O lenga-lenga contra os Direitos Humanos
Esta semana recebi no meu e-mail o entusiasmado texto (tudo em maiúscula) abaixo acompanhado de um pequeno vídeo onde um determinado delegado de polícia, que não me dou ao trabalho de identificá-lo aqui, ao arrepio da Lei, repete a confusa e simplista cantilena de que bandido bom é bandido morto. O delegado tem o direito de defender suas idéias e a sociedade tem o direito de discutir esse assunto à exaustão.
O texto do e-mail, porém, merece alguns mínimos retoques de tão primário que é. Começa no segundo parágrafo onde mistura coisas diferentes; no terceiro, crítica de forma antecipada a possibilidade de um documentário sobre atrocidades ou violação dos DH dos criminosos em tutela do Estado. No quarto, calcula que o ministro da Justiça a quem chama de escroto pode vir a indenizar as famílias de bandidos.
No mesmo parágrafo, distila uma ira quanto ao fato dos presos políticos (e não bandidos), mesmo os que tiveram em armas contra a ditadura que prendia e arrebentava de terem indenização do Estado, onde deveriam estar tutelados. Acusam de serem simplesmente ex-exilados ou perseguidos políticos cientistas, padres, estudantes, poetas, engenheiros, médicos etc.
Por fim, no último parágrafo mostra o quão reacionário continua uma vez que aceita as atrocidades cometidas pela ditadura militar (uma pena, que não fizeram o serviço direito) e agora querem dar carta branca a delegados dessa estirpe.
Para não ir longe, entretanto, estou divulgando no final uma matéria que publiquei logo após os ataques do PCC em São Paulo em maio de 2006 e lembro a todos que mesmo com todo o esforço do Governo do Estado para esconder os fatos, foram mais de 50 mortos em discutível confronto com a polícia logo após os atentados. Os mais de 50 a que me refiro são os que comprovadamente não tinham passagem pela polícia.
Continuemos a reflexão! 23/03/07
PARABÉNS PARA ESSE DELEGADO QUE TEVE A CORAGEM DE DIZER REALMENTE O QUE DEVE SER FEITO COM OS BANDIDOS.
COM CERTEZA OS DEMAGOGOS, A IMPRENSA, A CORJA DOS DIREITOS HUMANOS E A CAMBADA DE POLÍTICOS DESTE PAÍSZINHO DEVERA PENALIZAR OU AFASTAR ESTE DELEGADO AO INVÉS DE DAR-LHE O APOIO…
DO JEITO QUE A COISA ESTA INDO NESTE PAÍS DAS MARAVILHAS, LOGO LOGO DEVERÁ TER UM FILME CONTANDO A HISTÓRIA DE PERSEGUIÇÃO E SOFRIMENTO DE FERNADINHO BEIRA-MAR OU UM DOCUMENTÁRIO DOS DIREITOS HUMANOS, DIZENDO SOBRE AS ATROCIDADES E MORTES COMETIDAS PELA POLÍCIA AOS COITADOS DOS ESTRUPADORES, SEQÜESTRADORES E HOMICIDAS.
PROVAVELMENTE AQUELE ESCROTO DO NOSSO MINISTRO DA JUSTIÇA, DEVERÁ EDITAR UMA MP, INDENIZANDO A FAMÍLIA DOS BANDIDOS MORTOS PELA POLÍCIA, A EXEMPLO DO QUE FOI FEITO COM OS "PRESOS POLÍTICOS" – PRESOS ESSES, QUE AGORA SÃO GOVERNO E QUE TEM COMO CURRÍCULO APENAS TEREM "SIDO EXILADOS E PERSEGUIDOS POLITICAMENTE" E QUE NADA FAZEM PELO POVO, A EXCEÇÃO DE CONSEGUIREM UMA BELA INDENIZAÇÃO E UMA PENSÃO VITALÍCIA.
UMA PENA, QUE OS MILITARES NAQUELA ÉPOCA, NÃO FIZERAM O SERVIÇO DIREITO……..
UMA PENA, QUE OS MILITARES NAQUELA ÉPOCA, NÃO FIZERAM O SERVIÇO DIREITO……..
A irresponsabilidade dos grandes meios de comunicação
Padre Júlio Lancelotti, conhecido ativista dos direitos dos mais humildes, do povo de rua, dos encarcerados e de outras minorias na cidade de São Paulo foi desafiado na manhã de domingo, em frente a sua paróquia, por populares que criticaram-no abertamente como protetor de bandidos por sua luta pelos direitos humanos.
Precipitadas, essas pessoas não tinham como saber que durante as outras noites o Padre Júlio Lancelotti e outros ativistas estiveram em vigília com policiais militares, correndo os mesmos riscos que eles.
Essas pessoas não sabiam e nem sabem que os ativistas de direitos humanos estiveram reunidos no mesmo fim de semana que acontecia os ataques em um ato ecumênico e com lideranças de várias correntes e entidades criticando o ataque aos policiais e aos civis, soltando notas para a imprensa e, novamente, com o Padre Júlio ligando para bispos de outras regiões para que se solidarizassem com a causa.
Essas pessoas não sabiam e nem sabem que ainda esta semana, o Padre Júlio e o pessoal dos direitos humanos estiveram em visita a Secretaria de Justiça do Estado para mostrar o equivoco do inquérito que está se instalando com acusações infundadas contra Conceição Paganele, de novo, outra ativista dos direitos humanos.
Não sabem também que vigilantes como sempre os direitos humanos entendem que as autoridades devem agir com o máximo rigor admitido pelas leis, para a identificação e punição dos autores intelectuais e materiais dessa barbaridade, e que reiteram, uma vez mais, que a defesa dos Direitos Humanos nunca foi e não será agora um obstáculo às ações rigorosas e eficientes em defesa da sociedade, entretanto considerando indispensável uma reflexão sobre os motivos e as condições que contribuíram para essa barbaridade.
Essas pessoas não sabiam, não sabem e nem podem saber dessas informações enquanto a grande imprensa oligapolizada, com vistas ao lucro e se isentando de sua responsabilidade de divulgar as várias nuances do assunto, não forem democratizadas.Finalmente as pessoas podem saber que estão solidários com todas as famílias das vítimas dos atentados desses últimos dias, algumas autoridades, tais como: Antonio Carlos Malheiros, Antonio Carlos Fester, Frei Betto, Dalmo Dallari, Denis Mizne, Fabio K. Comparato, Gofredo da Silva Telles, Hélio Bicudo, João Baptista Breda, José Carlos Dias, José Gregori, Luiz Eduardo Greenhalgh, Marco Antonio Barbosa, Margarida Genevois, Maria Eugênia da Silva Telles, Maria Victória Benevides, Oscar Vilhena, Paulo Mesquita, Paulo Sérgio Pinheiro. J. de Mendonça Neto
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