Boas notícias Programa do governo com a sociedade pode melhorar a empregabilidade
A Distrital Mooca da Associação Comercial de São Paulo sediou, no dia 16/11, o encontro de representantes de empresários do comércio e serviços da zona leste da cidade de São Paulo com a Coordenadora Geral de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Emprego Tatiana Scalco Silveira promovido pelo Fórum para o Desenvolvimento da zona Leste. Na pauta: os preparativos para uma possível assinatura de convênio de qualificação profissional para o mercado de trabalho local com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT.
Segundo a coordenadora, o convênio faz parte de uma série de ações de políticas públicas setoriais adotadas pelo atual governo. Para tanto estimula a criação de uma comissão de concertação que aponte o perfil sobre os tipos de trabalhadores que são necessários naquela região e que ainda reúna uma gama de empresas comprometidas em absorver preferencialmente os trabalhadores que seriam qualificados pelo programa do Ministério com currículos específicos. Um terceiro segmento são as entidades da sociedade civil, a exemplo, do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste que congrega centenas de entidades do primeiro, segundo e terceiro setor. Sua função é ampla. Vai desde ajudar a compor a identificar a demanda até recrutá-la, ceder espaços para os cursos e pontualmente ajudar a desenvolvê-los. Os custos de toda a operação viriam dos recursos do FAT.
A partir da prioridade dada à qualificação da mão-de-obra para a facilitação da empregabilidade, os representantes do Sindicato de Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo indicaram o perfil da necessidade das 7050 empresas do setor existentes na zona leste da São Paulo. Na mesma linha, Hugo Cabrera, do RH da empresa Carrefour presente a reunião também traçou o perfil da mão-de-obra utilizada pela empresa, mas ressaltou que a ampliação do leque de qualificações dos seus funcionários é política da empresa que acaba de celebrar um convênio com o Sesc para qualificação dos trabalhadores.
O representante da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Ivo Dall´Acqua Junior lembrou sobre a premência dos prazos para celebrar o convênio. Marcado para até a primeira quinzena de dezembro, a identificação mais rigorosa do perfil, conforme lembrado por outros participantes e o convencimento dos empresários para a participação vai requerer agilidade entre os presentes. Nesse sentido, apesar do comprometimento de todos os presentes, ficaram por conta da Associação Comercial, da Federação do Comércio e dos representantes dos Sindicatos patronais presentes os contatos como os futuros contratantes.
Para reforçar a necessidade do empenho dos presentes, o professor Valter de Almeida, diretor de Educação do FDZL lembrou o acerto do governo na decisão de viabilizar esse programa na zona leste de São Paulo, ressaltando o alto índice de desemprego na região. Já para este repórter, a concentração de riqueza em áreas da zona leste, além do comércio e serviços tradicionais tem demandado outros tipos de serviços caracterizados como mordomiais. "A classe média e alta, que está se instalando em alguns locais da região, tem requerido serviços típicos da antiga vassalagem, exemplificando como preparadores físicos individuais, consultores de modas, salões de beleza e motéis para animais, motoristas particulares e seguranças pessoais, entre outros".
Participaram da reunião: representantes do FDZL, da Associação Comercial; o empresário Akira Kido do ramo óptico, representantes da rede Carrefour e Pão de Açúcar, representante da Fenacom, do sindicato patronal já citado e representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio. Além dos encaminhamentos apontados, uma próxima reunião está marcada para o dia 30 de novembro na sede da distrital Mooca da ACSP, além de uma exposição específica para empresários no centro de convenções da empresa Carrefour. (JMN)
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