Archive for junho 2010
Grupos da Plataforma de Centros Urbanos reúne-se com subprefeito de Itaquera
A Plataforma de Centros Urbanos da Unicef, através de vários representantes do grupos de articulação locais do Dom Bosco, Conjunto José Bonifácio e Cidade A E Carvalho estiveram em reunião na manhã do dia 16 de junho com o subprefeito de Itaquera Roberto Tamura. O objetivo, plenamente alcançado, era o de estabelecer com o representante do prefeito uma interação que desse conta de facilitar o acesso dos GA´s junto aos coordenadores das várias áreas de ação pública da região.
Pela Unicef esteve presente Sílvio Koloustian, que em linhas gerais, apresentou ao prefeito o que era a Plataforma, suas articulações, locais de atuação e sua finalidade no que foi plenamente entendido pelo subprefeito. Este, por sua vez, ressaltou suas limitações com relação às relações com outras diversas áreas da administração como educação, saúde e assistência social, por exemplo. Independente disso se colocou a disposição para dentro de suas possibilidades ajudar na articulação desses contatos.
Segundo os representantes dos GA´s, grande parte das ações planejadas tem interface com o poder público, seja na busca de melhor conhecer indicadores locais, seja no entendimento das funções, trabalhos desenvolvidos e limitações das ações das áreas na região.
Como proposta e sinal de boa vontade do subprefeito foi agendada uma reunião posterior com os coordenadores das áreas da Saúde, Educação e Assistência Social da região para que a Plataforma apresente de forma sistematizada suas propostas e necessidades que justifiquem esse relacionamento.
Os treze participantes dos GA´s encaminharam ainda uma reunião autônoma no próprio espaço da subprefeitura para o dia 21, quando sistematizarão seus objetivos com vistas a construir esse relacionamento no sentido de melhor equacionar os problemas locais e encaminhar soluções. JMN
Mundo em transe: os desafios do ecodesenvolvimento. Entrevista especial com José Eli da Veiga
Violenta ofensiva contra o IPCC
A ciência da mudança climática é alvo da artilharia pesada de uma guerra final para impedir ou retardar a ação dos Estados Unidos contra o aquecimento global, alertam vários especialistas. O senador norte-americano James Inhofe, do opositor Partido Republicano e um dos céticos da mudança climática, divulgou, no final de fevereiro, uma lista de importantes cientistas que quer processar como delinquentes, acusando-os de confundirem o governo. Esses pesquisadores estão sendo intimidados e recebendo ameaças de morte. “Tenho centenas” de e-mails ameaçadores, disse ao Terramérica Stephen Schneider, especialista em clima da Universidade de Stanford.
Schneider acredita que haverá assassinatos de cientistas por esta causa. “Tento fazer com que isto não me afete, mas vai acontecer”, afirmou este que é um dos cientistas do clima mais respeitados do mundo. “Nesse país, os médicos que praticam abortos são baleados”, acrescentou. Mas esta reação contra as evidências da mudança climática e os cientistas não é registrada apenas nos Estados Unidos. Também ocorre no Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e, em menor grau, em outros países. Na superfície, a campanha está baseada em alguns erros que apareceram no Quarto Informe de Avaliação de 2.800 páginas apresentado em 2007 pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) e a várias mensagens pessoais via correio eletrônico datadas de dez anos atrás e roubadas da University of East Anglia (na Inglaterra).
No fundo, esta é a última tentativa das empresas de petróleo, gás e carvão de retardar o combate à mudança climática. Tal como fez a indústria do tabaco, que teve êxito em atrasar por várias décadas o conhecimento sobre os efeitos daninhos do tabagismo e as medidas para enfrentá-lo, comparou Schneider. “Enfrentamos a multimilionária indústria dos combustíveis fosseis e os que odeiam o governo (de Barack Obama). Eles dão voltas, distorcem e colocam em dúvida a credibilidade da ciência”, acrescentou.
A mídia é cúmplice, acrescentou, pois não contextualiza essas absurdas afirmações e continua entrevistando gente como Inhofe e outros que carecem de evidências e credibilidade nestes assuntos, afirmou. “Causa indignação que as empresas de comunicação coloquem o lucro acima da verdade. Os meios de comunicação se degradaram profundamente, e essa é uma ameaça real para a democracia”, afirmou Schneider.
Não há um argumento científico sólido que questione o fato de que o dióxido de carbono e outros gases-estufa esquentam a atmosfera, e que as emissões desses gases geradas por atividades humanas são os fatores principais do aumento das temperaturas nas últimas décadas. Também é pouco racional o debate sobre a realidade facilmente observávelde que o gelo do Ártico está desaparecendo, as geleiras estão diminuindo, os eventos climáticos extremos aumentam e a primavera chega antes.
No final de 2009, foram divulgados documentos obtidos por hackers dos arquivos da Unidade de Pesquisa Climática de East Anglia que, supostamente, revelam uma manipulação de dados para apresentar o aquecimento global como um fenômeno causado pela humanidade. O episódio causou alvoroço e os pesquisadores que estavam no centro da controvérsia disseram que seus e-mails foram alvo de um ataque de hackers, e que o conteúdo foi tirado de seu contexto.
O IPCC, que em 2007 ganhou o Nobel da Paz junto com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, cometeu erros. E os críticos se aproveitaram de um deles, enterrado no fundo de um quarto informe, que dizia que as geleiras do Himalaia derreteriam até 2035, ou antes. Este dado não estava baseado em evidências e foi “um erro maiúsculo”, disse Schneider. O frenesi que se seguiu, em busca de outras falhas nesse informe, revelou três equívocos triviais que de modo algum afetam as conclusões finais.
Entretanto, o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, anunciou, no dia 27 de fevereiro, que os países-partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática concordaram em realizar uma avaliação independente do estudo. “Enquanto isso, defendemos firmemente o rigor e a solidez das conclusões do Quarto Informe de Avaliação”, disse Pachauri em um comunicado. As conclusões centrais desse informe “se baseiam em uma esmagadora quantidade de evidências procedentes de milhares de estudos científicos independentes e arbitrados”, acrescentou.
Para o especialista em clima Andrew Weaver, da Universidade da Columbia Britânica (Canadá) e um dos autores principais do informe do IPCC, “a avaliação é uma resposta cuidadosa e medida, à luz de todo lixo que anda por aí”. Provavelmente, a avaliação independente do que foi realizado pelo IPCC fique nas mãos dos principais cientistas do mundo, designados pelas academias nacionais de ciência de várias nações. Levará meses para reunir semelhante painel para fazer essa revisão, disse Weaver ao Terramérica. “Não sei o que mais pode ser feito para melhorar o processo, que é incrivelmente rigoroso”, ressaltou.
Poucas pessoas, inclusive as que criticam o IPCC, sabem como este corpo funciona. Com sede em Genebra, foi criado em 1988 para “avaliar informação científica, técnica e socioeconômica relevante para a compreensão da mudança climática”. Sua estrutura é descentralizada, com pouco pessoal, e praticamente todo seu trabalho é feito por milhares de cientistas independentes e outros especialistas de todo o planeta que dedicam voluntariamente seu tempo e seus serviços. A cada quatro ou cinco anos, são coletados, analisados e sintetizados milhares de estudos e pesquisas submetidos a arbitragem, para que as autoridades governamentais possam compreender o atual estado da ciência climática.
Os governos, que são parte da Convenção, devem dar seu voto de aceitação para cada Informe de Avaliação, e as conclusões só são admitidas e divulgadas se todos os países estão de acordo. Todo esse processo faz do IPCC um organismo de movimentos lentos, cauteloso e conservador. Até há pouco, quase tudo o que se criticava no IPCC era que subestimara os riscos da mudança climática e sua incapacidade para estar em dia com os últimos avanços científicos. Mas alguns grupos de pressão de poderosas corporações norte-americanos não cessaram seus ataques ao IPCC nos últimos dez anos.
O gigante petroleiro Exxon financiou esses lobbies e inclusive pressionou o governo de George W. Bush (2001-2009) para livrar-se do ex-presidente do IPCC, o químico Robert Watson, chefe científico do Banco Mundial. O governo de Bush cedeu e substituiu Watson pelo economista Rajendra Pachauri, o mesmo que agora tem sua renúncia pedida pelos lobistas. “Estamos em uma época estranha, conduzida pela cobiça e pelo temor. O público está mais confuso agora. E os bons cientistas se perguntam: por que eu iria querer ser parte do IPCC?”, acrescentou.
Stephen Leahy é correspondente da IPS.
LINKS
Mudança climática: Especialista ataca céticos
http://envolverde.com.br/materia.php?cod=69032&edt=33
Desigualdades fatais no império da ciência
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=3356
Sondagem climática divide cientistas
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=74
Medimos mal o clima?
http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=1887
“Estados Unidos decidiram matar o mensageiro”
http://www.tierramerica.net/2002/0623/dialogos.shtml
Stephen Schneider – Universidade de Stanford, em inglês
http://stephenschneider.stanford.edu/
IPCC, em inglês
http://www.ipcc.ch/home_languages_main_spanish.htm
Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
(Envolverde/Terramérica)
Anvisa regulamenta uso de plantas medicinais da tradição popular
Os benefícios das chamadas “drogas vegetais” passam de geração em geração. Quase todo mundo já ouviu falar de alguma planta, folha, casca, raiz ou flor que ajuda a aliviar os sintomas de um resfriado ou mal-estar. Unindo ciência e tradição, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer popularizar esse conhecimento, esclarecendo quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos. A medida faz parte da RDC 1
As razões do conflito no Oriente Médio
As respostas a uma agressão só podem ser três: revidar, quando as forças estão suficientes acumuladas para isso ou não reste alternativa, como um gato acuado na quina de uma parede onde a única saída é para cima do agressor; a fuga, quando o gato tem outras saídas diferentes da quina da parede ou dar a outra face e continuar apanhando, um caminho que pode implicar na eliminação física do gato.
Diante dessas premissas é legítimo os foguetes disparados pelo Hamás em Israel e a resposta de Israel com todo seu poderio militar. Simples assim? Antes fosse. É preciso contextualizar o que vem ocorrendo ou como o gato foi parar na quina da parede. Quais os motivos que levam israelenses e palestinenses às escaramuças.
Já em 1938, o historiador George Antonius, profundo conhecedor do nacionalismo árabe, previa conseqüências desastrosas com a criação de um Estado judeu na Palestina. Escrevendo o calor da revolta dos palestinos contra a imigração judaica e o domínio britânico já enfraquecido entre 1936 e 1939, o autor, de forma precisa, identifica a verdadeira origem do conflito entre árabe e palestinos. “O tratamento dado aos judeus da Alemanha e outros países europeus é uma vergonha para seus autores e para a civilização moderna; mas a posteridade não exonerará nenhum país que não consiga enfrentar sua parte dos sacrifícios necessários para aliviar o sofrimento e a angústia dos judeus. Impor a maior parte da carga à Palestina árabe é uma miserável forma de esquivar-se das responsabilidades que deveriam recair sobre todo o mundo civilizado. Também é moralmente vergonhoso. Nenhum código moral pode justificar a perseguição de um povo em uma tentativa de pôr fim à perseguição de outro. O remédio para a expulsão dos judeus da Alemanha não deve ser buscado na expulsão dos árabes de sua pátria; e também não se conseguirá o alívio da angústia dos judeus à custa da angústia de um povo inocente e pacífico”.
Como um profeta. Dez anos depois, em 1948, a Palestina era dividida em dois Estados – um árabe e outro judeu. A iniciativa, que ignorou a opinião dos próprios palestinos, deu início à primeira guerra entre os dois povos, ao longo da qual cerca de 750 mil árabes foram expulsos de suas casas. Era o início de uma tragédia que ainda está longe de terminar.
Também é bom registrar que o conflito israelo-palestino é parte de um contexto maior e remonta aos fins do século XIX quando se fixaram na região colonos judeus movidos pelo projeto do sionismo, cujo objetivo era fundar na Palestina um estado judeu, onde já existia uma população nativa.
É imperioso também saber que o começo do terrorismo neste conflito é obra de Israel com as bombas em cafés utilizadas pelos sionistas pela primeira vez na Palestina em 17/03/1937, em Jaffa. Depois em automóveis, utilizadas primeiro pelos sionistas em 20/08 e 26/09 de 1937. Primeiras bombas em supermercados em 06/07/1938, em Haifa. Bombas em hotéis em 22/07/1946, em Jerusalém. Bombas em embaixadas estrangeiras em 01/10/1946, em Roma (contra os britânicos). Minagem de bombas e cartas bombas em 21/10/1946, em Petah Tikvah e contra alvos britânicos no Reino Unido em junho de 1947 completam o quadro.
Com relação ao Hamas, que hoje vive às escaramuças com Israel é bom saber que ele só nasceu em 1987 quando a expulsão de árabes das suas casas e a destruição de aldeias já tinham sido iniciados há mais de 60 anos. Sabra e Shatila aconteceu em 1982: Entre 1,5 mil e 2,5 mil refugiados palestinos – além de alguns cidadãos libaneses – foram massacrados em 16, 17 e 18 de setembro de 1982 nos acampamentos, quando Israel entrou em Beirute, dois dias após o assassinato do presidente Bachir Gemayel. Em 19 de setembro de 1982, após três dias de total silêncio, os libaneses descobriram o massacre dos civis. Alguns podiam ser identificados, mas outros estavam inchados, apunhalados ou estripados.
É possível listar pelo mais de doze massacres de civis árabes (palestinos) antes da existência do Hamas. Sem falar do dia-dia de assassinatos indiscriminados, tortura, demolições de habitações e a humilhação diária com colonos fanáticos matando palestinos. Como o gato reagindo, logicamente o Hamas é cria dessa situação.
Dizendo o que não pode ser esquecido é importante conhecer o que pensava um proeminente judeu, o ex-primeiro ministro David Bem Gurion – um dos fundadores do Estado de Israel, em trecho do livro “The Jewish Paradoxo”(1), de Nathan Goldman, ex-presidente do World Jewish Congress(2). “… Porque haveriam os árabes de querer a paz? Se eu fosse um líder árabe nunca iria parlamentar com Israel. É óbvio: nós ocupamos a terra deles. É certo que Deus tinha-no-la prometido, mas que significa isso para eles?(…)Houve o anti-semitismo, os nazis, o Hitler, Auschwitz, mas que culpa tiveram eles? Os árabes apenas vêem uma coisa: que viemos para aqui, que roubamos as suas terras. Porque haveriam de aceitar tal coisa?…”
Por apenas essa amostra pontual de alguns acontecimentos é previsível que tenhamos que conviver com mentiras e simplismos como culpar o Hamás _ como se ele já não fosse culpado do próprios crimes, mas não o de ter rompido o cessar-fogo mais recente. Este foi rompido por Israel, primeiro dia 4/11; quando bombardeou e matou seis palestinenses em Gaza e, depois, outra vez, dia 17/11, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinenses.
É claro que os israelenses merecem também segurança com seus 20 mortos nos arredores de Gaza, mas 600 palestinos mortos em uma semana que somam-se aos milhares assassinados desde 1948 – quando a chacina de Deir Yassin ajudou a mandar para o espaço os habitantes autóctones dessa parte do mundo que viria a chamar-se Israel – é outro assunto e é outra escala.
Dessa vez, entretanto, o clima de trégua amena vem sendo fustigado pelo bloqueio dos israelenses aos comboios com ajuda humanitária que tenta chegar a Gaza, põe a possibilidade de guerra na ordem do dia e a situação esta se configurando bastante grave. Com a continuidade dessa situação é possível os árabes enlouquecerem de fúria e virmos crescer seu ódio incendiário, cego, contra o Ocidente. Hipocritamente sempre poderemos dizer que “não é conosco”. Sempre haverá quem pergunte “Por que nos odeiam tanto?” Que, pelo menos, ninguém minta que não sabe por quê. (JMN)
(1) O Paradoxo Judeu. (2) Congresso Mundial Judeu.
Olá, mundo!
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