Quem é a Irmã Célia Bastiana Cadorin
É de Célia Bastiana Cadorin, irmãzinha da Imaculada Conceição, catarinense com mais de 20 anos morando na Itália a responsabilidade pela santificação do Frei Galvão, nosso primeiro santo brasileiro que deve ocorrer durante a visita do Papa Bento XVI ao Brasil.
Como postuladora, desde 1991, da causa do frade diante do Vaticano é a porta-voz natural de todo o processo. Para isso irmã Célia reuniu depoimentos, pesquisou informações e constatou a possível ocorrência de alguns milagres como o caso da menina Daniela Cristina da Silva, em 1986 que com 4 anos teve hapatite A, várias complicações, duas infecções hospitalares, uma parada cardiorespiratória e que se recuperou. A tia, devota de Frei Galvão levou pílulas para a mãe e água benta para a criança. Resultado: recuperação instantânea, perfeita e sem seqüela. Daniela é uma moça de 21 anos.
Frei Galvão não era pobre, era filho de capitão, mas largou essa vida para se dedicar aos pobres, principalmente os escravos que o ajudaram a levantar o Mosteiro da Luz, em São Paulo. Apesar de ser um intelectual trabalhou na construção do Mosteiro de São Bento. Irmã Célia já sabia dessa ternura ao assumir a causa em 1991, incumbida pelo também catarinense dom Paulo Evaristo Arns e quis saber por que cargas d’água o processo de Frei Galvão estava empacado desde 1938.
De lá para cá muito trabalho, mas a tarefa não era novidade, a favor de sua competência a religiosa tinha a causa de Madre Paulina, parada por 12 anos.
No processo de santificação, não basta apenas a biografia do candidato, mas o ambiente em que viveu. Depois de pesquisas no arquivo do Vaticano, na cúria de São Paulo, em Florianópolis e em Curitiba onde conseguiu informações que precisava para o processo. A Irmã pegou registros no Rio onde o frei foi ordenado, foi para Guaratinguetá, local do nascimento do frei. Pesquisou em Aparecida e na cúria dos fransiscanos onde o frei morou por 60 anos.
Além disso a fama do Frei Galvão continuou após a sua morte com visitas frequentes dos devotos a sua sepultura. A prova da santidade tem que ser dada à partir da ocorrência de um milagre como foi o citado acima.
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