Deputados, magistrados e procuradores querem super-aumentos, enquanto o salário mínimo só pode subir R$ 17
Deputados, juízes e procuradores da República, que já não ganham pouco, estão em campanha por aumento de salários. Enquanto querem mais, os trabalhadores devem se conformar com menos. Para isso o governo recuou da proposta no Orçamento de 2007 de aumento do salário mínimo para R$ 375. Com a justificativa de que houve revisão nos índices o Ministério do Planejamento concorda com um reajuste de apenas R$ 17 reais, passando o mínimo para R$ 367.
Já no Congresso, deputados e senadores, com raras exceções querm um aumento de 91,4%, passando o valor médio atual de R$ 12 mil e 800 para R$ 24 mil e 500 mensais para deputados. A proposta tem um freio que é acabar com a verba de R$ 15 mil que cada parlamentar tem direito para gastos com combustível, aluguel e alimentação, mediante apresentação de nota fiscal.
Como é provável, como já está ocorrendo que a proposta beire a ofensa, parte dos deputados já tem no colete uma proposta alternativa que viria do governo: os petistas defenderão um aumento da ordem de 30% a partir de 2007 que reporia mais que a inflação dos últimos quatro anos. Bonzinhos? Não, necessariamente. O PT está de olho na presidência da Câmara.
A Câmara que quer aumentar o salário dos seus, rejeitou emenda da oposição que previa reajuste de 16,67 por cento aos aposentados que ganham acima de 1 salário mínimo, algo em torno de 8 milhões e 200 mil aposentados. Vitória do governo que concede 5,01 por cento para essas aposentadorias. A questão agora vai ao Senado. A previsão do governo é de gastos de R$ 1 bilhão e 900 milhões de reais na Previdência entre agosto e dezembro com o reajuste de 5,1%. (JMN)
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