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Falsificações: onde foi que erramos?

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No início desta semana ouvi muito rapidamente pelo rádio informações que davam os números da pirataria no mundo. Naturalmente não deu para ouvir e gravar detalhes das informações, mas do que consegui captar são números que assustam. Melhor ainda: são comportamentos que assustam.
Grosseiramente a coisa fica mais ou menos assim. No Brasil o produto mais falsificado é o cigarro. Na China os produtos eletro-eletrônicos, brinquedos e outras quinquilharias e no continente africano os remédios.
Não bastassem os reconhecidos malefícios que já esta provado que o cigarro provoca aos fumantes ativos e passivos, a situação fica mais alarmante pelo enorme quantidade de cigarros mal feitos, sem controle industrial adequado e com misturas de produtos que até Deus duvida. Se fumar os cigarros originais feito por empresas reconhecidas já é uma péssima escolha imagine, prezado leitor fumar sabe-se lá que tipo de substâncias tóxicas sem qualquer cuidado mínimo com o usuário.
Acho que deveríamos, inclusive, reservar da maior dos tributos que são cobrados das empresas fabricante e é muito imposto recursos para o sistema de saúde tratar das vítimas. Isso mesmo, vítimas, pois o cigarro faz mal a saúde e ninguém discute mais isso.
Se na China faz-se de tudo um pouco, desde que não seja o original, eles inundam os mercados paralelos do mundo inteiro com suas quinquilharias. Dão emprego ou subempregos aos montes para todos os seus chineses e nos damos os consumidores damos brinquedos, aparelhos eletro eletrônicos e até alguns produtos de alimentação de segunda. No caso desses produtos, nem todos tão viciantes quanto o cigarro, fica a nosso critério adquiri-los ou não.
Agora da notícia toda o que mais me incomodou foi à informação que remédios são falsificados no continente africano, como por aqui também. Acho isso o supra sumo do mau caráter. A que ponto pode chegar às ambições do ser humano: brincar de Deus e de Diabo decidindo a vida e a morte para milhares de pessoas em busca de lucro desonesto. Para as três categorias de falsificação que cito aqui, considero a mais grave e para a qual nenhum tipo de perdão pode ser dado. É preciso leis sérias e eficazes para desestimular quem queira ganhar dinheiro com um crime desses.
O problema também, caro leitor é lembrarmos de onde foi que também nos erramos. Onde isso tudo começou? Será que não fizemos vista grossa lá trás? Será que não fomos nós mesmos que estimulamos esses criminosos quando, por exemplo, compramos um perfume similar para enganar amigos e amigas como se fosse o original? Será que quando compramos aquele CD mais em conta não estamos fazendo o mesmo? Será que foi antes ainda, quando para substituir jóias que os bacanas podem usar e nós não, passamos a usar bijuterias?
Pois é. Uma porção de interrogações. Cada um responda como possa, mas acho que falsificar remédio, ou azeite misturando com óleo automotivo, razões suficientes para colocar esses assassinos na cadeia.

Written by Página Leste

18 de junho de 2007 às 17:24

Publicado em Educação

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