Archive for maio 2011
O drama dos resíduos sólidos urbanos
Recentemente tomamos conhecimento com o acidente ocorrido no aterro sanitário de Itaquaquecetuba que é para onde vai o nosso lixo do dia-a-dia produzido na cidade de Ferraz. Está certo que o aterro vinha operando já algum tempo de forma irregular e fora dos padrões exigidos pela legislação de saúde e ambiental conforme atesta várias medidas tomadas pela CETESB.
A lembrança serve de introdução para refletirmos sobre nossas responsabilidades na geração de lixo de forma excessiva e desnecessária, entretanto, esse ponto ficará para ser abordado em outra oportunidade.
A geração e destino dos Resíduos Sólidos Urbanos – RSU para as prefeituras municipais são uma problema constante de natureza estética, sanitária, econômica e legal e, em geral, costuma ter alta prioridade. Para os municípios de pequeno porte com escassez de recurso, falta de técnicos e equipamentos são fatores que contribuem para que os RSU não tenham a destinação adequada, que no Brasil, ainda é o Aterro Sanitário.
Os problemas do lixo são de ordem: estética; maus odores; poluição do ar com os gases metano, CO2, mercúrio, dioxinas e outros; contaminação do solo com metais pesados e da água com o chorume; hospeda vetores de inúmeras doenças graves; contribuem para a existência de animais que vivem do lixo; entopem bueiros, canais e córregos quando das enxurradas. Provocam ainda perfurações, cortes e doenças em catadores e podem provocar a combustão espontânea gerando incêndios.
Pensar o lixo
Desde a metade do século passado as técnicas de destinação dos RSU (lixo) evoluíram muito pouco. A forma dos aterros sanitários não muda. É sempre o mesmo, uma depressão de terrenos onde se joga todo tipo de lixo misturado. Em seguida é compactado com trator e recoberto com terra. Isso vai até a lotação máxima do aterro, anos depois.
Desde o início, a chuva penetra, se transforma em chorume _ líquido mal cheiroso que lado a lado com a vinhaça da cana-de-açúcar é o maior poluente conhecido e contamina o lençol freático. Os gases gerados pela matéria orgânica que se perdem contaminam a atmosfera quando não provoca incêndios.
Porque então não cobrir o aterro com uma manta plástica? De sobra ainda poderia se aproveitar a água que cai para outros fins com retorno econômico. Porque então não impermeabilizar previamente o aterro com manta de polietileno usada em piscicultura? E se não podemos impedir que se produza, por que não tratá-lo? Sua evaporação em tambores de petróleo vazio (tendo como combustível o próprio gás metano produzido no aterro); por eletrofloculação ou mesmo em lagoas de estabilização que são métodos econômicos e eficazes.
Se aves, animais e pessoas que povoam os lixões são indesejáveis, por que não cobrí-los com tela de plástico ou metal?
Se as camadas que formam “sanduiches” de terra nos aterros ocupam grande parte do seu volume, porque não substituí-la por uma massa verde de folhas e ramos de árvores resultantes da poda; aparas de grama. Restos de culturas agrícolas ou folhas de eucalipto que neste caso ajudaria a afastar os ratos e os problemas com o cheiro. Além é claro de acelerar a compostagem.
Alternativa seria a compactação ou trituração do lixo, antes de sua deposição para ocupar melhor e menores espaços. Por fim, é sabido que os gases produzidos no aterro pela decomposição da matéria orgânica podem ser totalmente aproveitados para geração de energia elétrica. Afinal, porque essas práticas não se espalham por todo o Brasil?
Soluções viáveis
Como visto o aterro sanitário ainda pode ser viável, mas urge tomas outras medidas, tais como: reciclagem; compostagem; redução do consumo (de bens); incineração em altas temperaturas; artesanato do lixo; uso dos gases em veículos e turbinas (geração de eletricidade); autoclavagem e compressão (lixo hospitalar); entre outras.
Equipe da Zoonoses reinsere cobra não peçonhenta ao seu habitat
Um filhote de uma falsa cobra Coral com cerca de 20 centímetros de comprimento por menos de um centímetro de espessura foi encontrado no Cambiri por um dos munícipes que a encaminhou a Zoonoses da cidade de Ferraz na primeira quinzena de maio.
Por ser tratar de animal não peçonhento – que não tem veneno, a veterinária Silvia da Silva Pereira a realocou em uma área de vegetação do município, habitat natural do réptil, conforme observa a legislação ambiental.
A Zoonoses de FV recomenda aos moradores que tomem muito cuidado e evitem contato com o animal quando não se sabe se é peçonhento. Mesmo assim, conforme legislação vigente, vale lembrar que é crime maltratar ou matar o animal. O ideal é procurar a zoonoses do município.
