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Reunião revela estado de calamidade, mas segurança não estava presente para escutar

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Marcada pela ausência dos representantes da Segurança, reunião do Conseg revela um quadro temerário em certas regiões de São Mateus

A última reunião do Conseg São Mateus no dia 15 de abri foi marcada pela ausência de representantes da Policia Militar e da Polícia Civil, nenhum comandante nem delegado titular do 49º Distrito Policial compareceram para ouvir as graves queixas, mas, também pela presença de mais de meia centena de munícipes que compareceram para fazer e apoiar diversas denúncias. Além do presidente do Conseg, José Moreira compôs a mesa o subprefeito de São Mateus, Fernando Melo e o Inspetor Osmar da Guarda Civil Metropolitana baseada em São Mateus que representava o inspetor geral que não pode comparecer em razão de outros compromissos.

Como de praxe após aberta a palavra uma representante do conselho de saúde do Jardim da Conquista III, retomou as mesmas denúncias que foram objeto de nossa edição anterior (372) a respeito a crescente insegurança nas proximidades e nas unidades de saúde públicas da região. Em sua fala destacou as unidades do Jardim da Conquista que foi palco recente de inúmeras ocorrências criminosas e até alguns confrontos com a Polícia Militar e onde tem sido difícil convencer qualquer médico ou profissional do mesmo porte a trabalhar nos locais. “Os médicos tem sido roubados, agredidos e vítimas de tentativas de sequestros. As agressões ocorrem quase todos os dias, a ponto de alguns desses profissionais se afastarem imediatamente”, diz.

A liderança explica que um abaixo assinado que estava sendo apresentado naquela ocasião, o que foi feito a seguir só não reuniu ainda um maior número por causa das intimações promovidas pelos próprios “manos”. A liderança tentou até estabelecer sem muito sucesso um diálogo com estes para tentar demonstrar que a ausência de médicos e o mau funcionamento dos postos de saúde e do AMA podem ser prejudiciais a eles próprios e suas respectivas famílias. Sem sucesso. “Não temos outra saída a não se chamar a polícia, entretanto, tem ocorrências como as da realização dos bailes funks, que sequer eles consideram emergência”.

A indignação da comunidade; das pessoas que residem, trabalham ou se ocupam na região é crescente, na mesma proporção do nível cada vez mais insano dos problemas.

Segundo relato dos presentes uma base comunitária que existia na entra do Carraozinho era o suficiente para inibir o crescimento desses problemas. Pedem de forma quase desesperada que na impossibilidade de se aumentar o efetivo ou a presença física da polícia pelo bairro que se reinstale uma base comunitária. “Estamos quase em pânico e nas unidades, por vezes, ainda temos que receber gente de outros bairros que procuram atendimento. Ou seja, aumentam a procura nos postos e também as ocorrências de violência”. Uma hora alguns tiros que andam acertando carros e paredes vão acertar alguém, mesmo porque já pode ser visto nas ‘quebradas’ do lugar gente do crime armada até com metralhadora.

A partir da mesa o inspetor da GCM considerou que o efetivo ainda pequeno tenta acompanhar as demandas crescentes. Eles próprios têm sido solicitados até a acompanhar pacientes com maiores dificuldades e temor em alguns agendamentos nas unidades. Reconhecem a situação e contribuem como podem.

A liderança retoma comentando que quando da construção do Ceu São Mateus havia um espaço destinado para uma base comunitária de segurança originalmente. Foi desocupado e posteriormente para acomodar a segurança própria do equipamento. A volta de uma base ali poderia contribuir para diminuir a ocorrência de crimes no local. “Temo muitas biqueiras no Jardim da Conquista e há muitas reclamações com assaltos e violências contra trabalhadores. Mulheres são agredidas apenas para entregar bilhetes únicos que são usados no transporte. A missão do trabalho do Conselho Tutelar também agrava a situação. Existem muita droga e meninas adolescentes grávidas e até com filhas recém-nascidas no colo podem ser vistas convivendo com tudo isso”, completa.

Conseg reconhece a gravidade da situação

O presidente do Conseg exibe cartas e e-mails recebidos reclamando da falta de ronda escola, falta de policiamento. “Temos relatado essas reclamações e situações as instâncias superiores do Conseg, mas as respostas e as providências são raras”, diz. “Da nossa parte, também sofremos ameaças e temos nossas limitações no envolvimento com esses assuntos por conta dos riscos, mas, todos, compreendemos que precisamos mudar esse estado de coisas”, emenda.

Ausência das polícias na reunião é criticada

Pensei que chegaria a essa reunião aqui com essa comunidade, com os trabalhadores da saúde e da educação e que encontraria aqui com representantes da PM e da PC, mas, lamentável, nenhum deles aqui”, disse outra liderança que denuncia que não se trata apenas de falta de efetivo, mas da forma que ele esta distribuído pelas regiões da cidade. “Estou há quase 25 anos aqui e nunca vi uma situação tão grave e alarmante. Nunca havia visto alguém armado, agora no Jardim da Conquista vi um jovem andando com metralhadora a tiracolo”, se indigna. Desde a ocorrência dos confrontos recentes com a polícia militar não se vê mais polícia passando pelas ruas. “Os responsáveis pela Segurança, seus comandantes e o governo precisam conhecer a situação. De vez em quando a GCM, mas isso não basta”.

Houve quem se reconhece a beira de um ataque de nervos, tendo de conviver a contragosto com os ‘pancadões’ de rua que insistem em ser em volume ensurdecedor, fora de hora, com uso e abuso de bebidas, drogas e prostituição envolvendo desde crianças até famílias inteiras e onde o tráfico e os problemas correm soltos. “E não adianta chamar, mesmo que várias vezes ao dia, a polícia através do telefone 190″. Será uma gravação informando que aquilo não se trata de emergência. Que mais eles querem que aconteça? Que haja tiroteio, mortes e arrastões durante a festa? “Pois isso, às vezes, acontece”, dizem.

Outro morador, surpreendentemente jovem fez um organizado relato assumindo várias ligações, fotos e filmagens que fez de forma disfarçada para mostra o alto grau de perturbação que os ‘pancadões’ promovem. Fez mais; entregou fotos, filmagens a algumas estações de tevê que chegou a exibi-las e percorreu várias delegacias e companhias da PM, enfim onde alguém que pudesse ouvir e eventualmente tomar providências com relação às comprovadas denúncias. “Gostaria de ter a esperança que esse Conseg encaminha alguma coisa”, emendou mesmo lamentando a ausência dos representantes da segurança na reunião.

Entre as denúncias – o jovem revelou que em um dos locais de maior ocorrência dos ‘pancadões’ é, por ironia, um funcionário público _não disse onde ele estaria lotado, um dos promotores da zoeira. “Ele tem um bar no local e é ele que guarda e recolhe os equipamentos de som quando está chovendo ou quando encerra o tormento da vizinhança”.

Nesse instante houve quem se lembrou de comentar que o prefeito Fernando Haddad havia se pronunciado que reconhecia o funk como uma manifestação de cultura. “Já que ele acha isso, poderíamos pedir para que os pancadões fossem à frente da casa dele”, arrancando aplausos entusiasmados.

Escolas também sofrem com o abandona da segurança

Representantes das escolas locais e solidários as dificuldades do trabalhadores da saúde e da comunidade vitimada, também relataram parte de suas dificuldades e entre elas o enfrentamento quase que diário com crianças, jovens e adolescentes, às vezes alunos e às vezes, o que é mais grave, não estudantes com constrangimentos, ameaças, furtos, agressões e até roubos em plena luz do dia.

Em um dos casos relatados, uma professora que mesmo estando a pouco tempo da aposentadoria por tempo de serviço está afastada por problemas psicológicos oriundos de agressão. “Nossa colega está afastada há 120 dias e terá que repor parte desses dias às vésperas de se aposentar. Tudo isso por causa de agressões de bandidos locais”, expõe um dos educadores.

O educador reflete que vem crescendo certo clima de ignorância, beligerância, falta de gentilezas e disciplina nas escolas de uma forma geral. Se, antes os alunos guardavam certo respeito com os educadores, hoje os conflitos e confrontos são cada vez mais intensos e graves. Entre xingamentos e empurrões tem sido mais comum a presença da polícia requisitada para tentar atuar depois dos problemas acontecidos. “É preciso que o governo, as áreas de segurança, as famílias e as comunidades não comprometidas com o crime e as contravenções tomem posição e tentem mudar o quadro. A continuar dessa forma vai chegar o dia em que não haverá nem professores, nem escola e isso seria o fundo do poço”, comentam.

Encaminhamentos, nenhum; desejos, muitos

Ao final da reunião que ainda escutou o depoimento sobre até mesmo às dificuldades da imprensa televisiva de trabalhar o assunto localmente, tendo suas equipes sendo ameaçadas e uma delas até seu veículo de trabalho roubado, restou ao Conseg escrever mais uma ata e seguir o seu fluxo de informação.

Para a reportagem, entretanto, se fosse para resumir a ópera, diríamos que melhorar e intensificar a ronda escolar; aumentar o efetivo e a presença da polícia militar no trabalho preventivo; aumentar da produtividade da polícia investigativa para dar sequência às centenas de denúncias anônimas registradas, ou não, no sistema; fazer o conselho tutelar funcionar; ter a guarida das varas da infância; responsabilizar pais e responsáveis para que primeiro eduquem seus filhos e segundo respondam colateralmente pelos atos dos seus; instalar câmaras de segurança e seguranças públicas ou privadas nos equipamentos de saúde e escolas públicas poderia ajudar a minorar os problemas.

Vamos além. Vale educar os responsáveis; vale criticar e cobrar maior responsabilidade e contribuição educativa de televisões e dos programas de grande audiência; vale também melhorar as atuais leis recentemente aprovadas com respeito ao barulho dando poderes às polícias para atuar nos flagrantes sem necessidade de denunciantes.

Por fim uma dica gratuita desse jornalista. Pode se desenvolver um trabalho de infiltração e de inteligência. Colocando algum agente policial para que localize o endereço ou os carros com suas respectivas placas dos que fazem barulho, citando-os, por escrito, em outro dia em delegacia próxima para ser orientado ou autuado na forma da lei. Simples né? Não precisa se confrontar durante a bagunça, mas chamando às falas por intimação. Se gerar multas então, muita gente aprende. (JMN)

Written by Página Leste

28 de maio de 2014 at 12:28

O pecado não está no funk, mas nos abusos

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Importante reportagem feita por Moriti Neto e Vinicius Souza, com a colaboração de Gabriela Allegrini e Maria Eugênia Sá para um blog paulistano permitiu se observar a partir de outros olhos o fenômeno do funk e os bailes nas periferias de São Paulo que em geral são encerrados pela polícia. Não basta mais olhar apenas para o desconforto de quem não é adepto e apreciador do funk e seus derivados.

A reportagem deu conta de mostrar que em certos pontos da periferia da zona sul de São Paulo e outras periferias outro lance vem acontecendo. Nesses locais, em geral entre quinta e sábado reúnem-se, depois das 21 horas, dezenas de garotas entre 15 e 23 anos, um pouco mais, um pouco menos, devidamente preparadas e turbinadas para serem levadas em ônibus fretados para baladas funk na parte rica e mais central da cidade.

A entrada nessas casas é grátis. Só não inclui o consumo de bebidas e para que as preparadas não cheguem caretas ao espetáculo os organizadores se encarregam do aquecimento das moças dentro dos ônibus. Só ou em duplas os rapazes que promovem a excursão transitam pelos corredores dos ônibus alugados servindo vodka em copos plásticos. Não deixam os copos esvaziarem e a partida é sempre por volta da meia noite.

A reportagem vai explicando que animadas com os drinks, as meninas vão se entusiasmando dentro dos seus modelitos periguetes que atualmente predomina. Vestidos justos e curtos, sandálias de grandes saltos e fortes maquiagens.

Na chegada a uma determinada boate da Vila Olímpia, quase uma hora depois de saírem das periferias em ônibus, elas causam alvoroço no trânsito nas proximidades das casas noturnas onde a frequência é de um público mais maduro. Nem sempre percebem a finalidade dessa etapa: de ficarem expostas durante pelo menos mais de meia hora na rua aos olhares masculinos. Aos poucos são liberadas para os camarotes onde se encontram com outras meninas de outros pontos da cidade.

No dia da reportagem eram cerca de 80 as que entraram de graça para animar a área VIP. No ambiente pouco iluminado, com sofás e mesas de sinuca, a proporção é de três mulheres para cada homem. Eles pagam R$ 60 de entrada ou R$ 120 com consumação e mais a bebida das moças.

Noite adentro se ouve o funk fazendo rolar solta a sensualidade. Por volta das 2h da manhã, algumas meninas estão seminuas nos cantos mais escuros da área VIP, circulando entre cigarros de maconha e comprimidos de ecstasy que também chegam às mãos de quem assim o desejar. Só por volta das 5h30 da manhã, o público começa a dispersar.

É nessa hora que as meninas despertam para o toque de recolher. Pegam o ônibus de volta ao ponto de partida e depois, dependendo do caso, arrumam outra condução que as leve para os distantes bairros e comunidades onde moram, porque não foram lá que os ônibus foram buscá-las. Os agenciadores, na noite anterior, sempre marcam um lugar menos periférico.

Contraditoriamente as moças que voltam para os seus bairros, onde, antes, elas foram proibidas de dançar o funk por conta da repressão policial motivada pelo barulho que incomoda e a presença de drogas e álcool acessível para menores de idade além do saldo de violência que costumava ocorrer nessas festas.

O que a reportagem conseguiu evidenciar vai além da contradição de que abordaremos em seguida. A de que o funk é permitido em ambientes controlados no centro e proibido nos ambientes sem controle da periferia. Segundo o parecer de um advogado consultado, nessas circunstâncias alguns crimes são cometidos. “Além do óbvio, ou seja, oferecer bebidas alcoólicas para menores fazem promoção da prostituição, mesmo que sem a percepção das meninas. Também existe incitação ao crime, o incentivo à prática da própria prostituição. É dever do Estado assegurar que isso não ocorra”, esclarece.

 

Na periferia, funk e droga podem dar cadeia

Desde 2011, em função das insistentes queixas dos munícipes a Polícia Militar montou a Operação Pancadão, batizada em referência à batida do funk e acabou com a sequência de bailes que se pretendia fazer em Campo Limpo, Heliópolis, M´Boi Mirim, Jardim Ângela e em dezenas de outras regiões periféricas na zona leste e no ABC Paulista.

Originalmente os bailes funks eram feitos em locais fechados, mas nunca apropriados o suficiente. Sem espaços foram para as ruas e diante da repressão passaram a ser realizados de surpresa e combinados de última hora sem local fixo, mesmo nos bairros onde a operação ainda não havia chegado. As informações sobre a mão pesada da ação policial que entrava em alguns locais jogando bombas de efeito moral, com tiros de borracha e spray de pimenta correram de boca em boca ou através das comunidades entre os jovens da periferia.

Em muitas dessas ocorrências se flagrou comerciantes das comunidades sendo autuados por venda de bebidas alcoólicas a menores. Nas batidas há casos de aparelhos de som dos carros sendo apreendidos. Tem faltado lugar para esse tipo específico de lazer, mas nem por isso a saída é perturbar o descanso alheio e essa é a encrenca a ser resolvida.

De uns bons tempos para cá sons de carros de alta potência transformaram carros em trios elétricos. Preparados para reproduzir música em volume ensurdecedor tornaram-se mesmo uma saída econômica para os jovens que gostam dos funks de rua. “A meninada se junta pra comprar um som de carro, pra ficar na comunidade e impressionar. Se tiram isso deles, vão pros bairros chiques, descobrem aquele mundo, se sentem o máximo. Têm história pra contar no dia seguinte. Quando a gente sente na pele a diferença de tratamento que a policia dá de um lado e de outro, quer ficar no bairro rico”, comenta na reportagem o promotor de eventos Luciano Roberto Pereira.

Enquanto isso e quando o funk é nos jardins

Tirando proveito da migração feminina construída artificialmente da periferia para os jardins, conforme explicado na primeira parte deste artigo, dezenas de casas promovem bailes para atrair jovens das comunidades. As meninas chegam aos locais em fretados e por causa da dificuldade de condução a partir de certas horas, as baladas começam às 23h para permitir que os mais esforçados cheguem de condução, mas a coisa toda mesmo acontece após as 2horas da manhã.

A reportagem quando visitou outras casas encontrou de tudo um pouco daquilo que é proibido na periferia, mas que no local parecia território liberado. Sem apreensão nem preocupações maiores os frequentadores consomem álcool, sentem cheiro ou usam de maconha a todo instante, comprimidos de ecstasy e frascos de lança-perfume rodam de mão em mão. Aqui a outra contradição: os mesmos jovens proibidos de dançar funk na periferia em bailes de rua com as autoridades qualificando com alguma razão como encontro com apologia ao uso de drogas podem usá-las livremente no bairro nobre.

Nas ruas do centro então, o funk chega, cresce, incomoda e ainda não é reprimido

Nem mesmo a já sabida estória de que os bailes de rua incomodam os vizinhos sensibiliza, por exemplo, alguns lugares no centro. Na Liberdade, por exemplo, nas proximidades de uma grande faculdade particular, acontecem bailes quase todos os dias com um público de classe média. Em geral estudantes da instituição. “Os carros param nos bares, abrem os porta-malas com volume alto e por lá bebidas, drogas e menores se confundem”, registra de forma anônima um dos seguranças da instituição.

Sem viaturas de polícia circulando com maior frequência, quando passam costumam recomendar baixar o volume, mas de novo é aumentado logo que a viatura desaparece. A situação nesta e em outras faculdades, na Barra Funda, na Mooca e na Consolação torna-se incontrolável às sextas-feiras.

Como os jovens das periferias, também buscam diversão. O sexo rola dentro de carros com vidros escuros, mas a caso de drogas consumidas nas ruas. Além de não sofrerem nenhuma sanção policial, as festas em algumas ocasiões, conta até com o apoio informal da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) que fecha os acessos dos carros às ruas para garantir a segurança. (JMN)

Written by Página Leste

3 de outubro de 2012 at 17:09

Guia da Horta Doméstica

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Written by Página Leste

12 de março de 2010 at 16:54

Publicado em Comportamento

Qual é o seu padrão de normalidade?

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Nós estamos de certa forma, cientes a respeito de nossa origem
inicial como almas primitivas; embora comecem a surgir dúvidas a
respeito da nossa origem igualitária como criaturas cósmicas.

Aqui em Gaia tentam nos padronizar á milênios para que nos
transformemos num rebanho de “normais” – mas, para que atinjamos nossa
condição de deuses co-criadores é preciso reestudar nossas origens á
luz de novos conhecimentos livres dos dogmas da ciência e da religião.

O que é padronizar?
Na realidade quando queremos controlar algo ou alguém seja através do
conhecimento (ciência); política; religião; vida social; vivência
familiar; nós criamos padrões que atendam nossas expectativas, desejos
e interesses; escusos ou não; visíveis ou não; muitas vezes camuflados
como busca de eficiência.

A tentativa de domínio através da padronização é uma rede que atinge
todas as áreas da convivência humana; isso está tão infiltrado no nosso
DNA; que até na vida em família impomos uns aos outros padrões nada
inteligentes e até cruéis – como veremos no caso da instituição das
dietas.

Exemplo:
Segundo a ciência, é necessário organizar e padronizar segundo
protocolos a serem seguidos para que as comprovações sejam aceitas e
aplicadas. Sistematizações e padronização são formas científicas de
interpretar fatos; nem sempre honestas e verdadeiras.

Mas, segundo as leis da vida, somos únicos na diversidade; e tentar
à força enquadrar todos no mesmo molde pode levar à desajustes,
perseguições, revoluções, morte.

O que é ser normal?
Os detentores do poder de padronizar criam o conceito de normalidade como forma de domínio.

Segundo a ciência a serviço dos padronizadores: a média estatística
é o parâmetro adequado para definir o que está dentro ou fora dos
padrões pré – estabelecidos.

Embora a ciência da vida os contradiga: nós somos uma unidade na
diversidade; partimos do mesmo ponto, mas usando o livre – arbítrio
cada um de nós diferenciou-se dos demais. Na prática observa-se que ao
tentamos enquadrar na média estatística criaturas diferenciadas na
estrutura psíquica e emocional, é possível que algumas desenvolvam
ansiedade capaz de levá-las sentirem-se doentes; caso não se enquadre.
Exemplo prático: a normalidade da pressão arterial nos leva a almejar
uma de 120/80 – parte dos hipertensos sofre de hipertensão com origem
na instabilidade emocional, às vezes tão acentuada; que em minutos as
medidas são bem diferentes; depende do local; de quem está medindo; e
das sensações do momento; em ambiente hospitalar a situação costuma
agravar-se.

Sistematizações também podem angustiar. Exemplo: Muitos pais quando
os filhos mesmo saudáveis não estão dentro da média estatística de peso
e altura; são induzidos a pensar que podem fazê-los crescer. O caminho
preconizado é remédio e comida dentro da filosofia do quanto mais se
come melhor; e como conseqüência de uma super e precoce alimentação;
pode sobrevir mais tarde a angústia do quase insolúvel problema da
obesidade infantil que hoje se perpetua. Muitos obesos de hoje; além
das próprias escolhas na forma de viver, agir e reagir; podem
creditá-la a pessoas despreparadas para lidar com a diversidade: pais,
sociedade e médicos.

A padronização também prejudica a cura definitiva?
A cada dia isso fica mais evidente; pois a formação médica assentada em
conceitos de normalidade; sistematização; tecnologia; marketing;
lucratividade; representa perigo:

Nos EUA, um cara chamado “Rockfeller” idealizou o atual sistema de
medicina; usando os princípios que “Ford” usou na indústria
automobilística e que foram brilhantemente, segundo conceitos
financeiros, aplicados ao sistema doença/cura que domina hoje o mundo.
A indústria da doença é uma das potências do planeta em arrecadação;
segundo esse sistema, quando se vai ao médico é necessário sair de lá
com uma receita, caso contrário busca-se outro profissional – “Como,
levou o filho ao médico e ele não passou nenhum remédio?

Outro exemplo de como funciona a cultura da normalidade na própria medicina:
As pressões culturais também são muito fortes e os pais de filhos
considerados abaixo da média de peso e altura angustiam-se, mudam
constantemente de pediatra e cedem também à pressão das gerações
anteriores. – “Como essa criança é magrinha! Olha só o tamanho dela!
Vocês não a estão alimentando direito!” – Claro que os pais normais
sintam-se infelizes e temerosos, e a angústia faz com que a genética da
família seja esquecida.

A padronização na política leva ás ditaduras; guerras civis – depois
que um grupo se encastela no poder tenta padronizar á força os normais
para atender ás suas necessidades – nas padronizações políticas mais
arcaicas o domínio é feito na cara dura e na truculência; nas modernas
ditaduras tentam se criar “milícias disfarçadas de legalidade com
tecnologia” com poder para manter privilégios e ficarem acima das leis
naturais. Os cientistas políticos usam a ditadura da maioria dos
normais para mantê-los sob seu jugo; alguns chamam isso de democracia…

Nosso assunto de hoje refere-se á ditadura das dietas familiares
subjugando as coitadas das almas que caíram sob seu jugo – elas vão ter
que se normalizar mesmo que sob pena de doença e morte.

A DIETA ADEQUADA – CADA UM NA SUA

Cada bicho come concordante com a espécie, conforme a cadeia
alimentar que predomina em seu hábitat; segundo seus instintos. Animal
selvagem em condições naturais não adoece; já o domesticado que sofre a
ingerência do homem; sim – e, o que ocorre com eles espelha o
desrespeito com as mais simples e primárias leis biológicas – pois, o
que nós fazemos com eles; nós fazemos pior conosco.

A capacidade de adaptação do nosso corpo impressionava, conseguíamos
habitar o planeta nas condições ambientais mais desfavoráveis. Hoje
tudo está mudado; nada mais será como antes; atualmente ela
estrutura-se no uso do raciocínio; e a recusa em pensar é que pode
esgotar essa capacidade e levar á doença e morte cada vez mais precoce
(veja artigos anteriores sobre o tema).

Quebrar antigos paradigmas; destruir paradoxos é urgente – Mudar é preciso.

As influências culturais na alimentação tornam-se um fator negativo
quando há lentidão nas mudanças inteligentes. Exemplo, nossa dieta é
baseada em carboidratos: o popular arroz com feijão, mais pão, batata,
mandioca, massas; por isso, somos campeões em estatística de diabetes;
na nossa cultura o imigrante desempenhou importante papel; mas
trabalhador braçal do hemisfério norte necessita de dieta rica em
calorias e aportando nos trópicos deveria tê-la modificado, ajustando-a
à da população nativa com as devidas ressalvas; porém isso não
aconteceu, ao contrário, antes disciplinados pelo rigoroso inverno
conduziam-se por condições de contenção; aqui ficaram deslumbrados com
a fartura e abusaram, aumentando a propensão para obesidade e moléstias
decorrentes de dieta inadequada para suas atuais condições.

As migrações internas e novas condições culturais também tiveram seu
papel; a dieta baseada em carboidratos formou-se na sociedade rural
escravocrata do início da colonização; depois devido à migração nas
últimas décadas para as cidades, muitas pessoas passaram a ter
ampliadas as possibilidades de adoecer, quando trocaram atividade
braçal por outra relativamente sedentária mantendo a dieta anterior.

Uma das maiores dificuldades das almas em adquirir a maioridade é livrar-se das padronizações para deixar de ser normal.

A mudança de hábitos de geração a geração é lenta; mas diz o bom
senso que a dieta deve acompanhar o ritmo das mudanças e deve ser
individual e adaptada ao habitat, clima, e balanceada de acordo com a
atividade física cotidiana de cada um.

O envelhecer pede menos comida e, por não se respeitar essa lógica,
na terceira idade o problema da obesidade torna-se crítico, pois a
atividade física diminui e a quantidade de alimento permanece a mesma
ou até aumenta; em parte devido à ansiedade gerada pelas crises da
maturidade dando origem à preocupação em emagrecer; mas o regime é
forçado pelas circunstâncias, daí pobre em resultados.

A padronização da dieta é responsável pela maioria das doenças infantis?

Nada é totalmente bom nem totalmente mau para pessoas diferentes.

Desde o nascimento somos obrigados a comer o que aquela família está
habituada e na quantidade que estão “acostumados – adaptados” sob pena
de sofrermos castigos; suborno; chantagem – nossos guias familiares na
iniciação da existência tentam nos enquadrar nos seus padrões; mesmo
que ás custas de serem rotulados de doentes e tentarem comprar a saúde
feito cobaias.

Os paradigmas alimentares proporcionam a “agressão” ao organismo; e
determinam comportamentos futuros ao “contaminarem” o centro da fome
com vitaminas e estimulantes de apetite; é comum a repetição do erro de
forma mais danosa com o idoso pois, decorrente da cultura a família
angustia-se com a quantidade de alimento ingerida pelo velho; forçam-no
a comer e até lesam-lhe as funções renais suplementando-lhe a dieta com
proteínas em excesso ao abusar das “rações vitaminadas”, tão a gosto da
ciência do consumo. Nessa mesma linha de raciocínio – outro exemplo de
descuido em refletir; é a do atleta superalimentado, que ao parar as
atividades intensas torna-se obeso e raramente tem longevidade; pois ao
“forçar” os órgãos do metabolismo diminui sua vida produzindo lesões
orgânicas pela intoxicação decorrente do excesso.

Resumindo:
Boa parte das doenças infantis é causada pela dieta padronizada – e não
contentes com esse desatino; os familiares normais ainda intoxicam o
organismo das crianças com remédios do tipo: antibióticos,
antitérmicos; antiinflamatórios, corticóides e outros; repetidamente; e
se negam a aprender.
Sair dessa enrascada é fácil: basta pensar para fugir dos padrões.
Claro que há um custo; pois a maioria, hoje, se assemelha a uma boiada
(quem for normal e quiser se ofender com a comparação que o faça) sendo
conduzida em direção a um precipício – quem acordar a tempo; vai ter o
trabalho (coisa que os normais detestam) de sair prás beiradas e andar
na contramão da normalidade. Qual o custo? – Hoje é leve e de jugo
suave; ser considerado um ser esquisito; anormal; ET – antigamente o
custo de deixar de ser normal era alto: prisão; morte; desterro, etc.

Para atender ás crianças de hoje: DEIXAR DE SER NORMAL é um ato de amor.

A própria OMS – ONU avisa que as crianças e jovens de hoje não
viverão tanto quanto seus pais e antepassados; embora o digam de forma
ainda padronizada.

Traduzindo a mensagem de muitos Avatares: OS NORMAIS NÃO HERDARÃO A TERRA.

Américo Canhoto:
Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde
holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos
temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor
de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC.
Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse
crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão,
angústia crônica e pânico.

Written by Página Leste

12 de março de 2010 at 16:53

Publicado em Comportamento

Discriminação nas escolas e nos livros prejudica desempenho de alunos negros

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Humberto Borges, 18 anos, aluno do curso de Letras da Universidade de Brasília (UnB) defende que o sistema de cotas para negros estimula o diálogo sobre a questão racial
 
Ao comparar a trajetória escolar de negros e brancos, as disparidades não se concentram apenas no aceso à universidade, mas em todas as etapas do ensino.
Os negros são maioria  no contingente de analfabetos do país – somando 9 milhões do total de 14 milhões – e estão mais atrasados nos estudos do que o restante da população.
Para o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB), Nelson Inocêncio, a diferença no rendimento reflete uma escola e um sistema de ensino que não acolhe a população negra.
“A escola diz que o grupo do outro [dos brancos] é a grande referência para a humanidade. Foi o grupo do outro que construiu, ele representa a civilização. E o meu grupo [negros] não representa nada. Isso é colocado de forma persistente nos livros, nas lições, e o aluno vai obter reações muito negativas em relação ao processo. Ele se pergunta: na medida em que a escola não me reconhece, que sentido faz eu estar na escola?”, aponta.
Em 2007, cerca de 85,2% dos brancos na faixa de 15 a 17 anos de idade, estavam estudando, sendo que 58,7% freqüentavam o nível médio, adequado a esse grupo etário. Já entre os pretos e pardos dessa faixa etária, 79,8% freqüentavam a escola, mas apenas 39,4% estavam na série correta.
A mesma conclusão está no Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordenado pelo professor Marcelo Paixão, o estudo compara, entre outros pontos, o desempenho de estudantes brancos e negros no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Em 2003, as notas em matemática e português dos alunos brancos eram, em média, 7,5% maiores do que a dos pretos e pardos.
“Isso sugere que para as crianças e adolescente pretos e pardos incidem obstáculos adicionais ao desenvolvimento dos estudos, representados pela discriminação racial presente nos espaços escolares”, diz a pesquisa. Segundo o pesquisador, esse preconceito se manifesta de diferentes formas, desde atitude discriminatórias dos professores e colegas até livros didáticos que reforçam a invisibilidade dos negros, passando pelo conteúdo "antropocêntrico e pouco receptivo à perspectiva da diversidade".
Luiana Maia, de 19 anos, aluna do curso de História da Universidade de Brasília (UnB) admitida pelo sistema de  cotas, diz que o tratamento dos professores aos alunos negros é diferente daquele dispensado aos brancos. “Ele já tem aquela concepção, ainda que inconsciente, do que é o negro. O cabelo da menina negra, por exemplo, é visto de forma diferente quando ela chega na escola com ele solto, mais arrepiado. A professora já pede para prender, fala para ter cuidado com piolho. Com a menina branca não é assim”, lembra.
Para ela, o material didático também não é adequado. “Os alunos negros não se sentem representados pelos próprios livros que usam. Ele se vê apenas no tronco, no açoite. O aluno só se vê na posição inferior, chega em casa abatido, aquilo impacta no desempenho”, compara.
Humberto Borges, 18 anos, aluno do curso de Letras que também ingressou na UnB pelo regime de cotas, conta que quando era adolescente sempre representava o Lobo Mau na peça de fim de ano da escola.
“Até que no último ano entrou um outro aluno negro na minha turma e quando a gente foi montar a peça o professor questionou: e agora, quem vai ser o Lobo Mau? O Humberto ou o fulano? Só então que eu fui perceber a sutileza”, conta.
Para o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro, a escola pública reproduz formas de exclusão que afetam diretamente a auto-estima do estudante e seu desempenho.
“O desafio da escola hoje é formar todos, seja qual for a condição de chegada. A escola pública hoje, ainda que de maneira inconsciente ou mecânica, produz formas de exclusão muito dolorosas. Para aprender você tem que confiar que você consegue aprender”, analisa.

Written by Página Leste

19 de novembro de 2008 at 12:48

Publicado em Comportamento

Os malditos powerpoints que recebemos

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Como costumam dizer os vendedores de balas ao adentrar os ônibus daqui do Rio, ‘desculpe interromper sua viagem’, mas o assunto hoje é rasteiro de dar dó.
Da mesma forma que o discurso dos vendedores de balas faz escorrer pelo ralo a paciência dos passageiros, as apresentações em PowerPoint que nossos amigos cismam em enviar por e-mail já concorrem à eleição de mal virtual da década. Haja saco.
Normalmente, são lindas paisagens acopladas a frases de efeito, que vão do Dalai Lama a Paulo Coelho, do best-seller ‘O Segredo’ a quem mais você puder imaginar. Ah, sim, e normalmente há música como acompanhamento! Quando é música clássica, eu sempre agradeço ao bom Deus; pelo menos nossos ouvidos são poupados.
Qual o problema em receber estes arquivos? Vários. Eles são terrivelmente constantes – diários, até – e extremamente pesados, chegando a vários megas que travam nossos computadores. E, por vezes (muitas, para ser sincero), você não entende o porquê de ser um ‘escolhido’. O que acontece, é claro, até o momento em que você percebe que os malditos PowerPoints são enviados a atacado, ou seja, simultaneamente para um mar de e-mails.
Há má intenção em quem os envia? Não, não é por aí. É gente de bem, sem dúvida; nossos amigos, ué! Por isso mesmo, imbuído de uma intenção muito além do ‘zen’, vou aqui em busca da Razão pela Qual Recebemos PowerPoints. Será que minha busca geraria uma… bem… apresentação em ppt?
MOTIVO 1 – ELES QUEREM MUDAR O MUNDO
Como abelhinhas polinizando o jardim, nossos amigos multiplicam a mensagem do Bem distribuindo PowerPoints. É uma versão online das velhinhas que, perto da minha casa, distribuem entre 6h e 7h da manhã o jornalzinho da igreja da qual fazem parte, e das quais eu e meu filho desviamos como ninjas quando o levo ao colégio. A diferença é que ainda não inventaram defesa pessoal para e-mails.
MOTIVO 2 – ELES TÊM UM RECADO PARA VOCÊ
Assim como os círculos de pedra de Stonehenge e a os estranhos desenhos feitos nas plantações de trigo do Reino Unido, os amigos que nos enviam PowerPoints querem dizer alguma coisa. É provável que eles estejam achando que estamos tristes ou distantes. Ou acham que ainda não somos pessoas de elevação espiritual compatível com nosso próprio potencial, e vão nos mostrar o caminho – e dá-lhe telas com pôr-do-sol e mensagens new age. Neste caso, contra-ataque a presunção de seu amigo com um daqueles vídeos escatológicos e engraçadíssimos que circulam pela Rede. Em nome da alegria, vale tudo, não é, Gafanhoto?
MOTIVO 3 – ELES NÃO ACHAM NADA DE MAIS
Credo, como você é exagerado. É apenas um arquivo de PowerPoint bonitinho que seu amigo repassou. Não há como entender tanto stress… Você lembra muito o vizinho de baixo do seu amigo, que anda reclamando da obra que seu ‘brother’ está fazendo há meses na cozinha de casa e que só é feita aos sábados… Nossa, como as pessoas andam nervosas, não é? Talvez aquela apresentação em PowerPoint novinha em folha – e com ‘apenas’ 2 mega – que ele acabou de descobrir dê jeito em você…
MOTIVO 4 – ELES SÃO SEUS PAIS
Se seus pais têm mais de 60 anos, aí você esquece cada linha do que eu escrevi e passa a achar tudo lindo. Afinal, no sentido sociológico da coisa, eles não sabem o que estão fazendo. Não dá para cobrar muito de uma geração que cresceu sem computador, quanto mais internet. Eles terem aprendido a lidar com o mundo online já foi um progresso e tanto, vamos admitir. No fundo, eles nos mandam PowerPoints como enviam cartões-postais das viagens ao Nordeste. Ou seja, desista de sua luta de vez e abrace o lado ‘fofo’ da vida.
E você, coleciona PowerPoints ‘bacanas’? Sente vontade de fazer bonequinhos voodoo de seus amigos que distribuem os famigerados arquivos? Ou usa camisetas com os dizeres ‘Eu envio PowerPoints, sim, e daí?’?
Bruno Rodrigues é autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, "Webwriting – Pensando o texto para mídia digital", e de sua continuação, "Webwriting – Redação e Informação para a web". Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.

Written by Página Leste

23 de junho de 2008 at 11:20

Publicado em Comportamento