O movimento pela instalação de uma universidade federal na zona Leste, em terreno onde antes estava situada a Gazarra, travou mais um round na manhã de 24 de março com mais de trezentas pessoas entre parlamentares, lideranças e população. A Igreja Católica de São Mateus através de suas pastorais e comunidades estava presente.
Com mais de 4 milhões de habitantes a luta pelo ensino público superior na região é antiga e resultou na vinda da USP, em Ermelino Matarazzo, em 2005, com suas primeiras turmas formadas, mas para a qual a comunidade ainda luta por aperfeiçoamento e ampliação.
Quanto a vinda da Unifesp que será, então, a segunda universidade pública, vários passos já foram dados após o primeiro compromisso do então ministro Haddad, do ex-presidente Lula e do prefeito Gilberto Kassab. Eleita, a presidente Dilma reafirmou o compromisso e garantiu a instalação da unidade caso a prefeitura de São Paulo consiga desapropriar o terreno e cedê-lo para a universidade.
Com a batata quente na mão, o prefeito Gilberto Kassab que, por sua vez esteve no local em um dos atos públicos, comprometeu-se a fazer a sua parte e, de fato encaminhou proposta de desapropriação, entretanto, o Judiciário, através do Ministério Público, questionou o valor de 60 Milhões de Reais. Feitos os esclarecimentos e ajustes ao MP, o processo aguarda a decisão do Juiz. “Que deve se dar nos próximos dias”, disse o Antonio Carlos Maluf, que esteve no ato representando o prefeito.
Apesar do período pré eleitoral as ações pró instalação da universidade federal estão tendo caráter suprapartidário. Embora tenha uma presença maior de parlamentares e lideranças petistas, como a vereadora Juliana Cardoso que lá estava, Jamil Mourad (PCdoB) e representantes do PSDB registraram presença.
Se a comunidade católica de São Mateus esta na luta, havia algumas lideranças do Sapopemba e de todo o restante da zona leste da cidade, desde a Penha, Cangaiba e Guaianases.
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