teatro?

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Por falta de tempo o autor, ator, diretor e produtor teatral Passos Camargos está desaparecido dos palcos e em entrevista nos mostra que se trata de uma nova fase para aquele ativista cultural que durante parte dos anos 70, 80 e 90 teve uma intensa atuação que incluía a periferia da cidade de São Paulo. Passos também viajou intensamente o Brasil se apresentando sozinho ou acompanhado. Produziu suas próprias peças; encenou peças infantis, atuou na vanguarda tantos em termos estéticos e conceituais e aceitou desafios quando o mercado era ainda mais difícil. Hoje, atuando empresário no ramo das comunicações, apesar de não estar na linha de frente, presta um importante serviço de divulgação da cultura nas suas várias expressões.

Provocado pela entrevista, confidenciou que não queria falar muito do passado e que tem planos futuros. Provocador, deixou no ar uma promessa de ainda retomar uma ação mais ativa no setor e até uma eventual candidatura a um cargo eletivo.

Acompanhe parte da entrevista concedida a J.de Mendonça Neto

E&A – O senhor já vem editando há seis anos, com reconhecido sucesso, o jornal segmentado Primeiro Lance destinado à categoria dos leiloeiros e afins em todo o país. Como chegou a esse produto? O senhor ainda tem alguma ligação com a cultura onde militou durante anos?

PC – Tomei conhecimento do mercado dos leilões ao me relacionar com Vanilda Cândido, do extinto Diário Popular, um jornal tradicional do Estado de São Paulo.  Na época ela visitava os leiloeiros, então eu a acompanhei algumas vezes, quando fui convidado por um operador do setor para editar um jornal de leilões. Achei interessante e aceitei o desafio, mas infelizmente não deu certo. Frustrado pela não realização da edição do suposto jornal, criamos uma nova logomarca (Jornal Primeiro Lance); lançamos a idéia no mercado e a aceitação por parte dos profissionais da área foi imediata. Daí pra frente com muito trabalho e persistência passamos a ser o veículo de comunicação da classe dos Leiloeiros Oficiais. Durante esse período organizamos e lideramos congressos nacionais e internacionais unindo a categoria que hoje está fortalecida. Ainda reinaguramos a Associação Brasileira de Leiloeiros – ABL; colaboramos com os sindicatos da categoria nos diversos estados brasileiros e com a Associación Americana de Rematadores, Corredores Inmobiliários Y Balanceadores, ou seja, levamos o Jornal Primeiro Lance para além das fronteiras o que requer muito empenho, contudo não abandonei por completo as Artes Cênicas. Continuo escrevendo e produzindo e, logo, estaremos de volta aos palcos.Virão surpresas por aí.

E&A – O senhor já havia tido experiências anteriores com a confecção de jornal, tendo em vista o resultado com o Primeiro Lance num tempo relativamente pequeno? Como foi essa experiência?

PC –

Por conta da minha atuação na cultural, principalmente no teatro, tive várias oportunidades de contribuir na edição de vários jornais e de participar escrevendo crônicas e críticas sobre o Teatro Brasileiro a convite de outros jornais onde tive a oportunidade de apoiar e divulgar o artista e o teatro no Brasil. Também lancei o meu primeiro jornal, Argumento, em 1990, dedicado à cultura, mas as dificuldades na captação de anúncios para um veículo de apoio a cultura no Brasil é impressionante. Diferentemente de várias cidades desenvolvidas na Europa, aqui os empresários não têm interesse neste segmento de mercado. Parei com esse veículo e comecei a participar do Jornal Bem Feito, ao lado do jornalista Gilberto Lobato. Conseguimos, mais uma vez, colaborar com a classe artística, com artistas desconhecidos do grande público.

Vendo o que vi e que continuo vendo nesse segmento e o talento de muitos dos nossos artistas nos palcos desse imenso e tão heterogêneo país continuo incomodado. Sempre que posso divulgo a nossa cultura, o nosso folclore, até poque muito do que sou hoje como profissional, editor, ator, diretor e autor teatral devo a minha carreira artística que me levou para fora de São Paulo, percorrendo diversos Estados e diversos países. Naturalmente, o sucesso do jornal Primeiro Lance, também se deve e muito a essa experiência com a cultura, essa soma de valores e conhecimentos.

E&A –

Pelo que o senhor diz essas experiências ocorreram por conta da sua atuação na área cultural, notadamente no teatro. Quando e como se iniciou essa trajetória de ator e que tipos de ação o senhor desenvolveu na Dramaturgia?

PC –

Comecei no Teatro em 1977, ainda jovem, na faculdade Pontifícia Universidade Católica – PUC, em São Paulo. Trabalhei com vários artistas, mas como homenagem a um dos grandes queria lembrar aqui o Jaime Barcelos. Montei diversas produções de autores desconhecidos, também fiz teatro infantil para aumentar a divulgação e o conhecimento dos nossos expectadores sobre a cultura brasileira. Enfim, para encurtar uma longa história fiz muitos trabalhos e a última montagem foi a de um texto de minha autoria chamado "Os Paredões de Mármore", que inclusive ficou em cartaz no Teatro Martins Penna, na zona Leste de São Paulo. Atualmente estou sem tempo, mas tenho outras peças escritas e inéditas que espero sejam montadas em breve.

 E&A – Quais as principais dificuldades que o senhor encontrava para produzir cultura num país como este nosso e, a seu ver, quais são atualmente, caso elas existam  as dificuldades para os artistas como o senhor foi um dia?

PC – Para não me aprofundar muito nesse aspecto diria que não temos no Brasil, nenhum tipo de apoio cultural para artistas iniciantes de forma mais continuada e sistemática. Tratados como amadores e somando-se as dificuldades de conhecimentos de produção, sozinho o artista se vê abandonado à deriva da própria sorte. Na maioria das vezes, o talento existe, entretanto é preciso reunir forças interiores para sobreviver da profissão, o conhecimento do uso da mídia após criar uma obra.

E&A –

Com essa evidente falta de tempo devido as suas atividades atuais, o senhor ainda consegue ter alguma atuação mais objetiva na área cultura, além dessa vaga possibilidade de estrear outras peças num futuro incerto? Como ela se dá?

PC –

Apesar da falta de tempo para uma ação mais intensa na área o nosso compromisso com a cultura nunca acabará. Hoje com o jornal Primeiro Lance, consigo grande parte do que sempre sonhei, ou seja, apoiar despretensiosamente, mas de forma efetiva a cultura brasileira. Divulgo e ajudo o mais que posso nas atuais circunstâncias.

E&A –

Gostaria de insistir a questão: alguma possibilidade do senhor voltar a ter uma atuação mais comprometida com a arte e a cultura, além dessa importante divulgação que o seu jornal proporciona?

PC – Hoje, pretendo continuar produzindo teatro, música e literatura no campo da edição. Pretendo também lançar um livro para contribuir com a história do teatro mundial e brasileiro. Tenho aproveitado as viagens que faço a trabalho para também ver muito teatro.

Agora, embora reconheça que vá aguçar ainda mais a sua curiosidade, não vou poder lhe dar por enquanto maiores detalhes e conto com a sua compreensão. Fui convidado, mas ainda não me decidi, a assessorar um jovem senador da República com o qual tenho uma boa relação profissional, além de muitas afinidades de propósitos, cada um à sua maneira com a cultura. Essa situação já vai me permitir um trabalho político cultural mais intenso. Entretanto, não acaba ai. A partir desse convite, existe uma intenção de que o meu nome seja lançado a uma candidatura de vereador para labutar principalmente na área da cultura o que muito me honra. Entretanto ainda não tomei nenhuma decisão, preciso analisar uma série de circunstâncias, falar com companheiros leais com os quais me relaciono. Enfim, tudo isso é futuro. Seria desafiador poder fazer mais e melhor, mas isso é futuro. Estou feliz com que faço e já fiz.

E&A –

Seria uma terceira etapa da sua ação: assessor um senador e tornar-se candidato a um cargo eletivo?

PC – Conforme lhe pedi, não posso falar mais sobre isso, entretanto a vida para ser vivida é uma seqüência de desafios a serem superados, de planejamentos também é claro, mas também de algumas surpresas. Talvez você tenha razão, mas como te pedi, não posso falar mais sobre isso, mesmo porque não tomei nenhuma decisão.

Written by Página Leste

18 de dezembro de 2006 at 10:16

Publicado em Entretenimento