Diretoria da Associação se queixa de oportunismo político
Estivemos mais de uma vez no gabinete do Gilson Barreto para se somar conosco no Conselho para trabalhar junto, convidamos oficialmente para tomar parte e se posicionar. Ele nunca foi. Dizia que não ia ao Conquista para não ser trucidado. Ele acha que a gente bate forte.
A diretoria está aberta às divergências durante a campanha tínhamos três chapas. A associação hoje não é mais uma locação de assessores políticos. As portas estão abertas para as lideranças, independente de quem eles apóiem.
Para comemorar o 18º aniversário do bairro, a Associação dos Moradores do Jardim da Conquista realizou uma festa no dia 20/10 na Travessa Noite Cheia de Estrelas com Travessa Três Pingos d´Água, próximo a Igreja São Miguel, entre os atrativos estava sendo sorteada uma bicicleta, através de preenchimento de um cupom que deveria ser colocada nas urnas durante a festa.
A diretoria da Associação dos Moradores do Jardim Conquista que comemorou recentemente o seu 18º aniversário de fundação visitou a redação para informar que a comunidade está contente com a assinatura dos contratos com a Cohab que darão futuramente a posse definitiva de seus lotes no bairro.
Estiveram presentes o presidente Laércio José de Souza e os secretários José Milton Nunes e Deise Aquiles que foram eleitos em votação aberta e tomaram posse no dia 9 de setembro último. Eles também participam do Conselho Gestor de Regularização formado especialmente para acompanhar todo esse processo.
Segundo Laércio explicou as primeiras parcelas começaram a ser pagas a partir de 10 de novembro e as parcelas terão reajustes anuais pelo índice da Fipe – Fundação de Pesquisas Econômicas da USP. Os valores são diferentes a depender de onde estão os lotes. Na avenida principal Somos Todos Iguais o valor a ser pago será de R$ 107,46 por metro quadrado. Para o pagamento à vista haverá um desconto de 15% sobre o valor total, mas os lotes podem ser pagos em até 100 prestações. Ainda segundo Laércio a média dos preços está em R$ 5 Mil; nas áreas mais nobres podem chegar a 8 ou 12 Mil reais. Para exemplificar cita que a área onde está localizada a associação alcançou o valor de 18 Mil Reais. Nesse caso a direção da associação está negociando com a Cohab a cessão de posse definitiva gratuitamente.
Para Deise Aquiles foram 5536 lotes regularizados nesta primeira etapa. Estão previstas mais duas etapas que vão ser as áreas de risco e fundo de vale em algumas partes onde está previsto a extensão da Jacu Pêssego. Por enquanto a Cohab ainda estuda os casos onde houve por parte dos ocupantes contestação sobre as metragens. A Cohab e a Resolo estão avaliando esses casos. Ainda segundo Deise, a Cohab se comprometeu a chamá-los para tratar das outras etapas.
Mas como quando se trata de Jardim da Conquista nem tudo são flores, a atual direção da entidade reclama das eventuais iniciativas paralelas que são feitas por algumas lideranças, inclusive algumas que estiveram em outras diretoria da entidade que acabam dividindo e criando confusão no seio da comunidade. Deise chega a citar Tauá, Dona Vera, Reis e Luiza como algumas pessoas que estão se comportando dessa forma. “Apesar de convidados não participaram nem da comemoração de aniversário da associação”, reclama, mas insistindo que a diretoria quer a colaboração deles. Para a diretoria interesses partidários de algumas lideranças acabam interferindo na possibilidade de um trabalho conjunto.
Queixa mesmo sobrou para o vereador Gilson Barreto, cujos apoiadores andam espalhando que a regularização, que a propósito nem está acontecendo agora, seria obra do vereador. O que eles dizem efetivamente é que em mais de uma ocasião o que se viu foi o vereador querendo pegar carona na janelinha num trem que já estava andando. Para justificar a insatisfação, Deise informa que o plano de trabalho já estava fechado com a Cohab desde 2004. “Ficamos chateados sim com essa tentativa de pegar ganho nessa luta para se auto promover. O vereador poderia estar trabalhando junto com a associação. Agora se aproveitar da luta dos outros é errado”, sentencia. Para completar falam do comportamento exemplar que o deputado estadual Adriano Diogo tem tido com a luta daquelas lideranças, para evidenciar dois formas diferentes de atuar.
A diretoria ainda lembra que sem o Conselho Gestor que foi constituído em fevereiro de 2007, a não ser que ele seja destituído, nem o prefeito pode assinar a regularização. “Precisa da aprovação do Conselho”, enfatizam.
Os preços, em 2004 eram diferentes. Saia em 66, 46 o m2 em 2004 em assembléia com a população em 12/12/04 dentro da Escola Carlos Correia Mascaro. Aumentou depois de três anos. Aumento de 80%. Agora com juros e correção, antes seria só com correção monetária. Pelos cálculos é ate vantajoso para parcelas alongadas. Teve muito aumento. Isso não tem nada a ver com o GB.
Ainda não estamos na fase de regularização, diz presidente da associação
Laércio explica que existe um TAC Termo de Ajustamento de Conduta. O Ministério Público que acompanhou a celebração desse termo opinou por um Contrato de Cessão de Posse com opção de compra. Por sugestão defendida pelo MP o que ser receberia pela aquisição dos lotes deveria ser aplicada em obras. “Estamos pagando as obras de melhorias que já foram embutidas no valor. A regularização é posterior. No site da prefeitura, por exemplo, tem uma matéria com o título ‘Sai à regularização do Jardim da Conquista’. Não é verdade. É propaganda enganosa. Não saiu a regularização porque ainda estamos montando o plano urbanístico do bairro que precisa ser aprovado para depois regularizar. O prazo dado pelo MP é até 2009”, esclarece.
Segundo o presidente da associação outra informação pertinente é o aumento de preço que houve desde a assembléia realizada em 2004 com a população na Escola Carlos Correia Mascaro. “Houve um aumento nos preços dos lotes na ordem de 80%. Antes era só correção monetária agora temos também juros. Antigamente os preços do metro quadrado não atingiam 70 Reais”, esclarece.
O que pretende a diretoria com o ânimo renovado
Indagados a respeito os diretores informaram que a associação mantém abertas suas portas e a cada 15 dias realiza chá com bate papo onde podem ocorrer palestras, dinâmicas diversas, bingos, etc. Buscam ainda ampliar a cota de leite e até mesmo o tradicional sopão deve voltar. “Vai depender da regularização dos documentos recentes da associação que deve acontecer nos próximos dias”, explicam.
A associação do Jardim da Conquista, a exemplo de outras entidades vem mudando o seu perfil. Se num tempo não muito distante a associação estava envolvida em lutas reivindicatórias agora ela está mais assistencialista embora ainda precisem lutar pela instalação de uma lotérica ou agência bancária; grandes ausências do bairro.
Devido à intensa ocupação do seu espaço, não se preservou espaços públicos para equipamentos públicos e é com essa realidade que aquela comunidade tem que conviver embora entre outras tarefas a associação se debruce sobre alternativas para essa situação. “O Jardim da Conquista se iniciou com uma ocupação, com algum planejamento, entretanto com o passar do tempo começaram a ocorrer uma série de invasões que inviabilizou a reserva desses espaços”, esclarecem ao mesmo tempo em que lembram de um pedaço de fundo de vale que foi aterrado recentemente, mas que de uma hora para outra começaram a construir novamente no local.
Outra observação é que não se sabe ao certo o número de habitantes do Jardim da Conquista, entretanto, especulam algo em torno de 55 mil, o que só o censo oficial poderia confirmar. Ao final reconheceram a cobertura honesta e isenta que o jornal Gazeta de São Mateus tem dado às questões do Jardim da Conquista.
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