São Mateus: refletir o passado e agir para o futuro
EDITORIAL
São Mateus: refletir o passado e agir para o futuro
Para um distrito que segundo Censo oficial de 2000 tinha uma população de 381.605 habitantes e que segundo projeções de Sempla deverá ter aproximadamente 493.000 habitantes em 2010 quase nada de sua história tinha vindo ao conhecimento público antes da existência do jornal Gazeta de São Mateus. Foi com empenho, dedicação e esforço que parte dessa inesgotável história tem vindo a público através destas páginas nos últimos 14 anos; o mesmo período em que circulamos ininterruptamente. E quem sabe da lida em manter um jornal com esse perfil, sobrevivendo de seus próprios esforços sabe o valor que isso tem.
Não merecemos palmas por isso, apenas faz parte de nossa índole e missão: contribuir para a divulgação dos fatos e pelejar pelo desenvolvimento sustentável, diga-se de passagem, dessa imensa comunidade que aqui cria raízes, labuta e convive socialmente.
Achamos que tanto esforço tem valido a pena e que, mesmo em doses homeopáticas, deixaremos para o presente e para o futuro registros únicos, valiosos, fiéis do que tem sido essa história. Claro, sabemos que ela sempre estará incompleta e que visões distintas sobre os mesmo fatos ainda não foram totalmente registrados, entretanto, temos a compreensão que essa é uma tarefa para qual, historiadores, pesquisadores e porque não dizer, a própria comunidade poderia se debruçar.
Trata-se, mesmo pelo pouco que registramos, mas que é muito comparado ao que já se fez de uma história bonita, sensível e dizemos isso sem pieguice e sem desvios paroquianos. A nossa história é isso mesmo; cheio de lutas, de contradições; de pequenas e grandes obras; de pequenas e grandes participações. Na parte da história que estamos tendo o prazer de entregar nesta edição aos leitores e a toda comunidade, o nome da família Mateo Bei, de Nildo Gregório, de Tia Cida, por exemplo, são lembrados não em sua totalidade é claro, visto que essa seria uma tarefa a que teríamos que nos dedicar com a competência e a persistência de arqueólogos e de historiadores, mas com lealdade, com a realidade que pudemos observar e registrar. Para muitos as informações pouco vão acrescentar; outros poderão criticar que os dados estão incompletos, mas para a maioria será a primeira vez que poderão ler um pouco do que foi o passado longínquo e mais recente e fazer suas comparações e, oxalá, suas próprias pesquisas.
Para reunir essas informações, a diretora desse jornal correu trecho, pesquisou, ouviu pacientemente todos que tinham alguma coisa a declarar e o resultado, depois de editado e resumido você pode encontrar nesta edição. Da redação temos certeza que ainda faltava encontrar alguns elos perdidos, vasculhar algumas informações com mais profundidade, entretanto, esperamos contar com a compreensão dos leitores que não é esse necessariamente o papel do jornal.
Olhamos para o passado para agir no presente e construir o futuro e esta edição não estaria completa se não deixássemos algumas informações que apontam para o futuro, algumas explícitas, como por exemplo, um breve painel sobre o que o poder público reserva para esta comunidade em entrevista com o atual subprefeito de São Mateus e outras sutis para a reflexão de todos nos que em conhecendo o passado e vivenciado o presente possamos especular como pode ser o futuro.
Apenas uma certeza agregou-se ao nosso entendimento. São Mateus ainda tem muito trecho a percorrer e que essa empreitada ficará mais fácil se o povo se organizar, equacionar suas demandas; pressionar os poderes públicos, mas também fazer sua parte; operar no seu quintal, digamos assim. Como a história de alguns aqui nos mostra são também com pequenas e corretas ações que cada um de nós pode empreender que uma comunidade mais sadia, mais justa poderá ser construída.Portanto, nosso convite nesta edição é para que reflitamos sobre o passado e nos organizemos em ação para o futuro. São Mateus, pela sua rica história, merece essa atenção de nossa parte. – Publicado na Gazeta de São Mateus, ed251
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