Evento da CNBB termina com recomendação de apoio a comunicação alternativa contra
Participantes da 4ª Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os representantes de movimentos sociais de todo o país dançaram uma ciranda para comemorar o encerramento do evento, neste domingo. Foto: Antonio Cruz/Abr
Brasília – Os cerca de 230 participantes da 4ª Semana Social Brasileira, evento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgaram hoje o documento final do evento. O texto recomenda aos movimentos sociais a valorização dos meios de comunicação alternativa, como forma de "diminuir a influência negativa dos grandes meios de comunicação" e como estratégia para "fortalecer uma comunicação eficaz e democrática entre os atores sociais populares".
A declaração final dos participantes do evento também define uma agenda de campanhas e mobilizações para 2007. Entre as iniciativas consideradas consensuais estão a realização de diversas campanhas nacionais (pela auditoria cidadã da dívida e pela redução das tarifas de energia elétrica, entre outras) e de um plebiscito sobre a anulação da privatização da Vale do Rio Doce.
O texto ainda destaca iniciativas prioritárias na articulação entre os movimentos sociais brasileiros. Dá apoio ao processo de formação da Assembléia Popular, além de outros fóruns e redes. As "juventudes urbanas", segundo o documento, precisam de especial atenção dos movimentos, com o incentivo a escolas de formação política.
“Foram três anos de reflexão, de sonhar com um novo Brasil, sobretudo, preocupados em articular as forças sociais para construir o país que sonhamos”, disse o coordenador do evento, dom Demétrio Valentine. “Com esse amadurecimento, a sociedade passa a se articular melhor, a exigir um país politicamente mais democrático, economicamente mais justo, socialmente solidário, ecologicamente sustentável e religiosamente ecumênico.”
O documento aprovado pelos participantes da 4ª Semana Social Brasileira será encaminhado a entidades da Igreja Católica, movimentos sociais e autoridades de todo o país.
Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil
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