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Frente parlamentar discute prolongamento da Jacú Pêssego

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Ainda atrás de maiores esclarecimentos sobre os impactos que serão causados pela extensão dos 9 quilômetros da Avenida Jacu Pêssego em direção à cidade de Mauá, dentro do projeto que visa ligar o aeroporto de Cumbica em Guarulhos ao porto de Santos no litoral Sul, dezenas de pessoas participaram de mais um debate promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Zona Leste que reúne vereadores da cidade. O evento ocorreu dia 08/04 na Câmara Municipal.
Para dar explicações, estiveram presentes, além de alguns técnicos de órgãos dos governos estadual e municipal, o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura e Obras da Prefeitura de São Paulo, Marcos Penido e Paulo Vieira de Souza, diretor de Engenharia da Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S/A. Penido fez uma exposição genérica sobre o significado da obra através de exposição audiovisual e o representante da Dersa detalhou o projeto e respondeu as perguntas dos presentes, principalmente no que diz respeito aos critérios de desapropriação de casas e estabelecimentos comerciais que serão afetadas pelo prolongamento da via.
Não sem antes lembrar que a operação Jacu Pêssego visa o desenvolvimento local, por isso estão previstas outras intervenções dos governos na região como, por exemplo, na área da educação, a exposição em audiovisual da Dersa deu uma idéia mais aproximada onde efetivamente está proposto desapropriações. A presença de lideranças locais que indagavam sobre locais específicos à medida que eles iam sendo apresentados no telão fez com que o representante da Dersa fosse incitado a dar detalhes que foram retomados logo depois no debate. Antes da exposição específica sobre o prolongamento da Jacú Pêssego um pequeno filme indicava a pretensão da Dersa em uma série de importantes intervenções na cidade de São Paulo; obras previstas para os próximos anos, a exemplo do próprio prolongamento da Jacú Pêssego que, apesar de já iniciada, deixa para a partir do próximo ano, segundo o seu cronograma, as ações mais impactantes, talvez pela necessidade de se aguardar os resultados eleitorais deste ano que decide quem dirigirá a cidade no próximo período.
Entre as exposições e debates, os vereadores presentes: Paulo Fiorilo que coordenou a mesa, Beto Custódio e Francisco Macena, todos do PT e Gilson Barreto (PSDB) teceram comentários e deixaram perguntas em aberto para as respostas dos representantes dos governos. Macena, por exemplo, questionou os valores de indenização para as famílias desapropriadas que ainda não estão totalmente definidos, no que foi apoiado por grande parte dos presentes; pessoas que moram ou tem atuação comunitária nos locais onde estão previstas desapropriações. O vereador Beto Custódio alertou para os riscos e os prejuízos ambientais do projeto, entre outras indagações.
Durante as respostas Paulo Vieira, da Dersa, que além de chamar para a empresa que representa a responsabilidade pelas negociações e eventuais indenizações, disse que os valores ainda estão em abertos, mas que a experiência com as desapropriações para a construção do rodoanel tem indicado que as famílias removidas têm ficado satisfeitas com as negociações. Quanto ao impacto ambiental foi mais incisivo, e para demonstrar os cuidados com esse aspecto da questão, deu como exemplo o compromisso de que para cada árvore removida seriam replantadas ou repostas no mínimo o dobro da quantidade. Falou também do Pólo Cultural e Ambiental que está proposto para a Vila Jacuí dando garantia da sua entrega.
Aberta a participação dos presentes; dúvidas quanto aos diferentes critérios para as indenizações foram mencionadas. A necessidade de manter canais abertos de negociação e acompanhamento das obras também foi sugerida por lideranças locais: Hamilton Clemente do Jardim da Conquista e Luiz Barbosa, ex-administrador regional da Penha. Para outras lideranças as dúvidas ainda sobre as desapropriações eram como seriam tratadas as áreas ocupadas por comércios. Segundo o representante da Dersa “da mesma forma que as residências e com valores iguais”, sentenciou.
A possibilidade de toda a obra parar por conta da eleição de novo prefeito ainda este ano foi lembrada por este repórter que indagou como ficaria o papel do Estado com a possibilidade de uma situação adversa. “Naturalmente a eleição de um prefeito é uma ação soberana e de fato só o prefeito legitimamente eleito é que define a continuidade ou não das obras”, registrou.
Ao final o representante da Dersa colocou-se a disposição dos presentes para maiores esclarecimentos e outras oportunidades. A primeira já está agendada. Uma conversa com os membros da Comissão de Política Urbana. Metropolitana e Meio Ambiente, segundo informou o vereador Francisco Macena (PT), um deles. (JMN)

Written by Página Leste

22 de abril de 2008 às 10:52

Publicado em Notícias e política

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