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Movimento discute e sugere cursos de extensão para a universidade federal na zona leste

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Convocados pelo Movimento Nossa Zona Leste que luta pela instalação da universidade federal naquela adensada região de São Paulo, mais de trezentas pessoas se reuniram na noite do dia 27/01 no Salão da Igreja São Francisco de Assis, em Ermelino Matarazzo para organizar as sugestões das linhas de atuação e de cursos de extensão. Como explicou o Pe Ticão, durante a abertura dos trabalhos, faz parte da atividade intrínseca de uma universidade o ensino, a pesquisa e a extensão que, grosso modo, significa levar as comunidades de fora da escola os saberes desta.

Como é característica do movimento; fazer acontecer a cidadania com a efetiva participação da população, a reunião propunha tirar encaminhamentos para um encontro que ocorreria no dia seguinte pela manhã com a Pró-reitora de Extensão, profa Dra Eleónora no mesmo local e que a reportagem não conseguiu acompanhar.

O plenário reuniu-se inicialmente para referendar e estabelecer prioridades entre 13 propostas distintas as quais foram agregadas mais outras sete sugestões que após serem apresentadas foram discutidas mais especificamente pelos grupos de interessados.

A instalação de cursinhos pré-vestibulares foi o destaque entre as sugestões. Trabalho em escolas e entidades em saúde preventiva com ênfase na questão dos dependentes químicos; trabalhos com a população idosa; cursos preparatórios para jovens aspirantes ao primeiro emprego; cursos de fomento da produção em arte e cultura; esportes, mulheres, trabalhos com deficientes, bem como a instalação de unidades de controle e monitoramento permanente da qualidade dos alimentos consumidos foram citados junto com ações e cursos que qualifiquem o trabalho do conselho tutelar. A instalação de observatório de políticas públicas, proposta do GT de Educação do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste e ainda outras com enfoque na educação e gestão ambiental foram citadas e defendidas por lideranças.

A idéia é estabelecer o diálogo com a Unifesp para definir e viabilizar o que já pode ser feito em 2011 antes mesmo da instalação e funcionamento da unidade prevista para ser instalada na Avenida Jacu Pêssego em antigo terreno de uma empresa metalúrgica, conforme definido pela mobilização do movimento que conseguiu o comprometimento do governo federal na empreitada e do prefeito Gilberto Kassab para a compra do terreno.

São duas ações paralelas e concomitantes. Manter contato com a Unifesp mostrando a importância da instalação de um campus local em função da enorme demanda e concentração populacional e pressionar a Prefeitura para que honre seu compromisso, assumidos publicamente pelo prefeito em assembléia local para regularização da posse do terreno.

Para tanto está previsto nova reunião no dia 26 de fevereiro no mesmo local onde se espera a presença do prefeito. Nessa direção não faltou incentivo para que as pessoas busquem formas de pressionar o prefeito a comparecer. Se por parte da população é possível ligar, enviar e-mails, fax diretamente ao prefeito, foi sugerido aos assessores de deputados federais, estadual e vereadores presentes empenho redobrado.

Presente ao local, o deputado federal Carlos Zarattini (PT/SP) foi convocado pelas lideranças a agendar reunião preliminar com o prefeito. Assumindo compromisso com a tarefa, Zarattini também destacou durante a sua participação a necessidade do movimento pressionar para que a nova unidade da universidade federal na região disponibilize cursos como o de Medicina, Engenharia e outros cursos de ponta no que foi apoiado pelos participantes.

Além do deputado esteve presente na reunião o Comandante do 39º BP/PM região leste, Capitão Cruz, morador da região e que comentando sobre as dificuldades para a continuidade dos estudos e terceiro grau e o evidente benefício que pode ser contar uma universidade de ponta na zona leste se considera mais um cidadão empenhado nessa luta. (JMN)

Written by Página Leste

28 de janeiro de 2011 às 10:59

Publicado em Sem categoria

Uma resposta

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  1. É importante que cada um de nós assuma o nosso papel social, político e de cidadãos e sejamos atuantes na cobrança efetiva das ações que envolvem a implantação da UNIFESP-ZL, que é um direito da nossa população que conta com poucos equipamentos educacionais de qualidade desde a creche até o ensino superior. Preocupar-se já com a extensão mesmo antes da implantação da universidade é uma necessidade e que pode garantir o desenvolvimento da região e da população. Sou muito feliz por participar deste movimento e torço para que mais pessoas acordem para os problemas existentes em nossa sociedade e que deixem de se preocupar com seus próprios umbigos.

    Avatar de Selma dos Anjos

    Selma dos Anjos

    28 de janeiro de 2011 at 18:54


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