Paginaleste's Blog

Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Archive for the ‘Comunicação’ Category

LacrE 89

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2a quinzena de maio de 2025 – Divulgação de literatura, artes e cultura em geral.

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1 de junho de 2025 at 19:28

LacrE 88

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Primeira quinzena de maio de 2025 – divulgação de literatura, artes e cultural em geral.

Written by Página Leste

12 de maio de 2025 at 19:11

LacrE 87

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1a quinzena de abril de 2025 – divulgação de literatura, artes e cultura em geral.

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18 de abril de 2025 at 21:22

LacrE 86

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Edição da 2a quinzena de março de 2025 – Divulgação de literatura, artes e cultura em geral.

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29 de março de 2025 at 13:38

LacrE 85

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Edição da 2a quinzena de fev/2025 – Divulgação de literatura, artes e cultura em geral.

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27 de fevereiro de 2025 at 18:17

LacrE 84

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Edição da 1a quinz. fevereiro de 2025 – divulgação de literatura, artes e cultura em geral.

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15 de fevereiro de 2025 at 20:39

LacrE 83

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Edição “após miniférias” da 2a quinzena de janeiro de 2025.

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30 de janeiro de 2025 at 14:52

LacrE 82

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Edição da 1a quinzena de Janeiro de 2025. – Divulgação de literatura, artes e cultura em geral.

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16 de janeiro de 2025 at 12:48

Um balanço do Fórum de Mídia Livre

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O 1º Fórum de Mídia Livre, realizado neste final de semana no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, superou as expectativas mais otimistas. Apesar da frágil divulgação e da débil estrutura, reuniu cerca de 500 ativistas de vários estados, o que confirma a crescente rejeição à ditadura midiática e a existência de inúmeras e ricas experiências independentes e alternativas por todo o país. Lançado em março, num encontro em São Paulo com 42 jornalistas, docentes e comunicadores sociais, o fórum já mostrou a sua força e tem tudo para ser um ator importante na luta pela democratização dos meios de comunicação e pelo fortalecimento da mídia livre.
Além do aspecto quantitativo, que garantiu a sua representatividade, o fórum teve uma qualidade que deve ser preservada e valorizada: a sua pluralidade. Durante os dois dias do evento na UFRJ, houve a convivência madura e franca entre distintas concepções e variadas experiências. Desde os que priorizam as iniciativas atomizadas e autonomistas, até os que encaram esta batalha como eminentemente política, na qual a pressão sobre o Estado é decisiva. O fórum teve a presença de jornalistas da "mídia grande" – embora poucos – e de ativistas que realizam, de forma heróica e criativa, experiências em rádios e TVs comunitárias, sites, blogs, revistas e jornais.
Nesta unidade na diversidade, surgiram várias propostas para o fortalecimento da mídia livre no país, como a da construção de uma rede colaborativa, um tipo de portal, que crie maior sinergia entre as várias experiências; a campanha pela democratização das verbas publicitárias; a luta pela realização da Conferência Nacional de Comunicação com critérios democráticos de participação; a exigência de que os Correios distribuam impressos alternativos, superando o atual monopólio do setor; a campanha pela inclusão digital e pela difusão do software livre; construção de pontos de mídia livre, seguindo a rica experiência dos pontos de cultura, entre outras idéias.
Os participantes também aprovaram os próximos passos organizativos e políticos do Fórum de Mídia Livre, o que consolida o movimento e indica que ele veio para jogar papel na sociedade. A próxima fase, no segundo semestre deste ano, será a da constituição dos núcleos nos estados, que terão autonomia para organizar fóruns estaduais representativos; em janeiro próximo, durante o Fórum Social Mundial em Belém, ocorrerá um encontro de caráter mundial ou latino-americano dos "midialivristas" e o segundo fórum brasileiro foi marcado para 2009. Também foi composto um novo grupo de trabalho executivo nacional (GTE) para encaminhar as decisões da UFRJ.
No que se refere à ação política, ficou acertada a ampla difusão do manifesto do movimento, que será alvo de debates com os movimentos sociais e as forças políticas. Já os núcleos municipais e estaduais agendarão encontros com representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, assim como serão marcadas audiências com os presidentes da República, do Congresso e do STF. A idéia é promover nesta data um ato político em Brasília. A partir do belo evento da UFRJ, o Fórum de Mídia Livre (FML) agora adquire nova dinâmica, e seu êxito dependerá do engajamento de todos os que encaram esta luta como indispensável à ampliação da democracia no Brasil.
Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PC do B e autor do livro recém-lançado "Sindicalismo, resistência e alternativas" (Editora Anita Garibaldi).

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20 de junho de 2008 at 18:16

Publicado em Comunicação

A morte de Isabella e a necessária reflexão

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Muito pouco tempo depois de a polícia afirmar que o assassinato da menina Isabella Nardoni, 5, estava 70% esclarecido, o pai e a madrasta foram libertados da prisão preventiva por ordem judicial e o povo ficou sem entender. O casal que passou nove dias na cadeia foi solto e protegido por escolta policial. Existe lei que garante a soltura.

Mais de 200 pessoas assistiram à saída de Alexandre Nardoni e gritavam “assassino” e “lincha”. Ana Carolina que estava em outro DP, também foi hostilizada por curiosos na porta da delegacia: “pena de morte”, “assassina” e “cadeira elétrica” eram os mais comuns entre os gritos. Com as TVs e rádios informando em todo tempo o trajeto de ambos, da delegacia ao Instituto Médico Legal para exame de corpo delito; outro procedimento legal nesses casos, uma multidão foi se formando em frente ao Instituto.

O bárbaro assassinato da pequena Isabella desencadeou um forte e compreensível desejo social de punição. Alguns policiais, armados de precipitação e sede de notoriedade, acabaram pautando a opinião pública e a própria mídia. Quando o pai de Isabella, um dia após o crime, saía do distrito policial onde prestara depoimento, uma delegada presente no local dirigiu-lhes os gritos de “assassino”. A encarregada do inquérito, num procedimento surpreendente, informou à imprensa a respeito dos níveis percentuais já atingidos no esclarecimento do caso. A loquacidade inicial do promotor, intensa e diária, mereceu reparos do Judiciário. As autoridades, de fato, armaram o espetáculo e alguns setores da mídia, sobretudo certos telejornais, entraram em cheio no crime do ano. A repetição exaustiva de cenas garantiu, certamente, uma boa audiência. Não sei se garantirá a credibilidade. Os jornais têm sido razoavelmente sóbrios, mas a televisão tem forçado a mão.

Quando escrevo este artigo, ainda não conhecemos o desfecho do caso. As suspeitas contra o pai e a madrasta, fortes e perturbadoras, mesmo assim o casal não pode ser transformado em peças de uma irreparável execração pública. É preciso esperar a decisão da Justiça, tenhamos nós desconfiança ou não quanto à eficiência dela. A sociedade, entretanto, precisará entender, explicar e barrar a crescente falta de limites incluindo os da própria natureza humana na busca desenfreada pelo prazer e felicidade mesmo que signifique sacrificar filhos.

É preciso também agir e fazer alguma coisa que estaque os efeitos destruidores da ação dos criminosos e tantas outras ocorrências que temos assistido. A segurança também requer medidas específicas e urgentes.

A limitação de horários de funcionamento de bares; a diminuição dos benefícios de presos como a redução do cumprimento da pena em regime fechado por meio de progressão; a suspensão dos indultos para criminosos reincidentes ou condenados por crimes violentos; a suspensão do limite para internação de adolescentes infratores em centros de ressocialização onde, hoje, só podem ficar até os 18 anos; a criação de uma rede multidisciplinar de assistência para jovens que começam a se envolver com a criminalidade para orientar ao jovem nessa etapa; priorizar o policiamento comunitário; a criação de varas especiais para julgar mais rapidamente policiais acusados de corrupção e outros crimes, enfim, fazer o que tiver que ser feito para conter a hemorragia social provocada pelo crime, têm sido indicações de especialistas para frear a espiral da insegurança.

No processo penal então é preciso, sem cercear o direito de defesa de quem quer que seja, controlar e estreitar as inúmeras possibilidades de recursos e mais recursos disponíveis nos meandros da Justiça a quem tem dinheiro, poder e uma boa dupla de advogados para isso. Mais do que qualquer coisa, a sensação de impunidade também ajuda a brotar na boca do povo os gritos insanos.

Entretanto é preciso ainda discutir a onipresença de uma TV pouco responsável que pode estar na origem de inúmeros comportamentos doentios e que tem nos crimes e na violência um de seus carros-chefes com programas que fazem da transgressão o espetáculo mais rotineiro crescendo à sombra da exploração das paixões humanas. Para a Psicologia a exposição da violência como ficção não produz a diminuição da agressividade porque o espectador entende que aquilo é ficcional. Representa, sim, um forte incitamento a comportamentos anti-sociais. A morte, agressão e violência, realidades banalizadas e transformadas em espetáculos por certos telejornais, também acabam sendo incorporadas pelos criminosos potenciais que começam a achar os crimes expostos corriqueiros.

É muito perigoso confundir informação com espetáculo. Quando isso acontece, e infelizmente tem ocorrido em algumas coberturas policiais, a notícia se transforma num show co-produzido por repórteres, delegados e promotores. Corre-se o risco de condenar inocentes, destruir patrimônios morais e, a médio e longo prazo, comprometer gravemente a própria credibilidade da informação. O esforço para conquistar audiências, legítimo e necessário, não pode ser feito de costas para a ética (JMN).

 

Written by Página Leste

25 de abril de 2008 at 17:35

Publicado em Comunicação