Paginaleste's Blog

Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Archive for maio 2008

Revisitando o Rock, do Educar para a Paz dá resultado positivo

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 Poderia ainda ter sido ainda melhor o evento promovido pelo Instituto Educar para a Paz no dia 9/05 na Cidade A. E. Carvalho. Bastava o tempo (muito frio) ter colaborado; uma divulgação mais intensiva e esforço na venda dos convites por parte dos voluntários; registre-se que a maioria não tem tempo sobrando. Apesar disso tudo, a festa foi um sucesso e atingiu seus objetivos.
O Instituto Educar para a Paz foi criado em 2002, por um grupo de pessoas junto com o Marco Antonio Cicone, então delegado titular do 64º DP da Avenida Águia de Haia, principal avenida que corta o bairro que está inserido nos bairros da Penha, Itaquera, Ermelino Matarazzo e São Miguel Paulista. Na ocasião se propôs a trabalhar com crianças e jovens, principalmente em atividades lúdicas e de esportes aos finais de semana, além de outras ações comunitárias até ser reconhecida como uma entidade presente e atuante.
Foi também por esse reconhecimento que se garantiu a presença de mais de 150 pessoas no Salão de Festas Liberal, gentilmente cedido para o evento, onde se descontraíram a noite toda. Evento familiar os presentes puderam ouvir, cantar junto e dançar sucessos de rock in roll desde a década de 60. Entre essa mais de uma centena de pessoas estiveram presentes muitos membros da Ordem dos Advogados do Brasil seção Itaquera incluindo o seu presidente Antonio Jorge Marques. Presidentes de sociedade amigos de bairros, como o Sr. Benedito, do Jardim Morgante; o presidente do Rotary Clube São Mateus e Clube de Diretores Lojistas de São Mateus, Carlos Soler e o delegado titular do 54º DP Marcos Luiz Gomes e outros.
Se a festa foi um sucesso; mesmo correndo o risco de cometer alguma injustiça, é preciso destacar a enorme contribuição da diretora da EMEI Vicente Mateus, Luciene Lopes Candeas; da diretora em exercício da EMEF 8 de Maio, Ivone Luppi; da vice-diretora do CEU Lajeado, Edilaine Donabella Britto; do quase anônimo senhor Cruz e sua equipe que segurou o serviço do bar; dos empresários Francisco Ricardo Gonzáles; Lelis Rodrigues de Araújo e Manuel Ribeiro que cuidou da parte da sonorização e do delegado Cicone que se esforçaram para dar conta das tarefas e resolver os problemas de última hora. Naturalmente, houve outras colaborações, entretanto estas são destaques por merecimento.
Nova diretoria toma posse
O evento também foi à oportunidade de apresentar parte da executiva que tomou posse recentemente através de indicações em assembléia interna. Para a presidência foi indicado Israel de Santana, monitor de capoeira; na vice, José Gerry, artista plástico e também membro do Grupo de Estudos Águia de Haia; na secretaria-geral Francisco Ricardo Gonzáles; na tesouraria, Lelis Rodrigues de Araújo e outro diretor Manuel Ribeiro.
“Isto é apenas rock in roll”
Se tem alguma coisa a se lamentar foi à presença aquém do esperado. Tempo, pouca divulgação, poucos convites vendidos fizeram com que apenas umas 150 pessoas pudessem participar de uma ótima festa, num tremendo bom astral ao som do velho e bom rock, animados por uma banda local que a reportagem não conseguiu apurar o nome. O que tinham de sobra era repertório para fazer balançar as cadeiras de muita gente. Como se fosse pouco, quando a banda parava para tomar um fôlego, os presentes continuavam dançando em passos coreografados músicas de sucessos que apareciam no telão. Enfim, diversão familiar de boa qualidade.
Balanço aponta resultado positivo
Apesar das dificuldades, o resultado financeiro ainda foi possível e deve ajudar a manutenção das contas em dia e no pagamento das despesas corriqueiras do instituto durante um breve período, segundo apurou-se em reunião ordinária na sede ocorrida dia 13/05 com a presença de 19 participantes. A reunião também foi pautada por uma avaliação interna do evento. Uma das conclusões foi a de que os convidados que puderam participar gostaram e se divertiram muito, portanto, mais um resultado positivo. (JMN)
 

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14 de maio de 2008 at 12:40

Publicado em Organizações

TV no feriadão é um horror!

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Jamais consegui entender. Por que as nossas TVs ignoram os fins de semana prolongados? Por que não transmitem eventos, produzem programas especiais ou lançam filmes durante estes longos períodos de ócio forçado? Ou será que é o contrário? Talvez, o pior da programação seja reservado exatamente para esses dias. Fica a impressão de que os responsáveis pela programação de nossas TVs fazem questão de colocar o que há de pior exatamente nestes períodos. A audiência cativa não merece nada melhor. Mas o problema talvez esteja na própria idéia de “grade” de programação. Ela aprisiona a programação e o público e se torna indiferente às situações excepcionais como os longos feriados.

Não temos acesso a pesquisas específicas. Mas nesses dias por falta de opções, milhões de brasileiros se tornam reféns da telinha. Deve haver um grande aumento de público. Nem todos podem viajar ou sair de casa. Para esse enorme público adicional, a televisão é a única fonte de lazer e entretenimento. A situação é particularmente ruim para o público infantil. Se os adultos são reféns da TV, as crianças são suas prisioneiras. Ainda mais durante as manhãs e tardes dos longos feriados.

Esse acréscimo de público certamente aumenta a audiência e o faturamento das emissoras. Mas seria importante saber se esses telespectadores estão “satisfeitos” com os  programas a que assistem. Ainda mais durante os dias de folga. Afinal, a audiência não pode ser a única referência para medirmos o interesse e a satisfação do público de TV.

Por outro lado, muitas pessoas se tornam indiferentes ao que vêem. Elas utilizam a TV para “matar o tempo”. Não conseguem mais desligar o aparelho e podem ser consideradas audiência cativa ou viciada. Para esses telespectadores, tanto faz. Qualquer coisa é melhor do que a realidade.

Time out

Mas há certamente muitas pessoas que são forçadas a assistir TV durante os longos feriados e que não gostam dos programas exibidos.

Este último feriadão foi um horror. Resolvi conferir a programação matinal e vespertina e mais uma vez fiquei chocado. É um festival de programas ruins e total descaso com o público. Talvez os programadores pensem que o telespectador brasileiro não mereça nada melhor nestes dias de ócio.

Mas nem todas as TVs do mundo são indiferentes ou reservam o pior da programação para os feriados prolongados. Muito pelo contrário. Em países como a Inglaterra, o público de TV é contemplado com programas especialmente produzidos para essa época. A programação das TVs britânicas não é indiferente aos feriados. São tantas opções que fica difícil escolher. A solução é recorrer ao guia de TV  do velho Time Out, uma das melhores e mais populares revistas do Reino Unido. O título da publicação já diz tudo. Além de excelente guia da cidade de Londres, Time Out anuncia os lançamentos de TV. Os programas são previamente vistos e criticados por jornalistas competentes, exigentes e talentosos. Mas suas críticas também podem ser “ferozes”. Time Out é referência de qualidade para milhões de leitores e telespectadores.

Horror

Há uma enorme variedade de programas de TV durante os feriados britânicos. Tem de tudo para todos. Lançamento de filmes de longa metragem, séries, dramas, documentários, musicais e excelentes programas humorísticos. Os britânicos levam o humor muito a sério. Ainda mais no rádio e na TV. Importante destacar os programas especiais de feriados com o  nosso conhecido Mr. Bean e impossível não lembrar os melhores momentos do grupo Monty Python. Quem não conhece não sabe o que está perdendo! 

Ou seja, tem muita coisa boa, mas também tem muita coisa ruim. Mas certamente não há descaso com o público ou indiferença às peculiaridades desses dias de folga por parte dos programadores de TV britânicos.

Mas essa qualidade de programação talvez se explique pela falta de uma “grade” rígida na TV britânica. É claro que há muitos programas com horários fixos como os telejornais, por exemplo. Mas não uma rigidez na programação. Nunca se sabe com certeza o que vai ser exibido. Há muito espaço para boas e más surpresas na programação diária dos principais canais de TV britânicos. No Reino Unido, todas as TVs, públicas e privadas, são monitoradas pela sociedade e por agências reguladoras como o OFCOM. A qualidade da programação de TV é considerada questão estratégica. Mas ser você quiser saber mais a respeito da TV britânica, recomendo o livro sobre a BBC do Prof. Laurindo Lalo Leal Filho, “A Melhor TV do Mundo – O Modelo Britânico de Televisão” pela Editora Summus. Tudo a ver.  

Finais

O pior dos longos feriados na frente da telinha é ter que assistir a programação nossa vespertina. Difícil dizer qual é o pior. Os tais programas para “mulheres” ou desempregados e programas sobre violência abusam das baixarias e ainda mais da “chatura”. São, sem dúvida, os piores programas da nossa TV. E o que mais me surpreende é como os próprios apresentadores ignoram a situação particular de um longo feriadão. Insisto. Merece uma pesquisa mais específica, mas tenho certeza de que a audiência de TV cresce muito nos longos feriados. Nem todos podem ou conseguem se afastar de casa ou da telinha nesses longos períodos de ócio.

A situação deve ser ainda pior para as crianças. Com pais cada vez mais ocupados e endividados e com tanta violência nas ruas, deve ser difícil fazer um programa alternativo de lazer. TV no feriadão, apesar de um horror, ainda deve ser a solução.

Assistir TV aberta, principalmente a programação vespertina, é uma tortura. Todos os canais públicos e privados ignoram os feriadões.

Ainda bem que a transmissão ao vivo das finais dos campeonatos estaduais de futebol salvaram o que teria sido um completo desastre. Show de bola e de televisão. Mais uma vez, o futebol salva a TV e o feriadão.  Antonio Brasil é jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey.

Written by Página Leste

8 de maio de 2008 at 10:50

Publicado em Entretenimento

Brasil – Agricultura e especulação

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Um calafrio percorre o mundo. Está faltando alimentos. E os que existem estão se tornando muito caros. Só num ano o trigo subiu 130%. E na Ásia o arroz duplicou de preço em três meses.
Segundo cálculos da FAO, esta subida de preços aumentou o número dos famintos em cem milhões, que se acrescentam aos 845 milhões já existentes antes da crise atual.
O que está acontecendo?
A pergunta é pertinente. Analisando melhor alguns dados, salta aos olhos que na origem desta  crise existem distorções que precisam ser identificadas, denunciadas e corrigidas.
Em 2007 a produção mundial de grãos foi de 2 bilhões e 300 milhões de toneladas. Um aumento de quatro por cento sobre o ano anterior. Portanto, a crise não vem da diminuição da safra.
De 1961 a 2007 a produção de grãos no mundo triplicou, enquanto a população somente duplicou. São dados que precisam estar presentes numa análise atenta para compreender o que se passa.
O Brasil se orgulha de ser um país exportador de grãos. Calcula-se que a safra de grãos neste ano chegará a 139 milhões de toneladas. Parece muito. Mas é pouco. Os Estados Unidos, só de trigo produzem 150 milhões de toneladas. No Brasil existem terras ociosas, em toda parte. Por que não são cultivadas?
A crise atual denuncia o desvirtuamento da agricultura, em todo o seu processo produtivo. É preciso voltar ao bom senso, e recuperar a finalidade primordial da agricultura, que é a de produzir alimentos para saciar a fome da humanidade. E não fazer dela um mercado lucrativo para os que especulam com a fome das pessoas.
Introduziu-se na agricultura a especulação financeira. De acordo com Paul Waldie, no ano dois mil havia perto de cinco bilhões de dólares apostando na variação dos preços agrícolas. Dinheiro que não se destinava a comprar nenhuma tonelada física, mas só especulava em cima da variação de preços. Em 2007 este número saltou para 175 bilhões de dólares, aplicados na especulação que produz lucros às custas das manobras para aumento dos preços agrícolas.
Esta a primeira perversão da agricultura. A agricultura se tornou um negócio especulativo. No Brasil esta especulação se materializa na concentração em quatro ou cinco grandes companhias transnacionais que dominam o mercado exportador de grãos. A agricultura virou negócio especulativo.
Outra perversão está no sistema produtivo. Quem mais produz alimentos, está provado, é a agricultura familiar. A produção de alimentos supõe um relacionamento efetivo e afetivo do agricultor com a terra. Este relacionamento torna viável a permanência do agricultor em sua propriedade, para nela cuidar da plantação com a dedicação e competência que ela requer. Mas o governo prefere se encantar com as grandes empresas, que fazer da agricultura o "agro negócio", cujos parâmetros de eficiência são o lucro, não o atendimento das necessidades de alimentos da população.
Mas, em cima da agricultura caem outras especulações, sobretudo através do preço dos insumos. A desculpa para o seu constante aumento era o preço do dólar, dado que muitos dos seus ingredientes precisam ser importados. Agora o dólar baixou. Mas os insumos continuam subindo. De tal modo que o agricultor continua apertado. Diante desta situação, o governo permanece na inércia, reverenciando submisso as "leis do mercado", que não podem ser alteradas pelo Estado.
A crise é sinal de alerta para, se repensar por inteiro a agricultura. De vez em quando a própria realidade se encarrega de sacudir as consciências e convocar para o bom senso. Na Campanha da Fraternidade deste ano constatamos a urgência de escolher a vida. Agora, a crise de alimentos nos ensina que é a realidade que nos escolhe, nos adverte, se em tempo queremos entender os apelos que ela nos faz.
Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales, São Paulo.

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8 de maio de 2008 at 10:48

Publicado em Abastecimento

Ciência tem opções que dispensam uso de células-tronco embrionárias, diz pesquisadora

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Avanços científicos recentes indicam que é desnecessário usar embriões congelados para obter resultados com células-tronco. A avaliação é de Alice Teixeira Ferreira, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Biofísica e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo ela, em 2005, quando foi aprovada a Lei de Biossegurança no país, autorizando as pesquisas com células-tronco embrionárias, já se sabia de suas limitações, como a ocorrência de rejeição e tumores. No entanto, resultados obtidos por cientistas a partir do ano passado vêm mostrando que o material pode ser ser substituído com vantagens pelas células-tronco adultas, obtidas a partir do líquido amniótico que envolve bebê numa gestação, do cordão umbilical e da medula óssea.
Ao participar dia 5/5, em Brasília, da divulgação da Declaração de Brasília, documento contra o uso das células embrionárias, a pesquisadora destacou que dois estudos concluídos em 2007 (um nos Estudos Unidos e outro no Japão) mostraram que células-tronco adultas podem ser reprogramadas e adquirirem potencial idêntico ao das embrionárias: o de assumir um tipo desejado de função (óssea, muscular, nervosa, por exemplo) e, reproduzindo-se, substituir células doentes no organismo.
“Para que vou precisar agora de células embrionárias humanas?“, questionou Alice Ferreira. Segundo ela, as células-tronco adultas já estão sendo usadas experimentalmente em cerca de 20 mil pacientes no mundo para o tratamento de 73 doenças degenerativas.
De acordo com o material divulgado na apresentação da Declaração de Brasília, pesquisadores conseguiram transformar células de cordão umbilical em células nervosas, o que antes parecia ser uma possibilidade apenas das células embrionárias.
Outro dado citado é que, no Brasil, o pesquisador Ricardo Ribeiro dos Santos, da Fundação Osvaldo Cruz na Bahia, transplantou células de medula óssea em dois gatos paraplégicos que estão voltando a andar.
Alice Ferreira salientou que muitos cientistas brasileiros defendem o uso embriões para pesquisa básica, ou seja, para estudar o desenvolvimento de células embrionárias, e não para buscar o tratamento de doenças. Segundo ela, esse tipo de pesquisa pode ser realizado facilmente com células do líquido amniótico, que podem ser retiradas das gestantes quando elas são submetidas a parto por cesáreas, sem implicar na utilização de embriões.

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6 de maio de 2008 at 9:47

Publicado em Notícias e política

Chácara próxima a Brasília mostra experiências de construção sustentável Chácara próxima a Brasília mostra experiências de construção sustentável

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A 25 quilômetros de Brasília, uma área de cerrado quase intacta abriga construções de barro com telhados gramados, aproveitamento de água da chuva e produção de alimentos sem agroquímicos, numa paisagem que nem de longe lembra a capital de concreto do Plano Piloto e da Esplanada dos Ministérios.
Erguida com técnicas de “bioconstrução”, a Chácara Asa Branca é uma das experiências brasileiras de permacultura, conceito de planejamento e execução de ocupações humanas de forma sustentável, com respeito ao meio ambiente e “uso ético” dos recursos naturais e dos bens de consumo, de acordo com o administrador Leandro Jacinto, um dos proprietários da área.
“A idéia não era chegar e ‘limpar o terreno’. É o contrário, as mudanças que fazemos têm a intenção de preservar o ambiente, e até melhorá-lo. O impacto passa a ser positivo”, relata.
“Temos três éticas na permacultura: cuidado com as pessoas, cuidado com a Terra e distribuição dos excedentes”, destaca Leandro Jacinto. Segundo ele, pensar a “arquitetura humana” com sustentabilidade é uma maneira de contribuir para "atenuar problemas mundiais, como a escassez de água, as restrições à produção de alimentos e até mesmo o aquecimento do planeta".
A sustentabilidade das construções também é aplicada nas soluções de saneamento básico. A água da chuva é armazenada em três grandes reservatórios, construídos com técnicas da permacultura. “É água suficiente para seis meses, sem precisar de outras fontes de abastecimento”, aponta Jacinto.
Nos banheiros, a descarga tradicional – que utiliza água potável – foi substituída por um sistema de compostagem: os resíduos são misturados à serragem e depois de passar por um processo químico natural, são transformados em adubo orgânico para hortas e jardins. A irrigação com água da chuva e a adubação natural garantem a produção de hortaliças, leguminosas e frutas, para consumo da chácara. A meta dos moradores – três famílias atualmente – é ter 60% da sua alimentação produzida no local.
“A gente busca solução para vários problemas, de forma simples e reaplicável. Acreditamos que é possível ser responsável pela nossa própria existência”, sugere Jacinto.
LEGENDA: Leandro Jacinto, administrador da Chácara Asa Branca, uma das experiências brasileiras de permacultura, conceito de planejamento e execução de ocupações humanas de forma sustentável, com respeito ao meio ambiente

Written by Página Leste

6 de maio de 2008 at 9:43

Publicado em Meio Ambiente