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Archive for julho 2014

Pinga Fogo entrevista Alexandre Zakir; segurança foi o tema principal

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O quarto encontro de lideranças com pré candidatos no Pinga Fogo da Gazeta teve como tema quase que exclusivo a questão da segurança pública muito a ver com o entrevistado, Alexandre Zakir que é delegado titular da polícia civil licenciado e âncora do programa Operação de Risco na televisão aberta. Também se afastou do programa por força da legislação eleitoral, uma vez que ele é candidato a deputado estadual pelo PPS tendo sua candidatura homologada em convenção. Atrás de um mandato vai atrás de outras missões se for eleito.

Respondendo a pergunta chave da diretora do jornal, Lucy Mendonça sobre as razões para as pessoas darem o voto a ele, respondeu que precisaria dizer mais sobre si mesmo.

Nascido em Bauru onde viveu, estudou e trabalhou até os 22 anos é filho de empresário e desde os 14 anos trabalhou nas lojas do pai de origem árabe aprendendo a dar valor ao esforço e ao trabalho. “Foi nesse contato diário com as pessoas que aprendi muito sobre o ser humano. O trabalho e esse contato é uma ótima escola”, considerou.

Veio para São Paulo onde trabalhou como advogado de olho em concursos para se tornar juiz quando foi convencido por colegas a prestar concurso para ser delegado o que conseguiu apesar de nunca cogitar esse oficio, confessou. Muito disso tem a ver com o histórico da mãe que foi uma militante da Ação Popular (AP) na época da ditadura e naquela conjuntura com um explicado distanciamento da instituição polícia. Mesmo assim passado o concurso resolveu trabalhar como delegado para entender como era aquilo.

Já nessa condição passou pelos distritos de Artur Alvim, A E Carvalho, na zona leste e Campo Limpo, outro extremo da cidade além da Delegacia de Homicídios. “Durante todo esse período aprofundei minha relação e entendimento com as periferias abandonadas, onde tentei interferir da melhor forma possível já com a compreensão de que o funcionamento das instituições no regime democrático ainda é a melhor maneira de se conviver em sociedade”. Comenta. Do ponto de vista da ação como policia acredita na capacidade de mudar vidas; sendo buscando fazer justiça para os vitimados com a punição dos criminosos no que diz respeito ao trabalho policial e até mesmo, reflete, na punição do infrator que pode, em alguns casos, ajudá-lo a se redimir e mudar o comportamento para melhor.

Foi quando exercia as tarefas de polícia que foi convidado por um superior a ser deslocado então para a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo para compor uma equipe multidisciplinar com a tarefa de investigar e desbaratar quadrilhas internas de roubos e desvios de medicamentos. Aberto a novos desafios aceitou e conseguiram resolver o problema.

Em linhas gerais esse histórico de vida e ações é parte das respostas sobre o porquê ele deveria ter votos. O que viria pela frente apenas corrobora a opinião dele próprio. Com boa formação e capacidade de comunicação foi convidado pela cúpula da polícia para ser o personagem condutor de um programa piloto da televisão que depois se consolidou. Foi tão bem na tarefa que foi convidado pela produção do programa a ser o ‘âncora’ permanente. Com respaldo da cúpula passou a trabalhar com muita competência no programa conforme atestavam os índices de audiência,.

Sobre as perguntas dos presentes respostas objetivas e sinceridade

Uma das lideranças presentes perguntou ao entrevistado o que ele achava da disposição feita pela segurança que prioriza a presença de policiais nas regiões de comércio e serviços em detrimento às ruas residenciais, paralelas ou transversais ao que Zakir aprofundou respondendo que o que não funciona é o atual modelo de segurança pública no Brasil que considera falido. Não dizia exatamente das instituições incluindo o Ministério Público, as defensorias, etc., mas o modelo que não atinge seus objetivos de evitar os crimes.

Disse, a exemplo de todos os outros que passaram pelo Pinga Fogo, que a questão da segurança é complexa, mas não se furtou a indicar que para ele os municípios, principalmente em cidades como São Paulo, teriam que se envolver com o assunto para além da operação delegada que hoje existe e funciona parcialmente. “É também uma questão de gestão de recursos físicos, de tecnologia e humanos”.

Nesse ponto já se expõe optando pela sinceridade não muito típica de candidatos. “Não vou mentir que mesmo como parlamentar não tenho como propor projeto de lei que vá interferir significativamente nessa situação, nem o sistema legislativo permite isso. Não haverá emenda parlamentar que dará jeito nisso. Uma terceira forma e é nessa que posso me comprometer é dar vez e voz, fazer ecoar na assembleia os problemas, as demandas e as sugestões da sociedade”.

Pessoalmente acho que tem espaço para fazer uma gestão melhor dos recursos, como melhorar a prevenção, mas para isso acho que não devemos nos apoiar apenas nos recursos humanos, mas melhorar a alocação de outros tantos recursos. A exemplo das administradoras de cartão de crédito que possuem software de perfil comportamental de seus clientes, um software com a mesma finalidade poderia ser usado para traçar perfis, por exemplo, a partir das placas de carros e saber quem e como são esses proprietários dos carros”. Mencionou também o uso mais racional e mais competente das muitas câmaras de observação que estão espalhadas por vários lugares.

Quanto à produtividade que pode melhorar, Alexandre lembrou que uma dupla de policiais brasileiros, principalmente do Estado de São Paulo consegue esclarecer em média um crime a cada 80 horas enquanto uma dupla de policiais norte americana esclarece um crime em 100 horas em média, portanto não estão tão defasado assim. Ou seja, de uma forma geral melhorar os serviços de inteligência.

Alexandre ainda ouviu considerações sobre a diferença de tratamento aos policiais civis quando comparado com os policiais militares em caso de atendimento médico e socorro aos policiais ao que respondeu não caber a ele a resposta a essa situação com a qual também não concorda.

Indagado sobre dobradinhas e apoios a nível federal, Alexandre diz contar com apoio explicito do deputado federal Roberto Freire uma das principais lideranças do PPS, seu partido, e de outras lideranças políticas em outros partidos. Citou o vereador Gilberto Nataline, vereador atualmente no PV e outros.

Sem medo de se expor

No contexto das perguntas o entrevistado disse que não tinha nada a temer, que não tinha nenhuma vidraça em sua vida como figura pública e disse que iria defender com coragem seus pontos de vista indicando que não adotará a prática muito comum entre os políticos de se furtar a opinar e se posicionar sobre questões polêmicas por conta de um suposto patrulhamento do politicamente correto. “Não tenho medo dos temas polêmicos. A partir do instante que tiver uma compreensão e entendimento sobre os assuntos não me furtarei em, se perguntado, colocar minha opinião perdendo ou não votos”, afirmou. “De tudo que estamos conversando aqui me disponho a sempre ser uma voz corajosa”, completou.

Delegado Cicone aponta o adensamento das periferias por conta de ocupações

O delegado Marco Antônio Cicone, presente ao encontro, perguntou ao pretendente ao voto sobre a sua opinião sobre essas movimentações recorrentes de ocupação das periferias para efeito de moradia que tem complicações na segurança. Alexandre voltou à ideia de que o município tem que discutir e participar da segurança pública. “Não basta apenas às pessoas serem colocadas ou usarem de facilidades para se instalarem e na maioria das vezes de forma bem desorganizada nas periferias. Colocados à margem dos serviços do Estado, estão a caminho da marginalidade aqueles que não têm estofos de caráter e preparo”, considera.

Quando isso acontece à sociedade e o próprio Estado cobra depois para que a polícia resolva, mas não teve prevenção e nem tem os instrumentos certos para essas ações que primeiro deveriam ser evitadas, considera. Mas, vai além, não deixando de tocar no delicado assunto de que essas ocupações ou invasões dos terrenos na maioria das vezes são usadas por oportunistas e com gente com um tanto de boa fé e outro tanto de más intenções entre eles os próprios necessitados. “O fato é que essas invasões que se viabilizam mesmo precariamente depois burlam as filas de espera dos interessados e necessitados das políticas habitacionais propostas pelo Estado em suas três esferas”. Alexandre não deixou de considerar que entre esses oportunistas, parte deles está comprometida com interesses partidários ou de mandatos. “É a indústria da invasão”, emendaram os presentes.

Alexandre ainda falou sobre a necessidade de uma política salarial para as polícias de forma mais adequada e republicana. É contra as bonificações e a busca de metas. “A meta das polícias devem ser prevenir e erradicar os crimes. Isso deve ser política de Estado e a remuneração também”, exemplifica. Destacou ainda que esse assunto está dentro de toda conjuntura de melhorar as instituições e o funcionamento do regime democrático.

Ao final e inquerido pelos presentes, resumidamente disse que seguirá sua consciência que será moldada também pelo que escuta das pessoas e das ruas para se comportar dentro da assembleia. Garantiu que entre as eventuais exigências da liderança do seu partido em questões no parlamento que forem contra seu entendimento e compreensão do que é mais certo, mais adequado ou de maior interesse da comunidade fechará com esta apesar do desgaste que poder advir desse posicionamento. Vai além, diz que se posicionar corretamente com consciência limpa, mesmo que às vezes contra as orientações superiores é também uma forma de se fortalecer e ser mais respeitado no exercício do seu mandato que, ao final, só pode ser conseguido com o voto do eleitor.

Sobre a unificação das policias ou mudança do nome da Polícia Militar apenas para Polícia não teve papas na língua indicado que isso é apenas perfumaria e que as medidas para melhorar a segurança dependem muitas outras coisas que envolvem educação básica, desenvolvimento, justiça social ou seja uma série de melhorias que extrapolam as responsabilidades apenas das polícias. (JMN)

 

Written by Página Leste

21 de julho de 2014 at 13:55

Publicado em Notícias e política

Derrota na copa influenciará nas eleições?

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Ainda é cedo, mas penso que a fragorosa derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha e a perda da oportunidade de ganhar a copa não se traduzirá no resultado eleitoral das urnas logo mais. Poderão se frustrar, aqueles que gostariam de transformar a situação que, com a derrota deixou de ser promissora em termos de esporte, digamos assim, em tempero para que a Dilma perca a eleição.

Os que operam na base do rancor e do pessimismo não é digno de jogar o jogo mais geral da política porque não tem moral para isso. De política esse comportamento tem pouco, mas tem muito de vigarice.

Até poderia dar algum gás a essa pérfida intenção caso o desastre que assistimos no jogo contra a Alemanha não fosse uma tragédia esportiva, reafirme-se, anunciada pela qualidade duvidosa do time incluso a equipe técnica toda e os dirigentes.

Isso podia ser visto caso o olhar fosse feito com total isenção em sem paixões, mas foram poucos e as mais expressivas vozes, é claro aos que por força de tarefa representavam interesses de patrocinadores; interesses econômicos e ainda de visibilidade e audiência que faziam, sim, vistas grossas ao desempenho pífio que o time vinha exibindo desde o começo. Mas, ai é assunto para mesas redondas, para bares e para os milhares de técnicos, Brasil afora. A questão foi a politicagem com que a Copa também foi servida.

Os governos, principalmente o federal, também jogou suas partidas durante a copa. Antes provendo recursos para os esforços na realização da copa; no início dela, com a abertura dos jogos na Arena Corinthians e onde a presidente tomou uma invertida; no ligeiro recuo que fez a seguir por conta da recepção inicial e na ascensão, logo depois, com o sucesso do espetáculo em curso. Foi nesse período que a Dilma candidata, sempre orientada por assessores de imagens, surfou nas brechas com discursos e puxada de orelhas nos pessimistas ou urubus do pessimismo que, também equivocados, apostavam que o torneio seria desorganizado. O Planalto e o staff de campanha que se confundem foram longe e arriscavam dizer ou no mínimo insinuar que a maioria dos pessimistas torcia por uma derrota organizacional ou do rendimento do próprio time só para que o PT perdesse a eleição mais a frente.

O fato é que entre estar tudo certo e tudo errado existe nuances muito sérias, concretas e mais realistas. Se, criticas quanto aos gastos, quanto aos métodos empregados, quanto a falta de um retorno para as comunidades, parte delas, lembremo-nos, até desalojadas faziam sentido, outras, não procediam. Mas, como deve ser, posições antagônicas fazem parte de uma democracia. O sujo, vergonhoso e desagradável foi ver também uma fatia considerável de políticos brasileiros manipulando a vontade popular a seu gosto.

Mesmo atenta ao sobe mais e desce menos do humor brasileiro durante o torneio, a máquina de respaldo publicitário do governo oscilou entre minimizar as primeiras vaias à Dilma e em seguida tentar tolher e inibir, qualquer crítica buscando silenciar as vozes em desacordo. Vira e mexe apelando e colocando a pecha generalista de sabotadores aos críticos. Passou-se uma fase, durante o torneio, que qualquer critica, por mais pertinente que fosse, era recebida mais com contra ataques pessoais do que a discussão argumentativa do assunto da critica. Aproveitaram-se do estado catártico da população que expressava o seu patriotismo equivocado via chuteiras, no futebol. Qualquer critica era recebida como vinda de pessoas que sequer mereciam morar no país, apesar de brasileiros ou de “jornalistas da oposição” quando da imprensa ou de “adversários dissimulados da realização da Copa no Brasil” quando políticos da oposição.

Pois bem, com pesquisa indicando dias antes do fatídico jogo contra a Alemanha que a presidenta estava oscilando alguns pontos para cima, os estrategistas do Planalto se assanharam em voltar a pegar carona na Copa. Na ocasião, informações davam conta que a presidenta Dilma iria até o Maracanã para a grande final da qual o time do Brasil não participou.

O fato é que na fatídica terça-feira dos sete a um, nem bem havia terminado o primeiro tempo quando só estava 5X0 os assessores do Planalto já indicavam que afastar-se da Copa e por consequência de qualquer vinculo ou relação com o resultado dos jogos seria o mais apropriado a Dilma em campanha.

Voltando a questão proposta, por enquanto não aposto que a derrota da Seleção determinará a maneira com que o eleitor vai votar em outubro. O certo é que novos planos deverão ser feitos e percorridos, principalmente pelo PT e coligados que tinham como estratégia imprimir uma fragorosa derrota em seus adversários aos moldes da goleada alemã.

Torço mesmo para que nem uma coisa, nem outra e que a sociedade brasileira e seus eleitores possam discernir entre um campeonato de futebol e o futuro imediato do país que, como tudo o mais, passa pela política. (JMN)

Written by Página Leste

21 de julho de 2014 at 13:51

Sem educação, parir filhos vira negócio

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Um dia desses conversei com um amigo colaborador do jornal e não precisou muito para chegar à conclusão de que um dos mais sérios problemas que o Brasil enfrenta e enfrentará no futuro próximo não está na economia, na existência ou não de recursos, na falta de criatividade, nem nas diversas formas possíveis do país continuar existindo e oferecendo condições minimamente dignas de vida aos seus moradores. Está dentro de cada lar. É a tal da falta de educação básica, de berço, familiar.

E não há nada de moralismo tacanho subsidiando essa conclusão. Não estou preocupada e apreensiva com os modernismos que atual sociedade da tecnologia proporciona. Destas, as pessoas estruturadas podem tirar melhor proveito para, de novo, viver melhor ou mais dignamente.

O que me chamou a atenção é o excesso de licenciosidade com que as crianças de hoje, de ontem ou de anteontem estão sendo criadas. De uns trinta anos para cá é visível o mau uso que tem sido feito com a existência de mais informação e mais liberdade. Da liberdade de conhecer o que antes era censurado; da liberdade relativa de conhecer o que se quer e o que se procura. Ou seja, há tanta coisa interessante para se conhecer e se fazer, mas a falta de educação empurra gerações inteiras para caminhos duvidosos.

Dois fatos e duas situações revelam o que preferíamos não ver.

Em uma delas, em apenas uma rua podemos contar cerca de 30 jovens em idades diferentes entre si que poderíamos dividir entre os que têm acima de 20; os que têm de 15 a 20 e os menores que vão dos 10 aos 15 anos. Pois bem, nesse caso em tela, no passar dos últimos dez anos, apenas três desses 25 jovens, na faixa dos 20 anos, estão minimamente preparados para conviver adequadamente na sociedade de agora e do futuro.

Explico. Com exceção desses três, dos quais dois são irmãos em família com melhor condição econômica e outra que está graduando em universidade federal com pais que tem empregos regulares, todos os outros tem um presente e um futuro, no mínimo temerário.

Todos os outros 25, menos de cinco trabalham e os que sobram estão na criminalidade como os mais velhos. Na faixa intermediária dos 15 a 20 anos, todos estão nas escolas, mas com certeza cumprindo tabela e prestes a abandonar os estudos tão logo concluam o ciclo básico e os menores, também nas escolas, passam a maior parte do tempo feito bichos soltos e complemente abandonados de fiscalização dos pais que mal tem ideia do que rola nas ruas. Algumas entre essas crianças são capazes de coisas impossíveis de se descrever. Qual será o fruto disso tudo?

Outra situação que nos chamou a atenção na conversa diz respeito a uma prática ainda mais grave e perniciosa e que ao final alimentará essa roda viva da situação acima.

Cresce o número de adolescentes muito jovens que vem parindo filhos sem que estejam em relacionamentos estáveis. Pessoalmente conheço vários casos de meninas que buscam na Justiça pequenas pensões para o suposto sustento de seu primeiro filho; menos de um ano e meio depois a mesma menina entra na justiça para obter a segunda pensão de outro pai e menos de seis anos depois chegou ao quarta pensão para os quatro filhos, cada um de um pai diferente.

Acontece que em seis anos ela poderia ter se formado em alguma coisa ou poderia estar trabalhando, mas não, está lá na mesma ignorância de antes reproduzindo tudo que sabe _o que é muito pouco ou talvez nem isso para a sua prole. E ainda no mesmo caso citado ela nem se dá ao trabalho de cria-los sozinha ela conta com uma forte entidade que recebe recursos via convênio para cuidar em forma de creche dos seus filhos, ou fonte de receita.

Tanto num caso como em outro é possível perceber que as coisas poderiam ser diferentes e só se reproduzem constantemente não por falta de escolas onde se adquire conhecimento, mas por falta de berço, daquilo que chamamos aqui até de bons modos. Se num tempo muito remoto respondíamos aos nossos pais com educação e respeito, hoje nas famílias desestruturadas essa cerimônia acabou. Se antes, entre os que tinham religião até bênçãos pedíamos aos pais, hoje chamar de você e trocar palavrões virou maneira de se conviver.

O que hoje se vê é também resultado do que se assiste em muitos programas de televisão, com destaque para as novelas cujo poder de dominar corações e mentes de gente despreparada.

E a pergunta do leitor pode ser: o que essas duas situações tem a ver ou tem importância? E é aqui que respondo: essa situação é muito mais comum e corriqueira do que possamos imaginar. Não são apenas 25 jovens em uma determinada rua; são milhares de ruas na mesma situação. E nem é apenas aquela moça que faz do parto de novos filhos um meio de subsistência; são milhares.

Dai a pergunta é minha: vai sair algum futuro bom e promissor desse atual estado de coisas? Não, não vai e passou da hora dessa educação familiar ser preocupação da sociedade organizada e do Estado, por exemplo, vigiando o que é feito com as suas concessões de TV para as emissoras?

Lembro aqui do alerta que ouvi no contexto de uma reportagem que fiz onde o interlocutor me dizia que existem sérios estudos indicando que se o Estado e toda a sociedade se envolver firmemente no propósito de ser um país civilizado, mesmo assim a tarefa deverá levar uns 36 anos. (LM)

Written by Página Leste

21 de julho de 2014 at 13:47

Publicado em Comportamento, Educação

Antiga árvore da Rua Irara tenta novo endereço

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Após inúmeras tentativas, a árvore foi removida, mas apresenta sinais de que não poderá ser reaproveitada

2000-02-10 02.04.02 2000-02-10 02.06.46

 

Após os esforços de remoção para replantio, são poucas as chances dela ser reaproveitada

Após os esforços de remoção para replantio, são poucas as chances dela ser reaproveitada

 

Uma árvore, que segundo moradores de mais de 20 anos já estava no local quando chegaram a Rua Irara, estava sendo removida da calçada na altura do número 400, no dia 15/07 por causa da finalização das obras que estão sendo feitas no local por um colégio particular que, aparentemente construiu ali mais um enorme espaço coberto com aproximadamente 170 m2, dando indícios de que ali funcionará uma quadra.

E não seria a primeira. O colégio em expansão já entra no segundo ou terceiro ano consecutivo de obras na rua de trás, Japurá e reformas quase continuas. O fato é que os moradores e vizinhos desconhecem se foram confeccionadas as exigências mínimas para construção como os tais estudos e relatórios de impacto sonoro, ambiental, de vizinhança, etc. Por outro lado existem poucas chances da construção estar irregular, mesmo porque, a categoria em que a localidade está inserida na Lei de Zoneamento e ocupação do solo, deve permitir a atividade e a construção.

Voltando a árvore que durante o fechamento dessa reportagem enfrentava bravamente o esforço de uma grande equipe da subprefeitura de Itaquera teimando em apresentar suas raízes exuberantes e vigorosas já vem sofrendo alguns anos. Seja com o descaso dos antigos moradores, seja pela ausência de zelo do serviço público durante longo período e, também, por todo esse período de mais de seis meses de construção da quadra entre demolição da antiga construção, terraplenagem e levantamento de longos e altos muros da unidade.

Durante todo esse tempo, a árvore como moradora das mais antigas da rua, resistiu bravamente. Segundo Luiz Felipe, funcionário da subprefeitura alocado no Parque do Carmo a equipe estava fazendo todo o esforço possível para tentar reaproveitá-la fazendo o replantio em outra praça nas proximidades do mesmo Parque do Carmo. Ao final, ainda depende de avaliação de especialistas, mas dá sinais de que não adiantará ser replantada.

Alguns moradores ouvidos pela reportagem consideram que o certo seria que, com a retirada da imensa árvore, fossem replantadas outras de menor porte no mesmo local que ajudaria a diminuir o impacto de toda a área que foi impermeabilizada pela construção. Até onde a reportagem pode verificar isso seria viável, uma vez que não existe naquela calçada, nada além de um imenso muro da quadra sem nenhuma indicação de entrada de garagem ou de pedestres.

Procurado por telefone pela reportagem por volta das 11 horas do dia 15, uma atendente do colégio, de nome Vera, informou que o colégio estava em período de férias e que tentaria agendar um contato com a reportagem de um de seus diretores por telefone no mesmo dia. Por enquanto, nada.

 

Written by Página Leste

15 de julho de 2014 at 14:34

Publicado em Educação, Meio Ambiente