Que o ano de 2017 seja menos 2016
Então é assim, chegamos vivos ao final de mais um ano deste novo século e isso é algo a comemorar com toda certeza, principalmente por nós brasileiros. Definitivamente um povo sofrido, desrespeitado, massacrado e até certo ponto envergonhado.
Envergonhado por outros tantos, poucos, mas poderosos brasileiros, que durante todos os dias deste ano tiveram seus nomes envolvidos em manchetes, em denúncias, em investigações. Outros poucos, quase nenhum, que faziam coisas nobres e boas ações apareceram e sumiram engolidos pelo mar de lama da política nacional. Você nem bem destacava uma coisa boa para vir logo duas coisas ruins, tipo muito soco na cara e pouco carinho e nada de apaziguar nossos doloridos corações.
Somos eu e você, caro leitor, sobreviventes machucados de uma tormenta que já alguns anos se estabeleceu nos ares do País e que não nos trouxe paz nem reconforto, mas sim muita agonia, muita raiva, muita vontade de proferir palavrões, na maioria das vezes engolidas a seco que, sabemos, faz mal a saúde. A nossa saúde mental com esse tanto de desaforos que temos que aturar vai cada vez mais se deteriorando.
Não bastasse a delicada situação econômica e social do País e uma insegurança cada vez mais assustadora, ainda temos que digerir até o final deste e certamente o começo do próximo ano os malfeitos e a desfaçatez dos nossos políticos; sejam aqueles aninhados em Brasília no Congresso Nacional, Câmara e Senado, seja do outro lado ali no Executivo onde está agora o Temer e uma porção de ministros temporãos, onde com exceção de poucos vários tiveram passagem relâmpago pelo Executivo, a maioria acusados de corrupção, de uso indevido de suas prerrogativas, tráfico de influência etc. Ou seja: uma vergonha!
Mas tivemos também nossas travessas alegrias. Este ano conseguimos demonstrar aquilo que de uma forma geral pensamos: os políticos são uns “tranca rua” e precisamos dar-lhes uma lição, a única possível na atual conjuntura.
A população foi às urnas para dizer um sonoro não ao atual estado de coisas. Com a aritmética não se discute e de uma forma geral os brancos, nulos e ausências foram os grandes vencedores nos principais pleitos. Venceu até certa forma de fazer política que se apresentou como não política o que pode ser também um cavalo de Tróia. Vamos aguardar e conferir.
Independente das dificuldades, sobrevivemos e queremos melhorar. Queremos contar com os bons, os corretos, os que assumem suas responsabilidades, que sabem se comportar de maneira digna e honrada diante das dificuldades, queremos contar com esse tipo de gente; é o que 2017 espera de nós. Que os políticos tome jeito e vergonha na cara e que cumpram a risca sua principal função que é pensar o bem comum.
Da nossa parte queremos dizer que vocês são vencedores, que apesar de feridos, doloridos e magoados sigam no caminho do bem. Para você e apenas para você quero desejar aqui toneladas de esperanças, quilos de felicidade e de harmonia em seus lares e comunidades.
Vamos contar conosco em mais essa travessia. Que a esperança e bondade inundem nossos lares. Boas festas e um ótimo 2017 para nós que merecemos. (JMN)
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