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Sem educação, parir filhos vira negócio
Um dia desses conversei com um amigo colaborador do jornal e não precisou muito para chegar à conclusão de que um dos mais sérios problemas que o Brasil enfrenta e enfrentará no futuro próximo não está na economia, na existência ou não de recursos, na falta de criatividade, nem nas diversas formas possíveis do país continuar existindo e oferecendo condições minimamente dignas de vida aos seus moradores. Está dentro de cada lar. É a tal da falta de educação básica, de berço, familiar.
E não há nada de moralismo tacanho subsidiando essa conclusão. Não estou preocupada e apreensiva com os modernismos que atual sociedade da tecnologia proporciona. Destas, as pessoas estruturadas podem tirar melhor proveito para, de novo, viver melhor ou mais dignamente.
O que me chamou a atenção é o excesso de licenciosidade com que as crianças de hoje, de ontem ou de anteontem estão sendo criadas. De uns trinta anos para cá é visível o mau uso que tem sido feito com a existência de mais informação e mais liberdade. Da liberdade de conhecer o que antes era censurado; da liberdade relativa de conhecer o que se quer e o que se procura. Ou seja, há tanta coisa interessante para se conhecer e se fazer, mas a falta de educação empurra gerações inteiras para caminhos duvidosos.
Dois fatos e duas situações revelam o que preferíamos não ver.
Em uma delas, em apenas uma rua podemos contar cerca de 30 jovens em idades diferentes entre si que poderíamos dividir entre os que têm acima de 20; os que têm de 15 a 20 e os menores que vão dos 10 aos 15 anos. Pois bem, nesse caso em tela, no passar dos últimos dez anos, apenas três desses 25 jovens, na faixa dos 20 anos, estão minimamente preparados para conviver adequadamente na sociedade de agora e do futuro.
Explico. Com exceção desses três, dos quais dois são irmãos em família com melhor condição econômica e outra que está graduando em universidade federal com pais que tem empregos regulares, todos os outros tem um presente e um futuro, no mínimo temerário.
Todos os outros 25, menos de cinco trabalham e os que sobram estão na criminalidade como os mais velhos. Na faixa intermediária dos 15 a 20 anos, todos estão nas escolas, mas com certeza cumprindo tabela e prestes a abandonar os estudos tão logo concluam o ciclo básico e os menores, também nas escolas, passam a maior parte do tempo feito bichos soltos e complemente abandonados de fiscalização dos pais que mal tem ideia do que rola nas ruas. Algumas entre essas crianças são capazes de coisas impossíveis de se descrever. Qual será o fruto disso tudo?
Outra situação que nos chamou a atenção na conversa diz respeito a uma prática ainda mais grave e perniciosa e que ao final alimentará essa roda viva da situação acima.
Cresce o número de adolescentes muito jovens que vem parindo filhos sem que estejam em relacionamentos estáveis. Pessoalmente conheço vários casos de meninas que buscam na Justiça pequenas pensões para o suposto sustento de seu primeiro filho; menos de um ano e meio depois a mesma menina entra na justiça para obter a segunda pensão de outro pai e menos de seis anos depois chegou ao quarta pensão para os quatro filhos, cada um de um pai diferente.
Acontece que em seis anos ela poderia ter se formado em alguma coisa ou poderia estar trabalhando, mas não, está lá na mesma ignorância de antes reproduzindo tudo que sabe _o que é muito pouco ou talvez nem isso para a sua prole. E ainda no mesmo caso citado ela nem se dá ao trabalho de cria-los sozinha ela conta com uma forte entidade que recebe recursos via convênio para cuidar em forma de creche dos seus filhos, ou fonte de receita.
Tanto num caso como em outro é possível perceber que as coisas poderiam ser diferentes e só se reproduzem constantemente não por falta de escolas onde se adquire conhecimento, mas por falta de berço, daquilo que chamamos aqui até de bons modos. Se num tempo muito remoto respondíamos aos nossos pais com educação e respeito, hoje nas famílias desestruturadas essa cerimônia acabou. Se antes, entre os que tinham religião até bênçãos pedíamos aos pais, hoje chamar de você e trocar palavrões virou maneira de se conviver.
O que hoje se vê é também resultado do que se assiste em muitos programas de televisão, com destaque para as novelas cujo poder de dominar corações e mentes de gente despreparada.
E a pergunta do leitor pode ser: o que essas duas situações tem a ver ou tem importância? E é aqui que respondo: essa situação é muito mais comum e corriqueira do que possamos imaginar. Não são apenas 25 jovens em uma determinada rua; são milhares de ruas na mesma situação. E nem é apenas aquela moça que faz do parto de novos filhos um meio de subsistência; são milhares.
Dai a pergunta é minha: vai sair algum futuro bom e promissor desse atual estado de coisas? Não, não vai e passou da hora dessa educação familiar ser preocupação da sociedade organizada e do Estado, por exemplo, vigiando o que é feito com as suas concessões de TV para as emissoras?
Lembro aqui do alerta que ouvi no contexto de uma reportagem que fiz onde o interlocutor me dizia que existem sérios estudos indicando que se o Estado e toda a sociedade se envolver firmemente no propósito de ser um país civilizado, mesmo assim a tarefa deverá levar uns 36 anos. (LM)
Antiga árvore da Rua Irara tenta novo endereço
Após inúmeras tentativas, a árvore foi removida, mas apresenta sinais de que não poderá ser reaproveitada
Uma árvore, que segundo moradores de mais de 20 anos já estava no local quando chegaram a Rua Irara, estava sendo removida da calçada na altura do número 400, no dia 15/07 por causa da finalização das obras que estão sendo feitas no local por um colégio particular que, aparentemente construiu ali mais um enorme espaço coberto com aproximadamente 170 m2, dando indícios de que ali funcionará uma quadra.
E não seria a primeira. O colégio em expansão já entra no segundo ou terceiro ano consecutivo de obras na rua de trás, Japurá e reformas quase continuas. O fato é que os moradores e vizinhos desconhecem se foram confeccionadas as exigências mínimas para construção como os tais estudos e relatórios de impacto sonoro, ambiental, de vizinhança, etc. Por outro lado existem poucas chances da construção estar irregular, mesmo porque, a categoria em que a localidade está inserida na Lei de Zoneamento e ocupação do solo, deve permitir a atividade e a construção.
Voltando a árvore que durante o fechamento dessa reportagem enfrentava bravamente o esforço de uma grande equipe da subprefeitura de Itaquera teimando em apresentar suas raízes exuberantes e vigorosas já vem sofrendo alguns anos. Seja com o descaso dos antigos moradores, seja pela ausência de zelo do serviço público durante longo período e, também, por todo esse período de mais de seis meses de construção da quadra entre demolição da antiga construção, terraplenagem e levantamento de longos e altos muros da unidade.
Durante todo esse tempo, a árvore como moradora das mais antigas da rua, resistiu bravamente. Segundo Luiz Felipe, funcionário da subprefeitura alocado no Parque do Carmo a equipe estava fazendo todo o esforço possível para tentar reaproveitá-la fazendo o replantio em outra praça nas proximidades do mesmo Parque do Carmo. Ao final, ainda depende de avaliação de especialistas, mas dá sinais de que não adiantará ser replantada.
Alguns moradores ouvidos pela reportagem consideram que o certo seria que, com a retirada da imensa árvore, fossem replantadas outras de menor porte no mesmo local que ajudaria a diminuir o impacto de toda a área que foi impermeabilizada pela construção. Até onde a reportagem pode verificar isso seria viável, uma vez que não existe naquela calçada, nada além de um imenso muro da quadra sem nenhuma indicação de entrada de garagem ou de pedestres.
Procurado por telefone pela reportagem por volta das 11 horas do dia 15, uma atendente do colégio, de nome Vera, informou que o colégio estava em período de férias e que tentaria agendar um contato com a reportagem de um de seus diretores por telefone no mesmo dia. Por enquanto, nada.
Escritores se reúnem em Itaquera e discutem dificuldades e possibilidades
Sem uma pauta definida escritores residentes ou com alguma relação de ativismo, interlocução ou obras com a região de Itaquera reuniram-se no Centro Cultural Casa da Memória na noite do dia 25 para uma mesa redonda sobre literatura que acabou resultando muito mais focada no aspecto da produção, distribuição e abrangência do que no conteúdo das crias desses autores.
O encontro que reuniu ainda vinte e tantas outras pessoas na plateia, entre estes, alguns outros autores, deu sequência a um encontro anterior que perpassou pela mesma temática uma semana antes promovida por ativistas culturais com fortes vínculos com a região e foi aberta pelo diretor regional de Ensino de Itaquera da Prefeitura de São Paulo, professor Valter de Almeida Costa, ele mesmo, autor de livro recentemente lançado.
A mesa foi composta pelos escritores Zé Carlos Batalhafam, Erorci Santana, Marcio Costa, Ronaldo José, Allan Regis e o jornalista José de Mendonça Neto, entre estes, apenas dois não residentes, mas que já residiram ou ainda com interseção com o bairro de Itaquera. Sem pauta prévia buscaram afinar a viola ao vivo com o respaldo dos presentes.
Para Zé Carlos Batalhafam, com longo histórico de ativismo cultural e de imprensa na região do ponto de produção de literatura as dificuldades que são muitas não devem esmorecer os esforços do escritor. Ele explicou que produzir livros atualmente é estar muito refém dos humores e interesses das editoras que abrem pouco ou quase nenhum espaço para novos autores ou autores ainda não consagrados pela mídia ou optar pelo investimento pessoal de recursos para custeio da obra impressa.
Consenso absoluto. O livro produzido e impresso, porém é apenas parte do processo que se torna ainda mais difícil de distribuição de forma remunerada. Batalhafam ainda destacou fortemente que no seu entendimento os produtores culturais que moram ou produzem a partir das periferias como é o caso tem que assumir o protagonismo rejeitando os rótulos de resistentes ou da resistência. “Somos participes da produção, somos protagonistas das nossas centralidades”, indicou.
Para Erorci Santana que é membro da diretoria da União Brasileira dos Escritores, tendo sido durante um bom período o editor do jornal da UBE e com diversas obras publicadas é isso mesmo. Cidadão do mundo, contemporâneo não lhe pesa o fato de morar e residir na periferia. Em nenhum momento isso foi restrição para determinar inclusive a sua temática que flerta entre a poesia e prosa. Autor visceral brindou os presentes mais a frente com um longo e envolvente poema de cores sombrias, mas muito bem articulado.
Já o jornalista José de Mendonça cuidou de se afastar da redundância dos apontamentos feito pelo Batalhafam sobre as dificuldades da produção editorial e da distribuição dos livros, optou por observar a natureza intrínseca do autor que é escrever para ser lido, nem sempre para ser comprado. “Toda essa dificuldade é de enorme pertinência. É legítimo ser remunerado pelo valor de mercado da sua obra, mas entendo que o eixo principal é ser lido, mesmo que para isso utilizemos todos os novos mecanismos que se reciclam constantemente e que criam possibilidades de difusão, como é o caso da internet”.
O escritor entende que existem possibilidades de se pensar positivamente e criativamente para superar os bloqueios, mesmo que minimamente, que a indústria cultural impõe aos novos e não tão consagrados autores. Defende o foco do autor naquilo que quer e deseja escrever desviando dos humores e exigências do mercado. No que diz respeito a um dos produtos de sua lavra explicou que produziu um livro recente com peças de realismo urbano totalmente focado no que viu, viveu e friccionou dentro do território de Itaquera e da periferia.
Registrou ainda a sua resistência pessoal em produzir literatura. “Trabalho também como assessoria jornalística para novos autores e novos livros. Sei como se dá essa relação quase que de pai para filho e o entusiasmo que a criação gera no criador. Essa realidade me vacinou quanto às expectativas, da mesma forma que me faz reconhecer o meu lugar nessa encantadora seara. Com tantos bons autores, tão bons livros acho um atrevimento quase indevido escrever livros, mas modestamente tenho um espaço na segunda classe”, brincou.
Novo autor saboreia o parto
Marcio Costa, um dos promotores do encontro acabou de lançar um livro de causos; próprios em sua maioria e alguns que podem ser ficção, o autor não revela. Registrou no encontro que as dificuldades são as mesmas já relatadas, mas que o prazer pela escrita e pela produção do seu primeiro livro o levará a outros.
Já para o professor Ronaldo José que, antes de tudo continua demonstrando entusiasmo com a sala de aula escrever dois livros foi apenas consequência de seus nove anos como editor do Jornal do Estudante que focado no segmento informava, esclarecia, noticiava, mas buscava leitor. Seu primeiro livro foi dirigido a esse público entre pré-adolescentes e adolescentes e, segundo testemunhou, teve ótima aceitação.
Ronaldo não precisou repetir as mesmas dificuldades que já haviam sido expostas, optou por deixar o clima mais otimista. Comprometido com a educação mostrou seu segundo livro ainda em fase de tirar as fraldas, foi lançado ainda este ano com a temática da escola pública, aparentemente indicando ser um estudo e ensaio sobre o assunto.
Último da mesa a se apresentar o jovem Allan Regis mora hoje na divisa entre Itaquera e Guaianazes é autor de diversos livros entre eles um registro da história do bairro onde mora do ponto de vista do morador não da elite local, como forma de exercício da cidadania e da boa produção literária. Em sua fala e autorizado pelos presentes leu um de seus ensaios que resumem pictoricamente a história de um escritor na pele de um agricultor com todas as dificuldades e a falta de incentivo para produzir o que mais gosta. Entendido o recado foi aplaudido.
Na plateia ainda foi possível ouvir explicações pontuais sobre as obras e histórico de vida e ação cidadã de dois autores na mesma direção do conjunto dos consensos criados.
Próximos passos
Reconhecendo seus iguais, as propostas de trabalho conjunto de fortalecimento da produção e da circulação literária alguns indicadores foram rascunhados para um futuro encontro. A ideia é discutir e viabilizar formas alternativas de diminuir as dificuldades tendo em vista que do ponto de vista da indústria cultural livros para serem custeados e promovidos pela editora só mesmo dentro de parâmetros já definidos com temáticas que tenham apelo mercadológico mesmo que de gosto discutível. Não é nada disso que querem aqueles autores e leitores reunidos no encontro. (JMN)
SciELO disponibiliza livros eletrônicos gratuitamente
A meta inicial é publicar entre 300 e 500 títulos por ano no portal, que podem ser baixados para leitura em computadores, tablets, leitores de livros eletrônicos etc.
A luta pela universidade federal na zona leste
Ganha corpo nos
movimentos sociais da região, a bandeira pela instalação da Universidade
Federal na Zona Leste. A luta pelo Ensino Superior Público já faz parte da
história da região desde a mobilização que resultou na conquista da vinda da
USP para a Zona Leste, em 2005. Passados estes quatro anos, desde a primeira
conquista, porém, as pouco mais de 4000 vagas oferecidas pela EACH (USP Leste),
numa região com mais de 4 milhões de habitantes, motivou a continuidade pelo
movimento que agora está focado na esperança de trazer uma unidade da
Universidade Federal.
Com este propósito já
foram realizadas várias ações, sendo que pode ser considerado como principal
ponto de partida o Encontro com Parlamentares e Lideranças Comunitárias
realizado no dia 27 de Março, na Igreja São Francisco, em Ermelino Matarazzo. No
encontro, coordenado pelo Padre Ticão, que contou com a presença de inúmeras
autoridades e mais de mil populares, participaram parlamentares de vários
partidos sendo que destas presenças, merecem destaque as do Ministro da
Educação Fernando Hadad e do Senador Eduardo Suplicy. Participaram ainda,
manifestando apoio ao movimento, os deputados Adriano Diogo, Simão Pedro, Paulo
Teixeira, Devanir Ribeiro e os vereadores Juliana Cardozo e Jamil Murad entre
outros.
Na reunião foi definida,
além da agenda de mobilizações, a necessidade de se elaborar um Projeto para a
Implantação da Universidade Federal na Zona Leste. Para preparar uma proposta
de local para esta Universidade foi formada uma Comissão de Parlamentares
constituída, inicialmente, pelos deputados estaduais Paulo Teixeira e Adriano
Diogo (que adiantou uma proposta de área pertencente à COHAB situada nas
proximidades do Parque do Carmo, em Itaquera). Com o objetivo de elaborar um diagnóstico
e uma Justificativa para este projeto foi realizada uma nova reunião no dia 24
de abril, que resultou na formação de uma Comissão para a produção do documento
sugerido pelo próprio Ministro da Educação no encontro anterior. Esta Comissão
foi então instituída com a participação das seguintes pessoas: Luís França e
Ademir Peres, da Paróquia São Francisco, Jorge Macedo dos Santos, da Comunidade
Nossa Senhora das Graças, Tião, da Fundação Tide Setúbal, Ana Lúcia Rocha,
assessora parlamentar e os professores Rogério dos Anjos e Valter de Almeida
Costa, representando o Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste. Para a
realização deste Projeto, esta Comissão já realizou dois encontros nos dias 6 e
19 de maio. Na agenda de mobilizações deste movimento estão previstos ainda, os
dois encontros um ocorrido em 5/06 e outro que ainda irá ocorrer no dia 26/06 às 9 horas, no Salão da Igreja Bom
Jesus do Cangaíba – Av. Cangaíba, altura do nº 2500. (VAC/JMN)
DEBATE SOBRE IMPACTO DA UNIVERSIDADE NO
DESENVOLVIMENTO LOCAL
Ausência de convidados impede discussão sobre
compromissos da Universidade
Uma reunião para discutir o papel e os compromissos
da universidade no desenvolvimento sustentável e qualidade de vida da
comunidade local, no Salão São Bento, da Igreja São Francisco em Ermelino Matarazzo
na manhã do dia 30 levou mais de 60 pessoas ao local.
A discussão proposta, entretanto, não aconteceu.
Entre os diversos convidados: reitores da USP, da Unesp, da Unicamp, da
Unifesp, da Fatec, Zona Leste, apenas o professor Dante de Rose Junior, diretor
da USP Leste compareceu e na ausência do debate aproveitou para dar explicações
sobre acertos e dificuldades da unidade.
Entre os acertos: diversas ações junto à comunidade
do entorno, no Jardim Queralux, outras em parceria com a subprefeitura de
Ermelino, outras com a terceira idade e outras em esporte. Dante
destacou a construção do Observatório de Políticas Públicas na Zona Leste em
parceria com o Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste, cujo diretor do GT
de Educação , Valter de Almeida se fez presente. Entre as dificuldades: verba,
estrutura e pessoal.
Aberta a participação da platéia o professor Valter
chamou a atenção para o fato de que a composição do plenário extrapolava os
limites de Ermelino Matarazzo e lamentou a pauta ter caído por conta da
ausência dos convidados.
Já a líder comunitária Neuza Avelino Mello,
ironizou os pedidos de ajuda do professor Dante durante a exposição das
dificuldades e criticou o atendimento da USP que, segundo ela, está muito aquém
em termos de oferta de cursos para as necessidades dessa região. Houve quem
lembrasse pouco depois que os cursos oferecidos também têm seu valor
intrínseco, dando a outra versão para um questionamento que dura até os dias
atuais: afinal, os cursos disponíveis na USP Leste, são de segunda linha?
Por não conseguirem discutir o que havia sido
proposto, os apartes foram se sucedendo em outras direções. Com a de Hamilton
Clemente de um movimento em defesa das famílias desalojadas em São Mateus por contra
do traçado da Jacu Pêssego e Rodoanel, que criticou a política da Dersa e o
tratamento do governo diante dos conflitos ocorridos esta semana diante da
tentativa das famílias, já removidas do traçado, tentarem ocupar outro local.
Nem mesmo a chegada do representante do MEC em São Paulo , João Nelson
ao final trouxe de volta a discussão sobre o assunto proposto inicialmente.
Dois parlamentares se fizeram presentes, o deputado
estadual Adriano Diogo e a vereadora Juliana Cardoso, ambos do PT. Diversos
assessores de outros parlamentares estavam na platéia.
Restou ao Padre Ticão reiterar o convite para a
reunião do dia 5/06 às 9h00 já ocorrida para tratar da reivindicação de
instalação de uma universidade federal na zona Leste.
Escola
técnica de Guaianases realiza exposição
No dia 5 de maio, a comunidade daquela região teve oportunidade de
conhecer os trabalhos realizados pelos alunos dos Cursos Técnicos da ETEC
Guaianases na exposição Casa Aberta. A reportagem foi recebida pela assistente técnica
Sandra Godinho de Souza que explicou os propósitos do Projeto e indicou os
espaços em que estavam acontecendo as exposições.
Na visitação feita, chamou atenção a segurança demonstrada pelos alunos
que apresentavam os trabalhos. Uma destas apresentações, realizada pelos alunos
do Curso de Edificações, tratava do processo de fundação de uma obra. Nesta
podia ser observada uma réplica de sondagem para retirada de amostra de solo.
Ainda sobre o Processo de Infra-Estrutura das Edificações foram
abordados pelos alunos expositores os temas do lençol freático e importância do
conhecimento dos tipos de solos para um bom trabalho de fundação, com a
exibição desde estruturas fundantes como as sapatas até estruturas de madeiras
para cobertura.
Também chamaram atenção, na exposição, nas salas que foi possível
visitar, as apresentações realizadas pelos alunos do Curso de Administração,
pelo domínio não só do conteúdo específico das matérias do Curso, mas também de
temas considerados transversais (como os relacionados à questão ambiental, por
exemplo).
No geral, as apresentações demonstravam uma participação bastante
interessada dos alunos que ainda apresentavam como característica o
conhecimento do que ocorre no dia a dia do processo de produção.





































































































