Paginaleste's Blog

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Archive for outubro 2018

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Acho que depois da redemocratização as eleições para presidente do país nunca foram tão polarizadas, uma espécie de disputa entre o que consideram, a depender do lado que está o bem e o mal. Não que eram apenas esses dois lados que se apresentaram para a disputa, tinha outros tantos 12, 40, 45, respectivamente PDT, PSB e PSDB para ficarmos entre os mais expressivos.

O que mais chamou a atenção no primeiro turno era a insistência com que as campanhas e os candidatos dos principais concorrentes que não eram o PT e o PSL de que o Brasil, os eleitores e o povo queriam um caminho de centro, longe dos extremos que acham que os dois contendores atuais possam representar, mas que não se traduziam em intenção de votos.

Vimos Alckmin, Marina e em menos intensidade o Ciro reiterando que o povo quer o meio termo, o centro, conforme dito acima e os eleitores desmentindo-os o tempo todo.  Curioso também como esses três insistiam que o caminho deles, de centro, era o certo, como se não houvesse, numa democracia, espaço e direito de extremos se manifestarem.

A rigor, colocado sobre as luzes científicas e rigorosas a proposta no primeiro e segundo turno do candidato Haddad, diferentemente da de Bolsonaro não dá para ser considerada extremista de esquerda porque mantem alguma distância com as propostas do PSOL e do PSTU, por exemplo. Já Bolsonaro não tem mais nada a sua direita. É tido e havido não pela opinião, mas pelo rigor das luzes científicas e rigorosas o candidato da extrema direita brasileira.

Perceba-se que não estou entrando no mérito de cada um dos lados, isso não me interessa aqui  nesse artigo. O que acho é de natureza pessoal, cívica até militante, mas não nesse artigo.

O que gostaria de chamar a atenção é de que as responsabilidades dos candidatos, dos apoiadores e de eleitores de lado a lado tem que ser assumidas. Não haverá tempo e espaço para mais a frente omitir, mentir ou fingir não se lembrar de que lado esteve; se é que esteve, porque haverá ainda aqueles que escalarão o muro mais próximo deixando em branco ou anulando o voto.

Anular o voto está sendo considerado um erro grave para ambos os contendores. Para a campanha do Bolsonaro, votar no adversário é permitir a volta do PT e, muita gente considera isso muito grave e na corrupção. Já para a campanha do Haddad votar no adversário é fortalecer o autoritarismo, o desrespeito às minorias, a violência e enganar a sociedade com propostas desastrosas. Claro, as queixas de um contra o outro não são apenas estas e você pode apreciá-las aos quilos nos meios de comunicação e na rede social, que a essa altura da disputa é um verdadeiro hospício de verdades e mentiras.

Se eles estão certos nas suas formas de olhar ou não até pouco importa, mas é assim que eles, grosso modo, pintam o adversário. Foi o que sobrou da campanha com muitos partidos e de múltiplas escolhas. Quem quis caminhar pelo centro caminhou; quem quis caminhar pelo centro-esquerda, esquerda, centro direita e direita também caminhou. Uns chegaram outros ficaram pelo caminho com o dilema do que fazer agora com os dois aparentes extremos que estão em disputa.

Faça o melhor que possa, segundo os seus critérios, mas quero lhe ajudar informando que o congresso nacional onde estão deputados federais e senadores também já está definido e assim que estiver definido quem ganha para presidência aquilo lá vai ficar meio congestionado com os nobres migrando de um canto pro outro atrás de mais poder. (JMN)

Written by Página Leste

24 de outubro de 2018 at 14:16

Mais do mesmo para o governo de São Paulo

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Se para a disputa a presidência da República os dois candidatos são diametralmente opostos; um a direita e o outro na centro-esquerda do espectro partidário e que contou com a preferência do eleitorado que tinha outras tantas alternativas, no estado de São Paulo a coisa é bem diferente e repete a mesmice de pelo menos os últimos 20 anos.

Dória pelo PSDB e Márcio França pelo PSB são muito, mas muito semelhantes. Mais do mesmo do que foram essas duas décadas de governos tucano no maior e mais vigoroso estado da União. O PSDB reina absoluto no coração, mentes e principalmente interesses do eleitorado paulista com mais ênfase no interior de Estado e as explicações podem ser as mais diversas que vão desde a suposta bom  desempenho tucana até o receio de quem a situação é, ao contrário ruim, mas com a mudança pode piorar.

O PSB de Márcio França apesar de um posicionamento mais independente em nível nacional, em São Paulo sempre tem feito companhia e cumplicidade aos governos do PSDB que agora tem João Dória como candidato, apesar da notória contrariedade dos tucanos históricos, e até mesmo do candidato à presidência derrotado, o ex-governador Geral Alckmin. Agora o PSB tenta se apartar da imagem de linha auxiliar do tucanato, mas com pouca ou quase nenhuma margem de manobra e capacidade de convencer o eleitor.

Mas se os dois tão semelhantes estão em lados opostos agora na disputa, isso tem menos a ver com a diferença dos dois partidos no Estado e mais sobre um desconforto com o polêmico, mas aparentemente muito querido por muitos, João Dória.

João Dória, empreendedor, posa de liberal convicto que pretende enxugar o Estado, mas ao longo de sua vida profissional teve relações de negócios e, portanto, muitos benefícios desse mesmo Estado que pretende enxugar. Dória tem aparecido; a depender dos olhos de quem o vê, como o cara adequado para por ordem na coisa pelo viés do durão que vai entre outras coisas e entre elas que não é sua tarefa ‘acabar com o PT e o Lula’. Podemos perguntar em que isso interessa ao governo do Estado paulista. O que isso tem a ver com a orientação, desenvolvimento sustentável e melhores condições de vida para todos os paulistas e não apenas para setores dele?

Por parte de outros olhares, a eleição de Dória é desastrosa, e muito por isso pessoas apostam e fazem campanha de voto útil no Márcio França. São simpatizantes do PSB, mas são, também, aqueles que acham equivocado, enganoso e truculento o que Doria promete como gestão governamental. Márcio França (PSB), então, aparece nesse quadro como um político menos rançoso e truculento e com uma proposta mais flexível de governo.

O que se vê, entretanto é que enquanto Doria apimenta a campanha, França a suaviza. É a única coisa que podem fazer, afinal conforme argumentado acima eles são muito próximos, andaram de mãos dadas durante muito tempo. Só que desta vez a intenção de uma parte dos eleitores do Márcio França tem mais a ver com as promessas não cumpridas do candidato Doria que, por exemplo, prometeu cumprir todo o mandato de prefeito quando foi eleito o que não o fez e com as manobras que impôs contra o seu padrinho político Geraldo Alckmin que, com razão, não diz, mas se sente traído.

Ou seja, nada muito diferente e mais do mesmo para o Estado de São Paulo. (JMN)

Written by Página Leste

24 de outubro de 2018 at 14:12

Publicado em Notícias e política

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Acho que depois da redemocratização as eleições para presidente do país nunca foram tão polarizadas, uma espécie de disputa entre o que consideram, a depender do lado que está o bem e o mal. Não que eram apenas esses dois lados que se apresentaram para a disputa, tinha outros tantos 12, 40, 45, respectivamente PDT, PSB e PSDB para ficarmos entre os mais expressivos.

O que mais chamou a atenção no primeiro turno era a insistência com que as campanhas e os candidatos dos principais concorrentes que não eram o PT e o PSL de que o Brasil, os eleitores e o povo queriam um caminho de centro, longe dos extremos que acham que os dois contendores atuais possam representar, mas que não se traduziam em intenção de votos.

Vimos Alckmin, Marina e em menos intensidade o Ciro reiterando que o povo quer o meio termo, o centro, conforme dito acima e os eleitores desmentindo-os o tempo todo.  Curioso também como esses três insistiam que o caminho deles, de centro, era o certo, como se não houvesse, numa democracia, espaço e direito de extremos se manifestarem.

A rigor, colocado sobre as luzes científicas e rigorosas a proposta no primeiro e segundo turno do candidato Haddad, diferentemente da de Bolsonaro não dá para ser considerada extremista de esquerda porque mantem alguma distância com as propostas do PSOL e do PSTU, por exemplo. Já Bolsonaro não tem mais nada a sua direita. É tido e havido não pela opinião, mas pelo rigor das luzes científicas e rigorosas o candidato da extrema direita brasileira.

Perceba-se que não estou entrando no mérito de cada um dos lados, isso não me interessa aqui  nesse artigo. O que acho é de natureza pessoal, cívica até militante, mas não nesse artigo.

O que gostaria de chamar a atenção é de que as responsabilidades dos candidatos, dos apoiadores e de eleitores de lado a lado tem que ser assumidas. Não haverá tempo e espaço para mais a frente omitir, mentir ou fingir não se lembrar de que lado esteve; se é que esteve, porque haverá ainda aqueles que escalarão o muro mais próximo deixando em branco ou anulando o voto.

Anular o voto está sendo considerado um erro grave para ambos os contendores. Para a campanha do Bolsonaro, votar no adversário é permitir a volta do PT e, muita gente considera isso muito grave e na corrupção. Já para a campanha do Haddad votar no adversário é fortalecer o autoritarismo, o desrespeito às minorias, a violência e enganar a sociedade com propostas desastrosas. Claro, as queixas de um contra o outro não são apenas estas e você pode apreciá-las aos quilos nos meios de comunicação e na rede social, que a essa altura da disputa é um verdadeiro hospício de verdades e mentiras.

Se eles estão certos nas suas formas de olhar ou não até pouco importa, mas é assim que eles, grosso modo, pintam o adversário. Foi o que sobrou da campanha com muitos partidos e de múltiplas escolhas. Quem quis caminhar pelo centro caminhou; quem quis caminhar pelo centro-esquerda, esquerda, centro direita e direita também caminhou. Uns chegaram outros ficaram pelo caminho com o dilema do que fazer agora com os dois aparentes extremos que estão em disputa.

Faça o melhor que possa, segundo os seus critérios, mas quero lhe ajudar informando que o congresso nacional onde estão deputados federais e senadores também já está definido e assim que estiver definido quem ganha para presidência aquilo lá vai ficar meio congestionado com os nobres migrando de um canto pro outro atrás de mais poder. (JMN)

Written by Página Leste

12 de outubro de 2018 at 23:31

Publicado em Notícias e política

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