Grupos de Trabalho do FDZL trocam experiências
O Fórum Para o Desenvolvimento da Zona Leste fez sua primeira reunião ampliada da atual gestão sob a presidência do professor José Bortoloto no dia 21/09 no Sesi CAT Mário Amato, na Cidade A E Carvalho para trocar informações sobre as atividades dos diversos grupos de trabalho que o compõe. Parte da Executiva, membros do conselho fiscal e diretores das áreas estiveram presentes. A idéia, segundo expôs o presidente era fortalecer os laços entre seus membros de forma a estimular as contribuições entre os vários grupos. Como método optou-se pela exposição sucinta dos trabalhos desenvolvidos.
Primeiro a expor, o professor Valter de Almeida Costa, presidente na gestão anterior e atual diretor do grupo de Educação fez um breve relato das atividades em que o grupo participou e participa. O plano setorial de qualificação para o comércio em parceria com o Ministério do Trabalho, Sindicato dos Comerciários e Distrital Mooca da Associação Comercial foi lembrado como uma atividade que após muitas reuniões foi interrompida no início de 2007, pelo não cumprimento de uma das cláusulas necessárias que era uma carta compromisso assinada por empresários e comerciantes e por uma mudança ocorrida na direção do Ministério do Trabalho no período. A idéia do projeto era qualificar mão-de-obra local para as diversas oportunidades de ocupação que poderão ocorrer na região por conta da abertura de grandes empreendimentos na zona leste.
Já o curso gratuito de preparação ao concurso de seleção de professores e diretores da rede estadual de ensino proposto pela Associação Cultural e Educativa Ética & Arte na Educação, uma das entidades do FDZL foi concluída com êxito em parceria com a Universidade Cruzeiro do Sul.
Em função dos alarmantes dados sobre a qualidade do Ensino Médio público na zona Leste de são Paulo o GT de Educação em parceria com o Fórum de Educação da Zona Leste, a ONG Ação Educativa e a USP Leste formaram um grupo de apoio para formação de um grupo de trabalhos sobre o Ensino Médio. O grupo também participa do projeto de Centro Cultural da Zona Leste em parceria com a Paróquia São Francisco de Assis, do Padre Ticão. Por sugestão do GT que deverá ser apreciada pela Universidade de São Paulo o centro poderá ser instalado no campus da USP Leste.
“É preciso incentivos a fundo perdido”, diz Eduardo Pinheiro
Eduardo Pinheiro, falou pelo grupo de urbanismo que acompanha as propostas e as grandes intervenções, principalmente no viário da zona Leste. Nesse sentido acompanha a revisão do Plano Diretor nas subprefeituras da zona leste; a construção do sistema Jacu Pêssego, a construção da Nova Radial Leste ligando-a ao Tiquatira como parte do arco de interesses do Fórum.
Com relação às Leis de incentivo fiscal para facilitar a instalação de empresas no eixo da Jacú Pêssego e na Nova Radial Leste, Eduardo Pinheiro acredita que os governos, principalmente municipal, têm que pensar em investimentos a título de fundo perdido para desenvolver a região. Por fim, Eduardo acredita ser necessário que as intervenções urbanísticas na região sejam acompanhadas de outras tantas políticas públicas visando incluir cada vez mais a sociedade em direção a um desenvolvimento sustentado.
Pe. Rosalvino é destaque em revista
O GT de Direitos Humanos deu partida ao Movimento Caminhos para a Paz com um seminário realizado na Imprensa Oficial, na Mooca. Durante o seminário Luiza Monteiro de Araújo Soares traçou um perfil da situação na Zona Leste e a secretária de Defesa Social de Diadema, Regina Miki explicou como as iniciativas tomadas pela administração daquela cidade resultaram na diminuição dos crimes.
A reflexão do seminário registrou a importância de ações junto a jovens de 14 a 24 anos, faixa etária mais presente nos índices de criminalidade e violência. Diante da conclusão a direção da distrital Mooca da ACSP divulgou na última edição de sua revista o trabalho do Padre Rosalvino, da Obras Sociais Dom Bosco como destaque. O Pe. Rosalvino, presente a reunião agradeceu o grande destaque, do qual, modestamente, se disse não merecedor.
Se qualificar para buscar recursos para Cultura e Esportes
O diretor do Grupo de Trabalho de Cultura e Esportes, Rogério de forma propôs que o FDZL assumisse a realização de um seminário para agregar mais interessados e que o fórum deveria ser uma espécie de orientador das entidades na busca de recursos públicos para seus projetos. Segundo o levantamento do diretor, a verba recebida para Cultura e Esporte na zona leste está muito aquém do seu potencial e de suas possibilidades. Rogério também sugeriu que o FDZL assumisse uma luta popular pelo resgate do Clube da Nitro Química em São Miguel Paulista.
GT Meio Ambiente faz projeto para estimular a reciclagem em São Paulo
Falando por um dos grupos de trabalho mais ativos dentro do FDZL, Ângelo Iervolino do GT de Meio Ambiente relatou que vem acompanhando a implicações ambientais da instalação do Expresso Tiradentes que passa por São Mateus e instalação do novo aterro sanitário próximo ao Aterro São João que tinha oposição da comunidade. Para Iervolino, o projeto vai sair à revelia da vontade da população e que poderia ser menos impactante que os projetos contemplassem iniciativas que incentivasse os recicladores.
Também por iniciativa do grupo que fez um importante projeto que deverá ser modelo para toda a cidade, a empresa Limpurb, ganhadora da licitação na coleta de lixo na Zona Leste, deverá além da coleta do lixo ser um dos gerenciadores de projetos de estímulos à reciclagem com a conseqüente formação de cooperativas para geração de renda. Para tanto estão previstos recursos do PAC do governo federal, na ordem de R$ 14 milhões.
Com a obrigatoriedade de estimular a reciclagem ganham todos: a empresa, os catadores e a cidade.
“É preciso definir como o FDZL participa”, lembra delegado Cicone
O delegado titular do 54º DP da Cidade Tiradentes e membro do Fórum através do Instituto Educar para a Paz, Marco Antonio Cicone levantou questionamentos quanto ao caráter do fórum que não foram totalmente esclarecidos. Cicone queria saber se o FDZL continuará sendo um grande guarda-chuva para orientar as entidades, principalmente na busca de recursos para os trabalhos ou se seria o FDZL a entidade que celebrará convênios e os repassará as entidades propositoras. Mesmo sem resposta, durante a reunião, Cicone destacou a importância do fórum para a região.
A pergunta, ainda sem resposta, faz sentido e precisará de uma eventual assembléia extraordinária para definir melhor qual será o seu papel nessa questão em particular. É previsível que a Executiva e o Conselho Consultivo se debrucem sobre o assunto no próximo período.
Último a falar, Geraldo Pereira, diretor do Sesi Cat Mário Amato, também participante do FDZL desde a fundação colocou a disposição o espaço para outras reuniões.
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