Conselho Político dá prazo de 45 dias para partidos apresentarem propostas sobre reformas
Com o encaminhamento apontado na notícia abaixo, para o bem ou para o mal, o próximo governo do presidente Lula não pode mais ser identificado como uma administração petista. O arco de aliança estimulado pelo presidente Lula às vésperas do início do segundo mandato aponta para um governo de coalizão que, a bem da verdade, deveria ser dessa forma ser submetida e julgada no próximo pleito eleitoral.
Elaborar as reformas política e tributária é o grande desafio do Conselho Político do Governo formado por presidentes e líderes de dez partidos da base aliada do governo, o Conselho se reuniu pela primeira vez (13).
No encontro, o Conselho decidiu que os partidos terão 45 dias para apresentar propostas sobre as duas reformas. A reforma política precisa ser aprovada no primeiro semestre de 2007.
Conforme o ministro das Relações Institucionais Tarso Genro, o fim da guerra fiscal é ponto crucial dentro da reforma tributária.
Mesmo com o apoio dos partidos do conselho o governo, Tarso Genro sabe que o governo poderá perder nas votações do Congresso. “O conselho não será um bloco férreo de votação”. Segundo o ministro, "o Conselho será um órgão de ajuste para projetos estratégicos do governo, buscando o maior consenso possível para votações rápidas e formação de maioria eficaz”.
O presidente do PMDB, Michel Temer, que falou em nome dos partidos aliados, afirmou que cargos no governo não foram debatidos na reunião. “Esta coalizão visa à formulação, que não depende de cargos. Se depois o presidente entender que para a execução, que é uma outra fase, dependerá dos partidos políticos, ele vai colocar naturalmente os partidos”, afirmou.
Participaram da reunião Marco Aurélio Garcia, presidente interino do PT; José Renato Rabelo, presidente do PC do B; Roberto Amaral, presidente do PSB; Vitor Araújo dos Santos, presidente do PRB; Michel Temer, presidente do PMDB; Carlos Lupi, presidente do PDT; Alfredo Nascimento, presidente do PR; José Luiz Penna, presidente do PV; Nélio Dias, presidente do PP, deputado José Múcio, líder do PTB na Câmara; senador Marcelo Crivela, do PRB e o governador eleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
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