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Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Archive for novembro 2008

Para ampliar a cidadania, FDZL firma convênio com a Unicastelo

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No dia 29/11, nas dependências da Unicastelo e na presença de diversos diretores do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste e professores do curso de Filosofia da universidade, a chefe de gabinete da reitoria, Ruth Maria Pozzi Casat, representando o reitor Gilberto Luiz Moraes Selber, que em função de compromissos assumidos anteriormente não pode comparecer, assinou junto com Antonio Gomes, presidente do FDZL o contrato de intenções de parceria onde o curso de Filosofia irá promover intervenções e cursos específicos voltados a formação cidadã de lideranças da comunidade.
A idéia central do projeto da faculdade de Filosofia, em parceria com o Fórum, é promover diversos encontros filosóficos destinados a lideranças comunitárias, professores de nível médio e demais interessados com enfoque na Formação Humana: Existencial e Social e foi referendado com a presença, inclusive, de alunos da cadeira de psicologia da faculdade. O conteúdo que comporá a grade dos encontros, conforme acertado previamente, será discutido por uma comissão do FDZL e o curso de Filosofia.
A chefe de gabinete, o coordenador do curso de Filosofia professor Carlos Betlinsky e o professor Mauro Araújo Costa expuseram um pouco do histórico e do papel da universidade na região e também na parceria. O destaque ficou por conta da vinte anos como universidade e dos 40, como escola, que serão comemorados em 2009, pela Unicastelo, da mesma forma que os 10 anos de existência do FDZL.
Em seguida, o presidente do Conselho Deliberativo do Fórum, Claudio Grinenberg fez um breve histórico do FDZL elencando dificuldades e conquistas da entidade. Depois foi a vez do grupo de Trabalho de Meio Ambiente do FDZL presentear a chefe de gabinete da reitoria com alguns mimos com produtos reciclados.
Como forma de amostra do que esta para ocorrer com a parceria, uma sucinta aula inaugural tratando do tema Ética e Cidadania foi proferida pelo professor Mauro Araújo que suscitou a todos a se empenhar pela realização do compromisso assumido por ambas as entidades. (JMN)

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29 de novembro de 2008 at 17:24

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A sociedade ainda não percebeu a gravidade da crise

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Para o economista Fernando Ferrari Filho, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) o aumento do déficit do balanço de pagamento, desaquecimento acelerado do PIB e uma ligeira inflação são os reflexos mais objetivos para a economia brasileira diante do desequilíbrio monetário internacional. O professor, doutor em Economia e atual titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul diz que a sociedade ainda não se deu conta da dramaticidade da crise.

Para ele, resumidamente, a crise financeira foi produzida por um lento processo de erosão das margens de segurança de indivíduos, firmas e bancos, quando tomavam decisão arriscada de gastos de consumo ou de investimentos com empréstimos ou, no caso dos bancos da concessão de empréstimos de riscos. Diante deste quadro, a elevação das taxas de juros do Federal Reserve Bank, em 2005 e 2006 e a inadimplência dos mutuários da casa própria e a quebra de bancos nos EUA, por exemplo, foram fatores que corroboram, mas não podem ser considerados os únicos causadores da crise. Eram, também, as ousadas operações.

Para a economia brasileira, o economista considera que no curto prazo já se percebe a redução das linhas de crédito e no médio e longo prazo, com a recessão dos Estados Unidos, dos países da zona do Euro e do Japão e o desaquecimento econômico da China, principais parceiros comerciais do Brasil, os desequilíbrios de balanço de pagamentos em transações correntes (BPTC) tenderá a ser maiores. Redução de crédito, elevação da taxa de juros, volatilidade cambial e desequilíbrios de BPTC levam, inevitavelmente, para uma situação de desaquecimento econômico e ligeira instabilidade inflacionária.

Se num primeiro momento, não parecia haver preocupação das autoridades econômicas porque em termos fiscais e cambiais a nossa situação era e ainda é relativamente confortável, foi porque não se tinha uma idéia exata do tamanho da crise. Felizmente, a postura do governo brasileiro depois de conhecer a extensão do problema é de prudência e de iniciativas frente à certeza de que o Brasil não passará incólume pela crise mundial.

Se do ponto de vista do governo já existe sensibilidade e noção da crise o mesmo não se pode dizer da sociedade brasileira, considera o economista. “Ainda não nos apercebemos da dramaticidade da crise, porque estamos no último semestre do ano, período sazonalmente sempre próspero para a economia. Todavia, os efeitos sobre os níveis de emprego, massa salarial, inflação, etc., serão observados em 2009 e 2010. Em suma, a sociedade aprenderá com a crise e se posicionará frente a ela em um futuro próximo”, raciocina.

Diante do que esta por vir, ensina o economista, gastar menos com consumo e investimentos é uma regra a ser observada por todos, pelas empresas e também pelo Estado. Por conseguinte, com a redução, o PIB deve ser menor. Entretanto, para não chegar ao fundo do poço, o governo terá de realizar algumas políticas emergenciais: fiscal e monetária para não permitir que o desaquecimento seja muito grande.

Havendo um desaquecimento da economia brasileira nos próximos anos, a conseqüência natural é um aumento das taxas de desemprego. Desemprego maior, menor massa salarial e restrição de crédito resultam em menor nível de consumo. Menor consumo, por sua vez, afeta negativamente o investimento e, por conseguinte, passamos a ter um ciclo vicioso. Com ele os problemas sociais tendem a recrudescer, principalmente se o governo resolver reduzir os gastos públicos, o que reiteradamente ocorre quando há crises externas.

Algum alento                                      

Se tem uma coisa que é verdade absoluta é que, em todas as crises tem quem ganha e quem perde e, nesse sentido, o Brasil até pode se beneficiar da crise e das repercussões dela sobre o lado real da economia quando tem possibilidade de produzir combustíveis menos poluentes. Do ponto de vista ambiental o economista raciocina que ocorrendo um desaquecimento da economia mundial e, principalmente, da economia chinesa nos próximos anos, provavelmente a deterioração do meio ambiente desacelerará. Com certeza, a sustentabilidade ambiental pode ter o Brasil como um personagem importante e que pode assegurar crescimento e desenvolvimento econômicos menos predatórios.

O problema agora é que diante da emergência de resolver a questão de liquidez e crédito, dificilmente vai se querer discutir com profundidade novas formas de desenvolvimento sustentado que favoreceria o Brasil.Finalizando o economista considera que as medidas anunciadas pelo Banco Central e pelo governo são corretas e necessárias, porém tímidas. A crise afetará nosso balanço de pagamentos brasileiro, o PIB etc. Nesse sentido, medidas fiscais, monetárias e cambiais mais contundentes são fundamentais para que não tenhamos problemas de balanço de pagamentos e possamos dinamizar o mercado interno, diante das restrições do mercado externo. Por outro lado, é provável que o país se beneficie com a retração mundial, visto que podemos expandir a oferta agrícola, produzir combustíveis menos poluentes, prospectar novas reservas de petróleo etc. Se a matriz energética será revisada, é outra questão, considera o professor. (JMN)

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28 de novembro de 2008 at 11:22

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Projeto Zona Leste Cidadã

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Apresentação geral do projeto:
Calendário:
 
PALESTRAS
A Cidade e Suas Periferias Mônica Virgínia de Souza
Desenvolvimento Urbano da Cidade de São Paulo (1870-1954) – José Renato de Campos AraújoJosé Renato de Campos Araújo
Cidades, Sociedades e Modos de Vida –Mônica Virgínia de Souza
 
Operação Urbana Rio Verde-Jacu – Valter de Almeida Costa e Eduardo Pinheiro Borges

Operação Urbana Rio Verde-Jacu e Propostas para o Desenvolvimento Econômico nos Planos Regionais Estratégicos de Itaquera, São Miguel, São Mateus e Ermelino Matarazzo.

Valter de Almeida Costa – Supervisor Escolar da Diretoria de Educação de Itaquera (PMSP). Formado em História e Pedagogia, é Mestrando da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – USP. Foi Presidente do FDZL na gestão de 2004 a 2006. É Diretor de Educação do FDZL. Foi membro do Conselho Gestor da Lei de Incentivos Fiscais Seletivos para a Área Leste (em 2004) e Conselheiro Eleito do Conselho Municipal de Política Urbana de São Paulo, representando a Macro Região Leste II (2006 e 2007).

Eduardo Pinheiro Borges – É empresário. Foi Presidente do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste (Gestão 2003 a 2004). É Diretor de Urbanismo do Fórum. Bacharel em Ciências Contábeis. Idealizador do Projeto Viário Marginal Tietê-Guaianases (Extensão da Radial Leste). Foi membro do Conselho Gestor da Lei da Operação Urbana Rio Verde-Jacu (em 2004) e membro do Conselho Gestor da Lei de Incentivos Fiscais Seletivos para a Área Leste (em 2005). É presidente da Associação de Lojistas e Moradores de 15 de Novembro.

Conteúdo

A apresentação destaca algumas das Propostas para o Desenvolvimento Econômico da Zona Leste contidas nos Planos Regionais Estratégicos de Itaquera, São Miguel, São Mateus e Ermelino Matarazzo, revendo os conceitos do Plano Diretor, Planejamento Urbano, com dados sobre o perfil sócio-econômico de suas populações. Das propostas de desenvolvimento são analisadas especialmente as contidas nas Leis da Operação Urbana Rio Verde jacu e a da Lei de Incentivos Seletivos para a Área Leste, com a identificação das ações que tiveram prosseguimento e das ações que foram interrompidas nos últimos anos. Também é feita uma análise da qualidade da participação da sociedade local nas discussões para o Planejamento Estratégico.

Objetivos

Propiciar o conhecimento ou a revisão das principais propostas que foram formuladas para o Desenvolvimento do Extremo Leste de São Paulo nos últimos seis anos (desde a aprovação do Plano Diretor Estratégico de S.P., em 2002), de modo que os participantes da Formação possam compreender os projetos, verificar quais foram executados e quais foram suspensos; e estimular a constituição de grupos permanentes de pesquisa sobre os problemas e projetos locais formados por ativistas comunitários e educadores.

Sumário

1 – APRESENTAÇÃO DO PROJETO

2 – AS PROPOSTAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NOS PLANOS REGIONAIS ESTRATÉGICOS

3 – O PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DE SÃO PAULO

4 – PLANO PARTICIPATIVO X PLANO TECNOCRÁTICO

5 – OS PLANOS REGIONAIS DE ITAQUERA, SÃO MIGUEL, SÃO MATEUS E ERMELINO MATARAZZO

6 – DADOS SÓCIO-ECONÔMICOS DA POPULAÇÃO

7 – A OPERAÇÃO URBANA RIO VERDE-JACU

8 – O PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DA ZONA LESTE

9 – O PROGRAMA DE INTERVENÇÕES (EXTENSÃO DA RADIAL LESTE E JACU-PÊSSEGO)

10 – AS PROPOSTAS PARA A HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL

11 – AS ÁREAS DE PROJETOS ESPECIAIS (PARQUES JACUI, LIMOEIRO, JACUPEVAL, BOAS NOITES, RIO VERDE E RIO ITAQUERA)

12 – O PLANO PLURIANUAL DE 2006 A 2009

13 – A PROPOSTA DO GRUPO DE ESTUDO PERMANENTE

Bibliografia

SÃO PAULO (CIDADE). Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente – Atlas Ambiental do Município de São Paulo –  o Verde , o Território, o Ser Humano: Diagnóstico  e Bases para a Definição de Políticas Públicas   para as Áreas Verdes no Município de São Paulo/ Coordenação de Patrícia Marra Sepe e Harmi Takiya – São Paulo :SVMA, 2004.

GEO Cidade de São Paulo: Panorama do Meio Ambiente Urbano/SVMA, IPT – São Paulo: Prefeitura do Município de São Paulo. Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente; Brasília : PNUMA, 2004.

PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, 2002-2012/Secretaria Municipal do Planejamento Urbano do Município de São Paulo (Sempla) (organização) – São Paulo: Editora Senac São Paulo; Prefeitura Municipal de São Paulo, 2004

SÃO PAULO – PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO – SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL – PLAS – PLANO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DA CIDADE DE SÃO PAULO – Suplemento do Diário Oficial da Cidade de São Paulo – Número 89 – 13 de maio de 2006

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO – PLANOS REGIONAIS ESTRATÉGICOS – PRE – MUNICÍPIO DE SÃO PAULO – SUBPREFEITURAS DE ITAQUERA, SÃO MIGUEL, SÃO MATEUS E E. MATARAZZO. PMSP. Organização Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (SEMPLA). Colaboração: Secretaria Municipal das Subprefeituras- Série Documentos. São Paulo. 2004

 

Direitos Humanos – Direitos Civis e Políticos IPESG – Instituto de Pesquisas e Estudos do Governo
 
 

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28 de novembro de 2008 at 10:44

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Discriminação nas escolas e nos livros prejudica desempenho de alunos negros

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Humberto Borges, 18 anos, aluno do curso de Letras da Universidade de Brasília (UnB) defende que o sistema de cotas para negros estimula o diálogo sobre a questão racial
 
Ao comparar a trajetória escolar de negros e brancos, as disparidades não se concentram apenas no aceso à universidade, mas em todas as etapas do ensino.
Os negros são maioria  no contingente de analfabetos do país – somando 9 milhões do total de 14 milhões – e estão mais atrasados nos estudos do que o restante da população.
Para o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB), Nelson Inocêncio, a diferença no rendimento reflete uma escola e um sistema de ensino que não acolhe a população negra.
“A escola diz que o grupo do outro [dos brancos] é a grande referência para a humanidade. Foi o grupo do outro que construiu, ele representa a civilização. E o meu grupo [negros] não representa nada. Isso é colocado de forma persistente nos livros, nas lições, e o aluno vai obter reações muito negativas em relação ao processo. Ele se pergunta: na medida em que a escola não me reconhece, que sentido faz eu estar na escola?”, aponta.
Em 2007, cerca de 85,2% dos brancos na faixa de 15 a 17 anos de idade, estavam estudando, sendo que 58,7% freqüentavam o nível médio, adequado a esse grupo etário. Já entre os pretos e pardos dessa faixa etária, 79,8% freqüentavam a escola, mas apenas 39,4% estavam na série correta.
A mesma conclusão está no Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordenado pelo professor Marcelo Paixão, o estudo compara, entre outros pontos, o desempenho de estudantes brancos e negros no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Em 2003, as notas em matemática e português dos alunos brancos eram, em média, 7,5% maiores do que a dos pretos e pardos.
“Isso sugere que para as crianças e adolescente pretos e pardos incidem obstáculos adicionais ao desenvolvimento dos estudos, representados pela discriminação racial presente nos espaços escolares”, diz a pesquisa. Segundo o pesquisador, esse preconceito se manifesta de diferentes formas, desde atitude discriminatórias dos professores e colegas até livros didáticos que reforçam a invisibilidade dos negros, passando pelo conteúdo "antropocêntrico e pouco receptivo à perspectiva da diversidade".
Luiana Maia, de 19 anos, aluna do curso de História da Universidade de Brasília (UnB) admitida pelo sistema de  cotas, diz que o tratamento dos professores aos alunos negros é diferente daquele dispensado aos brancos. “Ele já tem aquela concepção, ainda que inconsciente, do que é o negro. O cabelo da menina negra, por exemplo, é visto de forma diferente quando ela chega na escola com ele solto, mais arrepiado. A professora já pede para prender, fala para ter cuidado com piolho. Com a menina branca não é assim”, lembra.
Para ela, o material didático também não é adequado. “Os alunos negros não se sentem representados pelos próprios livros que usam. Ele se vê apenas no tronco, no açoite. O aluno só se vê na posição inferior, chega em casa abatido, aquilo impacta no desempenho”, compara.
Humberto Borges, 18 anos, aluno do curso de Letras que também ingressou na UnB pelo regime de cotas, conta que quando era adolescente sempre representava o Lobo Mau na peça de fim de ano da escola.
“Até que no último ano entrou um outro aluno negro na minha turma e quando a gente foi montar a peça o professor questionou: e agora, quem vai ser o Lobo Mau? O Humberto ou o fulano? Só então que eu fui perceber a sutileza”, conta.
Para o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro, a escola pública reproduz formas de exclusão que afetam diretamente a auto-estima do estudante e seu desempenho.
“O desafio da escola hoje é formar todos, seja qual for a condição de chegada. A escola pública hoje, ainda que de maneira inconsciente ou mecânica, produz formas de exclusão muito dolorosas. Para aprender você tem que confiar que você consegue aprender”, analisa.

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19 de novembro de 2008 at 12:48

Publicado em Comportamento

Desigualdade extrema condena o capitalismo

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Na contramão dos economistas e escribas a soldo do sistema e dos tolos que acreditam nesses fariseus e saem repetindo sua retórica falaciosa como papagaios, eu sempre afirmei que as contradições intrínsecas do capitalismo são insolúveis dentro do próprio capitalismo, projetando um futuro de crises econômicas cíclicas, de gravíssimos danos ecológicos (como as alterações climáticas) e de dilapidação dos recursos naturais de que a humanidade carece para a sua sobrevivência (a água em primeiro lugar).
Vai chegar o momento em que os homens terão de decidir se preferem morrer abraçados ao capitalismo ou se salvar adotando outra prioridade: a colaboração de todos para o bem comum ao invés da competição insana inspirada pela ganância.
A coluna de 14/11/2008 do Clovis Rossi na Folha de S. Paulo, "Números que falam", trouxe dados estarrecedores:
* a renda dos 1.125 bilionários do planeta (US$ 4,4 trilhões) supera a renda somada de metade da população adulta do planeta e equivale a quatro vezes tudo o que 180 milhões de brasileiros produzem de bens e serviços;
* em 1997, os gerentes dos 50 fundos de Hedge e de "private equity" receberam cada um US$ 588 milhões, mais do que 19 mil vezes o salário-tipo do estadunidense;
* os rendimentos do Wal-Mart batiam, em 2007, o produto nacional bruto da Grécia, enquanto os da Toyota superavam o da Venezuela;
* o rendimento do trabalho no Brasil era de 45,4% em 1990, veio caindo até 2004 e só começou a ter uma ligeira recuperação a partir de 2005. Nem sequer se vislumbra no horizonte econômico o dia em que a participação do trabalho no bolo da riqueza nacional pelo menos igualará a participação do capital.
Realmente, os números falam por si: essa brutal, absurda e repulsiva desigualdade econômica é a raiz dos principais problemas que a humanidade enfrenta.
Repousa sobre o sofrimento e privações extremas a que são submetidos vastos contingentes humanos (os que vegetam abaixo da linha da pobreza) e sobre os sacrifícios inúteis impostos aos demais, que poderiam viver bem melhor e trabalhar muito menos caso cuidassem de produzir apenas o suficiente para suprir as necessidades humanas, em vez de sustentar os 1.125 grandes ociosos e todos os médios e pequenos ociosos.
Celso Lungaretti é jornalista e escritor
 

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19 de novembro de 2008 at 12:45

Publicado em economia

FDLZ celebra parceria com a Unicastelo para ampliar a participação cidadã

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 A convite do curso de Filosofia da Unicastelo, parte da diretoria do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste realizou reunião na sede da universidade para tratar de detalhes de uma parceria que deve contribuir para a capacitação cidadã de lideranças da zona Leste. O encontro foi no dia 8/11 e contou com a presença de José Gerry, J. de Mendonça Neto, José Carlos Carvalho de Lima, Ângelo Iervolino, Eduardo Pinheiro Borges, Valter de Almeida Costa, Márcio Almeida Costa e Antonio Gomes pelo FDZL e pelos professores Mauro Araújo de Souza e Nilton Damasceno Ferreira, também diretor do FDZL, na ocasião, representando a Unicastelo.
A idéia central do projeto é a faculdade de Filosofia, em parceria com o Fórum, promover diversos encontros filosóficos destinados a lideranças comunitárias, professores de nível médio e demais interessados com enfoque na Formação Humana: Existencial e Social. O conteúdo que comporá a grade dos encontros será discutido por uma comissão do FDZL e o curso de Filosofia.
Após expor o objetivo do curso o professor Mauro Araújo de Souza antecipou a possibilidade de ofertas de bolsas parciais para a formação acadêmica de lideranças comunitárias a ser discutida com o reitor em encontro previsto para o dia 29/11, pela manhã na universidade para formalizar a parceria.
Não é a primeira vez que o Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste estabelece parceria com universidades, conforme recordou o professor Valter de Almeida. “Quando foi fundado, cerca de 9 anos atrás, foi com a Universidade São Judas, anos depois outra parceria foi feita com a Unicsul com a promoção de debates sobre habitação e desenvolvimento econômico. Mais recentemente, ao final de 2007 e primeiro semestre de 2008, a parceria foi com o curso de Gestão Pública da Universidade de São Paulo que se desdobrou na preparação de lideranças para intervir politicamente durante o período eleitoral e no próximo período que se avizinha. Agora a parceria é com a Unicastelo com enfoque filosófico e o seu viés social para capacitar cada vez mais a participação cidadão das lideranças de diversas comunidades”, considerou. (JMN)

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13 de novembro de 2008 at 18:41

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Crise externa evidencia que Brasil não soube aproveitar fase de ‘bonança’

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Liberação de compulsórios, venda de dólares no mercado, possibilidade de compra de instituições financeiras pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – duas instituições outrora demonizadas pelo mercado, que escaparam à sanha privatista fernandina e que agora são elevados à condição de salvadoras do capitalismo verde-amarelo – são algumas das medidas que formam parte do arcabouço reativo dos nossos mandatários econômicos. Para analisá-las, assim como contextualizar os novos desdobramentos da crise no Brasil, conversamos com a economista da Usp Leda Paulani. Por: Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania. Colaborou o jornalista Gabriel Brito.

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2517/9/

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3 de novembro de 2008 at 9:55

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Potências imperialistas mostram sua impotência diante da escalada da crise

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A crise financeira que eclodiu com a intensidade de um furacão tropical nas últimas semanas gerou um estado de absoluta incerteza em relação ao futuro da ordem global. A desconfiança na solidez das instituições financeiras, provocada pela quebra em cadeia de bancos que até há pouco pareciam inabaláveis, desencadeou um colapso generalizado do crédito que tende a desorganizar o sistema capitalista mundial. Ao expor a extraordinária fragilidade do sistema monetário internacional e os precários fundamentos que sustentam a globalização dos negócios, a crise pôs por terra os parâmetros que balizavam os cálculos capitalistas, deixando o mundo sob a ameaça de uma depressão sem precedentes.
Plínio de Arruda Sampaio Jr.., economista, é professor do Instituto de Economia da UNICAMP.


http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2510/9/

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3 de novembro de 2008 at 9:52

Publicado em economia