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Potências imperialistas mostram sua impotência diante da escalada da crise

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A crise financeira que eclodiu com a intensidade de um furacão tropical nas últimas semanas gerou um estado de absoluta incerteza em relação ao futuro da ordem global. A desconfiança na solidez das instituições financeiras, provocada pela quebra em cadeia de bancos que até há pouco pareciam inabaláveis, desencadeou um colapso generalizado do crédito que tende a desorganizar o sistema capitalista mundial. Ao expor a extraordinária fragilidade do sistema monetário internacional e os precários fundamentos que sustentam a globalização dos negócios, a crise pôs por terra os parâmetros que balizavam os cálculos capitalistas, deixando o mundo sob a ameaça de uma depressão sem precedentes.
Plínio de Arruda Sampaio Jr.., economista, é professor do Instituto de Economia da UNICAMP.


http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2510/9/

Written by Página Leste

3 de novembro de 2008 at 9:52

Publicado em economia

Crise: tentando entender a economia

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Tem sito noticiado com certa insistência a ocorrência de uma crise no sistema bancário dos Estados Unidos provocando quedas generalizadas nas bolsas de todo mundo e muitas dúvidas sobre a economia global. Fui a luta para tentar entender alguma coisa disso. Não que eu tenha economias suficientes para estar preocupada com a bolsa diretamente, mas é a primeira vez que ouço falar em quebra de grandes bancos americanos. Se é que entendi alguma coisa vou compartilhar com vocês.

Crédito menor: com essa crise há menos dinheiro no mercado e bancos de todo mundo ficam mais cautelosos diminuindo os empréstimos e cobrando cada vez mais caro por eles para correrem o risco de não receberem. Com isso falta crédito e é nessa área que se localiza o maior perigo para a economia brasileira a médio e longo prazo. As empresas podem tentar rolar as dívidas e pagar mais caro lá na frente por isso e, dessa forma, também não deverão buscar dinheiro novo que estará muito mais caro. Sem dinheiro, sem desenvolvimento.

Até mesmo empresas que planejavam investir no Brasil vão reduzir esses investimentos. O governo brasileiro já está atento e pode aumentar o crédito interno via o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e outros bancos públicos. Até ai entendi.

Com relação a queda nas bolsas; a brasileira comparada com as estrangeiras tem até poucas empresas: 397 contra 2.365 na Bolsa de Valores de Nova York, por exemplo. Ocorre que há uma grande concentração de ações em poucas grandes empresas como a Petrobras e a Vale. A depender do que essas grandes empresas definirem; se vai se encolher ou se vão continuar se ampliando reduzirá o ganho nas bolsas e o círculo vicioso se estabelecerá. Também entendi até ai.

Após estar em queda, o dólar, voltou a se valorizar a partir de agosto. Quais os impactos? Caso a alta continue ajuda os exportadores a se tornarem mais competitivos, o que é passível de comemoração. Por outro lado a alta atrapalha no combate a inflação. Cada variação de dez pontos percentuais no dólar tende a gerar um ponto percentual de elevação trimestral do índice de inflação IPCA, conforme li em minhas pesquisas. Conclusão: para combater o aumento da inflação que a maioria não quer, o Banco Central tende a subir os juros. Nessa parte entendi menos.

No comércio exterior, nos últimos anos, o Brasil tem tido exportações maiores que as importações, junto com o aumento dos valores vendidos ao exterior, mesmo que ainda distante do ideal, visto que os grandes responsáveis pela melhora nos valores eram as commodities agrícolas e minerais que agora estão com o preço em queda.

Com a crise, existe ainda a expectativa de que o crescimento mundial diminua, especialmente em 2009, o que deve significar menos comércio internacional e o risco de uma redução das exportações brasileiras. Para 2009 é que os economistas estão com dúvidas quanto as contas. Menos compras, menor renda. Entendo.

Mesmo assim a situação não é tão desconfortável. Se as exportações ou o valor das commodities caírem muito, as principais afetados serão as empresas exportadores e o impacto sobre o restante da economia é limitado pelo fato de o país ser relativamente fechado: o setor exportador responde por cerca de 14% do PIB. Além disso, o Brasil vende para muitos países diferentes e tem uma pauta diversificada, com produtos manufaturados representando mais de 50% das vendas.

Outra vantagem é que o mercado interno brasileiro está aquecido e tende a absorver pelo menos parte de uma eventual queda de produtos exportados.

Por outro lado alguns economistas já fazem avaliações pessimistas, apostando que o superávit brasileiro poderia cair abaixo dos US$ 5 bilhões no ano que vem. Isso tornaria a economia mais dependente de investimentos externos para fechar suas contas.

Já para o governo, a expectativa de que os investimentos estrangeiros serão mantidos e reservas internacionais de mais de US$ 200 bilhões garantem que o Brasil não sofra grandes riscos no médio prazo.

Só a certeza de um crescimento menor é um dos consensos entre os economistas e até mesmo eu que não sou do ramo: a economia brasileira, diante da crise, deve diminuir seu crescimento. O motivo da queda é que mesmo que o Brasil não seja muito atingido pela crise externa, as diferentes fontes de contaminação devem contribuir para derrubar a atividade econômica. Além disso, o próprio BC brasileiro está com uma política de aumentos de juros com o objetivo de reduzir o crescimento no ano que vem, como forma de controlar a inflação. Entendeu? Eu me esforcei para explicar.

Publicado na Gazeta São Mateus – ed 275 09/2008

Written by Página Leste

28 de outubro de 2008 at 10:44

Publicado em economia