Paginaleste's Blog

Espaço de observação comprometido com a cidadania.

Archive for julho 2007

4ª Caminhada ao Morro do Cruzeiro

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A capital ainda tem reservas de Mata Atlântica secundária em São Mateus, mas se não houver um intervenção forte do poder público, principalmente da Prefeitura e da Segurança, com o reforço e o apoio para desenvolver mais intensamente um policiamento ambiental será por pouco tempo.
Foi o que os participantes da 4ª Caminhada ao Morro do Cruzeiro realizada na manhã do dia 28/07, num frio de 10º C puderam constatar e se revoltar com as várias antenas de rádios piratas instaladas no local e as construções irregulares que crescem a cada dia ao pé do morro.
Por causa do mau tempo no sábado e as trilhas escorregadias os caminhantes e fiéis, entre eles o deputado estadual, Adriano Diogo (PT/SP), único parlamentar presente não subiram e a missa prevista para ocorrer no topo foi realizada ao pé do morro com o bispo retratando durante a homilia a indignação que tomou conta de todos os presentes. O momento foi de muita tristeza.
O Morro do Cruzeiro com seus 990 metros de altura oferece uma visão privilegiada da zona leste de São Paulo e poderia ser um bonito palco da natureza e um significativo recurso para ser explorado em forma de turismo, sem uma intervenção vai se transformar, e breve, em mais uma aglomerado urbano de péssima qualidade de vida.
Não se sabe até quanto, mas a cidade de São Paulo perde cada vez mais as suas reservas de Mata Atlântica que são encurtadas por não estarem preservadas por lei, dando lugar as ocupações irregulares. Moradores vão chegando substituindo a mata.
A luta sempre difícil dos cidadãos conscientes na região tem entre suas lideranças a bióloga Vandineide Ribeiro dos Santos e é para transformar o que resta em uma APA (Área de Proteção Ambiental). No projeto da APA são quatro os pontos de vegetação nativa incluídos: o Morro do Cruzeiro, um dos mais altos de São Paulo; e as nascentes dos rios Aricanduva, Limoeiro e Palanque, no distrito de Iguatemi. O projeto da APA foi apresentado no ano passado, mas não foi aprovado porque houve uma discussão a respeito dos limites do espaço, segundo Vandineide. “Há sugestões para que se torne um parque ou uma APA estadual”, diz. A bióloga alerta, no entanto, que há desvantagens nestas opções. “Para transformar em um parque a Prefeitura teria de comprar os terrenos, que são privados. E uma APA estadual levaria muito tempo em negociações e nós precisamos de ação imediata”.
Se ainda der tempo e chegar a ser transformada em uma APA, a área poderá ser explorada pelo ecoturismo e turismo rural, já que o objetivo em criar espaços como este é compatibilizar a conservação ambiental com o uso sustentável de parte dos recursos naturais. Com a possibilidade de gerar renda com o turismo, os proprietários dos terrenos ajudariam o poder público a fiscalizar as ocupações e o uso irregular das áreas protegidas. “Este é um bem de toda a cidade”, afirma a bióloga, lembrando que os rios da região alimentam o Tietê. Mas, graças às ocupações e à dificuldade de fiscalização, são poluídos apenas algumas centenas de metros após as nascentes. (JMN) 

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31 de julho de 2007 at 17:09

Publicado em Meio Ambiente

Acidente em Congonhas: A caixa preta nem foi aberta; é cedo para concluir

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Todas as revistas semanais, os jornais diários e os principais programas televisivos, vêm dando destaque ao acidente com o Airbus A-320 da TAM que ultrapassou os limites do aeroporto de Congonhas indo se chocar com um posto de carga da própria empresa onde trabalhavam mais de uma centena de pessoas. Não tinha como ser diferente.
Um acidente de tamanha proporção vitimou todos os passageiros e tripulantes da aeronave e quase todos os que estavam no prédio. O que se viu a seguir foram imagens que deixou atônito qualquer um que estivesse prestando atenção. Impossível imaginar o que sentiram as vítimas no instante do choque e o incêndio que se seguiu. Pêsames as famílias de todas as vítimas.
Na cobertura sobre o acidente, os meios de comunicação cumpriram a risca o seu papel dando publicidade ao fato, entretanto, não tem como não se incomodar com o papel que alguns destes e seus respectivos colunistas estão fazendo. Uma primeira observação é a precipitação com que, colunistas adversários declarados e outros nem tanto do atual governo federal, estão tendo e, portanto, fazendo muito malabarismo para carimbar o acidente em função da negligência das autoridades.
Faz parte da boa prática do jornalismo trabalhar com especulações. Por exemplo, se a falta de ranhuras na pista de Congonhas poderia causar o acidente; se as condições climáticas daquele instante permitiriam um pouso seguro. Claro que vale especular; o que não se pode é concluir com a precipitação e velocidade igual a da aeronave em questão. A cada hora está mais difícil sustentar as conclusões atabalhoadas sob meras suposições de alguns veículos que já apontaram, de antemão, como sendo responsabilidade apenas do governo federal. Isso só o tempo, as investigações e a serenidade poderão apontar. O que não fica bem é num momento de tanta dor e pesar, jornais, revistas e TV´s tentarem fazer “guerrinha” política de aprofundamento da crise contra seu adversário.
Diversos políticos também se comportam com a mesma afobação. Um exemplo é o deputado federal Raul Jungmann (PPS), para ficar só neste nome, que protocolou um pedido de esclarecimentos do governo federal, como se isso fosse necessário e a investigação sobre o acidente não fosse ocorrer. Outro que não dá para deixar de citar é o governador de São Paulo, José Serra, que uma hora após o acidente estava no local insinuando responsabilidades do governo federal. Interessante notar que o governador simplesmente desapareceu e deu muito poucas declarações durante o acidente que ocorreu meses atrás nas obras de construção de uma estação de metrô que desabou e fez diversas vítimas. Nesse o Governo do Estado tem responsabilidade também, pois, foi por sua decisão que a responsabilidade das obras foram passadas para as empreiteiras.
Vamos supor que fazemos coro aos descontentes e parte da grande mídia e responsabilizemos o governo. Fica resolvido o assunto? Onde ficam as responsabilidades das empresas aéreas vendendo mais passagem do quem tem disponível fazendo com que os intervalos entre os vôos vão se reduzindo indefinidamente até o esgotamento completo dos controladores de vôos e dos operadores da infra-estrutura aeroportuária? Qual administração de um aeroporto vai conseguir produzir bons resultados e com segurança fazendo baixar e levantar aviões com milhares de seres humanos como se fosse uma fila de táxi com enorme demanda ou ônibus e metrôs em horários de picos? Mais ainda e de novo, porque as empresas colocavam em suas escalas passar por Congonhas agregando mais valor de uso porque disponível para maior lotação de suas naves e em muitas dessas viagens sem necessidade. Que “fresta” na legislação municipal, estadual e federal permitiu a construção de um prédio de altura irregular pertencente ao ramo de “diversões noturnas” de uma marca muito conhecida pela visita de lazer de políticos e executivos? Houve ou não problemas que só a caixa-preta pode revelar, mas que de forma afobada parte da mídia e leitores superficiais já sabe num estranho exercício de adivinhação?
Os leitores ainda vão argumentar; tudo bem, mas o governo deveria ter feito alguma coisa. Deveria mesmo: na esfera federal, estadual e municipal. Vamos fazer agora outro exercício. Se eles que, insisto, não podiam prever o acidente em si tivessem feito intervenções, que agora forçados pela desgraça parece terão que fazer, a mesma parte da grande mídia estaria batendo e forte contra os governos alegando que eles estariam interferindo nos lucros da iniciativa privada; que estariam inibindo a população poder viajar de avião e não resolvendo o caos aéreo que de fato existe, mas que temos de reconhecer que tem diversas razões se formos pessoas sérias.
Acidentes como aquele não podem e nem devem mais ocorrer. É disso que se trata, talvez agora dormindo com a lembrança da tragédia todos os atores dessa questão: empresas, governo e usuários possam dar a sua contribuição para evitar novas ocorrências.
O proveito político que as oposições ao atual governo buscam obter e, infelizmente esses movimentos, como de um jogo de xadrez, faz parte da cultura política no mundo todo e, no caso em questão, ainda não diminuíram. Aumenta a temperatura das críticas ao governo Lula em função da crise no setor aéreo. Editoriais e colunistas já sugerem um colapso do que chamam “corriola” de incapazes de governar o país. Até um ministro do Superior Tribunal Militar sugere que “pessoas do bem vão se pronunciar como já fizeram em um passado não muito distante”, insinuando que começam aparecer discursos de caráter golpista. É só rastrear para constatar.
Da mídia e dos seus movimentos, pouca novidade, faz parte do jogo político e de interesses nem sempre leal. Entretanto, qual é mesmo o papel da Justiça Militar no Brasil? Segundo o site do próprio STM, é julgar “apenas e tão somente os crimes militares definidos em lei”. O que estará acontecendo, então?
De volta a questão: com alguns fatos que conhecemos e outros que esperamos conhecer, culpar apenas o governo federal, do qual não temos procuração e para o qual também temos críticas, pelo acidente aéreo é concluir de forma leviana sobre tudo que está ocorrendo. (JMN)
 

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31 de julho de 2007 at 17:02

Publicado em Notícias e política

Brasil – Indignados e envergonhados

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Quem acompanhou nas últimas semanas a política no Senado a propósito do caso de seu presidente, Renan Calheiros, seguido do Senador Roriz e o fato da impunidade de um jornalista, réu confesso, que matou sua namorada pelas costas e premeditamente e depois de sete anos, apesar de condenado, estar ainda em liberdade desfrutando seu status de poderoso e rico, só pode se encher de iracúndia sagrada e sentir-se envergonhado. Isso não pode ser.

O caso do jornalista revela a venalidade de muitos juizes. Eles são fortes quando trata dos fracos. Diante dos poderosos são covardes. Mas o quadro mais sombrio é assistir pela TV as discussões no Conselho de Ética do Senado que deve julgar a imputada falta de decoro parlamentar de seu presidente. Este presumivelmente sustentava a jornalista com quem tivera um filho, mediante aportes de uma grande empreiteira. Para negar tal acusação, o Senador armou um arsenal de provas que visavam mostrar sua capacidade financeira. Porém quando analisadas pela Polícia Federal e desmascaradas pela imprensa investigativa se mostraram uma inconfessável farsa.

 

No Conselho de Ética do Senado predominava a disposição quase geral de engavetamento do processo por um instinto corporativo. É sabido que há senadores em situação semelhante àquela de Renan Calheiros, temerosos de que seus desvios viessem a público e então optam pela absolvição. Outros se mostraram lenientes por considerarem que tais coisas pertencem à cultura machista brasileira que condena as mulheres amantes ao anonimato e à invisiblidade social além de expô-las a situações vexatórias diante de suas famílias e na sociedade em geral. Aliás, quem das mulheres senadoras, abordou a condição da esposa do presidente do Senado e da jornalista, condenada a ser sua amante escondida e mãe invisível do bebê? Por que a consciência dos direitos da mulher ainda não foi incorporada em sua mente política, se de resto fazem um tão belo papel?

 

Poucos senadores se pautaram por postura ética de investigar os fatos, acolher o peso do contraditório e garantir a lisura do processo. Mas em quase todos a ética foi sacrificada ao jogo político. Até que a máscara caiu de vez: transformou-se a questão ética em questão política. Isto significa: os fatos já não contam. O que conta são as versões. As mentiras já não são mais mentiras, são ilações, os crimes constatados já não são mais crimes, mas acusações movidas por interesses excusos. Quando se instaura a questão política significa que tudo vale, pois, no tipo de nossa democrazia debole os direitos e a justiça não são instâncias referenciais que devem ser sempre garantidas, mas são mera decoração. Se medirmos nossa democracia por estes valores ela é simplesmente uma farsa e uma mentira oficialmente instalada.

 

Se na questão política há o ânimo de condenar, o acusado, mesmo inocente, será condenado. Se há ânimo de absolver, o acusado, mesmo corrupto, será absolvido. Será diferente nos processos contra Renan Calheiros e Roriz?

 

Sugestiva é a hipótese apresentada pelo cientista político da UERJ, Luiz Gonzaga de Souza Lima, segundo a qual para se entender o Brasil há que se partir não da categoria Estado e nação, mas de empresa. O Brasil, na verdade, é a maior empresa do capitalismo mundial e desde o início, a mais bem sucedida, empresa para beneficiar os ricos daqui e os de lá de fora. A continuar a encenação feita no Senado, o Brasil nunca vai dar acerto como nação. Dai nossa indignação e sentimento de vergonha. Leonardo Boff é teólogo e membro da Comissão da Carta da Terra  Fonte: http://www.adital.com.br

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15 de julho de 2007 at 10:31

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Brasil tem pior controle de corrupção, diz Banco Mundial

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Brasil tem pior controle da corrupção em 10 anos, diz Banco Mundial
 
Se é que a informação ainda vai surpreender alguém, o Banco Mundial – Bird divulgou este mês que o controle da corrupção no Brasil atingiu em 2006 o seu pior patamar nos últimos dez anos. O resultado foi apresentado no relatório Assuntos de Governança, do Bird e o índice de controle de corrupção "mede a extensão em que o poder público é usado para ganhos privados, incluindo pequenas e grandes formas de corrupção, assim como o ‘seqüestro’ do Estado pelas elites e pelos interesses privados". Descomplicando: como o Estado é utilizado pelas pessoas, organizações e empresas para encher as burras à custa dos nossos impostos.
O Brasil é muito corrupto, esse foi o sinal apresentado no relatório e tem que ser dito em todas as letras. O índice que caiu em 2006 para 47,1, em uma escala que vai de zero a cem já teve um controle melhor em 2000 quando alcançou um índice de 59,1% o que quer dizer que já fomos melhores em olhar e tentar controlar os corruptos. Agora, francamente, não surpreende mesmo, são renans, rorizes, juízes, delegados de polícia, servidores públicos federais, estaduais e municipais. São compradores das empresas públicas e são fiscais de rodovias e deixamos para os leitores completarem a lista que está muito longe de ter apenas estes.
Pioram os indicadores – O estudo do Bird que gera esse relatório faz parte de um projeto que reúne indicadores de boa governança mundial e desta vez avaliou 212 países observando seis critérios diferentes.
Além do próprio controle de corrupção, que esta muito aquém do que precisamos para não passar vergonha, o Brasil piorou nos índices que avaliam a eficiência do governo, a qualidade dos marcos regulatórios e a força no cumprimento das leis.
O índice que avalia a eficiência do governo – a qualidade dos serviços públicos, a independência do governo e a implementação de políticas – mostra que o Brasil vem perdendo posições desde 2003, mas não interessa, não é. Ainda somos campeões de futebol, vamos realizar o Pan e termos lindas praias com gente bronzeada.
Em termos da habilidade do governo brasileiro de formular e implementar leis que estimulem o setor privados, ou seja, a qualidade dos marcos regulatórios também caiu entre 2003 e 2006: de 62,9 para 54,1. Mas não importa, temos carnaval, o pantanal para pescar fora de temporada e a região amazônica para ser depredada.
Quanto à força da lei, no item que avalia a confiabilidade da polícia e dos tribunais – também piorou no Brasil. O indicador brasileiro caiu de 50, em 1996, para 41,4, em 2006 – o pior índice da história, segundo o Banco Mundial. Mas não importa poderemos jogar escondido nos bingos e tentar fazer a feirinha, livrando a nossa cara e os outros que se danem.
Estabilidade política e a representatividade dos cidadãos também foram medidas e os índices brasileiros são semelhantes na América Latina a paises como a Argentina, El Salvador e Panamá. Segundo o relatório do Bird, o Chile apresentou os melhores indicadores de toda América Latina em cinco dos seis critérios avaliados. Mas não importa não falamos espanhol mesmo.
Pra finalizar, mesmo não chegando ao fim Daniel Kauffmann, um dos autores do estudo e diretor de Governança Global do Instituto do Banco Mundial diz que: "Na média, não há evidência de que a boa governança no mundo em geral melhorou de forma significativa na última década. É um retrato muito variado". Mas não importa, não é? Continuamos brasileiros apesar de tudo, ou não?

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14 de julho de 2007 at 17:30

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São Mateus envia toneladas de alimentos para o sertão

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Cerca de quatro toneladas de alimentos, das quais 3, 5 tons destinados ao sertão nordestino foram arrecadadas em gincana promovida pela Escola All Net Núcleo de Formação Profissional de São Mateus. A iniciativa que envolveu as 13 unidades que compõe a instituição de ensino foi promovida em seis semanas. Cada uma das unidades decidiu o destino do alimento arrecadado. Em São Mateus, segundo o coordenador pedagógico da unidade, Roberto Cuba Junior, uma entidade que atende o sertão nordestino foi indicado pelo Capitão Heleno Sobral Santos da 2ª Cia do 38º BPM/M. Tem plantações que estimulamos para que eles sejam auto-sustentáveis, padarias escolas, casas, núcleos. Estimulamos este tipo de atividade.
“Na primeira semana foram arrecadados arroz, na segunda: feijão. Macarrão, açúcar, óleo, sal e farinha foram arrecadados durante as outras quatro semanas e nossa unidade ficou em segundo lugar entre as 13”, explica o coordenador que optou por procurar o capitão Sobral em função das boas referências quanto ao trabalho desenvolvido pela entidade da qual ele participa a Amigos do Bem.
A Casa do Cristo Redentor, localizada próxima a Jacu Pêssego, será a outra entidade para onde, parte dos alimentos será destinada. “A opção pela Amigos do Bem se deu em função das explicações do capitão Sobral, que é kardecista e pela literatura e documentação sobre o importante trabalho da entidade”, registra Roberto que ainda explicou que as arrecadações feitas pelos alunos, em muitas ocasiões eram através dos mais de 100 ofícios que a escola fez para explicar a ação solidária.
Acompanhando a reportagem, durante a entrega simbólica dos alimentos, o Capitão Sobral explicou que além da literatura deixou um dvd onde podem ser conferidos os trabalhos da entidade. O capitão falou sobre as vilas agrícolas que são criadas pela entidade que visa organizar e minorar a penúria dos sertanejos. Nas agrovilas tem plantações, padarias. Escolas, casas no sentido de torná-las auto-sustentáveis. O dvd, segundo o coordenador da escola, foi exibido em sala de aula e na recepção e foi um importante instrumento de sensibilização dos alunos. “Temos 800 alunos ativos em diversos cursos que a escola promove e acho que a maioria se envolveu na campanha”, opina.
Com a experiência que já acumulou nessa ação de solidariedade, o capitão Sobral, que inclusive já fez parte das equipes que distribuem os alimentos no sertão, registrou que é comum durante a campanha de arrecadação de alimentos serem mais bem recebidos em locais de carentes ou de pouco poder aquisitivo quando comparado com outras regiões da classe média baixa e alta. “Mesmo dentro de São Mateus somos mais bem recebidos nos locais onde mora, de fato, o povo pobre”, enfatiza fazendo transparecer uma compreensão que os pobres são mais solidários.
Os alimentos vão ser entregues nos próximos dias em Pernambuco, Alagoas e Ceará diretamente pelos envolvidos sem nenhum envolvimento de prefeituras e políticos. “As pessoas que distribuem os alimentos são quase os mesmo que arrecadaram”, explica Sobral. “Anualmente, fazemos por nossa conta e despesas a distribuição que começou com 1,5 tonelada e agora são mais de 100 mil quilos e temos mais de 6 mil pessoas cadastradas. No final do ano atingimos mais de 40 mil famílias”, resume.
Sobral também fez questão de enfatizar que os locais são sempre os mais carentes do sertão nordestino. “Estive no carnaval passado num local que é conhecido como uma maravilha da natureza: Chapada dos Araripes. Entretanto, lá perto atrás das encostas existem dezenas de pequenos vilarejos onde a miséria e as necessidades são gritantes”, enfatiza. Sobral ainda explicou que os alimentos arrecadados são distribuídos ao longo dos anos para as famílias cadastradas.
 
 
 
 
 
“A escola All Net tem uma turma da Pastoral da Criança que estudam de graça, com os mesmo privilégios. Achamos que devemos ter esse trabalho para fazer o bem. Precisamos ajudar. Se pudermos dar alguma oportunidade vão se tornar pessoas melhores e que podem indicar nosso trabalho”, Roberto Cuba.
 
 
 
                                
Conheça um pouco da Amigos do Bem
 
A Amigos do Bem é uma instituição não-governamental, sem fins lucrativos, cujos principais objetivos são contribuir para a erradicação da fome e da miséria, por meio de ações educacionais e projetos auto-sustentáveis, e favorecer o desenvolvimento social da população carente do Sertão Nordestino.
Atua desde 1993, por meio de campanhas realizadas no período do Natal e do Ano Novo, um grupo de amigos liderados por Alcione de Albanesi passou a arrecadar e distribuir, no Sertão Nordestino, alimentos, roupas, colchões, brinquedos e cadeiras de rodas. Levou ainda atendimento médico e odontológico aos povoados carentes daquela região.
Dez anos depois, com base na experiência adquirida, os Amigos do Bem, Instituição Nacional Contra a Fome e a Miséria no Sertão Nordestino, além das ações emergenciais, passam a promover ações contínuas de Desenvolvimento Auto-Sustentável, a fim de amenizar o sofrimento da região.
 
Por que o Sertão Nordestino?
No Sertão Nordestino, existem povoados inteiros que passam fome e vivem em absoluta miséria, sem condições de reverter tal situação apenas com recursos próprios.
 
Má distribuição de renda, pobreza e fome existem em todo o Brasil, inclusive nos centros urbanos. Porém, verificamos, a partir de estudos e pesquisas, que no Sertão Nordestino – semi-árido mais populoso do mundo – a situação é agravada pelos grandes períodos de estiagem.
Assim, apesar de conhecer a pobreza em várias cidades de nosso país, a entidade escolheu focar seus projetos naquela região. Consideram que em outras regiões existem, ainda que precários, alguns recursos na área da saúde, educação e alimentação, ou mesmo instituições, organizadas pela própria sociedade civil, que promovem o auxílio à comunidade mais carente.
A área atingida pela seca equivale a três vezes o Estado de São Paulo. Lá vivem milhões de pessoas que dependem da agricultura e que, portanto, precisa de sementes, terra e da chuva, que raramente ocorre.
A seca é uma tragédia cíclica. A fome e o abandono do povo nordestino são permanentes. No Sertão Nordestino, ainda hoje, milhares de pessoas vivem em casas de taipa ou palha, sem água, luz ou qualquer outro recurso.
É importante notar que segundo a Síntese dos Indicadores Sociais 2005, do IBGE, baseado no Censo Demográfico 2000 e na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios 2005 os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) foram encontrados na Região NE.

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14 de julho de 2007 at 17:29

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Comunidade jucaica vai amplia atuação em São Mateus

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Marcos Moreira ou Mordechi Moré Ben Yhuda, em hebraico é um rabino morador de São Mateus que chama a atenção por seus trajes típicos de um judeu religioso. Nascido no Brasil com pai judeu de origem etíope e mãe de origem portuguesa iniciou nossa conversa explicando que judeus são aqueles que adotaram a religião judia não necessariamente todos os nascidos em Israel como costumeiramente é confundido.
Marcos esteve na redação para falar sobre a inauguração oficial da sua entidade instalada no Jardim da Conquista, a Comunidade Judaica Sefarad Beith Israel prevista para agosto próximo e sobre os trabalhos que já desenvolve e os que pretende desenvolver. Antes avisa que os judeus, em geral, têm consciência de contribuir para mudar para melhor o ambiente. Por essa razão a entidade fará palestras contra as drogas, por exemplo, encontros de incentivo empreendedor, neurolinguistica, desenvolvimento do raciocínio lógico. Cursos profissionalizantes como cabeleireiro e manicure serão oferecidos. Também darão atendimento e acompanhamento psicológico, dentro da medida do possível. Falarão sobre cultura, passaram filmes gratuitos com temática semita. Mesmo com essas ações, o rabino ressalta que não é o seu objetivo fazer proselitismo religioso. "Não estou buscando as pessoas para que se tornem judeus. Claro, que se alguma procura e interesse tiver nessa direção podemos ajudar. Nossa posição é contribuir para que as pessoas tenham boa educação, bons comportamentos dentro dos parâmetros do que é correto e do que não é". registra.
A partir do ano que vem segundo Marcos, a entidade pretende viabilizar a existência de uma escola com professores que através do sistema Objetivo possam estar lecionando para crianças o hebraico, inglês, espanhol e outras matérias, financiada pela ajuda de empresários que possam indiretamente estar adotando como padrinho as crianças e alunos carentes. Nessa direção o rabino informa que já está procurando locais para instalá-la. Uma outra idéia para ser executada bem no coração do Jardim da Conquista é criar um espaço onde crianças possam ser adotadas. Enquanto isso está atendendo na Rua Águia Dourada, 39 a comunidade e fazendo triagem sócio-econômica para identificar as famílias realmente necessitadas para continuar a distribuição de cestas básicas. Critico, o rabino mostrou-se contrário aos programas assistenciais dos diversos governos que distribuem ajudas de forma indiscriminada.
Outra ação pretendida é ter uma casa onde quem tiver fome possa chegar e comer. Para isso deve contar com a ajuda de diversas feiras livres que ocorrem no entorno e que já auxiliam outras entidades, entre elas, um asilo com os quais ele já coopera e que espera futuramente poder assumir aquela entidade em parceria com a atual dona, uma senhora, segundo ele bastante esforçada e correta e que com a formalização através da entidade pode melhorar ainda mais o atendimento. "Estamos tentando assumir esse trabalho dessa senhora, ela tem muita boa vontade, queremos ajudar", informa. Outros dois projetos do rabino chamam a atenção: a possibilidade de desenvolver cadeiras de rodas a um custo muito menor do que os preços de mercado. "Conheço um artesão que consegue fazer de bicicletas usadas cadeiras de rodas e ele mora aqui na região", explica. O aproveitamento das embalagens de PET está entre os planos do religioso com vistas a estimular a reciclagem e eventual geração de renda para os catadores.
O rabino também quer criar um fórum inter-religioso com quem quiser participar de outras religiões e nele serão tratados assuntos e projetos em comum não religiosos. Marcos acredita que é possível trabalhar também com a mendicância local, tentar reinserí-los na sociedade de forma produtiva através de uma casa onde possam morar e trabalhar, nos moldes de um kibutz urbano. "Podemos ensiná-los a gerar rendas, como por exemplo, reciclar o óleo utilizado para virar sabão. Com a venda parte fica para a manutenção da casa, parte para o albergado". O rabino ainda informa que os que estiverem conseguindo se reinserir terão todo apoio possível da entidade inclusive para montarem ou retomarem suas famílias.
Com a inauguração da nova sinagoga Beith Israel no dia 11/08/07 na Rua Águia Dourada, no Jardim da Conquista o rabino pretende ampliar as suas relações e os trabalhos desenvolvido com a comunidade e outras entidades. A associação está aberta a toda e qualquer colaboração de pessoas idôneas. NO aspecto cultural mais amplo o rabino avisa que "aos domingos serão exibidos gratuitamente na sede filmes judaicos inclusive um documentário sobre a Origem judaica dos nordestinos". Os interessados podem ligar para os telefones: 11 6848 7041  6848 1779  9398 9716.

Written by Página Leste

14 de julho de 2007 at 17:28

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