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Moradores do Teotônio Vilela convivem com o descaso

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Moradores do conjunto habitacional Teotônio Vilela reclamam do abandono em que se encontram algumas ruas e vias de acesso entre os diversos prédios que compõe o conjunto que abriga milhares de moradores.
O problema surgiu após a construção de outros prédios feitos pela Caixa Econômica Federal para fins habitacionais. Depois de prontos os apartamentos, a empreiteira deixou no abandono, com montanhas de entulho e restos das obras, um terreno que dá para o fundo do conjunto habitacional já existente. A partir dessa negligência da CEF ou da construtora a vida dos antigos moradores piorou e até o momento não estão encontrando solução. O terreno em questão fica entre as ruas Teodoro Risso, Felice Tocci e Santa Maria.
Segundo os moradores a prefeitura não faz nenhum tipo de manutenção; como a limpeza das vielas de acesso entre os prédios e a escola, por exemplo. Não carpem o mato e ainda não fiscalizam para coibir o abuso dos próprios moradores que colocam para fora, nas vielas, terrenos e até nas ruas todo o material que passou a ser inservível para eles, desde sofás e mobílias velhas até o entulho resultante de pequenas e médias obras que os moradores fazem em suas residências.
Com o abandono do terreno o crescimento do mato próximo a escola e nas vielas escondem outras surpresas desagradáveis. No local o acumulo de entulho junta-se ao lixo doméstico que alguns insistem em jogar e contribui para o aumento de roedores e bichos peçonhentos. “Ratos entraram em meu apartamento e estou tendo muita dificuldade de me livrar deles”, dizem algumas moradoras.
Se o mato cresce desordenadamente, cresce também a insegurança. Além dos bichos, sujeira, lixo e entulho os moradores tem que conviver com a escuridão do local, tendo em vista a ausência de iluminação pública em funcionamento há mais anos, apesar dos pedidos feitos a Ilume. “Temos protocolos dos pedidos, mas eles não vêm arrumar” ou “Perdemos a conta de quantas vezes ligamos para o 156”, dizem os moradores que agora também vivem preocupados com eventuais marginais e desocupados que ficam pelo terreno abandonado entre os prédios.
A passagem pelas vielas é intensa. São idosos, adultos que vão aos afazeres e as crianças que freqüentam as escolas locais. Sem exceção, a depender do caminho escolhido, correm o risco de se depararem com enormes ratazanas e até algumas cobras saindo do mato crescido.
Não bastasse o abandono do terreno, uma vala ao lado do muro da escola enche de dejetos do esgoto o que pode indicar um eventual entupimento nos encanamentos. Com as chuvas, o esgoto que deveria estar encanado, corre a céu aberto e em alguns casos escorrem junto com as águas de chuva em direção aos prédios.
Quanto às reclamações ao Serviço de Atendimento ao Consumidor da Subprefeitura de Vila Prudente à qual pertence à área, absurdamente indicam que alguns pedidos foram atendidos, espanta-se um dos moradores. É o caso do SAC no 4772553 de 30/11/2005 que informa que o serviço solicitado teria sido feito no dia 7/12/2005, o que nunca aconteceu. Outro SAC. No dia 22/7/2003 de número 2179760, mais uma vez a prefeitura informa que o serviço teria sido realizado no dia 28/7/2003 outro absurdo.
Até o projeto e construção de uma creche está reservado em outro local, informa uma moradora, lembrando do argumento de um representante da prefeitura, muito tempo atrás quando estiveram no local, sem que, entretanto, nenhuma providência nessa direção tenha sido tomada.
Com esse tipo de atendimento e com respostas que não procedem não é de espantar que os moradores estejam desanimados e desapontados com a prefeitura que não fiscaliza e viabiliza as soluções e com a Caixa Econômica Federal que após construir moradias para os vizinhos deixaram entulhos no fundo de suas casas.
Publicado na Gazeta de São Mateus, ed. 242, maio de 2007

Written by Página Leste

18 de maio de 2007 às 12:41

Publicado em Notícias e política

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