Conselho gestor acusa golpe na Sascimat
Reunião do Conselho Gestor de São Mateus evidencia que o grupo do vereador Gilson Barreto fez realizar na surdina suposta assembleia para tomar posse da Sascimat
O Conselho Gestor de São Mateus, grupo de lideranças com representação nos três distritos, realizou reunião no dia 18 de março, na sede da Câmara de Diretores Lojistas de São Mateus com dezenas de outras lideranças convidadas para tratar de uma delicada situação envolvendo à Sociedade Amigos de São Mateus – Sascimat.
Representando o conselho gestor, José Carlos deu boas vindas e agradeceu o esforço dos presentes que atenderam a convocação para debater o assunto que interessa a todos aqueles que têm responsabilidades e preocupação com o desenvolvimento de São Mateus. Um a um foram os presentes foram se apresentando e apontou um saldo de grande representatividade. Havia lideranças dos três distritos: São Mateus, Parque São Rafael e Iguatemi. José Carlos teve o cuidado de reiterar que apesar da presença de filiados e militantes de partidos diversos, o caráter da reunião excedia os interesses partidários.
Do que se trata
Coube a Dra Cristina, advogada da área civil e família, moradora do Jardim Palanque e também membro do conselho gestor expor a situação que motivou o encontro.
Diz a advogada que, através de conversas com moradores, o conselho gestor tomou ciência dos problemas e da situação que envolvia e envolve uma das mais antigas entidades locais, a Sociedade Amigos da Cidade São Mateus que congrega ainda outras dezenas de entidades.
Começou recordando que a Sascimat fundada em 1975, durante um período teve importante papel em São Mateus, mas que se encontrava paralisada há muito tempo. A entidade, cujo patrimônio deveria pertencer legitimamente à coletividade de São Mateus teve sua sede comprada com contribuições dos moradores. A Lei que regia as associações por onde as últimas atualizações foram feitas oficialmente datam de 1998 e indicava que as gestões deveriam ser de três anos. “Com a nova legislação, em vigor, esse mandato passou a ser de quatro anos”, esclareceu. Entretanto, não é esse o eixo principal do problema.
O que se sabia, pelo menos para a maioria das pessoas era que a entidade continuava fechada, inoperante e sem ação de qualquer natureza, tendo, inclusive, a sua sede bastante deteriorada. Em face dessa situação e no sentido de reerguer a entidade o conselho gestor, através do trabalho da advogada, buscou informações junto ao Registro Civil, que indicou essa situação de não atualização e de realização de novas eleições, o que é irregular perante a lei e decidiu por iniciar um processo legal em suas diversas etapas para solicitar, em juízo, a nomeação de um interventor com a obrigação de chamar uma nova eleição transparente, democrática, com edital e esforços de divulgação para envolver a comunidade e o maior número de interessados.
Deu-se encaminhamento a essas etapas e durante o processo, depois de submetido o pedido ao juiz, tomou-se conhecimento de uma manobra perpetrada pelo vereador Gilson Barreto que, um ano antes, praticamente de forma clandestina fez realizar uma suposta assembleia para compor a nova diretoria. “Fora do grupo de 15 pessoas que fizeram a suposta assembleia e que elegeram entre si quatro pessoas de uma nova executiva, ninguém ficou sabendo dessa convocação que deveria ser pública e visível”, queixou-se a advogada. Listou os nomes e os cargos de confiança da cota dos vereadores e onde está alocado cada um deles. “Se tem uma coisa clara nisso tudo é que essa manobra foi feita às escuras em todos os sentidos, mesmo porque a suposta assembleia foi feita na sede em meio a entulhos, telhadas quebradas, lixo e falta de iluminação”, explicou.
A advogada ainda explica que não entende como essa informação; de uma nova diretoria já composta um anos antes não apareceu nas buscas iniciais. Tanto é assim que a peça do conselho gestor foi aceita no Judiciário e encaminhada ao Ministério Público que a aprovou, sendo indeferida pelo juiz posteriormente por conta da novidade.
Os presentes decidem se mobilizar
Os presentes decidiram quase que por unanimidade a endossar a proposta do conselho gestor de recorrer ao Judiciário em outro processo para anular os efeitos da manobra do vereador em 2011 por conta dos fortes indícios de fraude que cercam a operação. A Dra. Cristina, entretanto, faz questão de ressaltar que o procedimento deles tem amparo legal, embora não tenha sido legitimo. Também fez questão de frisar por mais de uma vez que não se trata ali de picuinha política por se tratar de vereador de partido A ou B. “Essa fazer essa eleição está eivada de irregularidades e independe de quem a propôs, se partido A ou B. Tem fortes indícios de fraude”.
Entre os encaminhamentos sugeridos pelos presentes ficou a realização de abaixo assinados e moção de repúdio devidamente publicada que deverão ajudar a compor a petição que o conselho gestor fará ao Judiciário para reverter à situação.
O que se viu e aparentemente sem possibilidade de contestação pelo grupo que tomou posse da sociedade é que se justiça houver o conselho gestor leva essa.
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