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Ainda o meio ambiente

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Assunto recorrente que tem muito a ver com nossas vidas, vira e mexe vamos tocar no assunto a partir das observações que fazemos no dia-a-dia.
Chamou-nos a atenção uma notícia na manhã do dia 28/03. A Prefeitura da cidade americana de San Francisco, aquela que é palco de inúmeros filmes norte americanos, aprovou um projeto que proibirá as bolsas de plástico fabricadas com derivados de petróleo nos grandes supermercados, num esforço para proteger o meio ambiente.
O prefeito Gavin Newsom deve sancionar a lei, que fará de San Francisco a primeira cidade dos Estados Unidos a adotar uma medida desse tipo.
Segundo a legislação, os grandes supermercados não poderão distribuir bolsas de plástico fabricadas com derivados do petróleo dentro de seis meses. As grandes farmácias teriam um ano para se adaptar à medida.
As novas regras permitiriam apenas a distribuição de bolsas de plástico recicláveis feitas com produtos derivados do milho. Seu uso é pouco freqüente hoje. Papel reciclado e tela são outros materiais admitidos.
"Muitas cidades estrangeiras e outros países já adotaram legislações semelhantes", disse Ross Mirkarimi, o legislador que propôs a medida. Ele disse esperar que outras cidades americanas sigam o exemplo.
Que maravilha! Primeiro mundo é outra coisa e tomará que a lei que está sendo proposta ganhe corpo e mentes dos americanos no país que está entre os que mais poluem. Pode ser até uma forma de imprimir a si próprios uma pequena penitência pelos pecados cometidos contra o meio ambiente que é propriedade de todos sem ser de ninguém. Veneno à parte, torcemos para que essa possa ser uma lei daquelas que pegam e que seja copiada e imitada em outros países do primeiro mundo seja no continente americano, no europeu e asiático.
Mas como a notícia nos faz refletir parei por um instante para imaginar uma iniciativa igual a esta em nossa metrópole. Deu o que pensar. Será que os moradores desta grande e caótica cidade se dariam a esse trabalho que mudar hábitos tão arraigados e substituir os saquinhos de mercado, hoje fiéis depositários dos nossos refugos?
Depois de pensar, deu para assustar. Essa prática e inofensiva embalagem de nossos grandes mercados; aquelas que recolhemos até um pouco a mais do que o necessário para acomodarmos o nosso lixo do dia-a-dia é o mais plástico entre os plásticos. Aquele mesmo que no solo da natureza leva mais de centenas de anos para se transformar em outra coisa ou desaparecer, será que abriríamos mão de usá-los? Tenho certeza que não.
É indiscutível a praticidade dos saquinhos plásticos para acomodar o lixo. Os mais antigos talvez ainda se lembrem de que o lixo doméstico era colocado em latas de 20 litros, entre as mais comuns as de óleo, que eram recolhidas pelos lixeiros que depositavam o conteúdo sobre os caminhões de lixo, largando a lata metros à frente de onde foram colocadas. Na eminência da passagem do caminhão de lixo, era comum as pessoas se postarem no portão de suas casas para recuperarem as latas que voltariam a armazenar o lixo do dia seguinte.
Como não tem a menor viabilidade voltar a esses tempos bucólicos, a indústria, a mesma que para ampliar ganhos estimulou o hábito no uso dos sacos plásticos, cabe buscar alternativas. Para tanto pode buscar ajuda nas universidades e prestar muita atenção ao que os americanos estão propondo.
Para nos resta reduzirmos a produção de lixo, portanto, a utilização dos práticos saquinhos. A mudança de hábitos será uma travessia enorme uma vez que ainda temos vizinhos perto ou longe que além de usarem e abusarem dos sacos plásticos ainda os joga em córregos, terrenos e ruas isoladas, ao invés de armazenarem adequadamente para o lixeiro pegar.
Publicado na Gazeta de São Mateus -ed 239 -2aquinzenamarço2007

Written by Página Leste

2 de abril de 2007 às 13:24

Publicado em Meio Ambiente

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