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Oportunismo: novos eleitos tentam se cacifar em lutas das quais ainda não fazem parte

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É isso. Alguns entre os novos eleitos ao parlamento por São Paulo em Brasília e na Assembléia Legislativa por obra e graça dos votos obtidos com apoio na zona leste de São Paulo já começam a mostrar a má prática sugerindo que permanece tudo com dantes no quartel de Abrantes.

Mal se investiram dos mandatos, ainda em fase de dar conta dos acordos com “apoiadores” que devam ser representados guindando pessoas a cargos dentro da assessoria, estes deputados já se consideram como automáticas e autorizadas as suas presenças junto às lutas do movimento social. Não é bem assim que a orquestra toca.

Não basta ter sido apoiado por ativistas sociais dos mais diferentes matizes que tem os pés fincados nas lutas locais para imaginarem-se participes. Existe um ritual de passagem, se é que podemos definir assim ou uma lista de chegada.

As lutas populares, notadamente na zona leste da capital, tem sido palco da entrada, saída, presença ou ausência de mandatos sendo que apenas alguns poucos podem ser reconhecidos como participantes ativos e autorizados. Lideranças locais estão calejadas com esse comportamento.

 

Apenas para ficar num exemplo de maior visibilidade, alguns dos novos eleitos já se imaginam inseridos na luta pela universidade federal na zona leste apenas pelo fato de que algumas pessoas do movimento terem o ajudado em suas respectivas campanhas. São duas coisas distintas. Num momento o ativista empresta ou vende seu apoio a determinada candidatura e noutro, passado as eleições, volta para seu ativismo corriqueiro dá mesma forma que o parlamentar vai cumprir suas obrigações, quando o faz. O fato de ter o apoio de determinada liderança não é autorização suficiente ou bilhete de passagem para que o eventual eleito faça automaticamente parte das lutas já em curso.

A lembrança de forma insinuada dessa diferença, neste instante que se inicia uma nova legislatura, se faz oportuna na tentativa de evitar que ações destrambelhadas e aparelhistas de mandatos se façam sentir nas lutas em curso.

 

A presença de mandatos pode ser bem vinda sim, mas, antes devem ser provadas e aprovadas fora do período eleitoral e mais: com mandato na mão é preciso ir além e demonstrar seu compromisso contínuo com as causas o que não é uma ação que a maioria dos parlamentares percam tempo.

Vale o aviso, uma vez que, pelo menos no aguerrido movimento social da zona leste a recepção a esses oportunismos, com certeza não será das melhores. Se chegar pode, mas não querer a “janelinha” já nas primeiras viagens.

Written by Página Leste

27 de janeiro de 2011 às 16:29

Publicado em Sem categoria

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