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A criminalidade cresce, o valor da vida diminui

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Estupros, latrocínios, roubos, crimes de toda ordem ganham números cada vez maiores e expressivos no Brasil, principalmente nos grandes centros. Onde foi que todos nós erramos; se é que erramos? Esse artigo não tem a pretensão de responder, mas faz um ensaio.

Com o que estamos vendo já não é mais possível deixar de reconhecer que a violência vem crescendo na sociedade brasileira. Seja aquela institucional, de cima para baixo, com as malvadezas que, em geral, os governos fazem em forma de novas leis com apertos daqui e dali que complicam um pouco mais a sempre difícil vida dos mais pobres. É o caso, agora, da segunda aprovação na Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda Constitucional PED 241 que limita os gastos e afeta a disponibilidade dos serviços públicos; seja aquela da violência física mesmo e essa assusta tanto quanto ou mais.

Depende da posição em que a pessoa está vai dar palpite sobre o assunto. Se religiosa é uma; se tem uma compreensão que tem da sociedade atual é outra, se olha para as relações humanas ou para o aspecto sócio econômico das comunidades ainda outra. Cada qual vai ter uma visão. Vou fazer uma tentativa de dar um e outro palpite a partir de uma e outra entre essas posições.

Supondo que eu seja uma pessoa muito religiosa, porque espiritualizada eu sou, cheia de regras de comportamento baseado na fé e prática religiosa eu poderia dizer que esses crimes horrendos que podemos acompanhar no dia a dia, constantemente revelados nos programas televisivos policialescos têm a ver com a falta de Deus no coração, de falta de temor d´ele, de falta de orientação religiosa.

Num outro papel, por exemplo, de pessoa que observa com atenção os comportamentos na sociedade eu poderia dizer que esses crimes, em geral, envolvem gente de pouca ou baixíssima educação, não aquela educação do aprendizado nas escolas, mas aquele dos bons modos, da educação e do respeito aos mais velhos e aos semelhantes.

Poderia também, nesse esforço de cientista social dizer que a pobreza em que as pessoas estão envolvidas determina mais proximidade com a criminalidade, o que seria quase falso, porque todos nós conhecemos, e aos montes. gente pobre, mas honrada, educada, respeitadora.

Poderia eu também analisar que a sociedade de consumo, competitiva até os últimos fios de cabelo, somada ao excesso de gente nos centros urbanos, determina sinais cava vez maiores de inveja entre as pessoas e coisas; de frustração com as dificuldades da vida e a adoção de expedientes nada honrados, buscando levar uma vantagem aqui e ali; não devolvendo troco recebido a mais; surrupiando pertences dos outros e por ai vai.

Poderíamos também ainda ver aqui e ali sob a luz da saúde mental das pessoas cada vez mais combalida; do uso abusivo das drogas lícitas como o álcool e o tabaco ou das ilícitas com suas consequências seja com a impregnação e a inconsciência das pessoas quando em uso e nas relações que se pratica para consegui-las.

O fato é que as explicações para esse estado de coisas possa ser a soma dessas e outras visões. O que se tem claro é que não mais se dá valor à vida humana como se deu um dia. Se num passado não muito distante crianças precisavam ser advertidas apenas com o olhar de censura dos pais, hoje, por vezes, nem castigo e palmadas resolvem, aliás, a depender em que contexto essas palmadas são dadas, ainda pode ser pior.

Resumindo, mas agora com certeza, o valor da vida humana, principalmente em sociedades de baixa educação como é o caso do Brasil, onde estamos entre os países mais ignorantes do planeta é quase nada. (JMN)

Written by Página Leste

1 de novembro de 2016 às 12:21

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