Aposentada convive com descaso da Sabesp e prefeitura
Depois de anos de trabalho duro a aposentada Marta dos Santos, 75 anos, foi obrigada a abandonar sua casa recentemente e passou a pagar aluguel nas proximidades por conta dos transtornos causados pelas constantes inundações com água pútrida em seu quintal. As razões de tanto transtorno constatado pela reportagem têm vários fatores, mas a falta de solução para os encanamentos próximos a sua casa de responsabilidade da Sabesp em recolher adequadamente os efluentes domésticos é um dos principais.
O drama que a aposentada vive foi transferido para inquilinos que posteriormente abandonaram também a casa em função da situação caótica em tempos de chuva. Segundo a aposentada: “O problema está no entupimento da galeria ao lado de minha casa. Estou há muito tempo aqui e sei como foram feitos esses encanamentos”. Dona Marta lembra que quando foram feitos os arruamentos no local no tempo em que Reinaldo de Barros era prefeito, começou com a Avenida Maria Luiza do Val Penteado. A partir de então sua casa ficou ligeiramente abaixo do nível da rua. Os problemas, entretanto, se agravaram depois com o aumento do número de moradores no entorno.
Não bastassem as águas poluídas no quintal a situação ainda fica mais incomoda em função da convivência com a favela ao lado. Segundo a aposentada os moradores da favela jogam todo tipo de detritos na boca da galeria próximo aos canos a céu aberto provocando o entupimento e ainda despejam e tocam fogo constantemente em lixos e restos de móveis dispensados na parede da Creche Maria Cursi. Inalou e cheirou o lixo que se acumulava próximo durante todo o tempo. Por esse motivo, foi em mais de uma ocasião, à subprefeitura de São Mateus em companhia da diretora da creche para solicitar providências quanto aos problemas.
Foram inúmeras idas e vindas e a prefeitura e a Sabesp só atuando com paliativos quando a situação estava muito crítica. Apesar da sua idade ouviu mais de uma vez que ela deveria se conformar e até retirar a água que se acumula com as próprias mãos. Também foi orientada a anotar as placas de veículos que viessem a despejar entulhos e dejetos ao lado de sua casa e da creche como se essa fosse sua responsabilidade.
A aposentada que insiste em que o problema é da Sabesp, mas que a Prefeitura também tem responsabilidades, com razão, está apreensiva com o período de chuvas que se avizinha. Em função disso, a convite da redação a subprefeitura se comprometeu a dar uma olhada no local para tentar, de uma vez por todas, definir qual o problema e indicar as possíveis soluções.
Bem que a munícipe merece. Além de pagar seus impostos regularmente, ela ainda, apesar da idade, trabalha já há dez anos como voluntária no atendimento a doentes no Hospital de São Mateus.
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